Jornal GGN – O varejo deve encerrar 2013 com aumento de 4% nas vendas, em comparação com 2012, segundo estimativas da FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo). O valor total da receita deve alcançar R$ 502,1 bilhões, com R$ 50,9 bilhões referentes ao mês de dezembro. Para os economistas da Federação, a estimativa de 4% reflete a baixa base de comparação, já que o varejo no estado cresceu 0,4% em 2012.
Se por um lado o setor de eletrodomésticos e eletrônicos pode apresentar alta de 45,1% na receita, as lojas de departamentos devem registrar queda de 15,5% no ano. No caso de eletrodomésticos, a grande alta se deveu por ações pontuais do governo, como estímulo fiscal para a indústria e o programa Minha Casa Melhor. No caso do bom desempenho na venda de materiais de construção, o fato está ligado à compra de imóveis e aquisição de material para adequação da moradia. A explicação para a queda no desempenho de lojas de departamentos é a preferência crescente dos consumidores por lojas especializadas.
Na cidade de São Paulo, as vendas do varejo devem fechar com crescimento de 2,4% e o faturamento poderá chegar a 3%, alcançando R$ 115 bilhões, com dezembro responsável por cerca de R$ 15,8 bilhões. Na capital, o destaque fica com as lojas de eletrodomésticos e eletrônicos, com 27,2% de expansão no faturamento comparado a 2012. Concessionárias de veículos ficam com o segundo destaque, com 9,6%.
Antonio Carlos Borges, diretor executivo da FecomercioSP, avalia como um bom índice o crescimento estimado de 4%, mas mostra-se preocupado com a continuidade dessa expansão. “No próximo ano, existem fatores que ajudam no desempenho. Já tivemos inflação mais baixa que nos permitiu aumento da renda real, um nível de emprego no qual não havia nada que ameaçasse isso. Teremos também o fim das obras da Copa do Mundo e temos que levar isso em consideração”, declarou.
De acordo com Borges, o cenário muda em 2015, deixando tudo mais complicado, pois 2014 é um ano eleitoral e “não serão feitas as reformas que são necessárias nem vai se tentar controlar os ajustes”. Para ele, isso deverá ser feito de forma mais contundente em 2015. Além disso, Borges considera um fator preocupante para o desempenho de vendas no varejo o aumento no valor do IPTU na capital paulista. Ele entende que o impacto do imposto na capital, “deve provocar problemas tanto na demanda, quanto na oferta pois interfere no custo do empresário”, afirma ele.
Para Borges, os eventos esportivos não deverão ser de grande estímulo para o varejo, devendo estimular apenas localmente, “serviços terão mais impacto, no varejo é difícil ter resultado relevante”, afirmou.
Segundo Borges, tudo muda em 2015. “Em 2015 a situação será mais complicada, porque em 2014, que é um ano eleitoral, não serão feitas as reformas necessárias nem vai se tentar controlar os ajustes. Mas em 2015 isso deverá ser feito de forma mais contundente do que em 2014.”
Deixe um comentário