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Do Sul 21
O que ficou das massivas mobilizações de rua de 2013?
Marco Weissheimer
A formação de multidões em várias cidades do país, articuladas em larga medidas pelas redes sociais na internet, sem lideranças ou organizações definidas, com uma agenda de reivindicações que iniciou com o preço do transporte coletivo para se estender a praticamente todos os problemas nacionais e até, de modo mais geral, a “tudo que está aí” compõem um desafio para entender o que ocorreu em 2013 e seus possíveis desdobramentos em 2014.
Como se sabe, os manifestantes falaram de muitas coisas ao mesmo tempo. Começou pelo transporte coletivo e logo se estendeu para a saúde, educação, segurança, corrupção, PEC 37, cura gay, Copa do Mundo e por aí vai. O que ficou de todo esse processo, afinal?
Os protestos de rua que eclodindo pelo país em junho representam, talvez, o maior desafio político que a experiência de governos do PT e seus aliados, iniciada com Lula em 2003, já enfrentou. Um turbilhão de sentimentos e opiniões – em muitos casos, contraditórias – cruzaram (e ainda cruzam) as ruas e as redes sociais. Proliferam teses, hipóteses e diagnósticos sobre as causas e a natureza do que aconteceu. O Brasil, cabe lembrar, incluiu numa velocidade sem precedentes no Ocidente o equivalente populacional a “uma França”, no mercado de trabalho, na vida economicamente ativa e na sociedade. Isso tem muitos custos, além da gigantesca virtude que é melhorar a vida de milhões de pessoas.
O risco de retrocesso e a oportunidade de avanço
Neste contexto, os movimentos que saíram às ruas em diversas cidades do país trouxeram consigo um risco e uma oportunidade. Tanto o risco quanto a oportunidade dependem de escolhas (ou omissões) políticas. O risco: embarcar numa aventura política, desprovida de perspectiva histórica, que acabe lançando pela janela o bebê com a água do banho. A oportunidade: abrir debates e enfrentar problemas em temas como transporte público, violência policial, qualidade da saúde, meio ambiente, oferta de educação, cultura, lazer, comunicação. Em resumo, vivemos em 2013 o risco do retrocesso e a oportunidade do avanço.
O que começou como uma grande mobilização social contra o aumento das passagens de ônibus e em defesa de um transporte público de qualidade descambou em alguns momentos para um movimento com características preocupantes: uma massa disforme na rua, “contra tudo o que está aí”, sem representantes, sem direção, em confronto permanente com a polícia, infiltrada por grupos interessados em promover quebradeiras, saques, ataques a prédios públicos e privados, ataques contra sedes de partidos políticos e a militantes de partidos, sindicatos e outros movimentos sociais.
Uma democracia, como se sabe, significa, entre outras coisas, existência de partidos, de representantes eleitos pelo voto popular, do debate político como espaço de articulação e mediação das demandas da sociedade, do direito de livre expressão, de livre manifestação, de ir e vir. Na noite do dia 20 de junho, por exemplo, esses traços constitutivos da democracia foram ameaçados e atacados, de diversas formas, em várias cidades do país. Houve violência policial? Houve. Esse é um problema histórico do Brasil que ainda está longe de ser resolvido e que, em larga medida, decorre de contas não ajustadas e varridas para debaixo do tapete no período de transição da ditadura para a democracia. Mas aconteceram muitas outras coisas, como ataques e expulsão de militantes de esquerda das manifestações, ataques a sedes de partidos políticos, a instituições públicas.
Os dirigentes dos partidos, dos governos e dos meios de comunicação têm uma grande dose de responsabilidade pelo que aconteceu, sem dúvida. Há aí dois fenômenos que se retroalimentaram: o rebaixamento da política à esfera do pragmatismo mais rasteiro e a criminalização midiática da política que coloca tudo e todos no mesmo saco, ocultando da população benefícios diários que são resultados de políticas públicas de qualidade que ajudam a vida das pessoas. Há uma grande dose de responsabilidade a ser compartilhada por todos esses agentes. Em um momento grave e difícil da história do país, o Congresso Nacional permaneceu em silêncio. Foi sintomático não ter ocorrido a nenhum dos nossos representantes eleitos pelo voto convocar uma sessão extraordinária ou algo do tipo para conversar sobre o que estava acontecendo.
O movimento de Dilma e a reação do Congresso
No dia 25 de junho, o Congresso Nacional finalmente interrompeu o seu silêncio em meio à onda de protestos. Até então, nem mesmo quando esteve cercado por milhares de manifestantes, ouviu-se a voz institucional do parlamento sobre o que estava acontecendo no país, com exceção de manifestações isoladas de parlamentares aqui e ali. Enquanto instituição e um dos poderes constitutivos da República, o Congresso não achou necessário fazer sessões extraordinárias, abrir um espaço de diálogo com os manifestantes ou tomar alguma outra iniciativa tentando colaborar para a superação da crise. O gigante só parece ter acordado quando a presidenta da República, Dilma Rousseff, brandiu as palavras que assustam muitos parlamentares: Reforma Política. Pior ainda, acompanhada de palavras mais atemorizadoras ainda: plebiscito, Constituinte Exclusiva. Como num passe de mágica, quem estava mudo começou a falar aos borbotões, dentro e fora do Congresso, diga-se, aliás.
No dia seguinte ao anúncio feita pela presidência, o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ayres Britto, classificou de “inconstitucional” a proposta de realizar um plebiscito para a criação de uma constituinte encarregada de fazer a Reforma Política. Para Ayres Britto, o Congresso tem os meios necessários para fazer essa reforma. Se tem os meios, parece não ter a disposição nem a vontade para votar um tema que se arrasta há anos por gabinetes, comissões e o plenário da Casa. O líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), foi outro a se manifestar contra um plebiscito para discutir uma reforma política. Para ele, o PMDB deveria defender uma Constituinte não só para a reforma política, mas também para a reforma tributária. O líder do DEM na Câmara, Ronaldo Caiado (GO), também considerou a proposta de Dilma inconstitucional. O senador tucano Álvaro Dias (PR), por sua vez, criticou a ideia do plebiscito. “Convocar um plebiscito para saber se a população deseja a reforma política? Isso está nas ruas patenteado com muita clareza”, afirmou. Está nas ruas, mas parece que ainda não de modo suficiente para convencer o parlamento a votar o tema.
O fato é que, de Sul a Norte do país, parlamentares começaram a falar sobre o assunto. Foram obrigados a isso, na verdade, após o anúncio feito pela presidenta Dilma Rousseff da proposta do plebiscito para a Reforma Política. Com esse gesto, o governo conseguiu, ao menos por alguns dias, sair das cordas, onde havia sido atirado pelas manifestações de rua, sendo alvo de pesada artilharia nas ruas e nas redes sociais. O movimento de Dilma abriu um novo cenário que puxou para o centro da conjuntura o Legislativo, o Judiciário (até então basicamente espectadores do conflito) e a sociedade como um todo. Foi um movimento político ousado que colocou o governo numa contraofensiva, que logo começou a sofrer pesada resistência no Congresso e fora dele.
Estava claro, então, que o ponto central do movimento do governo federal para tentar superar a crise atual não era de natureza jurídica, mas sim política. A ousadia da proposta era diretamente proporcional à dimensão e à gravidade do que estava acontecendo nas ruas do país. Um dos raciocínios colocados neste processo é simples: se o Congresso Nacional não conseguiu/quis até hoje aprovar a Reforma Política e tampouco se manifestou diante dos protestos das últimas semanas, como acreditar que ele aprovará mudanças que incidirão sobre os atuais parlamentares e seus mandatos?
Alguns dias antes do anúncio de Dilma, o governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, defendeu a convocação de uma Assembleia Constituinte exclusiva para a votação da Reforma Política, abrindo a possibilidade inclusive de candidaturas sem partido. Tarso também criticou a morosidade do Congresso Nacional em meio à crise. Cerca de 24 horas depois, a presidenta da República obrigou o Congresso a romper seu silêncio diante dos graves acontecimentos que ocorrem no país. E trouxe o Parlamento para o centro da disputa política que se trava no país. Com isso reestabeleceu-se uma dinâmica de disputa parlamentar que havia sumido de cenário político. A oposição, de modo geral, se posicionou contra a criação de uma Constituinte para a Reforma Política, garantindo que o Congresso tem todas as condições de aprovar essa pauta.
A Reforma Política, mais uma vez, esvaziada
Assim como ocorre com a Reforma Tributária, praticamente todos os parlamentares brasileiros são, em tese, favoráveis à Reforma Política. Nunca a morosidade no tratamento desses temas foi questionada tão fortemente quanto agora. O governo viu na agenda da Reforma Política uma possibilidade e uma oportunidade de retomar a ofensiva política no país, propondo a concretização de mudanças que se arrastam há décadas nos corredores do poder. E o poder político no país nunca foi tão confrontado nas ruas como este ano. A oposição, por sua vez, que viu nos protestos de rua, uma oportunidade de ouro para interromper o ciclo de governos iniciado com Lula está diante de uma encruzilhada: se ela se posiciona contra propostas como a de um plebiscito para viabilizar uma ampla e profunda Reforma Política qual será a alternativa que apresentará à multidão que está nas ruas “contra tudo o que está aí”?
O eterno impasse no Congresso em torno dessa proposta deixa muito pouca margem para otimismo sobre as chances de uma Reforma Política que promova, de fato, mudanças significativas no atual modelo político-eleitoral do país. E, apesar do barulho das ruas em 2013, essa situação pode ficar ainda pior, com a eleição de um Parlamento ainda mais conservador que o atual em 2014. O resumo é o seguinte: com o atual sistema política e partidário, o Congresso tende a ficar ainda mais conservador. Os dados a seguir, do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), definem assim o atual perfil do Parlamento brasileiro: 273 parlamentares (246 deputados e 27 senadores) eleitos em 2010 são empresários, donos ou sócios de algum estabelecimento comercial, industrial, de prestação de serviços ou mesmo proprietários de fazenda ou indústria agropecuária. A chamada bancada empresarial passou de 219, na eleição de 2006, para 273 integrantes em 2010.
Já do lado da representação dos trabalhadores, na atual legislatura foram eleitos 72 parlamentares, sendo 64 deputados e oito senadores. Na legislatura anterior, eram 61 deputados e senadores, número inferior ao de 2002, quando 74 congressistas vinculados a sindicatos foram eleitos. Por outro lado, em 2010, a bancada ruralista cresceu de 120 para 160 parlamentares (142 deputados e 18 senadores). E a bancada evangélica dobrou de tamanho entre 2006, quando elegeu 36 congressistas, e 2010, quando foi para 73 (três senadores e 70 deputados). Esse é o quadro atual que, a se manter o atual cenário para as eleições de 2014, pode fazer a balança pender ainda mais para o campo conservador.
Assim como ocorre com a Reforma Tributária, praticamente todos os parlamentares brasileiros são, em tese, favoráveis à Reforma Política. Nunca a morosidade no tratamento desses temas foi questionada tão fortemente quanto este ano. Mas não adiantou. A impressão que dá é que o sentimento dominante entre os parlamentares é: passado o “susto das ruas”, baixada a poeira, tudo volta a ser como dantes no quartel de Abrantes e a prioridade é saber como aproveitar as mobilizações de rua para tirar algum proveito nas eleições de 2014.
As chances da proposta de criação de uma câmara constituinte exclusiva para fazer uma Reforma Política ficam cada vez menores neste cenário, mas, ao mesmo tempo, esse mesmo cenário reforça a importância da ideia. Como esperar mudanças profundas de um Congresso cuja resposta, após tudo o que está acontecendo nas ruas do país, é aprovar a criação de mais um grupo de trabalho para discutir um tema que vem sendo discutido há décadas? Para piorar um pouco mais o quadro, a proposta da Constituinte, que deveria estar no centro da agenda política, apareceu muito fracamente reivindicada nas manifestações de rua. No atual andar da carruagem, o saldo político de 2013 pode ser o reforço do campo conservador no Congresso Nacional em 2014.
Está cada vez mais claro que setores da oposição apostam numa retomada das manifestações de rua em 2014, em especial durante o período da Copa do Mundo, como possibilidade de derrotar Dilma nas urnas. Assim como, no final de 2012, ninguém previu o que aconteceria meses mais tarde no país, neste final de ano é impossível antecipar uma repetição dos acontecimentos de junho. O que é possível constatar é que toda a energia social mobilizada nas ruas este ano foi incapaz de produzir uma reforma do sistema político brasileiro. Não se trata, exatamente, de uma boa notícia.
GEORGE Vidipo
3 de janeiro de 2014 2:32 pma midia e a jornada de junho
Fatou falar que após o governo federal mudar o rumo da discussão, propondo a constituinte exclusiva, a manifestação esvaziou e por fim acabou. Lutaram ou gritaram por nada, se as manifestações realmente quisessem alguma mudança deveria crescer e não cessar. Infelizmente o que se observou foi um capitaneamento das manifestações pela midia corporativa que as insuflou e depois as esvaziou.
O triste dessa história é que o participantes dessa jornada não conseguem identificar que foram usados ou deixaram se usar.
Chris
3 de janeiro de 2014 4:28 pmO que ficou das mobilizações?
Sintetizando o que já está no próprio texto: o mais importante é a atitude frente à ausência de representação política, afinal, quem sabe faz a hora e não fica esperando por instituições “democráticas” que não funcionam, certo?
Legal foi perceber que o catalisador foi justamente a truculência da repressão policial… belíssimo tiro pela culatra!
Se os espertíssimos congressistas preferem adotar a tática do avestruz, enfiando a cabeça na terra para deixar a tormenta passar e continuar tudo como antes no país das maravilhas, fazer o que? Só vai aumentar o desprezo dos manifestantes, covardia tem preço e consequências … A reforma política vai acontecer porque quem foi para as ruas está com o saco pra lá de cheio do modus operandis dos apropriadores do poder. Eu só não sei que grupo vai conseguir canalizar toda essa indignaçao represada, já que as táticas de manipulação estão tão batidas. Tenho a impressão que os rebanhos estão divididos, quem será o aglutinador?
Cristiana Castro
3 de janeiro de 2014 5:48 pmO que restou das
O que restou das manifestações de concreto, além da aprovação da PEC37 foi, apenas a ” ameaça” de mais manifestações, sem sentido em junho de 2014. Parece que colocaram um multidão nas ruas para que algum grupo aproveitasse para aprovar propostas… Nesse sentido, a mídia saiu na frente e aprovou a PEC para o MP. quem esteve nas manifestações, sequer ouviu alguém gritar pela tal da PEC, até o dia em que os membros do MP foram a Copacabana.Ou seja, os próprios membros e mídia, portanto, nada a ver com as manifestações. Por outro lado, o que mais se gritava nas ruas que era o Fora Globo, não deu em nada; sequer os tais organizadores que não existem, simularam um ” ataque” a emissora. Uma pedrada num vidro e estrume na porta, perto do que fizeram no Itamaraty, Congresso Nacional, prefeituras, palácios de Governos, assembléias e Câmaras, é nada. O que mais a tal multidão atacou, a Mídia, não só saiu ilesa como ainda usou as manifestações para seus objetivos, a ponto de, agora, estarem convocando outras… Aí complica pq atender a convocação da Globo… só com o rosto coberto mesmo… e aí complica mais ainda. QQ segmento descontente tem direito a reivindicar e/ou resistir; o não assumir essas reivindicações é que é preocupante. A quem atribuir, eventuais consequências? A sociedade, como um todo? Não é justo. o movimento tem cara, tem liderança e tem partidos, sim. Não assumir isso é tentar transferir as consequências para grupos que não tem qq participação na empreitada. De resto, se por alguma razão, alguém entra num combate pesado, anonimamente, é pq tem certeza que não deseja ser responsabilizado ou associado ao resultado.
Jorge Moraes
3 de janeiro de 2014 5:57 pmA farsa
Sob a forma de farsa repete-se a história. Somente sob a forma de farsa.
Se a história original (manifestações juninas de 2013) é tida por não poucas vozes como parcialmente fabricada, tragédia farsesca, as desejadas (só até certo ponto) pela oposição para estes 2014 viriam como farsa em dose dupla, por sua gênese forçada e no dizer marxiano.
Palpite (como qualquer palpite, temerário): as manifestações não vão se repetir da mesma forma, serão bem menos intensas e seu incensamento pela midia estará sujeito às flutuações inarredáveis decorrentes do processo político-eleitoral, cuja intensificação somente se dará após a Copa do Mundo.
A farsa, espero, fracassará.
Durvalino
3 de janeiro de 2014 6:29 pm………….. nao sou
………….. nao sou bruxo mas pra mim a panela de pressao continua em fogo brando.
do q se fez em 2013 ficou tipo amostra gratis. e a coisa nao evoluiu mais devido aos desonrados blackkblockks.
ha dias atras tivemos um senhor do congresso devolvendo dinheiro aa aeronautica por uso indevido pela segunda em seis meses e nao vai tomar processo de improbidade administrativa.
viram: a panela continua no fogo…..
helio dias horvath
3 de janeiro de 2014 6:54 pmAs manifestações de junho
O que restou das manifestações de junho?
Em primeiro lugar, inarredável, a realidade. Realidade da qual tentaram escapulir, como de hábito, os esquizofrênicos da política. Sem êxito, também como de hábito. Não há política sem partidos, não há consequência nas ações irrefletidas, os imaturos jamais conduzirão o trem da história. Sequer o patinete. Não falo aqui dos indivíduos arregimentados, sabe-lá como e onde, para perseguir os partidos (de esquerda, sempre), valendo-se da obtusa incompreensão de boa parte da população do papel dos partidos na luta política. São fascistas, novos ou velhos nas idades, sem mais nem menos.
Em segundo lugar, o fantasma da candidatura do Juiz Joaquim à Presidencia da República.
FHC já deitou falação sobre o assunto, pois é evidente que o Juiz Joaquim pode, como acredito que aconteceria, capturar a maioria do eleitorado do PSDB, eleitorado que sofre atualmente as altas temperaturas de suas febres malsãs, postas em estado de prolongada fervura justamente pelo malsinado julgamento do Mentirão. Já tachado de “salvador da pátria” pelo nosso último Príncipe, é de se esperar, para breve, uma campanha de desconstrução do famoso magistrado, ou, como se diz, mais popularmente, semanas de esculhambação de sua pessoa.
Por último, a intuição de que as esquerdas brasileiras, sejam mais ou menos doutrinárias, não importa, levarão este país adiante, mesmo se caminharem para trás, olhando apenas de lado.
josé adailton
3 de janeiro de 2014 9:19 pmARAPONGAS TOP
Olhar DigitalInformações apontam que o projeto de computador é parte de um programa de pesquisas de US$ 79,7 milhões! Entenda:http://bit.ly/KncqPb
Lucas Gomes
3 de janeiro de 2014 9:42 pmfaltou comentar sobre como a
faltou comentar sobre como a grande mídia fez a coisa parecer um protesto de direita contra os corruptos e a blogosfera progressista fez a coisa parecer um ataque à Dilma e ao PT. E faltou também comentar que os protestos conseguiram impedir o aumento e até baixar a tarifa do transporte em centenas de municípios brasileiros, mas já que a maioria das pessoas que comenta nesses blogs aqui não toma ônibus, parece ser algo de segundo plano nos projetos de poder do partido de preferência de cada um.
ruyacquaviva
3 de janeiro de 2014 10:58 pmO que ficou das massivas
O que ficou das massivas mobilizações de rua de 2013?
Ficou flagrante o enorme desejo da oposição (sem rumo) de APARELHAR as manifestações e usar os manifestantes como MASSA DE MANOBRA para obter RESULTADOS ELEITORAIS que possam causar uma reviravolta nas intenções de voto manifestadas pelos eleitores.
Foi isso que ficou…
Monier.,.,.,.
3 de janeiro de 2014 11:56 pmO que sobrou das
O que sobrou das manifestações foi uma esquerda no poder, mas envelhecida no discurso, com medo da juventude que sai na rua. E para sair à rua quando o governo federal é de esquerda, só pode ser juventude de direita. Mesmo que tenha sido contra a opressão policial de um governo estadual de direita e contra o aumento das passagens de ônibus, bandeira clássica da esquerda.
Sobrou um Haddad tendo que voltar atrás do aumento sem sentido e sem muito tato políticos. Mas com coragem para implantar as necessárias faixas de ônibus, o que certamente esperaria o momento utópico da “governabilidade” em tempos de normalidade. E com algum capital político para tentar o aumento do IPTU nos bairros nobres, sob a lógica de que sustentariam as passagens. Apesar da óbvia reprovação imediata nas pesquisas de popularidade, quando o bolso parar de doer, certamente o prefeito vai estar maior como político que planeja metas.
No plano federal, sobrou o marco da Dilma saindo do casulo para finalmente se manifestar abertamente sobre temas atuais, digitais. Sobrou a bobagem interessante da Dilma Bolada. Que é bobagem, mas representa um olhar da geração de esquerda antiga envelhecida, para a geração mais nova. Não é um grande fato concreto, mas é algo simbólico.
Sobrou a geração de 80/90 com a noção de que pode sair às ruas sem pedir permissão à velha guarda dos partidos. E quem está acompanhando a política extrapartidária e extrasindical, sabe que eles continuam apanhando em manifestações pela rua. Alguns dias atrás foi na Paulista, sem notícia na mídia. Hoje, saíram da Armênia e foram para a Av. Cruzeiro do Sul exercer o direito de manifestação em relação aos moradores de rua que estão sendo condenados por participar das manifestações de junho. Se a esquerda continuar discursando contra eles como se fossem inimigos, talvez virem inimigos. Mas ser esquerda ou direita, se for classificação relevante, é algo que classifica atitudes.
joao
4 de janeiro de 2014 12:00 amAlto lá cara pálida!
Ate aqui fui mendigo.
No mais não jogue nas mentes e corações sobre um partidinho e uma presidente transloucada. Os brasileiros em geral cobraram e poderão renovar estas exigências em 2014 em relação aos conglomerados dos políticos federais e estaduais. O Brasil esta e estava decretando do executivo, do judiciário e do congresso um movimento destes administradores que propor-se valorizar e beneficiar a população, as cidades e melhora da qualidade vida. A população esta cobrando seus impostos pagos e votos depositados na melhoria em nível municipais dos prefeitos e vereadores, dos governadores estaduais com seus legislativo e federal dos 39 ministros e da presidente Dilma.
O maior desafio é de todos os políticos independentes das legendas e dos espaços!
– “Os protestos de rua que eclodindo pelo país em junho representam, talvez, o maior desafio político que a experiência de governos do PT e seus aliados, iniciada com Lula em 2003, já enfrentou. Um turbilhão de sentimentos e opiniões – em muitos casos, contraditórias – cruzaram (e ainda cruzam) as ruas e as redes sociais. Proliferam teses, hipóteses e diagnósticos sobre as causas e a natureza do que aconteceu. O Brasil, cabe lembrar, incluiu numa velocidade sem precedentes no Ocidente o equivalente populacional a “uma França”, no mercado de trabalho, na vida economicamente ativa e na sociedade. Isso tem muitos custos, além da gigantesca virtude que é melhorar a vida de milhões de pessoas.”