Jornal GGN – Símbolo de segurança em empresas de tecnologia, a leitura de íris para identificação pessoal agora está a caminho dos dispositivos ao alcance do consumidor. O Myris é um escâner para computadores que também funciona como mouse. Para utilizá-lo, basta ligar na porta USB do computador, tablet ou outro dispositivo. A função é ativada ao virar o dispositivo ao contrário: olhando para ele, o sensor imediatamente faz a varredura do olho do usuário para verificar sua identidade.
A íris, segundo a empresa, é tão ou mais única que a digital – isso porque a leitura de impressão digital tem uma entre dez mil chances de resultar em um falso positivo. Já de acordo com a EyeLock, empresa responsável pelo scanner, a leitura de íris tem apenas uma em 1,5 milhões de chances de resultar em falso positivo. Ao configurar ambas as íris, as chances caem para uma entre 2.250.000 bilhões.
“A íris, como uma parte do corpo humano, é apenas a segunda em termos de DNA com a capacidade de autenticar alguém, com certeza”, diz Anthony Antolino, diretor de marketing da EyeLock. “Não há duas pessoas no planeta com a mesma textura da íris. Nem mesmo gêmeos idênticos”.
Uma vez que o olho do usuário foi digitalizado e gravado, o software do escâner atua como um gerenciador de senhas. Quando é hora de entrar em algum lugar, basta olhar para o escâner, que o software irá usar a íris para desbloquear a senha de qualquer serviço que esteja tentando acessar. O Myris é compatível com Macs, PCs que rodam Windows e até mesmo Chromebooks. O aparelho suporta até cinco usuários diferentes.
“Você realmente tem a capacidade de ter um sistema de segurança livre de fricção, sem toque, muito seguro e conveniente para proteger sua identidade”, diz Antolino. “O mundo em que vivemos é um ambiente digital. Estamos dependentes destes dispositivos para tudo o que fazemos. Nossos laptops, smartphones, tablets e tudo o que fazemos requer um autenticador”.
A empresa garante que o sistema é à prova de hackers. O escâner, por exemplo, é projetado para não considerar leituras a partir de arquivos, mas apenas leituras “ao vivo”. Assim, mesmo que usuários não autorizados tivessem os dados referentes à leitura digital da íris do usuário principal, o sistema não autorizaria o acesso.
Outra opção digna dos filmes de ficção científica: o sistema também sabe identificar um olho vivo de um olho morto, assim a tática usada pelo personagem de Wesley Snipes no filme “O demolidor” – arrancar o globo ocular de um usuário para ter acesso a um sistema de segurança – simplesmente não funcionaria. O Myris deve ser lançado ainda neste ano para consumidores e clientes corporativos, mas ainda não tem preço definido.
Com informações do Mashable.com
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