por jns
Pra Que Tristeza

O humorístico Bairro Feliz, da TV Globo, exibido ao vivo, em 1965 e 1966, misturava música e humor em esquetes escritas por Max Nunes e Haroldo Barbosa.
Em um dos quadros do programa, Grande Otelo era acompanhado pelo conjunto Os Originais do Samba, que tinha entre seus integrantes o cabo da Aeronáutica Antônio Carlos. Ele participava do programa sem o conhecimento dos seus superiores e, por isso, tentava se manter o mais escondido possível em cena.

Certo dia, sem se conter, Antonio Carlos teve um ataque de riso durante um dos programas, no momento em que Grande Otelo deixou cair no chão um livro onde havia guardado o script, porque não havia decorado o texto.

Desconcertado, Otelo olhou para o negão gozador, careca e sem pelos no rosto e fuzilou: “Tá rindo de quê, ô Mussum?”. A plateia foi ao delírio e às gargalhadas: “Mussum” é o nome de uma enguia preta, sem escamas e muito escorregadia.
O ator Milton Gonçalves conta que Antônio Carlos ficou irritado com o apelido, mas, após algumas semanas, acabou adotando o ‘Mussum’ como nome artístico, com o qual entraria para o grupo Os Trapalhões e para a história do humor brasileiro.
Bairro Feliz, TV Globo
Redação e Produção: Max Nunes e Haroldo Barbosa
Direção: Maurício Sherman
Período de exibição: 30/11/1965 – 18/10/1966
Horário: terças, às 20h
Walker
4 de janeiro de 2014 6:54 pmEsse itlaininho aqui do sul
Esse itlaininho aqui do sul tem uma saudade imensa de Mussum e os Originais do Samba..pouca coisa foi feito melhor neste país de desgraçados…
Vamos lá..
http://www.youtube.com/watch?v=B3nAXARhMLg&list=PL3800C3C8672FB579
jns
4 de janeiro de 2014 6:56 pmO REI DO RECO-REQUIS FOREVIS
SANDRA BREA
[video:http://youtu.be/9a80p6Q_NTE%5D
Apresenta o Samba da Vizinha do Mussum
por Antonio Guerreiro
TIÃO MACALÉ e MARINA MIRANDA
Bambas, no vídeo, segurando a onda:
JORGE ARAGÃO, violão de seis cordas
ALMIR GUINETO, banjo
BIRA PRESIDENTE, pandeiro,
SOMBRINHA, violão de sete cordas
UBIRANY, repique de mão
SERENO e NEOCI, tantans
ARLINDO CRUZ (?)
implacavel
5 de janeiro de 2014 2:32 amArlindo
Arlindo Cruz nã participa desse vídeo… Ele chega no Cacique de Ramos depois… Já em 1979!
jns
10 de janeiro de 2014 9:01 pmValeu Meu Rei!
Pesquisei e não me convenci que o Arlindão fez a desfeita com os amigos e não compareceu ou ‘chegou junto’ prá prestigiar a galera.
Mas, taí o Implacável prá não deixar ninguém mentir sozinho!
***
Só prá contrariar!
Este blog tá confuso: os posts desaparecem e, em navegadores diversos, prá variar, apresenta resultados diversos.
Na mídia móvel, ele costuma ficar arredio e nem ‘dá as caras’ só emplacando as sempre velhas mensagens de errrrrrrrros.
***
Abraços.
jns
4 de janeiro de 2014 7:04 pmMumu da Mangueira
“Ele era uma figura muito dada, simples, tratava bem todo mundo que chegava nele”, disse Jair Rodrigues.
“O prazer dele era dar um porre no cara, vê-lo sair de quatro da casa dele, ver o cara ficar doidão”, afirma outro companheiro musical e de noitadas, Jorge Aragão.
“Nunca vi ninguém tocar reco-reco como o Mussum! Ninguém tinha aquele suingue, só ele”, conta a cantora Alcione para o mesmo documentário.
Na juventude, Antônio Carlos estreita sua relação com o samba por meio de sua escola de samba do coração, a Estação Primeira de Mangueira. Observador, pesquisa o jeito malandro e gozador dos colegas. Muito estimado pela comunidade, passou de “Carlinhos da São Francisco” para o “Mumu da Mangueira”. Em depoimento ao documentário “Retratos brasileiros” (1998), do Canal Brasil, dirigido por Sérgio Rossini, Dedé, um dos colegas Trapalhão afirma: “Ele fazia muitas coisas pela Mangueira. Chegou trocar o cachê porque eles precisavam de um consultório de dentista”.
Los Siete Diablos de la Batucada
Na década de 1960, Antônio Carlos junta-se a outros músicos amigos, a maioria ritmistas, e forma o grupo Os Sete Modernos, posteriormente chamado Os Originais do Samba. Em 1962, fazem sua primeira excursão ao exterior: passam sete meses no México como Los Siete Diablos de la Batucada.
Carismático e bem-humorado nos palcos e nos bastidores, Mussum chama atenção dos comediantes profissionais. Em 1969, participa do programa de Chico Anysio. É o veterano colega que sugere a Mussum acrescentar as terminações “is” ou “évis” na palavras, que se torna sua marca registrada.
Acompanham artistas consagrados como Chico Buarque, Toquinho e Vinicius, Paulinho da Viola, Elza Soares, Elis Regina, Jorge Ben, Martinho da Vila, e o amigo Jair Rodrigues.
Lançam O samba é a corda, os Originais a caçamba, álbum que engata o maior sucesso do conjunto, “O lado direito da rua direita”, de Luis Carlos e Chiquinho e se tornam o primeiro conjunto de samba a se apresentar no Teatro Olympia, em Paris.
O sucesso de Mussum nos Trapalhões começa atrapalhar a trajetória de Antônio Carlos no grupo que ajudou a formar. Em 1979, após o lançamento do álbum Clima total, o cantor e ritmista abandona o conjunto com quem gravou 12 LPs e ganhou três discos de ouro.
Em “Um amor em cada coração”, uma composição de Vinicius de Moraes e Baden Powell, canta suave ao lado de Márcia. A faixa escolhida relembra o ano de 1968 quando Márcia e Os Originais do Samba acompanham o menestrel do violão, Baden, em álbum ao vivo, gravado no Teatro Bela Vista, em São Paulo.
‘Yo tengo hambre’
“Só sabem que mataram o gato, mas como é que faz o tamborim é que é fogo.”
Passamos é fueme mesmo! A gente falava é cueca-cuela, ensaladis”, relembra Antônio Carlos ao lado dos companheiros Bidi, Chiquinho, Bigode, Rubão e Lelei em entrevista ao programa MPB Especial, da TV Cultura, em 1972.
[video:http://youtu.be/zRc9fLDK3cY%5D
“Em 1962 fomos pro México, onde ficamos sete meses, passamos fome, trabalhamos, hablamos – dominó e fumaça -, nós hablamos, nosotros: ‘Yo tengo hambre’. No início nós falamos era fueme mesmo – fueme, cuela-cuela – mas depois fomos descascando o negócio, ensaladis, huachinangoe – aquele prato que o senhor gostava de comer – paella, um prato que tem peixe, tem galinha, tem trava da chuteira do Pelé, tem raquete da Maria Ester Bueno, tem tudo lá.”
Huachinango a la Veracruzana | Foto publicada no Blog Mexkitchen
‘Antes sem cabelo do que careca, é assim começa o bom samba’
As informações são do site Cultura Brasil, com reprodução de comentários do Mussa no vídeo da Trama/Radiola.
http://culturabrasil.cmais.com.br/playlists/mussum-o-rei-do-reco-requis
***
“Eu uso dizer que eu tenho 50 anos muito bem bebidos.”
alfeu
4 de janeiro de 2014 8:33 pmJair Rodrigues e Originais do Samba – “Arrasta a Sandália” (1969
[video:http://www.youtube.com/watch?v=uqSAeenFekQ%5D
jns
4 de janeiro de 2014 7:24 pmA Mãe na Zona
CASSETA – Com peito, sem peito, como que é isso?
MUSSUM – Era o papo logo na entrada. “Minha filha, hoje eu tava a fim de dar uma cavucada”. “Cinco cruzeiros”. E eu digo: “Mas como é que é? E com um carinhozinho?” Aí ela: “Com peito ou sem peito?” (GARGALHADAS) Ela não tirava o soutien, não. (GARGALHADAS)
CASSETA- Tua mãe nunca te falou isso, não ?(GARGALHADAS) A minha mãe já falou isso pra mim.
MUSSUM – Uma vez o Dedé faIou isso pra mim.
CASSETA- O quê?
MUSSUM – Dedé tinha mania… “Ah, negão safado. Ah, sua mãe tá correndo com a navalha atrás dos crioulos lá na Mangueira.” Eu tava, nessa época, morando em São Paulo. Um dia, chovendo, rapaz; aquele frio, aquela garoa em São Paulo. Aí o Dedé chegou lá em casa, 7:30 da manhã. Ai, mamãe: “Entra, meu filho, toma um café”. A casa era um sobrado, eu tava no 2º andar. “Filho, seu Dedé tá aqui. Vou botar um cafezinho pra ele”. Falei lá de cima da escada: “Não, mamãe!” – o Dé tirou o sapato e tava do lado da mamãe pegando a xícara – “Não, mamãe, não dá café pra ele que ele diz que a senhora corre atrás dos crioulos no morro com uma navalha. Os caras trepam e a senhora sai cobrando os caras”. (GARGALHADAS) A minha mãe virou pra ele e falou assim: “Ah, filho, acho que na minha idade eu mereço um pouco mais de respeito e o seu Dedé não ia faIar isso.” O Dedé largou a xícara no chão e saiu correndo descalço. “Esse negão é maluco pra falar um troço desse”. Nunca mais quis brincadeira comigo.
http://www.casseta.com.br/blog/2013/01/28/casseta-entrevista-mussum/
O Mumu Carinhoso
[video:http://youtu.be/JODSbOHK8nI%5D
Walker
5 de janeiro de 2014 12:23 amOntem, por causa deste post
Ontem, por causa deste post do Mussum acabei gastanto (ganhando) a sexta-feira inteira no Youtube pesquisando Mussum e os Originais do Samba. Catei pérolas e diamantes. As irônias em Testamento do Partideiro e Tragédia no Fundo do Mar são impagáveis. Please musicistas do blog, explorem mais os Originais do Samba…
Aqui uma gradnde sequencia com os Originais do Samba…
http://www.youtube.com/watch?v=B3nAXARhMLg&list=PL3800C3C8672FB579
jns
10 de janeiro de 2014 8:46 pm“Catei pérolas e diamantes…”
Grande abraço, garoto!
jns
10 de janeiro de 2014 9:08 pmQue malandro é você?
“Que não sabe o que diz!”
[video:http://youtu.be/B3nAXARhMLg%5D