5 de junho de 2026

Taxa de câmbio equilibrada é condição para que país cresça com força, diz Bresser-Pereira

Da Folha de S. Paulo
 
O recuo da presidente
 
Por Luiz Carlos Bresser-Pereira
 
A sociedade não entendeu que uma taxa de câmbio equilibrada é condição para que o país cresça com força
 
Ontem, nesta Folha, Luiz Gonzaga Belluzzo afirmou em entrevista que a presidente Dilma Rousseff “está perdendo a batalha política e ideológica para o mercado financeiro”, enquanto o editorial do jornal dizia a mesma coisa em outras palavras: ela “rendeu-se às críticas de sua política econômica”.
 
Ao contrário de Belluzzo, eu não sou amigo pessoal da presidente, mas desde o início de seu governo tenho torcido por ela, não apenas porque torcer por seu presidente é torcer pelo Brasil, mas porque partilho com ela a convicção que só uma política desenvolvimentista pode levar um país ao crescimento acelerado necessário ao “catching up”. E por isso apoiei sua política macroeconômica inicial de baixar a taxa de juros e depreciar a taxa de câmbio, e sua política industrial.
 
Depois dos dois primeiros anos de governo, ficou claro que a estratégia não dera certo: que os investimentos continuavam paralisados e a economia não crescia, e, não bastasse isso, que a inflação mostrava sinais de aceleramento. E quando, afinal, o mercado sinalizou que a desvalorização era necessária, o governo se aplicou em contê-la para conter a inflação. Diante disso, os ideólogos da coalizão financeiro-rentista que vinha sendo desafiada recuperaram a voz, orquestraram sua crítica, e o governo se viu diante de uma crise de confiança nos planos nacional e mundial.
 
Há duas possíveis explicações para o fato: ou é preciso deixar o câmbio apreciado e a taxa de juros alta, como pretendem os liberais, ou mudar a matriz macroeconômica do país, tirando-o da armadilha dos juros altos e do câmbio sobreapreciado que limita seu crescimento desde o fim da inflação alta.
 

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Meus leitores já sabem minha resposta a essa questão. O que o governo fez nos seus dois primeiros anos foi exatamente tentar mudar a matriz macroeconômica. Foi bem sucedido em relação aos juros, mas o que logrou em relação ao câmbio (uma desvalorização real de cerca de 20%) ficou muito aquém do que era necessário para que os empresários investissem. A taxa de câmbio competitiva, que denomino “de equilíbrio industrial” está hoje em torno de R$ 3,00 por dólar, enquanto a taxa de câmbio que recebera do governo anterior (R$ 1,65 por dólar que, aos preços de hoje, corresponde a R$ 1,95) estava incrivelmente sobreapreciada; a correção para R$ 2,35 (sempre a preços de hoje) foi corajosa mas insuficiente.
 
Por que o governo não realizou toda a desvalorização que era necessária? Essencialmente, porque não tinha apoio nem na sociedade nem entre os economistas para realizá-la. Porque há um custo a ser pago no curto prazo com uma desvalorização que poucos estão hoje dispostos a pagar. Porque a sociedade brasileira até hoje não compreendeu que uma taxa de câmbio equilibrada, competitiva, é uma condição para que as empresas invistam e o país cresça com força.
 
O liberalismo está hoje cantando vitória, mas que vitória? A vitória do câmbio apreciado e dos juros altos? Sem dúvida, mas uma vitória de Pirro, porque abre o caminho para a crise de balanço de pagamentos. Não acredito que a presidente Dilma Rousseff se dê por vencida. Teremos novos rounds pela frente.

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15 Comentários
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  1. Assis Ribeiro

    30 de dezembro de 2013 10:42 am

    O ataque à Belluzzo

    Ontem em um post aqui no blog alguns comentaristas atacaram Belluzzo, quando na realidade ele fazia uma defesa de Dilma e apontava as dificuldades dela frente as armadilhas do setor financeiro que delimitam as ações dos governos em todo o mundo, no post: https://jornalggn.com.br/noticia/governo-perdeu-a-batalha-contra-o-mercado-financeiro-diz-belluzzo-na-folha

    Sobre o artigo de Belluzzo segue a leitura de Fernando Brito:

    A longuíssima entrevista que o economista Luiz Gonzaga Belluzzo, um dos integrantes do grupo que assessora a presidenta Dilma Rousseff, deu à Folha pode ter duas leituras.

    Ou o professor Belluzzo entrou em rota de colisão com os demais integrantes desta assessoria ou, ao contrário, prenuncia uma mudança de rumos no alinhamento desta política.

    É fato o que Belluzzo diz  sobre termos ficado reféns de uma obsessão “inflacionista” que acabou por provocar um desequilíbrio no câmbio, que desequilibrou nossas trocas internacionais e o próprio funcionamento da economia industrial.

    É fato também que ele, como integrante do seleto grupo com acesso a este nível de discussão com a presidência da República não dissentiu disso.

    E ninguém saiu em defesa quando, no início do ano, ela disse que recusaria medidas de combate inflacionário que resultassem no fim do crescimento econômico.

    Outros, como o economista Amir Kair, o faziam, há muito.

    Mas Belluzzo, agora, “chuta o balde” em relação ao mercado financeiro.

    E, mesmo reconhecendo que Dilma fez um imenso esforço para enfrenta-lo, sustenta que é preciso uma reação mais forte ao seu poder dominante.

    Pela posição – ainda que informal – que todos sabem que ele ocupa junto à Presidente, o que Belluzzo diz ou é desafio ou é anúncio de mudança de postura.

    Nem com uma imensa ingenuidade política poderia achar que aquilo que disse não vá ter repercussão.

    Haverá efeitos políticos disso, para um lado ou para o outro.

    (…)

    http://tijolaco.com.br/blog/?p=12071

    1. Lionel Rupaud

      30 de dezembro de 2013 1:08 pm

      Assis, é isso mesmo

      A entrevista do Belluzo, por seu conteúdo, foi nitidamente um passo de comunicação ao tal “mercado” sobre os próximos passos da política econômica do governo Dilma.

      Especialmente pelo fato que como mostrou aqui o Roberto-SP cada ano do governo Dilma viu uma desvalorização do real de 2 dígitos. 20014 verá mais um passo nesta direção, e estaremos chegando dentro da faixa de cambio que pela primeira vez desde 1992 dará competitividade á produção brasileira.

  2. Badeco

    30 de dezembro de 2013 11:03 am

    Em minas tem um ditado

    Em minas tem um ditado “quando se quer pegar galinha não se fala xo” então acho que é cedo para falar alguma coisa, este ano o real vai desvalorizar um pouco mais. Dilma não é afobada e não se verga fácil como todos já sabe.

  3. DanielQuireza

    30 de dezembro de 2013 11:13 am

    A tese do Bresser, de cambio

    A tese do Bresser, de cambio mais desvalorizado, é uma tese interessante. Mas qual a viabilidade política disso ? Bastante complicado. A inflação aumentaria no curto prazo, como o próprio Bresser admite. Como conciliar isso, e ainda mais no momento atual aonde o Governo administra (segura) preços como os da gasolina ? Muito díficil.

    A meu ver, Dilma começou muito bem o Governo com a questão de baixar a Selic. Foi um momento histórico. Depois o Governo perderu um pouco o bonde, com medidas pontuais equivocadas. A política com relação a Petrobras e à gasolina, que por tabela afeta o setor sucro-alcooleiro, é um foco de tensão que o Governo tem que apresentar o plano para resolver. A politica de redução da energia também foi conturbada.

    Não creio que essa política do Bresser, apesar de interessante teoricamente, seja viável. É melhor o País continuar mantendo as contas ajustadas, conseguir aumentar a redução da relação dívida/pib, conseguir abaixar novamente a selic. Ao mesmo tempo ir fazendo reforma micro economicas, como por exemplo alguma tentativa de desindexação da inflação. E claro, resolver o problema dos combustíveis. Provavelmente ficarão para depois das eleições.

  4. Alexandre Weber - Santos -SP

    30 de dezembro de 2013 11:38 am

    Zona de conforto mental

    Quando somos obrigados a pensar fora de nossas crenças, fora da caixa na gíria, nos sentimos normalmente desconfortáveis, disso para racionalizações oníricas é um passinho.

    Os mecanismos de controle psicológicos se valem desta “Lei do Mínimo Esforço” em busca do conforto perdido para implementar seus comandos e limites.

    Romper estes limítes sempre tráz alguns riscos, mas, o medo de perder, mata a chance de ganhar.

    O que está em jogo é o Brasil.

    Aumentar os juros, subir ou baixar a taxa de câmbio não retira o dinheiro do bolso dos consumidores, que são, segundo o Lula e eu, os motores da economia brasileira.

    O dinheiro saí do bolso dos brasileiros e é destruido através das taxas que se cobram nos cartões de crédito.

    A mágica para romper a chantagem a que o governo está submetido é cortar a fonte de poder da banca, que reside nesta capacidade de controlar o volume de dinheiro em disposição do povo.

    Dilma, vontade política e amor ao povo, a nação e ao Brasil.

    Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

  5. Vitor Carvalho

    30 de dezembro de 2013 11:47 am

    Beluzzo e depois Bresser:

    Beluzzo e depois Bresser: campo de sequer da e depois centro= estao preparando o terreno pra 2015. Ate mesmo o blog ja falou da mudanca de perspectiva de investidores. Tenho pra mim que eles estao anunciando o que vira em 2015 se o PT ganhar, e isso e necessario pra depois empresas com contratos atrelados ao dolar nao falarem de q nao foram avisadas. A presidente ja escolheu o caminho, conversou com meio mundo, inclusive grandes bancos mundiais, foi pra tv falar que terrorismo financeiro nao ajuda, conversou com o povo desta forma… Depois, Beluzzo e Bresser na FSP: tenho pra mim de que esta se criando um consensso politico, dando atencao grandiosa a comunicacao pra nao haver acusacoes mais tarde, para poder fazer o Brasil andar. Diante da nova realidade mundial, engolido por erros macro economicos terriveis nos paises desenvolvidos, nao ha outro caminho para o Brasil a nao ser desvalorisar o real pra se tornar competitivo. O governo vem fazendo isso degrau por degrau, mas em 2015 sera obrigado a dar um salto. 

  6. Hamilton

    30 de dezembro de 2013 1:00 pm

    Por exclusiva generosidade da natureza,

    a maior vocação brasileira é a agropecuária. Esta “vilã, frequentemente difamada por quem a conhece e por quem não a conhece, tem sido o principal setor responsável pelo crescimento econômico e pelo equilíbrio da balança comercial, ambos fragilizados pela debilidade da indústria.

    Entre várias observações feitas ontem por Belluzzo, sábia é a sugestão de retomar o desenvolvimento industrial a partir de atividades relacionadas ao agronegócio. Deêm um pulo ao centro-oeste e à nova fronteira agrícola ao norte que terão a oportunidade de conhecer um Brasil distante do apocalipse veiculado pela televisão e pelos jornais. Palmas, por exemplo.

    Aí eu fico pensando nos ecochatos, numa certa candidata queridinha do sistema financeiro que fica repetindo a cantilena do tripé e em quanta desgraça pode se abater ainda sobre este país, a depender das escolhas políticas feitas pela sociedade.

    1. evandro condé de lima

      30 de dezembro de 2013 3:30 pm

      Sinceramente, só acreditarei

      Sinceramente, só acreditarei em elogios a qualquer cidade brasileira se souber que quem manda nos projetos urbanísticos das mesmas não é a especulação. Por exemplo, aquela planura toda, e sobrando espaço: há planos de construção de metô ou similar? Como anda o tratamento de esgoto? Sobrando espaço vamos encontrar prédios com mais de 20 andadres de acordo com o que “o mercado pede”?

       Aguardo resposta.

  7. Roberto São Paulo-SP 2013

    30 de dezembro de 2013 1:39 pm

    Correção gradual da taxa de Câmbio

  8. Roberto São Paulo-SP 2013

    30 de dezembro de 2013 1:41 pm

    Correção gradual da taxa de Câmbio

    O Governo da Presidenta Dilma tem realizado uma correção da taxa de Câmbio, sendo 12% em 2011, 10% em 2012, 15% em 2013, ou seja uma correção de 41% com a inflação dentro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional ( CMN ),e mantendo o atual ritmo, teremos uma correção de cerca de 13% em 2014, com o dólar indo para R$ 2,65 no final de 2014.

    Além do controle da inflação, a correção gradual da taxa de câmbio permite que todos os agentes econômicos se posicione adequadamente diante de uma nova taxa de câmbio, principalmente os exportadores, importadores e os devedores em moeda estrangeira.

    Creio que estamos no caminho correto, restando apenas o copom interromper o atual processo de alta dos juros da Selic, para o Brasil possa  acelerar o ritmo de crescimento do PIB nos próximos trimestres.

    anexo:

  9. Roberto São Paulo-SP 2013

    30 de dezembro de 2013 1:56 pm

    Espectativas da taxa de câmbio em 2014

    Dólar deve variar menos em 2014
    30/12/2013 – 11p2—Economia—Kelly Oliveria/Repórter da Agência Brasil

    Brasília – A taxa de câmbio deve oscilar menos em 2014 do que em 2013. Para o professor de finanças do Ibemec, Gilberto Braga, o dólar deu sinais de que se estabilizou entre R$ 2,35 a R$ 2,45.
    “Deve flutuar ao longo do ano nesse intervalo”, projeta. O professor diz que o dólar nesse patamar contribui para manter a inflação alta no país. “O dólar alto gera pressão de custos já que a economia é muito indexada [aumento de preços atrelado ao dólar, por exemplo]”, disse. O professor cita exemplos de produtos que são elevados com o aumento da cotação do dólar: petróleo, outros insumos, e até serviços, como pagamento de patentes no exterior.
    Braga lembra que somente para os exportadores o dólar alto é bom. “Favorece apenas o setor. O que poderia ajudar de verdade os exportadores seria uma melhora definitiva nas condições de comércio internacional”, acrescenta.

    Também para a professora de economia da Fundação Getulio Vargas, Virene Matesco, o dólar no atual patamar estimula muito a inflação e beneficia somente as exportações. Segundo ela, o ideal para o setor exportador seria que o país tivesse melhores condições de infraestrutura e logística. “O Brasil não tem competitividade de logística, de infraestrutura. Com isso, o custo de exportação é muito alto. Já que não faz a lição de casa, melhorando a logística e a infraestrutura, tem que ficar buscando do câmbio a competitividade das exportações”, enfatiza.
    De acordo com a perspectiva de Virene, o BC não vai deixar o dólar oscilar muito acima de R$ 2,35. Além disso, ela acredita que o mercado financeiro há havia “precificado” o efeito do fim da política de estímulos à economia dos Estados Unidos no Brasil.

    No último dia 18, o Federal Reserve (Fed), o Banco Central norte-americano, anunciou que vai reduzir de US$ 85 bilhões mensais para US$ 75 bilhões por mês as compras de títulos públicos que injetam dinheiro na maior economia do planeta. A diminuição dos estímulos deve começar em janeiro.
    No ano passado, o Fed iniciou um programa de aquisição de títulos da dívida pública norte-americana, num esforço destinado a manter os juros baixos e apoiar a economia do país. Desde o fim de maio, a autoridade monetária dos Estados Unidos tinha indicado que poderia reduzir as ajudas monetárias por causa da recuperação da economia do país.

    A possibilidade de redução dos estímulos vinha provocando instabilidade nos mercados financeiros mundiais nos últimos meses. Com a diminuição das injeções monetárias, o volume de dólares em circulação cai, aumentando o preço da moeda em todo o mundo.
    Depois desse anúncio do FED, também no dia 18, o Banco Central brasileiro anunciou a continuidade, por seis meses, o programa de leilões de venda de dólares no mercado futuro, que ajuda a segurar o câmbio. As operações, que acabariam no fim do ano, foram prorrogadas até 30 de junho de 2014.
    O programa, no entanto, passou por ajustes. De segunda-feira a sexta-feira, o BC leiloará US$ 200 milhões em operações de swap cambial tradicional, que funcionam como venda de dólares no mercado futuro. Atualmente, o BC faz leilões de swap US$ 500 milhões de segunda-feira a quinta-feira. Os leilões de venda de dólares com compromisso de recompra, que são feitos às sextas, passarão a ser feitos em qualquer dia, dependendo das condições do mercado de câmbio.

    O presidente do BC, Alexandre Tombini, disse, no último dia 10, que o programa diário de intervenções no mercado não agride o sistema de câmbio flutuante.
    “Temos um sistema [em] que a primeira linha de defesa é a flutuação cambial [taxas de câmbio definidas no mercado]”, ressaltou. Para o BC, o programa assegura proteção ao risco cambial, criando uma proteção às empresas com dívidas em dólar e liquidez (dólares disponíveis) ao mercado de câmbio.

    Edição:  Valéria Aguiar

    URL:

    http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-12-30/dolar-deve-variar-menos-em-2014

     

    1. Lionel Rupaud

      30 de dezembro de 2013 2:50 pm

      Sugestão para o tal “mercado”

      Cuidado com esses “professor de finanças do Ibemec, Gilberto Braga”, e “professora de economia da Fundação Getulio Vargas, Virene Matesco”, se eu fosse vocês não escutaria eles muito. Vocês já estão bem bravos depois de perder $$$ apostando em uma desvalorização descontrolada (os leitores do blog podem verificar os resultados de muitos fundos “multi-mercados” e “hedge” no 3º trimestre).

      Agora seria prudente não apostar em estabilização…

       

  10. Jota Marcelo

    30 de dezembro de 2013 3:59 pm

    Inflação

    Vejo análises de economistas para todos os gostos, claro que a grande maioria é pro gosto do PIG, mas tem um ponto que nenhuma das tendências de análises econômicas abordou, a deflação que se avizinha! Sim, estamos caminhando para um período de deflação, todos falam nos gargalos da nossa produtividade e sabem que nossa inflação se concentra em duas bases, o valor dos alimentos e a baixa competitividade da nossa indústria. Por que estamos caminhando para deflação? Porque o custo de transporte será reduzido em breve com a reestruturação das estradas, trens e portos. Outro aspecto importante é que seremos autosuficientes em óleo diesel já em 2014, além disso teremos um crescimento de 12% na oferta de energia elétrica. Como podemos ver, tudo conspira para que em 2015 tenhamos uma brusca redução nos preços de alimentos, manufaturados, energia e transportes. Feliz 2014! As sementes para 2015 já foram plantadas, basta irrigar bem em 2014. 

    1. DanielQuireza

      30 de dezembro de 2013 5:38 pm

      Tomara que voce tenha razão,

      Tomara que voce tenha razão, mas infelizmente tenho as minhas dúvidas. Ainda existe um forte componente de indexação na nossa inflação. E as novas estradas concedidas serão pedagiadas e indexadas.

      Aliás, uma medida bem vinda de desindexação seria o reajuste não anuanl , mas a cada dois ou tres anos apenas. Issno começo do contrato, ao final poderia ser 5 anos. Precisa-se mudar essa cultura da indexação para se reduzirem os juros.

      Tomara que esteja correto com relação à energia e alimentos.

  11. joao

    31 de dezembro de 2013 4:23 am

    “Foi bem sucedido em relação

    “Foi bem sucedido em relação aos juros, mas o que logrou em relação ao câmbio “

    Olhemos a inflação com a Dilma que não trabalhou em seus primeiros anos e ate hoje esta difícil de dominar em relação a um valor coerente com uma taxa de cambio. Vimos que o valor do juro não alterou em relação a politica economica mais que voltou ao seu patamar por livre pressões e necessidades do governo Dilma.

    Quando pode fez não ágil e foi defendida por seus economistas. Passamos dos governos Lula centrado nas metas de inflação e que importava o cambio, também não havia a variável do crescimento voltado para o mercado interno, mais a volta dos empregos e carteiras assinadas. Quem se lembra do Economista e seu debate com LN, e nos.

    As variáveis são muitas e as contas públicas e das empresas públicas (BNDES, PETROBRAS, ELETROBRAS,BB, CEF, ETC), balanços, reservas, dividas, etc.Porque!

    Somente vejo mais critico E NÃO EM CRISE a situação economica hoje, se houver um movimento abrupto no cambio toda a economia interna pode ir a UM COLAPSO. Se houver um movimento abrupto da inflação de aproximadamente hoje seis para oito pode ir a UM CRESCENTE INCONTROLADO. Portanto estamos com variáveis econômicas mais dependentes e poucas independentes.  O que o governo faz com investimento além de ser o seu próprio investimento? 

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