Por Diogo Costa
Do GloboEsporte.com
Em artigo publicado por jornal, Aldo Rebelo defende arenas “Padrão Fifa” e diz que governo não está doando, mas emprestando os recursos por meio do BNDES
19/12/2013 12h40 – Atualizado em 19/12/2013 12h40
Por GloboEsporte.com
Brasília
O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, voltou a afirmar que o governo federal não está gastando com os estádios da Copa de 2014, mas sim emprestando os recursos por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Em artigo publicado nesta quinta-feira no jornal “Valor Econômico”, Aldo ressalta ainda que a maior parte do orçamento do Mundial está sendo investida em obras de infraestrutura e diz que a maioria dos brasileiros compreende a importância social e lúdica da Copa do Mundo.
“Os argumentos contra os estádios de “padrão Fifa” são autodepreciativos – e se repetem desde a construção do Maracanã no final da década de 1940. Merecemos estádios à altura do nosso futebol, para conforto e segurança do torcedor. Até agora, aproximadamente R$ 4 bilhões foram emprestados – e não doados – pelo BNDES a empresas e governos estaduais”, diz o texto escrito por Aldo Rebelo.
O ministro ainda justificou o atraso no repasse dos recursos do BNDES para as obras da Arena Corinthians, palco da abertura da Copa. “A demora de dois anos do repasse para o Itaquerão, a Arena Corinthians em São Paulo, deveu-se a discussões acerca das garantias bancárias exigidas ao Corinthians”.
No artigo, Aldo, que é formado em jornalismo, destaca que a maior parte do orçamento de R$ 25,6 bilhões está sendo investida em áreas de infraestrutura que ficarão como legado para o país. O ministro cita ainda estudos de consultorias privadas que indicam que deverão ser gerados 3,6 milhões de empregos com o Mundial e os investimentos vão agregar R$ 183,2 bilhões ao Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil até 2019.
Sobre as manifestações contrárias, que marcaram a realização da Copa das Confederações deste ano, Aldo Rebelo que algumas são legítimas e que, para 2014, o governo federal pretende minimizar o dano e afirma que investimentos em áreas prioritárias como saúde e educação não estão sendo prejudicados por conta do Mundial.
“O Brasil conquistou o direito de sediar a Copa Fifa em 2007. Pois, de lá para cá, investimentos da União em educação quase triplicaram e os destinados à saúde mais que dobraram. A Educação recebeu R$ 311,6 bilhões. A Saúde, R$ 447 bilhões”, afirma.
Veja a íntegra do artigo do ministro:
O país-sede não vence, necessariamente, a Copa do Mundo dentro do campo, mas festeja a passagem de um furacão desenvolvimentista que deixa em seu rastro benfazejo um legado incomensurável.
O megaevento esportivo mais cobiçado e acompanhado do planeta, disputado com unhas e dentes pelos países mais desenvolvidos, é um motor de progresso e farol de projeção geopolítica.
Como desejo, esperamos que ao soar o apito final no Maracanã, em 13 de julho de 2014, o Brasil seja campeão. Como realidade concreta e irreversível, ficará um resultado extraordinário para benefício do povo brasileiro.
Os números são auspiciosos. O último balanço da Copa, que tem como referência o mês de setembro, mostra que os investimentos públicos e privados já alcançam R$ 25,6 bilhões dos quais:
• R$ 8 bilhões em obras de mobilidade urbana
• R$ 8 bilhões em construção e reformas de estádios
• R$ 6,3 bilhões em aeroportos
• R$ 1,9 bilhão em segurança
• R$ 600 milhões em portos
• R$ 400 milhões em telecomunicações
• R$ 200 milhões em infraestrutura turística
• R$ 200 milhões em instalações complementares
As consultorias Ernst&Young e Fundação Getúlio Vargas calculam que, entre 2010 e 2014, serão movimentados R$ 142,39 bilhões adicionais na economia nacional. Para cada R$ 1 aplicado pelo setor público, R$ 3,4 serão investidos pela iniciativa privada a partir das obras estruturantes.
Deverão ser gerados 3,6 milhões de empregos – a população do Uruguai. A arrecadação de impostos atingirá R$ 11 bilhões e a população vai auferir renda adicional de R$ 63,48 bilhões apenas nesse quadriênio.
Segundo prospecção da consultoria Value Partners, os investimentos vão agregar R$ 183,2 bilhões ao Produto Interno Bruto até 2019. Os efeitos na economia serão ainda mais fecundos se o Brasil ganhar a Copa. Estudo do pesquisador britânico John S. Irons, do “Center for American Progress”, indica que o torneio da Fifa “faz rolar a bola da economia” do país-anfitrião que levanta a taça. O PIB da Inglaterra, se cresceu 2% em 1966, aumentou para mais de 3% nos dois anos seguintes. Fenômeno idêntico ocorreu com a Argentina, sede e vencedora da Copa de 1978.
Afora os aspectos econômicos, a Copa do Mundo é, e antes de tudo, uma contagiante festa esportiva que, ao realizar-se no País do Futebol, encontra o seu campo perfeito. O retumbante sucesso popular da Copa das Confederações foi uma prévia da jornada de 2014.
As manifestações contrárias, algumas legítimas, de pessoas que se sentem prejudicadas pelas obras associadas ao torneio da Fifa, mas, de fato, previstas no Programa de Aceleração do Crescimento, serão, naturalmente, assimiladas. Nada é feito contra os interesses do povo. Três quartos dos investimentos nos projetos se destinam a infraestrutura e serviços.
No que concerne ao Governo Federal, a palavra de ordem é minimizar o dano. O interesse do Ministério do Esporte é que eventuais transtornos sejam resolvidos com a dignidade, o respeito e as compensações que o povo brasileiro merece.
Já os que apontam desvio de recursos das áreas sociais deveriam cotejar os investimentos. Na Copa, como se viu, os investimentos chegam aos R$ 25,6 bilhões. O Brasil conquistou o direito de sediar a Copa Fifa em 2007. Pois, de lá para cá, investimentos da União em educação quase triplicaram e os destinados à saúde mais que dobraram. A Educação recebeu R$ 311,6 bilhões. A Saúde, R$ 447 bilhões.
Os argumentos contra os estádios de “padrão Fifa” são autodepreciativos – e se repetem desde a construção do Maracanã no final da década de 1940. Merecemos estádios à altura do nosso futebol, para conforto e segurança do torcedor.
Até agora, aproximadamente R$ 4 bilhões foram emprestados – e não doados – pelo BNDES a empresas e governos estaduais. A demora de dois anos do repasse para o Itaquerão, a Arena Corinthians em São Paulo, deveu-se a discussões acerca das garantias bancárias exigidas ao Corinthians.
Compreendendo sua importância social e lúdica, a maioria do povo brasileiro é a favor da Copa. Nada menos que dois terços, segundo a última pesquisa do Datafolha, continuam apoiando a realização do evento e, pelo andar da carruagem, vão volver ao índice próximo de 80% vigente antes da onda revisora das manifestações de junho. Para os entrevistados, será uma “Copa alegre”.
Outra herança positiva da Copa poderá ser a redução do pessimismo, cultural de uns, caviloso de outros, que duvidam da capacidade do Brasil de realizar um empreendimento de tanta magnitude e abrem os olhos para os problemas e os fecham para as soluções.
Toda a soberba e soberana Nação que construímos em cinco séculos é reduzida a deficiências e deformidades, que certamente temos, mas que estão longe de configurar a face de nossa formação social. Realizamos empreitadas mais difíceis e importantes que uma Copa, e já fizemos uma em 1950, porém a de 2014 parece objeto preferencial de um derrotismo seletivo de várias inspirações – a começar do facciosismo político-partidário que atira na Fifa para atingir o governo.
As críticas aperfeiçoam qualquer projeto, mas a diatribe só atende à morbidez das cassandras. Não é de hoje que viceja no Brasil um pessimismo voluptuoso. As grandes rupturas de nossa História a guerra aos holandeses, a Independência, a República, a Abolição e a Revolução de 30 – nunca foram perdoadas. Assim como ainda são increpados o Maracanã e Brasília – alvos da “fracassomania”, recidiva como um cupim autofágico, insistentemente apontada pelo presidente Fernando Henrique Cardoso em seu governo.
Com todas as nossas deficiências e deformidades históricas, nenhuma delas introduzida ou agravada pela Copa, seremos capazes de usufruir os resultados benfazejos de um evento que gera desenvolvimento em todos os campos.
Como visto, a festa do futebol inova ou acelera obras de infraestrutura para usufruto perene do povo, traz turistas, melhorias da segurança, empregos, aumento capilarizado de negócios e consequente incremento do PIB. Também aperfeiçoa mecanismos de transparência e escrutínio dos gastos públicos. Ao final, ficará demonstrado que o Brasil sabe realizar uma Copa do Mundo tanto quanto ganhá-la.
Aldo Rebelo
Ministro do Esporte
*o artigo foi publicado na edição desta quinta-feira do jornal “Valor Econômico”
Daniel Coder
31 de dezembro de 2013 1:42 pmMeio óbvio o ministro do
Meio óbvio o ministro do esporte defender a copa…
Eu só acho que reclamar da copa ser realizada aqui deveria ter sido feito lá atrás, quando o Brasil era candidato. Hoje, virou um compartilhamento de imagens em redes sociais, e nada mais.
Se quem é contra a copa utilizar seus esforços pra fiscalizar o uso do dinheiro e o retorno do investimento, tão propagado por quem é favor, seria muito mais útil.
leonidas
31 de dezembro de 2013 1:50 pmEssa nao era a copa onde o
Essa nao era a copa onde o governo nao iria desembolsar quase nada? rs
Paulo Figueira
31 de dezembro de 2013 2:17 pmA maioria dos recursos é
A maioria dos recursos é destinada à obras de infra estrutura, que seriam necessárias independentemente de realizarmos a copa ou não.
Walker
31 de dezembro de 2013 3:22 pmrs rs rs rs rs
“A maioria
rs rs rs rs rs
“A maioria dos recursos é destinada à obras de infra estrutura, que seriam necessárias independentemente de realizarmos a copa ou não.”
Quais obras? Vamos lá, queremos a relação. Se vc nos informar quantos km de metrô, quantas melhorias em aeroportos (não vale puxadinhos) e outras obras de mobilidade urbana já me dou por satisfeito. Na desfaçatez de 2006 prometeu-se até trem bala Rio-SP. Deixe de ser crédulo rapaz, bota esse célebro a funcionar em 2014…
Paulo Figueira
31 de dezembro de 2013 5:55 pmComo estão os preparativos
Como estão os preparativos para a Copa do Mundo? Há muito por fazer ainda?
A Copa tem duas infraestruturas básicas. A primeira, que é a esportiva, são os estádios. Das arenas, seis foram entregues para a Copa das Confederações. Das outras seis, duas ficarão prontas em dezembro e serão entregues em janeiro: a de Manaus e a de Natal. Creio que a de Porto Alegre vai ser entregue em janeiro, na de Curitiba houve um atraso, mas ela deve ficar pronta em fevereiro ou março. A do Corinthians será entregue na primeira quinzena de abril e a de Cuiabá, que também atrasou, deverá ficar para o começo de fevereiro. Mas todos os estádios ficarão prontos para a Copa de 2014.
Outra infraestrutura básica está relacionada às obras de mobilidade urbana, obras aeroportuárias e portuárias, que também estão recebendo melhorias e ampliações. Essas estão todas em andamento. A infraestrutura aeroportuária projetada para junho e julho de 2014 é quase o dobro da demanda projetada para a mesma época. O que temos como objetivo nos aeroportos é melhorar a operação, porque a capacidade que temos é grande. O que precisamos é melhorar é a operação, como a mobilidade do passageiro dentro do aeroporto, no momento em que ele chega para embarcar ou no momento em que o avião pousa até a saída do passageiro do aeroporto. É isso que estamos empenhados em melhorar. As obras de mobilidade urbana, como VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), metrô, avenidas, viadutos, alças de acesso entre as vias de trânsito nas cidades-sedes também serão entregues às vésperas da Copa do Mundo. As outras que não tiveram prazo de entrega até a Copa foram retiradas da matriz de responsabilidade.
Que em 2014 você abandone o fígado antipetista e reconheça os avanços dos últimos dez anos.
claudio mesquita
31 de dezembro de 2013 6:37 pmSó o que eu me lembro agora e
Só o que eu me lembro agora e no RJ. O BRT, a Transcarioca, o Porto Maravilha, o metro de Ipanema até a Barra da Tijuca.
Jorge Nogueira Rebolla
31 de dezembro de 2013 4:01 pmGostaria que…
…a turma da infraestrutura listasse as obras que foram realizadas, não vale as projetadas… e que não sairão do papel.
…reconhecessem que o valor emprestado pelo BNDES é com juros subsidiados… o governo federal paga mais para captar do que para emprestar…
…tivessem noção que o valor emprestado para os estádios que não terão retorno posterior, como a arena (blergh) das Dunas, cairão no colo do governo, sem o pagamento da dívida…
…tomassem ciência que a FIFA e as suas empresas parceiras foram tão beneficiadas pela lei da copa que o saldo em divisas do evento talvez seja negativo…
Vitor Carvalho
31 de dezembro de 2013 8:41 pmCopa e Olimpiada sao um
Copa e Olimpiada sao um negocio tao ruim pro pais, que dao lucro so pra elite que ate mesmo a Uniao Sovietica sediou, pelo menos olimpiada… Quero ver a esquerda da esquerda da esquina falar isso pro seus coxinhas….
Jorge Nogueira Rebolla
31 de dezembro de 2013 11:21 pmA URSS sediou as olimpíadas de 1980…
…para divulgar uma boa imagem do regime…
E conseguiu… todos que acompanharam o evento jamais esqueceram… tudo graças ao Misha…
Nem para criar mascote servimos… o fuleiro é uma ofensa ao tatu-bola!
Juliano Santos
31 de dezembro de 2013 3:33 pmGostei, principalmente da
Gostei, principalmente da parte que manda ver nos do contra. Mas nós aqui da blogosfera já sabemos disso tudo, Diogo (menos o Leonidas que tem problema em interpretar textos).
O governo precisa espalhar essas informações no Faceburro, onde os coxinhas ainda repetem “fazer hospitais invés de estádios”.
Eu outro dia expliquei a um conhecido que se os black blocs conseguirem melar a Copa no Brasil, os mais prejudicados serão do povão. O pequeno comerciante, os ambulantes, os camelos, que investirão tudo o que tem a espera de um lucro certo no evento.
Por acaso Coca-cola, Itaú, Ambev, ou até mesmo a Globo vão falir se não houver a Copa? Um prejuizo facilmente assimilável. Então? Façam a guerra da comunicação com competência que a maioria é a favor
Jorge Nogueira Rebolla
31 de dezembro de 2013 4:02 pmOnde você vive?
“O pequeno comerciante, os ambulantes, os camelos, que investirão tudo o que tem a espera de um lucro certo no evento.”
Estes que você citou não terão acesso ao interior dos estádios ou das tais fanfests oficiais e sofrerão limitações draconianas nos entornos dos estádios.
O incentivo fiscal para o Itaquerão, apenas o concedido pela prefeitura de São Paulo, chega a R$ 420.000.000,00 (QUATROCENTOS E VINTE MILHÕES DE REAIS)… metade do chororô do Haddad pelo cancelamento do reajuste do IPTU!
O Aldo Rabelo mente descaradamente! Para a copa de 2014 foram investidos recursos em quatro estádios construídos ou reformados pelo poder público: Maracanã, o único que terá retorno posterior, e mais três elefantes brancos Mané Garrincha, Arena (irc!) Pantanal e Arena (argh) Amazônia… pode não ter saído diretamente dos cofres federais mas são públicos do mesmo jeito.
Caso o Brasil no mês da copa receba 1.000.000 de turistas estrangeiros, com estadia média de 15 dias e gastando R$ 500,00 diariamente, o montante não cobrirá sequer o gasto com os estádios!
Esta foi uma das mais nefastas heranças do Lula em contubérnio descarado com as máfias da CBF e da FIFA.
Terráqueo
31 de dezembro de 2013 7:37 pmEu vivo aqui e você?
! milhão de turistas no país? Isto é quase o que vem apenas no Carnaval do Rio.
Digamos que em 12 sedes (mais os locais turisticos não sedes, como Iguacu, etc., isto seja apenas 10 vezes maior.
Só aí já dá 2/3 dos estádios.
A Fifa se abastecerá nos estádios, de mais de 3 milhões de entradas a 380 médios (1,2 BI)
Vc quer retorno dos investimentos já no fim do evento? O resto virá com o tempo.
E a infraestrutura estará melhorada em uma intensidade maior no período.
A Copa e as Olimpiadas (no Rio vê-se obras pra todo lado) são uma excelente oportunidade de se investir com início mais veloz de retorno. Além de imagem, retornos futuros, como incremento em receitas de turismo.
Lembre-se que haverá turismo interno também (o que também é positivo)
Concordo que haverá elefantes brancos e que usar dinheiro público num estádio particular de um clube endividado para abrir a Copa é o Ó do Borogodó do trambique e favorecimento (uma truta macabra da Globo/CBF/Sanchez).
Os estadios serão problema de seus donos para pagar e recuperar. Lembre-se que eles são garantia de pagamento e podem ser tomados, usados e revendidos.
Qualquer país briga para trazer a Copa.
Seu planeta é mazoquista?
Jorge Nogueira Rebolla
31 de dezembro de 2013 11:15 pmUm milhão já é um número extremamente otimista…
As duas maiores cidades do Brasil juntas não dispõem de 90.000 quartos de hotel.
Os ingressos vendidos 2/3 são comprados por brasileiros… e cada turista estrangeiro virá para assistir de 2 a 3 partidas…
A África do sul recebeu 300.000 estrangeiros durante a copa de 2010…
agincourt
1 de janeiro de 2014 12:20 amRebelo , o boleiro
“Compreendendo sua importância social e lúdica, a maioria do povo brasileiro é a favor da Copa.”
Exemplo de compêndio de manipulação ideológica: a classe dominante faz crer que o seu interesse de classe é o do conjunto da sociedade.
Quando se tem um comunista feito Aldo, quem precisa de capitalista selvagem?
agincourt
1 de janeiro de 2014 12:53 amRebelo, o boleiro
“Compreendendo sua importância social e lúdica, a maioria do povo brasileiro é a favor da Copa.”
Exemplo de compêndio de manipulação ideológica: a classe dominante faz crer que o seu interesse de classe é o do conjunto da sociedade.
Quando se tem um comunista feito Aldo, quem precisa de capitalista selvagem?