Sugerido por Assis Ribeiro
Da Band
Ives Gandra questiona ‘feudo familiar’ do STJD
Jurista ataca família Zveiter e também questiona procurador-geral Paulo Schmitt, que demonstraria preferência pelo Fluminense
O Superior Tribunal de Justiça Desportiva é controlado por um clã, comparado a um feudo familiar, e deveria exigir concurso público para a definição dos magistrados. Quem defende esta tese é o jurista Ives Gandra Martins, que defende a permanência da Portuguesa na Série A do Brasileirão e o efetivo rebaixamento do Fluminense.
“É necessário discutir efetivamente este feudo que se criou no Rio de Janeiro no STJD. É um feudo familiar. Eu gosto do avô do atual presidente, é muito meu amigo, mas não se pode uma família dominar um tribunal. Eu sempre defendi o concurso público para o STJD”, comentou Gandra Martins, neste domingo, em entrevista ao apresentador Milton Neves na Rádio Bandeirantes.
“Temos um tribunal como feudo de uma família, os Zveiters dominam o STJD. O atual presidente (Flávio Zveiter) foi considerado um grande jurista já no terceiro ano de faculdade para ingressar no STJD. Nem o Miguel Reale no terceiro ano de faculdade era considerado um grande jurista.”
A declaração do jurista foi feita em meio à defesa do rebaixamento do Fluminense e a consequente manutenção dos pontos que a Portuguesa possa perder pela escalação do meia Heverton no último jogo do Brasileirão, contra o Grêmio. Segundo ele, o procurador-geral do STJD, Paulo Schmitt, abriu um importante precedente para a Lusa em 2010.
“Quando era o Fluminense que deveria perder pontos – e o Cruzeiro sairia campeão-, pois escalou um jogador jogou com cinco cartões amarelos em diversas partidas, ele disse que o Fluminense não poderia perder os pontos, embora ele hoje negue. Hoje essa pessoa prega a rigidez da lei”, afirmou o jurista.
“Esse precedente, quando o Fluminense não deveria ser campeão por escalar o jogador irregular, pode ser usado no atual caso. Se ele não for usado, pode haver uma ‘cariocada’. Vejo a possibilidade de usar o precedente para que seja feita a vontade do povo”, acrescentou. “Uma flexibilização na interpretação da norma seria o mesmo que este cidadão defendeu quando o Fluminense foi campeão e deveria ter perdido os pontos.”
Em 2010, o Fluminense poderia ter perdido pontos pela escalação de Tartá, que havia jogado e levado amarelos pelo Atlético-PR, antes de atuar e ser advertido com cartões na Série A pelo clube das Laranjeiras. Caso tivesse sido punido, o Tricolor perderia o título para o Cruzeiro, vice-campeão daquele ano.
‘Coração de Paulo Schmitt bate de maneira diferente para o Flu’
Segundo Ives Gandra Martins, a Portuguesa está sendo caçada pelo STJD porque o procurador-geral Paulo Schmitt mostra clara preferência pelo Fluminense. Para o advogado, Shmitt é um verdadeiro “inimigo do futebol brasileiro”.
“A tese dele tanto na disputa entre Cruzeiro e Fluminense (em 2010) quanto hoje, com a Portuguesa, mostra o valor sentimental que ele sente pelo Fluminense. Dá a impressão que o coração dele bate de forma diferente quando se trata do Fluminense”, avaliou o jurista, que é conselheiro vitalício do São Paulo e irmão do maestro João Carlos Martins, ilustre torcedor da Portuguesa.
“O STJD poderia apenas aplicar uma multa em cima da Portuguesa. Eu não tenho nada contra esse procurador, mas tudo que acontece com ele é extremamente estranho. Todos acham que a Portuguesa tenha que ficar. Esse cidadão está se tornando um inimigo do futebol brasileiro. Não acredito que ele seja desonesto, mas tem uma nítida preferencia pelo Fluminense”, finalizou.
Em contato com o Portal da Band, Ives Gandra Martins pediu que fosse incluído na matéria do Portal da Band outro tema abordado na entrevista a Milton Neves.
“Como a Constituição Federal permite o ingresso na Justiça Comum, após os trâmites da Justiça Desportiva, se a Portuguesa vier a ser rebaixada, que ela procure o Poder Judiciário, porque nem CBF nem a Fifa tem maior poder no Brasil do que a Constituição da República”, escreveu.
“Por fim, na Justiça Comum, que é a que vale definitivamente, o devido processo legal exige que qualquer decisão judicial só passa a valer após a intimação oficial feita pelo próprio órgão, com o inteiro teor da decisão a ser cumprida. Tal expediente só foi enviado ao clube na segunda-feira.”
http://assisprocura.blogspot.com.br/
alexis
5 de janeiro de 2014 10:18 amVou aguardar
Vou aguardar até o final da copa, para me somar numa cruzada nacional que termine com os podres do futebol negócio para poucos e façamos Brasil voltar ao futebol esporte e alegria para o povo. Já visando o final do campeonato observou-se displicência de alguns times, entrega de jogo (Cruzeiro para Vasco) e, mediante acordos entre advogados; dirigentes e cartolas, montaram-se algumas bombas-relógio para detonar no caso em que “seja conveniente”. A Portuguesa nem precisava colocar nos minutos finais, num jogo sem valor, um jogador previamente expulso. Pode isso ser verificado em entrevistas da época e nas declarações do advogado da Portuguesa, que diz ter autorizado para colocar aquele jogador da polêmica, pois não haveria problemas.
Murdok
5 de janeiro de 2014 10:28 amJa vai um ano que deixei de
Ja vai um ano que deixei de ser sócio de um time de futebol aqui na minha cidade. Isso virou uma eculhambação.
alexis
5 de janeiro de 2014 10:34 amParabens
Eu cai na real apenas 2 meses atrás, depois da entrega do jogo de Cruzeiro para o Vasco.
Agora, os dirigentes do time vão fazer isso virar pó, não é?
Ex-Cruzeirense
Assis Ribeiro
5 de janeiro de 2014 11:18 amFutebol uma grande lavanderia
Futebol uma grande lavanderia
CELSO ORRICO
5 de janeiro de 2014 12:55 pmenquanto não criar uma Liga..
enquanto os jogadores e clubes não criarem uma Liga de Futebol e detonarem com a CBF nosso esporte favorito continua esse mar de lama..o que estão esperando seus parlamentares para tornarem o Futebol e a Seleção Brasileira Patrimônio do Povo Brasileiro?
Juliano Santos
5 de janeiro de 2014 4:04 pmApesar dele ser da Opus Dei,
Apesar dele ser da Opus Dei, estou gostando do Ives Gandra. É emocional e visilmente parcial onde deve ser, o futebol, e no caso do mensalão ao contrário de outros, foi racional e imparcial.
Ateve-se ao fatos e declarou em alto e bom som, para aflição dos merdais do pig, “Dirceu foi condenado sem provas”. Está subindo no meu conceito
Cristiana Castro
5 de janeiro de 2014 10:22 pmhummmm os Zveiter aqui no Rio
hummmm os Zveiter aqui no Rio só controlam o STJD… Todo o judiciário fluminense é um feudo… Agora, vamos combinar que grande jurista no terceiro ano é forçar demais a amizade…
Doney
5 de janeiro de 2014 11:18 pmSe fosse pra falar tudo do
Se fosse pra falar tudo do STJD, não haveria páginas policiais dos jornais que dessem conta.
Valter Silva
6 de janeiro de 2014 10:50 amDe tanto falarem uma mentira ela acaba virando verdade …
Tartá levou dois cartões amarelos pelo Atlético Paranaense contra Guarani e Vitória, e um pelo Fluminense, contra o Furacão. Isso é verdade, como veio à tona. O que não é verdade é que tenha jogado suspenso na campanha do Fluminense campeão brasileiro de 2010. A partida seguinte ao empate entre Atlético Paranaense e Fluminense na Arena da Baixada foi Fluminense 2 x 0 Grêmio. Tartá cumpriu suspensão e não entrou em campo por ter recebido o terceiro cartão na partida anterior.
A matéria do http://www.terra.com.br da época evidencia isso. As duas fichas extraídas do meu arquivo pessoal também (veja no final do texto).
Isto é bem explicado pelo Paulo Vinicius Coelho
http://www.espn.com.br/post/376182_pelo-bem-da-verdade-podemos-apontar-contradicao-de-schmidt-mas-tarta-nao-jogou-suspenso-em-2010?ModPagespeed=noscript