5 de junho de 2026

Afastamento de gestora do ICMBio pega comunidade ambientalista de surpresa

Mais uma do Meio Ambiente, Nassif. Trocaram a gestora responsável pela unidade de conservação do Arquipélago dos Alcatrazes, sem nenhuma justificativa. Eu trabalho há anos no local, e pesquisas importantes têm sido realizadas naquela Ilha. O Ministério do Meio Ambiente vai muito mal. #foraIsabellateixeira.

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do site do Estadão

Blog do Herton Escobar

Herton Escobar / O Estado de S. Paulo

A analista ambiental Kelen Leite, do ICMBio, foi dispensada da gestão da Estação Ecológica (ESEC) Tupinambás no início desta semana, após 3,5 anos no cargo. Muito elogiada na comunidade ambientalista, Kelen estava à frente das negociações com a Marinha do Brasil para acabar com os treinos de tiro no Arquipélago dos Alcatrazes, um dos principais refúgios de biodiversidade insular e marinha da costa brasileira, no litoral norte de São Paulo.

 

A ESEC Tupinambás cobre partes do arquipélago, mas não a ilha principal, que a Marinha usa há décadas como alvo para treinos de tiro. Em junho deste ano, após longas negociações, a Marinha anunciou publicamente que concordava em parar de atirar na ilha e que apoiava a transformação de quase todo o arquipélago em um Parque Nacional Marinho. O projeto de criação do parque está submetido ao MMA.

O afastamento de Kelen, publicado terça-feira no Diário Oficial da União, pegou a própria gestora de surpresa. “Não pedi para sair e não gostaria de sair”, disse Kelen ao Estado hoje, por telefone. “É muito ruim sair assim, no meio de um trabalho”, completou ela, referindo-se não só ao processo de criação do Parque Nacional como o de elaboração do plano de manejo da ESEC Tupinambás, que foi recentemente concluído, 26 anos após a criação da unidade. O plano está praticamente pronto, faltando a aprovação do ICMBio.

O afastamento também pegou de surpresa a comunidade ambientalista e os integrantes do Conselho Gestor da ESEC, que não foram consultados pelo ICMBio sobre a mudança, segundo Fausto Pires de Campos, coordenador do Projeto Alcatrazes e um dos maiores conhecedores e defensores do arquipélago. “O Conselho Gestor foi profundamente ofendido, pois não foi consultado para esta mudança drástica, contraproducente e completamente equivocada”, afirma ele, em um e-mail endereçado a Kelen e distribuído para a comunidade ambientalista e científica ligada ao arquipélago. “Seu trabalho é excelente e admirável e resolvem trocar a chefia? Algo está muito estranho e errado e penso que  Alcatrazes volta a correr imenso risco, não importando quem coloquem na ESEC; o sinal de retrocesso está dado e temos que voltar a lutar duro pela preservação de Alcatrazes.”

A publicação no Diário Oficial da União não aponta um substituto para a gestão da ESEC.

O ICMBio foi procurado pela reportagem no início da tarde de hoje, via assessoria de comunicação, mas não forneceu nenhuma informação sobre o caso até as 21h.

Para mais informações sobre o Arquipélago dos Alcatrazes e as negociações com a Marinha para criação do Parque Nacional, veja: http://blogs.estadao.com.br/herton-escobar/marinha-muda-posicao-e-abre-caminho-para-criacao-de-parque-nacional-no-arquipelago-dos-alcatrazes/

 

Lourdes Nassif

Redatora-chefe no GGN

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6 Comentários
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  1. Assis Ribeiro

    15 de dezembro de 2013 11:30 am

    O motivo do afastamento

    “Muito elogiada na comunidade ambientalista”

  2. Ivan de Union

    15 de dezembro de 2013 11:56 am

    “O ICMBio foi procurado pela

    “O ICMBio foi procurado pela reportagem no início da tarde de hoje, via assessoria de comunicação, mas não forneceu nenhuma informação sobre o caso”:

    Nem precisa, ta no primeiro paragrafo:  foi a Marinha.

  3. Obelix

    15 de dezembro de 2013 1:24 pm

    Prezados, eu não acompanhei

    Prezados, eu não acompanhei direito, e posso estar falando besteira.

    Mas semanas atrás houve algum tipo de operação policial ou denúncia envolvendo servidores do referido instituto e de outros órgãos ambientais, senão me engano.

    Pode ser por causa disto, e pode ser que a fritura começou lá atrás.

    De todo modo, ela tem todo o direito de discordar, mas os motivos não forma expostos pela matéria e nem por ela, que teve chance.

    Não acredito que servidores que ocupem cargos de confiança (livre nomeação) não “saibam” os motivos de sua defenestração.

    Nem dá para vitimizar a servidora.

    De algum modo, a confiança que era depositada nela, acabou.

  4. Nira

    15 de dezembro de 2013 5:39 pm

    Ah, tenha a santa paciência.

    Ah, tenha a santa paciência. Já não basta ter que gastar verbas públicas para sustentar as “forças” armadas, mais essa. E pra que a marinha tem que treinar tiro? Vão invadir o Paraguai por terra?

    E aí vem os que reclamam dos defensores dos bagres.

  5. junior50

    15 de dezembro de 2013 7:40 pm

    Resort ou Pousadas Ecosustentáveis ?

     Será que ela não concordou com estas idéias paralelas ao Parque Marinho ?

      Aguardem o futuro desta história, e imaginem uma mini- Fernando de Noronha, próximo a costa e no litoral do sudeste, e quanto pode-se faturar.

  6. Athos

    16 de dezembro de 2013 6:20 pm

    Tem tanta área para parque no

    Tem tanta área para parque no Brasil mas neguim quer ir sempre onde está as forças armadas.

    Vai perder…aliás, já perdeu!

     

    Ela foi contratada para gerir projetos. A área é da marinha que PERMITE projetos no local. Saíu da sua alçada é isso aí, RUA!

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