5 de junho de 2026

Base tucana barra investigações de cartel dos trens e metrôs de São Paulo

Jornal GGN – A base do PSDB na Assembleia Legislativa de São Paulo barrou as investigações sobre o cartel em licitações de trens e metrôs, que envolveu as gestões tucanas no Estado, de acordo com o líder do PT na Assembleia, Luiz Cláudio Marcolino, em entrevista à Folha de S. Paulo. “Eles estão obstruindo justamente para dificultar o processo investigativo”, disse Marcolino.

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Os mecanismos que a base tucana utilizou para “dificultar” o processo foram: rejeição de pedidos, adiamento da análise de pedidos por tempo indeterminado, e mudança de convocações para ouvir autoridades por convites, desobrigando, assim, o convidado a comparecer.

Assim, desde que as investigações sobre o cartel tiveram início, em agosto deste ano, a base petista não tinha número suficiente de deputados para instalar uma CPI, recorrendo, então, para comissões que ouviriam os depoimentos de empresários e consultores. De 26 pessoas levantadas para as comissões, apenas 3 foram ouvidas.

Quando entrevistado pela Folha de S.Paulo, o presidente da Comissão de Transportes, João Caramez (PSDB), afirmou que não houve blindagem. “As pessoas mais importantes foram chamadas, e todos os deputados puderam tirar suas dúvidas. Foi tão transparente que nenhum questionou qualquer resposta dada por eles”, disse.

Para adiar as análises, os aliados utilizam o pedido de vista, que cada deputado tem direito, alongando para uma semana a votação. A base petista também usou do mecanismo para evitar que os pedidos fossem derrubados, quando havia maioria presente na comissão.

O secretário dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, e o atual presidente do Metrô, Luiz Antonio Pacheco, e o da CPTM, Mário Manuel Bandeira, foram os ouvidos. Entretanto, ficaram de fora o ex-assessor da Secretaria de Transportes Metropolitanos, Pedro Benvenuto, acusado de repassar informações das empresas a um consultor; o presidente do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), Vinicius Carvalho; o presidente da Siemens, Paulo Stark, e o vereador Andrea Matarazzo (PSDB).

Para todos eles as audições haviam se transformado em convites e, assim, decidiram não comparecer. Foram derrubados também os requerimentos do ex-diretor da CPTM, João Roberto Zaniboni, que recebeu US$ 836 mil numa conta na Suíça, e José Fagali Neto, acusado de repassar esse dinheiro e de receber informações de Pedro Benvenuto.

Ainda está na lista de adiamentos o executivo da Siemens, Everton Rheinheimer, que delatou à Polícia Federal que os políticos tucanos receberam propina do esquema.

Com informações de Folha de S. Paulo.

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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10 Comentários
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  1. RVeiga

    23 de dezembro de 2013 12:37 pm

    Fica evidente o golpismo da

    Fica evidente o golpismo da Folha querendo derrubar o governo democraticamente eleito de Geraldo Alckmin. Governos democraticamente eleitos não podem ser alvo de reportagens negativas, todo mundo sabe disso. Na homepage do UOL, em destaque:

    http://www1.folha.uol.com.br/poder/2013/12/1389230-psdb-barra-investigacoes-sobre-cartel-na-assembleia.shtml

    Golpismo descarado do UOL.

    [Sim, estou sendo irônico]

    1. Lionel Rupaud

      23 de dezembro de 2013 1:10 pm

      Mas a sua ironia tem duplo sentido

      já que o mensalão tucano “nunca existiu” (de fato) para o STF. Só vão ter evidências da existência do tal quando os prazos para prescrição estiverem bem maduros.

  2. lucia coelho

    23 de dezembro de 2013 12:41 pm

    Qual a novidade?

    Qual é a novidade? So um sonhador iludido poderia imaginar que a quadrilha seria investigada…

     

  3. lucia coelho

    23 de dezembro de 2013 12:42 pm

    Qual a novidade? So iludidos

    Qual a novidade? So iludidos sonhadores poderiam vislumbrar que haveria investigação da quadrilha do psdb.

  4. Raí

    23 de dezembro de 2013 1:30 pm

    “fato”

    O nome “fato” tem muito a ver, com o que ocorreu no mensalão do PT, quando teve o famoso “domínio do fato” e que certamente não deverá ser “fato relevante” nesta exigida investigação do tremsalão do PSDB.

  5. Lucinei

    23 de dezembro de 2013 1:35 pm

    O que é impressionante é

    O que é impressionante é como  NENHUM  político do outro lado toca nesse nervo seja em horário eleitora, seja em discursos comuns. Até na iinternet, deixam por conta da “blogsfera” na esperança cômoda de tudo ser tratado como mero fato jornalístico.

  6. CB

    23 de dezembro de 2013 1:37 pm

    O que será que o Todo

    O que será que o Todo Poderoso Joaquim e os outros membros do Conselho dos Sábios da Pangea tem a declarar sobre o assunto? Não vão dar nenhuma declaração? Agora, a folha é um barato: dá uma notícia destas nestes dias do ano quando as pessoas só usam jornal pra fazer banheiro de cachorro ou simplesmente suspenderam as entregas durante as férias na praia.

  7. Durvalino

    23 de dezembro de 2013 2:12 pm

    …..   se estao escondendo

    …..   se estao escondendo eh porque em algo sim.  senao ja teriam aberto seus sigilos telefonico, bancario e do imposto de renda.

    agora os demais partidos se calarem da sentido q alguma migalha levaram ..!!

  8. Dudu Cartucho

    23 de dezembro de 2013 2:15 pm

    Por não precisar fazer uso da

    Por não precisar fazer uso da ‘literatura’ pra condenar, teve ‘gente’ que não quiz relatar o propinoduto tucano ,ou o famoso trensalão.

  9. wendel

    23 de dezembro de 2013 3:54 pm

    Blindagem ao Trensalão Tucano

    Se o PT, é minoria na ALSP, que se busque outra forma para investigarem este Trensalão Tucano!

    Se, a incompetência for de fato justificada, e não houver como investigar, pela blindagem  feita pelos politicos e imprensa, que os de boa fé, recorram ao MP e façam jus ao mandato que receberam!!!    

    Tenho dito!!!!!!!!!!!!!!!!!

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