A compra dos Grippen abre numerosas perspectivas geopolíticas e de estabilidade para a longa transição social em andamento rumo a uma sociedade menos desigual no Brasil. Não existe nada mais emblemático do que a política de defesa de um país para a identificação dos seus objetivos de longo prazo e da sua identidade mais profunda.
A escolha da Suécia ratifica a opção de longo prazo do Brasil pelo Ocidente, porém por um ocidente reconhecidamente avançado e justo no plano social e por uma potência claramente não imperial. Um país que desenvolveu a sua indústria bélica para a defesa e que tornou-se respeitado e auto-suficiente no plano militar. Uma pérola no cenário internacional.
Vivemos um momento em que o Estado de bem estar social, inspirador dos avanços ocorridos no Brasil nos últimos doze anos, vem sendo vergastado em toda parte, sendo responsabilizado pela direita, que já se esqueceu da especulação financeira, pela falência da economia global. A Suécia continua firme e serena como sociedade de bem estar social, sobre a qual funda um sentido de civilidade inigualável no mundo de hoje.
Se observarmos o conjunto das políticas de inclusão social consolidados nos governos da esquerda do Brasil contemporâneo poderíamos enxergar um vetor de longuíssimo prazo a construir uma sociedade convergente para o modelo que já é atual naquela país escandinavo, uma sociedade de liberdades civis, direitos assegurados, culta e com um dos melhores índices de Gini do planeta.
A aliança militar subentendida simbolicamente na compra dos caças é aquela que funda soberania, democracia e justiça social com o não desprezível acréscimo, subjacente num contrato militar, de que isto pode exigir do Brasil a força das armas, ainda que de forma dissuasiva, mas emerge como uma política de defesa e não de ataque, pois se trata da tecnologia militar de um país não imperial, civilizado, soberano e pacifista, tudo que a boa esquerda gostaria de ver consolidado no Brasil. A compra põe à luz do dia, e de longe, o melhor parceiro simbólico que o país poderia ter encontrado.
A compra viabiliza também a indústria de aviação sueca, valente, avançada, mas isolada dado o fato de que a demanda do país é pequena para os grandes investimentos e mercado que vaibilizam e sustentam a indústria aeronáutica. Quero crer que esta não é a única vantagem para a Suécia desta aliança com o Brasil. De fato o Brasil é um oceano de oportunidades em todas as áreas, uma plataforma como poucas para a expansão de qualquer economia. Quem fala de Brasil tem que pensar em Mercosul, em UNASUR, em lusofonia, em Petróleo e em liderança global em muitas áreas.
As vezes o baralho traz cartas que podem servir para fechar uma trinca ou uma canastra real. Possa o Brasil aproveitar a janela dos Grippen para fechar uma canastra real: soberania, democracia e avanços sociais crescentes. Vendo por outro enfoque, o de uma humanidade una e indivisível, podemos dizer não somente que precisamos construir por aqui uma Suécia tropical, mas também que a Suécia é o Brasil (generoso e justo) que deu certo.
Cabe ao governo dar alcance estratégico e simbólico a esta parceria que representa um Brasil soberano, democrático e com um rumo inatacável: a um sociedade crescentemente mais justa e mais humana.
Possa esta parceria dar frutos um por cem. Amém!
jofra
22 de dezembro de 2013 9:49 amO câncer a ser combatido é o Neoliberalismo e seus adeptos!
O Brasil que está a dar certo é combatido com reportagens de jornais adeptos e em concluio com o neoliberalismo existente no planeta terra de forma comtínua e intensa! O problema não é só nacional! Existem setores da imprensa ( jornais europeus e americanos e, no Brasil, o PIG ) que tem como objetivo denegrir a qualquer preço a força política e de esquerda que se solidifica na América do Sul, mais especificamente no Brasil. Portanto o ataque é intenso e constante! Neste país, depois do governo neoliberal do FHC, com a chegada do PT no poder, a parte social no Brasil evoluiu de maneira intensa e se quantificarmos poderemos facilmente concluir que nestes últimos 11 anos ( 2003 a 2013 – inclusives ) a evolução social foi muito maior que a acontecida em todo o restante de sua existência( de 2002 pra antes). Os programas sociais são muitos e a maioria está se solidificando e a dar certo, portanto, o governo trabalhista e social do PT deve ser combatido ( vide o IPTU de São Paulo ). Há um concluio entre o PIG, os rentistas do capital especulativo e alguns empresários inocentes ou bobos do capital bom ( o produtivo – indústria, comércio, setor de serviços ) que, por indução e manipulação, não sei, aderem ao movimento anti-trabalhista e anti-esquerda para que os governos sociais sejam derrubados. Há também parte do executivo, do legislativo e do judiciário neste movimento anti-esquerda e anti-trabalhista! Hoje, aqui mesmo na coluna do Nassif se não estiver enganado, há uma análise de Rafael Correa e que a todos os interessados sigiro que leiam! É uma exposição de fatos lúcida e conncisa! É mais que necessário combater o modelo Americano de capitalismo ( sistema Wall Street ) e começar a olhar para o sistema “Sócio Capitalista ou Capital Socialista” que imprera em alguns países da Europa como a Suécia, bem enfocada neste texto, entre outros. A batalha é muito dura e não posso imaginar qual será o desfecho! Torço pela derrocada TOTAL, GERAL e IRRESTRITA do neoliberalismo mundial, principalmente aqui no Brasil! Está na hora da BIG HOUSE perder de fato!!!! Viva o Brasil, o Lula e a Dilma!!!!!!!
Mota
22 de dezembro de 2013 9:54 amRainha Silvia
Gostei da idéia de absorvermos coisas boas do novo grande parceiro comercial.
Além de tudo que o Ion falou, há ainda a bela e discreta Rainha Silvia para nos aproximar do modelo social da Suécia.
Juliano Custodio
24 de dezembro de 2013 12:19 amErros e mais erros….
Não sou um liberal ou neoliberal como está na moda “xingar” o pessoalda direita, e muito menos sou um comunista ou marxista ou qualquer coisa que possam “xingar” o outro lado, mas comparar o Brasil a Suécia ou como o amigo do comentário acima achar que o Governo do Pt trouxe todas a benécies para o nosso pais e que o governo FHC foi o “capeta” na terra, êh uma visão muito turva da realidade. O governo FHC trouxe a estabilidade de moeda inédita em nossa economia, que foi desfrutada por todos e que gerou a possibilidade de todas as reformas sociais feitas pelo PT. E bom lembrar que todo fanatismo político cega e não nos permite ver a realidade e as vantagens de casa maneira de pensar o nosso pais. E o que mais preocupa hoje em dia êh ver o governo que gasta mais que arrecada e gera inflação, que é uma bomba relógio que vai estourar na mão do próximo governo!