4 de junho de 2026

Susan Sontag, a militante dos direitos humanos

Susan Sontag, foto de Annie Leibovitz

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Susan Sontag (Susan Rosenblatt)
(16 de janeiro de 1933, Nova Iorque – 28 de dezembro de 2004)

Escritora, ensaísta, ativista norte-americana e feminista convicta, Sontag foi uma incansável ativista dos direitos humanos. Apesar de já travar a luta contra o câncer, não deixou de apresentar o seu protesto a propósito do atentado ao World Trade Center, responsabilizando a atuação das administrações americanas pelo sucedido. Em 2003 insurgiu-se contra a guerra no Iraque, em rota de colisão com o Presidente George W. Bush.

A prosa provocante e enorme irreverência a tornaram uma das mais importantes intelectuais, de destaque internacional, agraciada com numerosos prêmios literários. É autora do ensaio sobre estética homossexual “Notes on Camp” (1964), que lançou definitivamente a sua carreira literária. Bissexual, namorou algumas das figuras mais fascinantes da vida cultural americana, por sete anos foi parceira da dramaturga Maria Irene Fornes e namorou a coreógrafa Lucinda Childs. Nos últimos anos de sua vida, viveu intensamente com a renomada fotógrafa Annie Leibovitz, com quem dividia um conjugado de luxo em Nova York.

Mas nem só de literatura viveu Sontag. Os seus múltiplos interesses, jornalismo, filosofia, cinema e fotografia valeram-lhe o destaque como uma das vozes mais incômodas entre os intelectuais do seu país, tendo muitas vezes proferido afirmações polêmicas. Em 1968 foi enviada como correspondente para o Vietnã, um conflito que a marcou profundamente e que reforçou as suas convicções pacifistas. Vinte e cinco anos depois volta a outro cenário de guerra, desta vez na Bósnia Herzegovina para alertar o mundo da escalada de horror vivida na Iugoslávia.

Susan deixou seu recado pouco antes de morrer sobre a força da fotografia em ‘Regarding the Pain of Others’ (‘Diante da dor dos outros’). Neste livro Sontag fala do impacto que as imagens da 1ª Guerra Mundial trouxeram para os leitores de jornal no começo do século XX que não conseguiam imaginar o que era o horror nos campos de batalha. A morte ao vivo pela primeira vez era fotografada quase simultaneamente às informações que chegavam ao público.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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