5 de junho de 2026

Metrô: Corregedoria avisou governador, mas assessor não foi demitido

Enviado por Luiz Augusto de Jesus Carvalho

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Fogo amigo ou está difícil esconder?

da Folha

Governo de São Paulo ignorou recomendação para demitir assessor

MARIO CESAR CARVALHO / FLÁVIO FERREIRA

DE SÃO PAULO

 

O governo de São Paulo ignorou uma recomendação da Corregedoria Geral da Administração para que promovesse o “desligamento imediato” de um funcionário sob suspeita por causa de sua ligação com empresas do cartel que atuou em licitações de trens do Estado nos últimos anos.

O engenheiro Pedro Paulo Benvenuto tinha um cargo de confiança na Secretaria do Planejamento e o deixou por vontade própria na última quarta-feira. Benvenuto era coordenador de planejamento e avaliação da secretaria.

Outro lado: Secretaria diz que seguiu sugestão da Corregedoria

A recomendação de “desligamento imediato” foi feita há mais de dois meses, no dia 17 de outubro, de acordo com relatório da Corregedoria do Estado obtido pela Folha.

A secretaria diz ter seguido a recomendação, mas afirma que ainda tratava do desligamento quando Benvenuto pediu para deixar o cargo e voltar para o Metrô, onde ele é funcionário de carreira.

O governo abriu um processo administrativo contra Benvenuto, que poderá resultar na sua demissão do Metrô.

Editoria de Arte/Folhapress

A Corregedoria pediu a saída do engenheiro com o argumento de que violou o Estatuto do Funcionalismo. O pedido foi baseado emreportagem da Folha, de 23 de setembro, que revelou os negócios paralelos do servidor.

Ele tem uma empresa, a Benvenuto Engenharia, que prestou serviços ao Banco Mundial nos projetos dos metrôs de Salvador e Fortaleza.

O Estatuto do Funcionalismo proíbe servidores de participar da gestão de empresas que “mantenham relações comerciais ou administrativas com o governo do Estado”.

CONFLITO DE INTERESSES

É um caso de conflito de interesses, segundo o relatório da Corregedoria: “Ficou ainda demonstrado que a empresa do referido agente público está diretamente relacionada com a finalidade do serviço por ele desempenhado”.

O Banco Mundial financia vários projetos do Metrô e CPTM. O engenheiro foi cedido pelo Metrô à Secretaria de Planejamento em 2007, no governo de José Serra (PSDB). O também tucano Geraldo Alckmin manteve-o no cargo.

Benvenuto ocupou outro cargo de confiança no governo Alckmin. Era secretário-executivo do conselho gestor de PPPs (Parcerias Público-Privadas), que administra negócios de R$ 13 bilhões, entre os quais a parceira da linha 4 do Metrô, e projetos que podem chegar a R$ 45 bilhões.

Ele foi desligado do conselho gestor após a publicação da reportagem de setembro.

Folha também revelou que havia indícios de que Benvenuto violara o sigilo de dados estratégicos sobre a expansão do Metrô e da CPTM.

E-mails obtidos pela Polícia Federal mostram que Benvenuto repassou em 2006 ao consultor Jorge Fagali Neto informações sobre o metrô e os trens metropolitanos que não eram públicas ainda.

Fagali foi indiciado pela Polícia Federal sob suspeita de ter intermediado o pagamento de propina para servidores e políticos de São Paulo por ordem da multinacional francesa Alstom, uma das empresas acusadas de participação no cartel dos trens.

Autoridades da Suíça que investigam o caso bloquearam US$ 6,5 milhões (o equivalente a R$ 15,3 milhões) numa conta de Fagali Neto.

 

Lourdes Nassif

Redatora-chefe no GGN

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8 Comentários
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  1. Fábio de Oliveira Ribeiro

    25 de dezembro de 2013 5:03 pm

    Não há como não
    Não há como não responsabilizar Geraldo Alckmin pela roubalheira no Metrô/SP ou por causa do acobertamento desta.

  2. emerson57

    25 de dezembro de 2013 7:02 pm

    SÓCIO

    Governo de São Paulo ignorou recomendação para demitir assessor

    da mesma forma que “não se abandona um companheiro à beira da estrada”, 

    não se pode demitir um sócio assim,

    de uma hora para outra.

  3. Luciano Prado

    25 de dezembro de 2013 7:17 pm

    Quem? Eu?

    Ora, ora, ora… E o que está ocorrendo agora com os secretários e assessores de Alckmin envolvidos no caso do processo do Cartel enviado ao STF não é a mesmíssima coisa?

    Quem foi afastado? José Aníbal, por exemplo, foi?

    Todo o governo do Estado de São Paulo está envolvido até o pescoço, não escapa ninguém. Portanto, se o critério for o de afastar por suspeita, cai inclusive o governador.

  4. CARLOS FM

    25 de dezembro de 2013 8:52 pm

    Pau que bate em Chico…

    Domínio do fato, eu?

  5. Felipe3

    25 de dezembro de 2013 11:37 pm

    se o Mp for serio, vai

    se o Mp for serio, vai investigar as outras PPPs que ele coordenou na secretaria de Alkimin. é obvio que nao teve superfaturamento apenas em UMA parceria. é a chance de recuperar muito dinheiro para o estado.

  6. Vixe

    26 de dezembro de 2013 12:42 am

    Não vai dar em nada.
    Enquanto

    Não vai dar em nada.

    Enquanto Joaquim Silverio dos Reis Barbosa estiver reinando no STF, junto com seus leais súditos, nada, absolutamente NADA que seja contra os membros do PSDB, do DEM e seus asseclas da mídia, será julgado ou resultará em condenação dos mesmos.

    Infelizmente, só preto pobre, puta pobre, pobre pobre e petistas, sejam pobres ou ricos, serão os únicos condenados neste país.

    Quando a coisa não vai por bem,o negócio é fazer ir na marra….

  7. Neideg

    26 de dezembro de 2013 2:03 am

    E dai? 
    Avisem o quanto

    E dai? 

    Avisem o quanto quiser, Tucanos nao sao nem investigados. Quem se atrever a tal ousadia, se abatera sobre ele toda a velha Midia e, o que eh pior, a Mao pesada das altas esferas do Judiciario.

    Se voce andasse por ai negociando toneladas de cocaina, qual partido escolheria para ter amigos do peito?

    1. Frederico69

      26 de dezembro de 2013 10:34 am

      por mim

      seria amigo do póecio neves.

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