É muito triste ver a imprensa brasileira tratar de forma tão desqualificadora o convite a presidenta Dilma Roussef para ser uma das oradoras durante o ceremonial do enterro de Mandela.
Chega a ser bizarra o texto de alguns portais. No final do discurso ela comete um erro, corrige-se rapidamente, mas essa é a parte do discurso mais falada. Inclusive dizem que ela comete uma gafe. Será que esses jornalistas sabem o significado da palavra gafe? Cometer um erro durante a leitura de um texto e corrigir em seguida, é somente um equívoco e não uma gafe.
Realmente, vai ser difícil sermos uma grande nação. Num dos portais dizem que as pessoas começaram a sair do estádio quando ela começou a falar. E voltaram quando os outros 4 oradores falaram, ou o estádio ficou esvaziado. E ainda, enfatizam o fato de ela falar em português e ter um tradutor.
Ora, todos sabem que os Chefes de Estado sempre falam em seu idioma de origem. Não tem nada a ver com a questão de se dominar ou não o idioma do país que visitam.
Ao invés de enfatizar o convite, refletir sobre o significado dele, a escolha é desqualificar a presidenta.
Enquanto nos Estados Unidos e aqui no Canadá, por exemplo, só faltaram colocar o Obama em um pódium, elogiando o seu discurso. Se ele fosse o presidente do Brasil, apesar da inconveniência do momento, os jornalistas iriam dizer que enquanto ele elogia Mandela, em seu governo a desigualdade está só aumentando, o desemprego altíssimo e por aí vai.
Eu só posso dizer que fico muito triste em ver que fora do país é que nossa presidente é mais respeitada e reconhecida pelo que faz de bom, apesar de ter muito a fazer e nem sempre fazer o melhor.
O pig está se excedendo na arte de desinformar. Hoje sabemos que sem examinar suas intenções nada alí vale nada. Os fatos são despresados para que os jornalistas do pig possam viajar na mentira e na falcidade. Nunca se mentiu tão descardamente e sob pro teção da flata de justiça que os puna nos crimes de informação mais cotundentes.
Quando cobraremos desta turma o péssimo serviço. Têm a concessão para informar e desinformam na maior trnaquilidade.
O pig é bandido, criminoso. Uma máfia a serviço do crime de desinformação.
Meia duzia de empresas que protegem sonegadores e sonegam. Que protegem e escondem politicos ladrões e corruptos de varias centenas de milhões de reais e protegem e escondem TRAFICANTES DE DROGAS.
Essa é a imprensa no Brasil. Mais criminosa que qualquer criminoso.
Gostaria de saber em qual idioma a D. Dilma deveria se expressar para contentar os débeis mentais da oposição. Ela deveria se expressar em Afrikâner ou no dialeto dos Xhosa?
Em aparte ao senador Álvaro Dias, que discursava sobre denúncias do delegado Romeu Tuma Jr, veiculadas pela revista “Veja” desta semana, o senador Roberto Requião disse que apoiaria o pedido de investigações feitas pelo colega paranaense, desde que elas se estendessem também ao semanário dos Civita, que, com frequência, dedica-se também a tentar “assassinar reputações”.
Morbidez, bizarrice e estupidez…..ou falta do que fazer
Meses atrás me espantei com a iniciativa de exumação do cadáver do ex-presidente João Goulart deposto em 01/04/1964 (31 de Março é conversa mole) por um golpe militar operacionalizado por um sargentão caipira chamado Cel. Olympio Mourão Filho.
Jango morreu de causas naturais em 06/12/1976 quando estava exilado na sua estância no Uruguai. Alguns narcisos, ávidos por holofotes, cismaram que o homem foi envenenado. Com base em quê? No depoimento de um cucaracha maluco que está preso num hotel “5 Espinhos” lá em Charqueadas, Rio Grande do Sul.
Bem, retiraram os restos do ilustre brasileiro da tumba e levaram para os cientistas de Brasília. Examinam daqui, raspam dali, tiram uma casquinha, botam numa pipeta e mandam para laboratórios do estrangeiro, porque os daqui não são isentos, são incompetentes ou não são flor que se cheire. No final, respeitosamente ressepultam o homem lá em São Borja. Com honras de Estado. Concordo. Faz sentido.
Sabe o que vai acontecer? Nada. Confio na ciência. Vão provar que esses tupiniquins de gravata beberam cauim.
Para completar leio hoje que uma tal Comissão da Verdade da Câmara Municipal de São Paulo (aí fico de pé atrás), chefiada por um político veterano chamado Gilberto Natalini, chegou à conclusão de que o ex-presidente Juscelino Kubtischek foi assassinado em 22/08/1976 num acidente forjado na Via Dutra. Alega que de acordo com as investigações “realizadas pela comissão”, o SNI poderia ter sido um dos encarregados de ordenar o assassinato do ex-presidente. O valente vai mais longe: encaminhará o parecer para endosso da Presidente Dilma.
Duvido que qualquer vereador de São Paulo, qualquer deputado da Assembléia Paulista ou qualquer deputado ou senador do Congresso Nacional tenham competência técnica, profissional ou moral para afirmação tão esdrúxula e estúpida. Se fosse assunto financeiro, comissões, propinas, facilitações burocráticas, licitações obscuras, etc, eu não colocaria restrições.
Novamente: baseados em quê? No depoimento de um perito criminal que diz ter visto um furo de bala no crânio do motorista de JK mas que, numa segunda observação, soube que o crânio fora esfacelado por agentes do Governo. Pode ser verdade. Pode ser fantasia.
Fico imaginando as incongruências. Foram mortos, assassinados, pelo Governo Militar que temia suas ameaçadoras candidaturas ao Planalto. Em 1976 o regime militar estava plenamente consolidado (infelizmente) e não havia a menor possibilidade para um candidato civil. Geisel ainda mandava e ainda passaria o bastão a Figueiredo. Depois ainda suportaríamos duas desgraças: Sarney e Collor.
Jango e JK são dignos de todas as reverências. Mas os que perdem tempo escarafunchando um passado tenebroso não merecem qualquer contemplação. O passado morreu, o futuro é o que importa. Pode-se lamentar a inquisição, o nazismo, o militarismo brasileiro ou sul-americano e muitas outras atrocidades. Nada mais que isso.
Esse oportunismo político não ressuscitará vítimas da estupidez humana nem aplacará a dor de familiares. Eventuais culpados já morreram ou, em razão da idade, jamais serão alcançados pela Justiça. Quem vive do passado é arqueólogo ou professor de história.
O pum no puma matou dois soldadinhos que iam à uma festa
no Riocentro, infelizmente um deles estava acendendo um cigarro quando o outro peidou e o metano resultante incendiou o carro, infelismente a esquerda necrófila se aproveitou de mais esse acidente em uma época de muito azar para acusar os milicos mais uma vez, a ditamole nunca matou ninguém e detestava corpos, quem gosta de cadáver é a esquerda, esse rapaz aqui fez um grande esforço sacrificando a própria vida somente para macular a imagem impoluta dos nossos guias.
Melhorando seu comentário: o atentado do Riocentro aconteceu em 30/04/1981 durante um show em homenagem ao Dia do Trabalho. Ação da linha dura militar executada pelo Sarg Guilherme Pereira do Rosário e pelo Cap.Wilson Dias Machado. Houve um “acidente de trabalho” e sargento morreu (só ele) com as visceras expostas dentro do Puma. O Capitão ficou gravemente ferido mas se recuperou e hoje está gozando sua aposentadoria custeada pelo Estado. Não houve punição e o inquerito acabou arquivado.
Seu comentário pretende ser irônico, entendo, mas é desrespeitoso, escatológico e impreciso. Imagino um familiar de Herzog lendo isso. Desagradável, não acha?
O ex-diretor da Siemens Everton Rheinheimer confirmou todo o teor do documento que lhe era atribuído e as acusações a Edson Aparecido (PSDB) e Rodrigo Garcia (DEM),deputados tucanos licenciados e secretários de Alckmin, o deputado federal Arnaldo Jardim (PPS-SP) e o deputado estadual Campos Machado (PTB).
Mais adiante, a matéria da Folha cita, nas mesmas condições, o nome do senador serrista Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), o do deputado federal José Anibal (PSDB-SP) e o de Jurandir Fernandes, secretário de Transportes Metropolitanos de Alckim entre 2001 e 2006 , agora, outra vez no cargo.
Mas, como tudo isso era sabido, a notícia é… a Folha ter publicado.
O Estadão, que continua léguas à frente, já está no próximo desdobramento do caso: o depoimento do doleiro que recebia dinheiro vivo, na sede da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos, do diretor da empresa estatal João Zaniboni. Meio milhão de dólares, quase, que lhe valeram uma condenação na Suíça.
Se a gaveta do Supremo não for emperrada como as do procurador Rodrigo de Grandis, virão fortes emoções pela frente…
Não sei quantos profissionais podem dizer que fizeram de seu local de trabalho um laboratório permanente. Eu posso – e por exatos 28 anos. Ou seja, desde que entrei neste jornal.
Por causa dessa liberdade de experimentação, termina hoje minha colaboração com aFolha.
Eu provavelmente teria um caminho garantido e previsível na Redação, carregando no currículo os principais prêmios de jornalismo, reportagens investigativas de impacto mundial e uma coluna que está, há décadas, entre as mais lidas.
Mas a Folha (e aqui personalizo na figura de Otavio Frias Filho) sempre me estimulou a ousar, trocando o seguro pelo incerto, cultivando meu vício irrecuperável pela adrenalina do inusitado.
Nesse ambiente experimental, pude desenvolver projetos independentes. Um deles, o Catraca Livre, foi apontado, neste mês, em Londres, por um júri da Universidade de Oxford, BBC e “Financial Times” uma das mais importantes inovações digitais de impacto social. No início do ano, virou estudo de caso na Escola de Negócios de Harvard.
Apenas meu mérito? Seria uma injustiça e uma desonestidade intelectual se não admitisse que, sem o apoio da Folha, dificilmente teria obtido esse tipo de reconhecimento.
O prazer da inovação que me liga tão profundamente à Folha fez, paradoxalmente, com que eu fosse me afastando, seguindo caminhos diferentes. Assumi projetos independentes de comunicação focados em jornalismo comunitário e educativo -no início do próximo ano lanço uma plataforma digital focada na descoberta de gente que pensa fora dos padrões convencionais.
Esses projetos foram, com o tempo, gerando mais áreas distintas de interesses do que complementaridades com o jornal.
Saio da Folha com a gratidão de quem teve suporte para fazer da vida um laboratório.
Mas a Folha não sai de mim: estará sempre associada à sensação de que o exercício da imaginação é o que nos torna singulares e relevantes.
Enquanto em Brasília se discute o que Genoíno pode ou que o tetraplégico não pode, em Minas, copiando um sucesso do Ceará, é eleita a Miss Prisional 2013. Uma forma de dar dignidade às detentas que não deixaram de ser mulheres e principalmente bonitas!!
10/12/2013 22h03 – Atualizado em 10/12/2013 22h03
Detentas da Região Metropolitana de BH participam de concurso de miss
Evento foi em unidade onde estão presas condenadas pelo mensalão. Kátia Rabello e Simone Vasconcelos não assistiram ao desfile.
Do G1 MG
Detentas se preparam para concurso de beleza em presídio de Belo Horizonte (Foto: Raquel Freitas / G1)
Detentas da Região Metropolitana de Belo Horizonte participaram, nesta terça-feira (10), do “Miss Prisional”, realizado pela primeira vez no estado no Complexo Penitenciário Feminino Estevão Pinto, na Região Leste da capital mineira. A unidade é onde estão presas as condenadas pelo envolvimento no mensalão, Kátia Rabello – ex-presidente do Banco Rural – e Simone Vasconcelos – ex-funcionária de uma agência de Marcos Valério. Elas foram transferidas do Distrito Federal para Minas Gerais nesta segunda-feira (9).
Detenta mostra unhas feitas para partipar do ‘Miss Prisional’ (Foto: Raquel Freitas / G1)
Uma das candidatas ao concurso de miss, Grysellid Taygla, de 25 anos, disse que ficou sabendo pela televisão que fica em seu alojamento sobre a chegada das novas internas do complexo penitenciário. Ela conta que, por enquanto, ainda não teve contato com Kátia e Simone, por que elas “ainda não estão no convívio”.
De acordo com o subsecretário de Administração Prisional, Murilo Andrade, justamente por estarem em período de observação, as “mensaleiras” não puderam assistir ao concurso ao lado de outras centenas de presidiárias da unidade. “[Kátia e Simone] são presas comuns. Nenhuma mudança de rotina, tanto que hoje estamos tendo um evento”, disse o subsecretário em relação à chegada das novas detentas.
Feliz, Aline Ingrid se produziu para concurso (Foto: Raquel Freitas / G1)
Além de uma gestante, eleita Miss Grávida, 15 mulheres desfilaram em trajes casuais e trajes de gala em busca do título de Miss Penitenciária 2013 de Minas Gerais. Personalidades conhecidas na área da moda no estado, como o estilista Ronaldo Fraga e a Miss Minas Gerais, Janaína Barcelos, fizeram suas apreciações em meio ao clamor da plateia.
Gisele Rodrigues de Souza, Sara Maria Souza e Laíssa Assunção ganharam primeiro, segundo e terceiro lugares, respectivamente. (Foto: Raquel Freitas/G1)
Antes de subirem na passarela, as jovens passaram por uma transformação. Com ajuda de parceiros, as detentas ganharam penteados, maquiagem, pintura nas unhas e, sobretudo, a valorização da autoestima. Enquanto se arrumava, Aline Ingrid Lopes da Silva, de 24 anos, e há três deles presa, falou sobre o sentimento de deixar de lado, ao menos por um dia, o uniforme vermelho. “Acho que nunca fiquei tão produzida desse jeito”, disse com sorriso no rosto.
As detentas que participaram do concurso foram pré-selecionadas em desfiles realizados nas próprias unidades prisionais. Na grande final, o primeiro lugar foi garantido por Gisele Rodrigues de Souza, que ganhou um ensaio fotográfico. O segundo ficou com Sara Maria Souza e o terceiro foi conquistado por Laíssa Assunção. Segundo a Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) a próxima edição do concurso deve ser realizada em maio do próximo ano e terá a participação de todas as unidades do estado.
Desfile definiu as três primeiras colocadas no ‘Miss Prisional’ (Foto: Raquel Freitas / G1)
FORÇADAS E INEXISTENTES CORRELAÇÕES – Há alguns evidentes exageros nas análises sobre as eleições municipais ocorridas no último fim de semana na Venezuela.
Analisar eleições municipais e estaduais é bastante interessante, desde que se compare as mesmas com as anteriores eleições municipais e estaduais. Principalmente na Venezuela onde as eleições municipais, estaduais e nacional, bem como a eleição para os parlamentos, acontece em datas completamente diferentes.
A eleição atual na Venezuela diz pouca coisa sobre a situação nacional, no máximo confirma que o país é extremamente polarizado e que assim permanecerá durante bom período de tempo. Qualquer inferência sobre a conjuntura nacional venezuelana, feita a partir das eleições municipais, é ampla, geral e irrestritamente precária. Não tem serventia nenhuma!
Já imaginaram tecer comentários a respeito das eleições presidenciais brasileiras com base nas eleições municipais? A correlação existente entre estes dois processos é próxima de zero.
Quando o Partido dos Trabalhadores venceu pela primeira vez a disputa presidencial, em 2002, detinha apenas o oitavo lugar em número de prefeituras. Certamente algum “gênio” da ciência política poderia ter dito, logo após as eleições municipais do ano 2000, que o PT jamais chegaria ao Palácio do Planalto! Ora, isto seria uma sonora e rematada bobagem. E porque seria?
Primeiro porque o dado que tem importância e relevância em análises sobre eleições municipais, estaduais e para os parlamentos é o número de VOTOS obtidos pelas agremiações partidárias, não o número de prefeituras ou de governos estaduais. O PMDB tem hoje o maior número de prefeituras do Brasil, em seguida vem o PSDB e depois o PT. Mas na verdade o partido que mais votos fez em todo o território nacional, na eleição municipal de 2012, foi o Partido dos Trabalhadores.
E, segundo, porque como já foi dito e explicado, não há essa correlação direta entre número de votos ou de prefeituras com a questão da disputa nacional. E isto vale para o Brasil, para a Venezuela, para a Argentina ou para qualquer outro país.
Ora, aqui em Pindorama, a título de exemplo, das 03 maiores cidades do país, o PT apenas venceu em São Paulo. O PT nunca venceu uma única eleição municipal sequer no Rio de Janeiro ou em Salvador! Mais do que isto, aqui em Pindorama, dos 05 Estados mais poderosos economicamente, o PT venceu apenas no Rio Grande do Sul. O PT jamais venceu uma única eleição estadual sequer em São Paulo, em Minas Gerais, no Rio de Janeiro ou no Paraná!
E o que isto quer dizer?
A rigor, e em matéria de disputa nacional, não quer dizer absolutamente nada. Não quer dizer rigorosamente nada. Ou quer dizer, no máximo, que em que pese o fato de o PT jamais ter vencido tais ou quais eleições municipais ou estaduais, este fato não impediu o partido de vencer três eleições presidenciais consecutivas (com reais possibilidades de vencer pela quarta vez…).
Ou seja, a correlação forçada que uns e outros tentam construir cai por terra num piscar d’olhos.
Hoje é um dia que será ser lembrado, no futuro, pelos historiadores. É a data em que o Uruguai de Pepe Mujica poderá se tornar o primeiro país, desde o início da proibição mundial do comércio das plantas psicoativas do gênero cannabis, há oito décadas, a legalizar completamente o ciclo da produção, venda e consumo da maconha para uso recreativo.
Para alguns, esse dia será recordado como uma iniciativa fracassada que irá causar impacto negativo na saúde mental e na criminalidade. Essas pessoas tendem a acreditar que os problemas relacionados ao uso de drogas serão resolvidos exclusivamente com a polícia e as ações de repressão, temerosos do que as drogas são capazes de fazer com a sociedade. Esse medo gera o tabu de que a questão não possa nem ao menos ser discutida e, na eventualidade de que surjam pessoas que proponham alternativas ao atual modelo criminalizante, elas são olhadas com desconfiança, tendo seus pensamentos interpretados como simples apologia.
Entre os que se lançaram à corajosa iniciativa de transformar o modelo pautado na chamada ‘Guerra às Drogas’ estão o presidente uruguaio José Mujica e o sociólogo Julio Calzada, secretário-geral da Junta Nacional de Drogas do Uruguai.
Calzada tem sido o responsável pelo processo de regulamentação do mercado da maconha no Uruguai. Regulamentação? Mas o que vai acontecer no Uruguai não é justamente a “liberação” da maconha? Não.
A proposta uruguaia é de regulamentar por meio da legalização e do controle estatal, um mercado cujos grandes mecanismos organizadores são as decisões de traficantes e a corrupção policial. É mais ou menos o que ocorre com o tabaco e o álcool.
Calzada é uma das pessoas que compartilham do pensamento de que as penalidades contra a posse de uma droga não podem ser mais danosas para o indivíduo e a sociedade – incluindo aí os que não usam drogas – do que o próprio uso da substância. Em uma recente visita a Brasília, ele afirmou que não defende que a maconha seja inofensiva, mas afirma que o processo de legalização do consumo e a regulamentação da comercialização permitirão que se controle um mercado que hoje está nas mãos de criminosos. Os gestores uruguaios esperam regulamentar toda a cadeia produtiva, com controle de qualidade, fornecimento e acesso ao produto.
Espera-se que este processo seja permeado de educação e informação e que a estrutura de atenção aos usuários de drogas do Uruguai seja ampliada e qualificada. No Brasil, conseguiu-se reduzir drasticamente os problemas relacionados ao consumo do tabaco com política semelhante. Todavia, houve investimento maciço em informação e campanhas educativas. Isso remete ao que disse, em uma recente entrevista, o psiquiatra e epidemiologista britânico Robin Murray sobre o controle dos riscos médicos associados à maconha: “A educação é mais importante do que a lei”.
As previsões de cunho apocalíptico – entre elas, a invasão de maconha uruguaia no sul do Brasil, uma epidemia de esquizofrenia e a degradação geral da sociedade uruguaia – são oriundas do oportunismo político e sensacionalista. Esse medo é criado pelo bombardeio de noticiários repetindo que a violência gerada pelo combate às drogas é justificável a todo custo, ainda que agrave o encarceramento em massa de pessoas, a concentração do poder econômico nas mãos dos traficantes, e, o que é mais relevante, sem conseguir diminuir os problemas associados ao uso de drogas.
A saída da maconha — a droga ilegal mais usada no mundo, cujo uso pessoal já foi descriminalizado no Uruguai há muitos anos – do ciclo do tráfico nos convida à esperança de que o 10 de dezembro de 2012 possa ser lembrado na história como o dia em que a Guerra às Drogas começou a terminar.
Aplicativo de celular para compra consciente de roupas é lançado no Brasil
Leonardo Sakamoto
11/12/2013 09:04
Foi ao ar, nesta quarta (11), o Moda Livre, primeiro aplicativo para compra consciente de vestuário do país para ajudar no combate ao trabalho escravo. Disponível gratuitamente para download em versões para iPhone e Android, ele avalia as ações que as principais varejistas de roupas no país vêm tomando para evitar que as peças de vestuário vendidas em suas lojas sejam produzidas por mão de obra escrava. O Moda Livre é também uma das primeiras reportagens feitas no Brasil em formato de aplicativo e levou mais de seis meses para ser produzido.
O lançamento faz parte da comemoração pelo aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que completa 65 anos nesta semana e tem na defesa do trabalho digno um de seus pilares. O aplicativo pretende também ser uma ferramenta útil para o consumidor que está indo às compras para o Natal.
Como baixar: Ele está disponível na loja da Apple e no Google Play e roda nos sistemas operacionais iOs 5+ e Android 4+.
Além de marcas dos dez maiores grupos varejistas do mercado, também estão avaliadas outras de empresas envolvidas em casos de trabalho escravo flagrados por fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego até junho deste ano, totalizando 22 marcas. O aplicativo será atualizado periodicamente, de acordo com mudanças nas políticas das empresas, e acrescido de novas marcas ao longo do tempo.
As empresas foram convidadas a responder um amplo questionário que contempla três indicadores: Políticas (compromissos assumidos por elas para combater o trabalho escravo em sua cadeia de fornecimento), Monitoramento (medidas adotadas para fiscalizar os fornecedores) e Transparência (ações tomadas para comunicar aos clientes o que vêm fazendo nesse sentido). Um quarto indicador foi organizado com base em extensa pesquisa no Ministério do Trabalho e Emprego, no Ministério Público do Trabalho e na Justiça do Trabalho, sobre o envolvimento das empresas em casos de trabalho escravo.
Com base nas respostas e no levantamento, as empresas receberam uma pontuação que as classifica em três categorias de cores (verde, amarelo e vermelho), de acordo com as medidas que tomam para combater o trabalho escravo. Aquelas que não responderam ao questionário, apesar dos insistentes convites, foram automaticamente incluídas na categoria vermelha.
O Moda Livre não recomenda que o consumidor compre ou deixe de comprar roupas de determinada marca. Apenas fornece informação para que faça a escolha de forma consciente. O aplicativo é fruto da apuração da equipe de jornalismo da Repórter Brasil e do design e desenvolvimento da agência PiU Comunica.
Passei anos ouvindo que o consumidor é o culpado pelas desgraças do mundo ao não adotar um comportamento mais responsável ao escolher os seus produtos. Esse discurso, é claro, tira parte do peso da cobrança de cima das costas de empresas e de governos e ignora um elemento básico: falta informação de qualidade para que a maioria das pessoas possa tomar sua decisão. Daí surgiu a ideia do aplicativo, que tive o prazer de coordenar.
Alguns colegas torceram o nariz quando disse que estávamos produzindo uma reportagem em forma de aplicativo para celular. Disseram que o leitor está cada vez mais preguiçoso e que essas novidades só incentivam esse comportamento. Bem, a verdade é que há uma esfinge enlouquecida que pergunta insistentemente para o jornalista deste início de século: decifra este mundo novo ou te devoro. Em outras palavras: ou descemos do pedestal e entendemos este novo consumidor de informação ou escreveremos apenas para nossos amigos.
O aplicativo, que também conta com uma seção de notícias sobre trabalho escravo e o setor de vestuário, que será atualizada quando houver resgates de trabalhadores e outras informações relevantes, pode ser encontrado na loja da Apple e no Google Plus com os termos de busca “moda livre” e “moda livre repórter brasil”.
JN cai 18% sem Fátima Bernardes e tem o pior ano da história
DIVULGAÇÃO/TV GLOBO
William Bonner e Patrícia Poeta na bancada do JN: jornal caiu 10% ao ano no Ibope em 2012 e 2013 Por DANIEL CASTRO, em 11/12/2013 · Atualizado às 06p0
Dois mil e treze vai ser o pior ano da história do Jornal Nacional. O principal telejornal do país vai fechar o ano com média de audiência em torno dos 26 pontos na Grande São Paulo, referência do mercado publicitário. Pelo segundo ano consecutivo, o JN ficará com médias inferiores a 30 pontos.
Em dez anos, o Jornal Nacional acumula uma perda de quase um terço de sua audiência. Mas foi nos últimos dois anos que essa queda se acentuou. Em 2012 e 2013, o telejornal teve perdas anuais na casa dos 10% (18,4% na média dos dois anos). É muita coisa. Desde 2011, William Bonner não dá seu “boa noite” para mais da metade dos brasileiros com televisores ligados (share). A queda coincide com a saída de Fátima Bernardes e a entrada de Patrícia Poeta, no final de 2011. Veja o gráfico:
Dezembro de 2013 também deverá ser o pior mês de todos os tempos do Jornal Nacional. O noticiário da Globo sofre com o mau desempenho de Além do Horizonte. O gráfico abaixo mostra que quanto maior a audiência da novela das sete, maior a do JN. Mas se a novela das sete não vai bem, o JN cai.
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No começo dos anos 90, nós da liderança do CNA cometemos um sério erro. E nosso povo ainda está pagando o preço.
Os jovens da África do Sul hoje são conhecidos com a geração dos Nascidos Livres.
Eles desfrutam da dignidade de terem nascido em uma sociedade democrática com direito ao voto e a escolher quem vai governa. Mas a África do Sul moderna não é uma sociedade perfeita. Igualdade total – social e econômica – não existe e o controle das riquezas do país continua nas mão de poucos, por isso nosso desafios e frustrações crescem.
Veteranos da luta contra o apartheid como eu frequentemente se perguntam, diante dessas decepções, se o sacrifício valeu a pena. Apesar de minha resposta ser sim, deve confessar com grande apreensão: acredito que deveríamos estar bem melhor.
Houve grandes avanços desde a conquista da liberdade em 1994: na construção de casas, creches, escolas, estradas e infraestrutura, fornecimento de água e eletricidade para milhões, educação e saúde gratuitas, aumento das aposentadorias e verbas sociais, estabilidade financeira e bancária, crescimento econômico modesto mas constante (ao menos até a crise de 2008).
Esses ganhos, no entanto, perdem a força diante da precariedade da oferta de serviços que resultou em protestos violentos das comunidades pobres e marginalizadas, graves desigualdades nos setores de saúde e educação, um violento aumento do desemprego, brutalidade e tortura endêmicas por parte da polícia, disputas de poder nos bastidores do partido no poder — que se tornaram ainda piores desde o afastamento de Mbeki em 2008 — uma tendência alarmante ao segredo e ao autoritarismo do goveno, a interferência no judiciário e as ameaças à mídia e à liberdade de expressão.
Até mesmo a privacidade e a dignidade de Nelson Mandela foram violadas por pessoas do alto escalão do CNA em nome da oportunidade barata de fotografá-lo.
Mais embaraçoso e chocante foram os eventos do Bloody Thursday – 16 de agosto de 2012 –, quando a polícia massacrou 34 mineiros em greve na mina de Marikana, da Lonmin, empresa baseada em Londres.
O massacre de Shaperville, em 1960, me levou a ingressar no CNA. Para mim, Marikana foi ainda mais perturbador: uma África do Sul democrática não deveria ter este tipo de barbaridade. Ainda assim, o presidente e seus ministros se trancaram em uma cultura de esconder a verdade. Inacreditavelmente, o Partido Comunista da África do Sul, meu partido por mais de 50 anos, não condenou a ação da polícia.
A luta pela libertação da África do Sul chegou a um ponto elevado mas não atingiu seu zênite quando derrubamos o apartheid. Naquela época, tínhamos muitas esperanças para o nosso país dada sua economia industrial moderna, suas riquezas minerais estratégicas (não somente ouro e diamantes), e uma classe trabalhadora e um movimento sindical organizados com uma rica tradição de luta. Mas esse otimismo não considerou a tenacidade do sistema capitalista internacional.
De 1991 a 1996 foi travada a batalha pela alma do CNA e ela eventualmente foi perdida para o poder das corporações: caímos na armadilha da economia neoliberal – ou, como alguns reclamam hoje, “vendemos nosso povo rio abaixo”.
O que chamo de acordo com o diabo aconteceu quando tomamos um empréstimo do FMI às vésperas de nossa primeira eleição democrática. Esse empréstimo, com exigências que impediram a adoção de uma agenda econômica radical, foi considerado um mal necessário, como também o foram as concessões para manter as negociações nos trilhos e conquistar a terra prometida ao nosso povo.
A dúvida passou a reinar suprema: nós acreditávamos, erroneamente, que não havia outra opção; que tínhamos que ser cuidadosos, já que a partir de 1991 nosso poderoso aliado, a União Soviética, falida por conta da corrida armamentista, havia desmoronado.
Indesculpavelmente, tínhamos perdido fé na habilidade de nossas massas revolucionárias de vencer todos os obstáculos. Não importa quais eram as ameaças de isolar uma África do Sul radical, o mundo não teria ficado sem nossas vastas reservas minerais. Perder a calma não era necessário ou inevitável. A liderança do CNA deveria ter se mantido determinada, unida e livre da corrupção – e acima de tudo, ter mantido sua disposição revolucionária.
Ao invés disso, fraquejamos.
A liderança do CNA deveria ter se mantido fiel ao compromisso de servir o povo. Isso teria lhe dado a hegemonia necessária não somente frente a classe capitalista estabelecida mas sobre os elitistas emergentes, muitos dos quais buscariam riqueza através do fortalecimento da economia negra, de práticas corruptas e da venda de influência política.
Quebrar o regime do apartheid através da negociação, e não de uma guerra civil sangrenta, pareceu na época uma opção boa demais para ser ignorada. Entretanto, naquele momento, o poder estava com o CNA e as condições eram favoráveis para uma mudança mais radical na mesa de negociações do que aquela que acabamos aceitando.
Não é certo que a velha ordem, a não ser os extremistas radicais isolados, tivesse capacidade de recorrer à repressão sangrenta que a liderança de Mandela temia. Se tivéssemos mantido a calma, poderíamos ter ido mais adiante sem fazer as concessões que fizemos.
Foi um erro calamitoso da minha parte focar em minhas próprias responsabilidades e deixar os assuntos econômicos por conta dos especialistas do CNA. Entretanto, naquele momento, muitos de nós não sabiamos muito bem o que estava acontecendo nas discussões econômicas de alto nível.
Como Sampie Terreblanche revelou em sua crítica “Lost in Transformation”, no fim de 1993 grandes estratégias de negócios – costuradas em 1991 na residência do magnata da mineração Harry Oppenheimer em Johannesburgo – estavam se cristalizando em discussões secretas, durante a madrugada, no Banco de Desenvolvimento da África do Sul.
Estavam presentes às discussões líderes de mineração e energia da África do Sul, os chefes das empresas norte-americanas e britânicas com presença na África do Sul – e jovens economistas do CNA, alunos de economia das escolas do Ocidente. Eles se reportavam a Mandela e foram forçados a se submeter, por medo ou por terem sido enganados, diante das opiniões que que haveria consequências desastrosas para a África do Sul se o governo do CNA levasse adiante políticas econômicas que os empresários consideravam desastrosas.
Todos os meios de erradicar a pobreza, que era a promessa de Mandela e do CNA aos “mais pobres dos pobres”, se perderam no processo. A nacionalização das minas, como foi previsto pelo Freedom Charter, foi abandonada.
O CNA aceitou assumir a responsabilidade por uma vasta dívida da era do apartheid, que deveria ter sido cancelada.
O imposto sobre a riqueza dos super ricos, para financiar projetos de desenvolvimento, foi deixado de lado e as corporações domésticas e internacionais, que enriqueceram com o apartheid, foram isentadas de qualquer indenização financeira.
Foram instituídas obrigações orçamentárias extremamente rígidas que atariam as mãos de qualquer governo futuro; a obrigação de implementar uma política de livre comércio e abolir todas as tarifas protecionistas e todas as normas do livre comércio neoliberal foram aceitas.
As grandes corporações puderam transferir sua listagem na bolsa para o exterior. Na opinião de Terreblanche, essas concessões do CNA constituem “decisões traiçoeiras que vão perseguir gerações futuras da África do Sul”.
A liderança do Partido Comunista-CNA, ávida por ocupar os cargos políticos (eu, assim como os outros) prontamente aceitou um pacto com o diabo para ser amaldiçoada no processo. Ela deixou uma economia tão amarrada na fórmula global neoliberal e no fundamentalismo do mercado que existe muito pouco espaço para aliviar os problemas da maior parte do nosso povo.
Não é de estranhar que a paciência do povo esteja se esgotando; que seus protestos angustiados aumentam enquanto cresce a deterioração das condições de vida; que os que estão no poder não encontrem soluções.
As migalhas que sobram vão para a elite negra emergente; a corrupção deitou raízes e os gananciosos e ambiciosos brigam como cães por um osso.
Na África do Sul, em 2008, os 50% mais pobres recebiam apenas 7,8% da renda total. Enquanto 83% dos brancos da África do Sul estão entre os 20% que têm as maiores rendas, em 2008 apenas 11% da nossa população negra faziam parte deste grupo. Essas estatísticas escondem o sofrimento humano consumado. Não é de espantar que o país tenha testemunhado um grande aumento nos protestos civis.
O mergulho no escuro deve ser evitado. Eu não acredito que não haja esperança para a coalizão em torno do CNA. Existem ótimas pessoas nas fileiras. Mas uma revitalização e uma renovação de alto a baixo é urgentemente necessária. A alma do CNA precisa ser restaurada; seus valores tradicionais e suas cultura precisam ser restabelecidos. É preciso romper o pacto com o diabo.
No momento, a maioria empobrecida não vê saída a não ser com o partido que está no poder, apesar de a habilidade do CNA de manter estas alianças esteja se deteriorando. A oposição parlamentar efetiva reflete os interesses dos grandes negócios de várias estirpes e, enquanto uma oposição parlamentar forte é vital para manter o CNA na linha, muitos eleitores querem políticas socialistas e não medidas inclinadas a servir aos interesses dos grandes negócios, mais privatizações e medidas econômicas neoliberais.
Isso não significa que resgatar o país da crise dependa apenas do CNA, do SACP [Partido Comunista da África do Sul] e do Cosatu [Congresso dos Sindicatos Sul Africanos]. Existe um número incontável de patriotas e camaradas em organizações que já existem e em outras que estão sendo formadas que são vitais para o processo.
Também existem os caminhos legais e institucionais, como a promotoria pública e a comissão de direitos humanos que – incluindo o direito de apelar ao tribunal constitucional – podem testar, expor e desafiar as injustiças e as violações de direitos.
As táticas e estratégias dos movimentos de base – sindicatos, organizações civis e comunitárias, grupos de mulheres e de jovens – mostram o caminho a seguir com sua ação não violenta, digna mas militante.
*Esse é um trecho editado da nova introdução da autobiografia de Ronnie Kasrils, “Armed and Dangerous”.
PS do Viomundo: Um dos líderes africanos amaldiçoados pela mídia corporativa não apanha apenas por liderar um regime brutal. Robert Mugabe, do Zimbábue, foi forçado pelo povo a promover a reforma agrária que contrariou os interesses dos colonizadores britânicos e passou a ser vilipendiado. Foi o único. Na África do Sul a estrutura agrária permanece a mesma do colonialismo. As melhores terras estão nas mãos dos brancos. Veja abaixo com a excelente repórter Aline Midlej para saber mais.
Muitos estão dizendo aí que a Portuguesa errou e por isso merece cair. De fato, a Lusinha errou mas não necessariamente deve receber a pena máxima de forma automática como muitos estão esperando. Explico a minha teoria.
O artigo que querem aplicar pra rebaixar a Lusinha é o 214:
“Art. 214. Incluir na equipe, ou fazer constar da súmula ou documento equivalente, atleta em situação irregular para participar de partida, prova ou equivalente. (Redação dada pela Resolução CNE nº 29 de 2009).
PENA: perda do número máximo de pontos atribuídos a uma vitória no regulamento da competição, independentemente do resultado da partida, prova ou equivalente, e multa de R$ 100,00 (cem reais) a R$ 100.000,00 (cem mil reais). (NR). “
Acontece que este artigo dá margem pra interpretação. O Cruzeiro foi condenado por este mesmo artigo a pagar multa. Não perdeu pontos. Justo, visto que foi um problema no sistema. Seria injusto o Cruzeiro perder pontos por isso.
” -Ah, mas o motivo da irregularidade é diferente.” Sim, são motivos distintos, mas o artigo não cita os motivos, trata apenas de jogadores escalados em condição irregular.
Enfim, o fato é que o artigo 214 foi aplicado ao Cruzeiro, deu margem para a interpretação e foi devidamente interpretado. Usaram o bom senso.
Que se aplique o mesmo artigo contra a Portuguesa e que a agremiação seja punida. Mas em nome da moralidade do futebol, façam isso de forma justa e sensata, pelos seguintes motivos:
– O jogador jogou apenas 15 minutos em um jogo que não valia nada, ou seja, não houve má fé do clube. – A publicação da suspensão ocorreu de forma posterior ao jogo. Isso não impede o clube de ser penalizado, mas pode ajudar a provar que não houve má fé e que, de fato, houve um problema de comunicação no ocorrido. – O advogado que supostamente errou não tem vínculo com o clube e é pago pela CBF, segundo o noticiário que tem circulado pela rede.
Portanto, caso o STJD queira mesmo fazer justiça, que se aplique multa à Lusinha, suspensão ao jogador e no máximo, que se tire o ponto conquistado no jogo em questão. A equipe infratora será punida proporcionalmente ao seu erro e o futebol brasileiro vencerá.
Internautas criticam alagamentos com montagens nas redes sociais
Publicações ironizam caos enfrentado pela população do Rio
O DIA
Rio – O temporal que atingiu a cidade na noite desta terça-feira causou estragos em diversos bairros e muitas críticas por parte de internautas nas redes sociais. As ruas alagadas e pessoas ilhadas foram algumas das imagens usadas em montagens para ironizar o caos enfrentado por moradores do Rio. Enquanto a cidade conta os estragos causados pela chuva, o prefeito do Rio pediu para que se evite ir a rua.
Uma das imagens bastante compartilhadas é a foto do alagamento na Radial Oeste, em frente ao Maracanã, com a montagem de um tubarão mostrando os dentes. No Twitter, muitas postagens sobre o alagamento na cidade eram acompanhadas da hashtag “#SomosUmRio”, em referência a frase usada durante a campanha do prefeito Eduardo Paes. Nesta quarta-feira, a população enfretou transtornos para sair de casa.
Imagem de um ônibus aparece no fundo do marFoto: Reprodução InternetImagem de um navio é posta junto com outra foto de de uma ruaFoto: Reprodução InternetInternautas criticam caos na cidade com montagens nas redes sociaisFoto: Reprodução InternetMontagem mostra tubarão próximo do MaracanãFoto: Reprodução Internet
O prefeito do Rio reconhece que a cidade não está preparada para grandes intempéries, mas o ele se reconhece como um grande administrador. Eduardo Paes sugere a todos os trabalhadores que, com a chuva que alagou toda a cidade, não trabalhem; que ninguém tenha qualquer problema de saúde; que todos os doentes se previnam com muitos remédios e que evitem o uso de ambulâncias; que os médicos durmam nos hospitais; que as enfermeiras possam ficar em seus locais de trabalho; que os bancos não cobrem juros por eventuais pagamentos que não puderam ser feitos.
O prefeito dá a essa chuva a dimensão das grandes catástrofes como as tsunamis que destruíram Banda Aceh, na Indonésia, em 2004, ou Fukushima, no Japão, em 2011. As chuvas só destruíram as vias de acesso porque não houve tratamento digno a uma cidade que vai sediar os grandes eventos esportivos do mundo nos próximos anos, como a Copa do Mundo, o aniversário dos 450 anos de fundação do Rio, as Olimpíadas, entre outros.
Senhor prefeito, o Rio e o Brasil se escandalizaram com os Black Blocs. E qual imagem que o mundo tem hoje do Rio de Janeiro, com as declarações do governador Sérgio Cabral, sobre a falta de segurança das ruas da cidade, justificando a volta da utilização do helicóptero oficial para seus deslocamentos pessoais? Enquanto Cabral sobrevoa a cidade numa aeronave de R$ 15 milhões pagos pelos contribuintes, esses mesmos contribuintes são penalizados com a falta de investimento que possa evitar o alagamento das ruas do Rio, impedindo que trabalhadores cheguem ao trabalho, os tribunais não funcionem, a justiça fique paralisada. Essa situação, sim, senhor prefeito é um verdadeiro tsunami na imagem do Rio e do Brasil.
Há pouco mais de um mês, quando o senhor inaugurou a Via Binário, não previa que estava entregando à cidade uma possível nova infraestrutura para as Olimpíadas. Como esse alagamento vai ocorrer até 2016, fica a dúvida: o problema no local será resolvido antes ou depois dos jogos. Se ficar para depois, algumas provas poderão ser disputadas na Via, que passa a disputar com a Praça da Bandeira o lugar de melhor lagoa temporária da cidade em época de chuva.
Uma obra do porte da Via Binário, que integra o Complexo do Porto Maravilha (?), foi entregue à população sem a infraestrutura adequada para atender aos usuários da nova via. Essa decisão precoce deve ser investigada pelo Ministério Público, já que coloca em risco aqueles que necessitam usar esse caminho. Uma obra inacabada que prejudica os trabalhadores, principalmente aqueles mais pobres, que moram mais distantes do local de trabalho. Se estas obras só ficarão prontas em 2016, o que acontece com a cidade até lá? Vai parar? Os cariocas vão ficar de braços cruzados?
O Aterro do Flamengo, também submerso após uma madrugada de chuva, é outro exemplo. As pistas se transformaram numa imensa piscina, que poderiam servir, junto com a Via Binário, para a prática de esportes aquáticos. Diante de tantos problemas, o senhor prefeito toma uma importante decisão: vai para a televisão pedir que os cariocas não saiam de casa. Esta é a solução? E quais as consequências disso para a economia da cidade e do país? Mas já que é assim, Paes deveria então decretar ponto facultativo em dias de chuva, para que o trabalhador não tenha seu dia descontado e nem seja prejudicado no seu emprego.
O Rio está no foco do mundo, concentrando as atenções com a realização na cidade dos dois maiores eventos esportivos do mundo, que são a Copa do Mundo e as Olimpíadas, num espaço de dois anos, e não resiste a um dia de chuva forte. Cenas de alagamento, bolsões de água, passageiros à espera de ônibus, congestionamento e enxurradas se repetem ano após ano, comprovando que os bilhões gastos em obras, ao contrário das chuvas, escoam pelo ralo.
Políticas públicas muito favoráveis às montadoras Deu na Zero Hora (e outros meios): Governo deve adiar exigência de airbag e freios ABS em todos os carros em 2014Mudança de planos11/12/2013 | 15p0 “Medida busca reduzir impacto dos preços dos veículos na inflação e pode dar sobrevida a modelos como a Kombi O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse, nesta quarta-feira, que o governo está preocupado com o risco de inflação crescer em razão do aumento dos preços dos carros devido à entrada em vigor, em 2015, da obrigatoriedade de todos os automóveis fabricados no Brasil terem itens de segurança, como airbags e freios ABS. Conforme Mantega, os preços dos carros podem aumentar entre R$ 1 mil e R$ 1,5 mil em virtude desses equipamentos. Devido ao impacto na inflação, o ministro informou que estuda o adiamento do início da medida. — Possivelmente vamos adiar a entrada em vigor — disse. […]”
Nisto, confirmo minha tese de que as políticas públicas, há anos, tem sido muito favorável às montadoras.
Segue o link de um texto que já divulguei sobre isso:
Vê-se que no Brasil temos a falta de atenção como a maior causa dos acidentes de trânsito. Vejamos então a Europa: lá, reconhece-se que as maiores causas são o excesso de velocidade, a influência de álcool e erros de ultrapassagem[12]. No entanto, isso não impediu que os europeus mantivessem o nível permitido de concentração alcoólica no mesmo patamar desde 1998, isto é, em 0,5g/l, ao contrário do Brasil que decidiu pelo banimento total, mesmo não reconhecendo esta como uma das maiores causas de acidentes de trânsito.
Em março de 2010, a assembleia geral da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou uma resolução proclamando a “Década de Ação pelo Trânsito Seguro 2011-2020”, cujo objetivo é incentivar os governos a implantarem políticas de redução de acidentes. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 1,3 milhões de pessoas morrem todos os anos em consequência de acidentes de trânsito.
Para reduzir o número de vítimas, a ONU propôs encorajar os países por meio de 5 pilares:[13]
– Pilar 1: Gestão da Segurança Viária
– Pilar 2: Infraestrutura viária mais segura
– Pilar 3: Veículos mais seguros
– Pilar 4: Usuários mais seguros
– Pilar 5: Atendimento às vítimas
Dentro do Pilar 3, na atividade 4, a proposta é: “encorajar a implantação universal de tecnologias de prevenção de acidentes com eficácia comprovada, como os sistemas ESC e ABS nos veículos motorizados”. Na União Europeia, desde novembro de 2011, algumas categorias de veículos já saem de fábricas com o sistema antiderrapagem, conhecido pelas siglas ESC (Controle de Estabilidade Eletrônica), ESP (Programa de Estabilidade Eletrônica) ou DSC (Controle de Estabilidade Dinâmica). Tal sistema ajuda por exemplo numa situação em que um obstáculo (animal, pedestre, buraco) surge na frente do veículo, permite ao motorista conseguir desviar do obstáculo sem perder o controle do carro. Em veículos maiores ajuda a impedir o capotamentos. A partir de novembro de 2014 todos os carros na União Europeia deverão ter o sistema ESP. Segundo a Bosch, o ESP pode prevenir até 80% de todos os acidentes de derrapagens, chegando a considerá-lo o melhor sistema de segurança veicular depois do cinto de segurança.[14]
O New Car Assessment Programme (EuroNCAP), na Europa, incluiu o Programa Eletrônico de Estabilidade (ESP) em seus critérios de avaliação. Desde 2010, apenas os modelos de veículos que possuírem o ESP como equipamento de série podem receber a classificação máxima de cinco estrelas. Essa ação visa a destacar ainda mais a importância dos sistemas de segurança oferecidos pelas montadoras e corrobora com a proposta da ONU para reduzir as vítimas de acidentes de trânsito.
No Brasil, podemos perceber que prefere-se culpar o cidadão não só pela recente tolerância zero ao álcool, mas pelas propostas e políticas adotadas de modo geral. Cite-se a proposta elaborada pela Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), ficando claro quando vemos a inversão das prioridades propostas pela ONU, colocando a segurança viária e segurança veicular nos últimos lugares:[15]
– I. sistema de gestão
– II. fiscalização
– III. educação
– IV. saúde
– V. segurança viária
– VI. segurança veicular
Dentro do item VI, segurança veicular, na “ação 2” (na última folha do citado documento), só então vemos a preocupação com o nível de segurança dos veículos:
“Objetivo: aumentar o nível de segurança ativa e passiva dos veículos, reduzindo, consequentemente, o número de acidentes, de morte e de feridos.
Implementação: incorporação gradativa dos itens de segurança.
a. O Contran, com base em estudo realizado pelo Denatran, ouvidos as câmaras temáticas, os órgãos do SNT e demais segmentos da sociedade envolvidos, deverá estabelecer os itens de segurança obrigatório na fabricação de veículos.[…]”
Alguns podem alegar que para se exigir certo item a mais no veículo deve ser feito de modo gradual. Oras, quem não se lembra dos kits de primeiro socorros? Com a entrada em vigor do Novo Código de Trânsito Brasileiro em janeiro de 1998, houve uma corrida dos consumidores para se enquadrar na exigência do artigo 112, que obrigava o porte de kit de primeiro socorros. Um ano após, em janeiro 1999, o Deputado Padre Roque entrava com o Projeto de Lei nº 4.886 para revogar o artigo 112:
“Este conjunto de primeiros socorros é inútil, caro e perigoso. É voz comum que poderá causar sérios prejuízos, se usado inadequadamente. A única razão da sua existência é fomentar o lucro dos fabricantes dos materiais e equipamentos e dos revendedores.”[16]
Ao contrário dos 120 dias de vacatio legis que foi dado para os consumidores obedecerem ao artigo 112, os governantes tem dado quase duas décadas para cobrar itens de segurança muito mais eficazes que os infames kits de primeiro socorro, que, diga-se, teria uso reativo e não preventivo, como é o caso do ABS, air-bag e ESP.
Após denúncia de corrupção, jornalista é nomeado assessor especial de Mantega
Redação Portal IMPRENSA | 11/12/2013 15:25 O jornalista Guilherme Barros, da Partners, que prestava serviço de assessoria de imprensa para o Ministério da Fazenda, foi escolhido como assessor especial do ministro Guido Mantega. Após denúncias de desvio de recursos públicos por parte da companhia, o profissional deixou a empresa e teve nomeação publicada no Diário Oficial da União, nesta quarta-feira (11/12). Crédito:DivulgaçãoJornalista nega acusações de desvio de recursos públicos de sua empresaSegundo Agência Estado, a publicação também anunciou a exoneração do ex-chefe do gabinete de Mantega, Marcelo Fiche, envolvido nas denúncias publicadas pela revista Época, em novembro deste ano.
Fiche e outro ex-assessor de Mantega, Humberto Alencar, são acusados de receber propina em um contrato do Ministério da Fazenda com a empresa Partners, propriedade de Barros. Desde o início do ano, a empresa presta serviço de assessoria de imprensa para o Ministério da Fazenda.
Após as denúncias, a Polícia Federal abriu inquérito para investigar a participação da empresa do jornalista no suposto desvio de recursos públicos.
À IMPRENSA, Barros negou qualquer envolvimento no caso e disse que não gostaria de comentar a nomeação para assessor especial do ministro.
Jussara Lourenço
11 de dezembro de 2013 5:53 amDiscurso de Dilma na Africa do Sul
É muito triste ver a imprensa brasileira tratar de forma tão desqualificadora o convite a presidenta Dilma Roussef para ser uma das oradoras durante o ceremonial do enterro de Mandela.
Chega a ser bizarra o texto de alguns portais. No final do discurso ela comete um erro, corrige-se rapidamente, mas essa é a parte do discurso mais falada. Inclusive dizem que ela comete uma gafe. Será que esses jornalistas sabem o significado da palavra gafe? Cometer um erro durante a leitura de um texto e corrigir em seguida, é somente um equívoco e não uma gafe.
Realmente, vai ser difícil sermos uma grande nação. Num dos portais dizem que as pessoas começaram a sair do estádio quando ela começou a falar. E voltaram quando os outros 4 oradores falaram, ou o estádio ficou esvaziado. E ainda, enfatizam o fato de ela falar em português e ter um tradutor.
Ora, todos sabem que os Chefes de Estado sempre falam em seu idioma de origem. Não tem nada a ver com a questão de se dominar ou não o idioma do país que visitam.
Ao invés de enfatizar o convite, refletir sobre o significado dele, a escolha é desqualificar a presidenta.
Enquanto nos Estados Unidos e aqui no Canadá, por exemplo, só faltaram colocar o Obama em um pódium, elogiando o seu discurso. Se ele fosse o presidente do Brasil, apesar da inconveniência do momento, os jornalistas iriam dizer que enquanto ele elogia Mandela, em seu governo a desigualdade está só aumentando, o desemprego altíssimo e por aí vai.
Eu só posso dizer que fico muito triste em ver que fora do país é que nossa presidente é mais respeitada e reconhecida pelo que faz de bom, apesar de ter muito a fazer e nem sempre fazer o melhor.
Assis Ribeiro
11 de dezembro de 2013 12:19 pmJussara
Muito boa a conjstatação.
Merece ser publicado para análises dos comentaristas do blog.
hc.coelho
11 de dezembro de 2013 2:42 pmA desinformação do pig
O pig está se excedendo na arte de desinformar. Hoje sabemos que sem examinar suas intenções nada alí vale nada. Os fatos são despresados para que os jornalistas do pig possam viajar na mentira e na falcidade. Nunca se mentiu tão descardamente e sob pro teção da flata de justiça que os puna nos crimes de informação mais cotundentes.
Quando cobraremos desta turma o péssimo serviço. Têm a concessão para informar e desinformam na maior trnaquilidade.
O pig é bandido, criminoso. Uma máfia a serviço do crime de desinformação.
Jorge Fernandes
11 de dezembro de 2013 5:55 pmMeia duzia de empresas que
Meia duzia de empresas que protegem sonegadores e sonegam. Que protegem e escondem politicos ladrões e corruptos de varias centenas de milhões de reais e protegem e escondem TRAFICANTES DE DROGAS.
Essa é a imprensa no Brasil. Mais criminosa que qualquer criminoso.
josé justino de souza neto
11 de dezembro de 2013 9:47 pmDiscurso de Dilma na Africa do Sul
Gostaria de saber em qual idioma a D. Dilma deveria se expressar para contentar os débeis mentais da oposição. Ela deveria se expressar em Afrikâner ou no dialeto dos Xhosa?
taturanous
12 de dezembro de 2013 2:00 amPerfeito
Certinho
Assis Ribeiro
11 de dezembro de 2013 8:23 amUm petista de verdade
Em aparte ao senador Álvaro Dias, que discursava sobre denúncias do delegado Romeu Tuma Jr, veiculadas pela revista “Veja” desta semana, o senador Roberto Requião disse que apoiaria o pedido de investigações feitas pelo colega paranaense, desde que elas se estendessem também ao semanário dos Civita, que, com frequência, dedica-se também a tentar “assassinar reputações”.
[video:http://www.youtube.com/watch?v=dhhJtvgl31U#t=14%5D
MarFig
11 de dezembro de 2013 9:38 amA tv está morrendo. Eis a prova:
http://www.businessinsider.com/cord-cutters-and-the-death-of-tv-2013-11
anarquista sério
11 de dezembro de 2013 9:49 amjosé justino de souza neto
11 de dezembro de 2013 9:42 pmsabedoria
Homens sábios reconhem que foram vencidos na discussão. Homens mais sábios ainda iniciam uma discussão sabendo e querendo perder.
Itamar Branco
11 de dezembro de 2013 10:48 amMorbidez, bizarrice e estupidez…..ou falta do que fazer
Meses atrás me espantei com a iniciativa de exumação do cadáver do ex-presidente João Goulart deposto em 01/04/1964 (31 de Março é conversa mole) por um golpe militar operacionalizado por um sargentão caipira chamado Cel. Olympio Mourão Filho.
Jango morreu de causas naturais em 06/12/1976 quando estava exilado na sua estância no Uruguai. Alguns narcisos, ávidos por holofotes, cismaram que o homem foi envenenado. Com base em quê? No depoimento de um cucaracha maluco que está preso num hotel “5 Espinhos” lá em Charqueadas, Rio Grande do Sul.
Bem, retiraram os restos do ilustre brasileiro da tumba e levaram para os cientistas de Brasília. Examinam daqui, raspam dali, tiram uma casquinha, botam numa pipeta e mandam para laboratórios do estrangeiro, porque os daqui não são isentos, são incompetentes ou não são flor que se cheire. No final, respeitosamente ressepultam o homem lá em São Borja. Com honras de Estado. Concordo. Faz sentido.
Sabe o que vai acontecer? Nada. Confio na ciência. Vão provar que esses tupiniquins de gravata beberam cauim.
Para completar leio hoje que uma tal Comissão da Verdade da Câmara Municipal de São Paulo (aí fico de pé atrás), chefiada por um político veterano chamado Gilberto Natalini, chegou à conclusão de que o ex-presidente Juscelino Kubtischek foi assassinado em 22/08/1976 num acidente forjado na Via Dutra. Alega que de acordo com as investigações “realizadas pela comissão”, o SNI poderia ter sido um dos encarregados de ordenar o assassinato do ex-presidente. O valente vai mais longe: encaminhará o parecer para endosso da Presidente Dilma.
Duvido que qualquer vereador de São Paulo, qualquer deputado da Assembléia Paulista ou qualquer deputado ou senador do Congresso Nacional tenham competência técnica, profissional ou moral para afirmação tão esdrúxula e estúpida. Se fosse assunto financeiro, comissões, propinas, facilitações burocráticas, licitações obscuras, etc, eu não colocaria restrições.
Novamente: baseados em quê? No depoimento de um perito criminal que diz ter visto um furo de bala no crânio do motorista de JK mas que, numa segunda observação, soube que o crânio fora esfacelado por agentes do Governo. Pode ser verdade. Pode ser fantasia.
Fico imaginando as incongruências. Foram mortos, assassinados, pelo Governo Militar que temia suas ameaçadoras candidaturas ao Planalto. Em 1976 o regime militar estava plenamente consolidado (infelizmente) e não havia a menor possibilidade para um candidato civil. Geisel ainda mandava e ainda passaria o bastão a Figueiredo. Depois ainda suportaríamos duas desgraças: Sarney e Collor.
Jango e JK são dignos de todas as reverências. Mas os que perdem tempo escarafunchando um passado tenebroso não merecem qualquer contemplação. O passado morreu, o futuro é o que importa. Pode-se lamentar a inquisição, o nazismo, o militarismo brasileiro ou sul-americano e muitas outras atrocidades. Nada mais que isso.
Esse oportunismo político não ressuscitará vítimas da estupidez humana nem aplacará a dor de familiares. Eventuais culpados já morreram ou, em razão da idade, jamais serão alcançados pela Justiça. Quem vive do passado é arqueólogo ou professor de história.
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Gão
11 de dezembro de 2013 12:06 pmO pum no puma matou dois soldadinhos que iam à uma festa
no Riocentro, infelizmente um deles estava acendendo um cigarro quando o outro peidou e o metano resultante incendiou o carro, infelismente a esquerda necrófila se aproveitou de mais esse acidente em uma época de muito azar para acusar os milicos mais uma vez, a ditamole nunca matou ninguém e detestava corpos, quem gosta de cadáver é a esquerda, esse rapaz aqui fez um grande esforço sacrificando a própria vida somente para macular a imagem impoluta dos nossos guias.
http://www.hariovaldo.com.br/site/
Itamar Branco
11 de dezembro de 2013 2:25 pmA ironia versus bom senso
Melhorando seu comentário: o atentado do Riocentro aconteceu em 30/04/1981 durante um show em homenagem ao Dia do Trabalho. Ação da linha dura militar executada pelo Sarg Guilherme Pereira do Rosário e pelo Cap.Wilson Dias Machado. Houve um “acidente de trabalho” e sargento morreu (só ele) com as visceras expostas dentro do Puma. O Capitão ficou gravemente ferido mas se recuperou e hoje está gozando sua aposentadoria custeada pelo Estado. Não houve punição e o inquerito acabou arquivado.
Seu comentário pretende ser irônico, entendo, mas é desrespeitoso, escatológico e impreciso. Imagino um familiar de Herzog lendo isso. Desagradável, não acha?
felipeguerra
11 de dezembro de 2013 10:59 amO IDEC entra na campanha dos Orgânicos
Bom dia, Nassif!
O IDEC lançou uma página que ajuda a encontrar a feira de alimentos orgânicos mais próxima através do CEP.
Muito boa a iniciativa!
[video:http://www.youtube.com/watch?v=b0NCL5j5QQQ align:left]
Fonte: http://www.idec.org.br/feirasorganicas
Luciano Prado
11 de dezembro de 2013 2:25 pmO show midiático dos tucanos de alta plumagem gorou
Documento “falso” era verdadeiro: ex-Siemens confirma denúncia sobre tucanos paulistas
11 de Dezembro de 2013 | 08:38 Autor: Fernando Brito
Se os tucanos ainda tivessem um mínimo de capacidade de corar diante dos fatos estariam agora, como dizia a minha avó, com cara de tacho.
Depois de terem acusado o PT e o Ministério da Justiça de falsificarem um documento com denúncias apontando parlamentares e ex-secretários do governo Alckmin como beneficiários de propinas da Siemens, agora têm de ler que o denunciante, um ex-dirigente da multinacional alemã, confirmou tudo em depoimento à Polícia Federal.
O ex-diretor da Siemens Everton Rheinheimer confirmou todo o teor do documento que lhe era atribuído e as acusações a Edson Aparecido (PSDB) e Rodrigo Garcia (DEM),deputados tucanos licenciados e secretários de Alckmin, o deputado federal Arnaldo Jardim (PPS-SP) e o deputado estadual Campos Machado (PTB).
Mais adiante, a matéria da Folha cita, nas mesmas condições, o nome do senador serrista Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), o do deputado federal José Anibal (PSDB-SP) e o de Jurandir Fernandes, secretário de Transportes Metropolitanos de Alckim entre 2001 e 2006 , agora, outra vez no cargo.
Mas, como tudo isso era sabido, a notícia é… a Folha ter publicado.
O Estadão, que continua léguas à frente, já está no próximo desdobramento do caso: o depoimento do doleiro que recebia dinheiro vivo, na sede da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos, do diretor da empresa estatal João Zaniboni. Meio milhão de dólares, quase, que lhe valeram uma condenação na Suíça.
Se a gaveta do Supremo não for emperrada como as do procurador Rodrigo de Grandis, virão fortes emoções pela frente…
josé adailton
11 de dezembro de 2013 3:14 pmdimenstein
Por que saio da Folha
Não sei quantos profissionais podem dizer que fizeram de seu local de trabalho um laboratório permanente. Eu posso – e por exatos 28 anos. Ou seja, desde que entrei neste jornal.
Por causa dessa liberdade de experimentação, termina hoje minha colaboração com aFolha.
Eu provavelmente teria um caminho garantido e previsível na Redação, carregando no currículo os principais prêmios de jornalismo, reportagens investigativas de impacto mundial e uma coluna que está, há décadas, entre as mais lidas.
Mas a Folha (e aqui personalizo na figura de Otavio Frias Filho) sempre me estimulou a ousar, trocando o seguro pelo incerto, cultivando meu vício irrecuperável pela adrenalina do inusitado.
Nesse ambiente experimental, pude desenvolver projetos independentes. Um deles, o Catraca Livre, foi apontado, neste mês, em Londres, por um júri da Universidade de Oxford, BBC e “Financial Times” uma das mais importantes inovações digitais de impacto social. No início do ano, virou estudo de caso na Escola de Negócios de Harvard.
Apenas meu mérito? Seria uma injustiça e uma desonestidade intelectual se não admitisse que, sem o apoio da Folha, dificilmente teria obtido esse tipo de reconhecimento.
O prazer da inovação que me liga tão profundamente à Folha fez, paradoxalmente, com que eu fosse me afastando, seguindo caminhos diferentes. Assumi projetos independentes de comunicação focados em jornalismo comunitário e educativo -no início do próximo ano lanço uma plataforma digital focada na descoberta de gente que pensa fora dos padrões convencionais.
Esses projetos foram, com o tempo, gerando mais áreas distintas de interesses do que complementaridades com o jornal.
Saio da Folha com a gratidão de quem teve suporte para fazer da vida um laboratório.
Mas a Folha não sai de mim: estará sempre associada à sensação de que o exercício da imaginação é o que nos torna singulares e relevantes.
BRAGA-BH
11 de dezembro de 2013 4:08 pmMiss Prisional 2013
Enquanto em Brasília se discute o que Genoíno pode ou que o tetraplégico não pode, em Minas, copiando um sucesso do Ceará, é eleita a Miss Prisional 2013. Uma forma de dar dignidade às detentas que não deixaram de ser mulheres e principalmente bonitas!!
10/12/2013 22h03 – Atualizado em 10/12/2013 22h03
Detentas da Região Metropolitana de BH participam de concurso de miss
Evento foi em unidade onde estão presas condenadas pelo mensalão.
Kátia Rabello e Simone Vasconcelos não assistiram ao desfile.
Do G1 MG
Detentas da Região Metropolitana de Belo Horizonte participaram, nesta terça-feira (10), do “Miss Prisional”, realizado pela primeira vez no estado no Complexo Penitenciário Feminino Estevão Pinto, na Região Leste da capital mineira. A unidade é onde estão presas as condenadas pelo envolvimento no mensalão, Kátia Rabello – ex-presidente do Banco Rural – e Simone Vasconcelos – ex-funcionária de uma agência de Marcos Valério. Elas foram transferidas do Distrito Federal para Minas Gerais nesta segunda-feira (9).
‘Miss Prisional’ (Foto: Raquel Freitas / G1)
Uma das candidatas ao concurso de miss, Grysellid Taygla, de 25 anos, disse que ficou sabendo pela televisão que fica em seu alojamento sobre a chegada das novas internas do complexo penitenciário. Ela conta que, por enquanto, ainda não teve contato com Kátia e Simone, por que elas “ainda não estão no convívio”.
De acordo com o subsecretário de Administração Prisional, Murilo Andrade, justamente por estarem em período de observação, as “mensaleiras” não puderam assistir ao concurso ao lado de outras centenas de presidiárias da unidade. “[Kátia e Simone] são presas comuns. Nenhuma mudança de rotina, tanto que hoje estamos tendo um evento”, disse o subsecretário em relação à chegada das novas detentas.
Além de uma gestante, eleita Miss Grávida, 15 mulheres desfilaram em trajes casuais e trajes de gala em busca do título de Miss Penitenciária 2013 de Minas Gerais. Personalidades conhecidas na área da moda no estado, como o estilista Ronaldo Fraga e a Miss Minas Gerais, Janaína Barcelos, fizeram suas apreciações em meio ao clamor da plateia.
Laíssa Assunção ganharam primeiro, segundo e
terceiro lugares, respectivamente.
(Foto: Raquel Freitas/G1)
Antes de subirem na passarela, as jovens passaram por uma transformação. Com ajuda de parceiros, as detentas ganharam penteados, maquiagem, pintura nas unhas e, sobretudo, a valorização da autoestima. Enquanto se arrumava, Aline Ingrid Lopes da Silva, de 24 anos, e há três deles presa, falou sobre o sentimento de deixar de lado, ao menos por um dia, o uniforme vermelho. “Acho que nunca fiquei tão produzida desse jeito”, disse com sorriso no rosto.
As detentas que participaram do concurso foram pré-selecionadas em desfiles realizados nas próprias unidades prisionais. Na grande final, o primeiro lugar foi garantido por Gisele Rodrigues de Souza, que ganhou um ensaio fotográfico. O segundo ficou com Sara Maria Souza e o terceiro foi conquistado por Laíssa Assunção. Segundo a Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) a próxima edição do concurso deve ser realizada em maio do próximo ano e terá a participação de todas as unidades do estado.
Diogo Costa
11 de dezembro de 2013 4:16 pmSobre as eleições municipais na Venezuela
FORÇADAS E INEXISTENTES CORRELAÇÕES – Há alguns evidentes exageros nas análises sobre as eleições municipais ocorridas no último fim de semana na Venezuela.
Analisar eleições municipais e estaduais é bastante interessante, desde que se compare as mesmas com as anteriores eleições municipais e estaduais. Principalmente na Venezuela onde as eleições municipais, estaduais e nacional, bem como a eleição para os parlamentos, acontece em datas completamente diferentes.
A eleição atual na Venezuela diz pouca coisa sobre a situação nacional, no máximo confirma que o país é extremamente polarizado e que assim permanecerá durante bom período de tempo. Qualquer inferência sobre a conjuntura nacional venezuelana, feita a partir das eleições municipais, é ampla, geral e irrestritamente precária. Não tem serventia nenhuma!
Já imaginaram tecer comentários a respeito das eleições presidenciais brasileiras com base nas eleições municipais? A correlação existente entre estes dois processos é próxima de zero.
Quando o Partido dos Trabalhadores venceu pela primeira vez a disputa presidencial, em 2002, detinha apenas o oitavo lugar em número de prefeituras. Certamente algum “gênio” da ciência política poderia ter dito, logo após as eleições municipais do ano 2000, que o PT jamais chegaria ao Palácio do Planalto! Ora, isto seria uma sonora e rematada bobagem. E porque seria?
Primeiro porque o dado que tem importância e relevância em análises sobre eleições municipais, estaduais e para os parlamentos é o número de VOTOS obtidos pelas agremiações partidárias, não o número de prefeituras ou de governos estaduais. O PMDB tem hoje o maior número de prefeituras do Brasil, em seguida vem o PSDB e depois o PT. Mas na verdade o partido que mais votos fez em todo o território nacional, na eleição municipal de 2012, foi o Partido dos Trabalhadores.
E, segundo, porque como já foi dito e explicado, não há essa correlação direta entre número de votos ou de prefeituras com a questão da disputa nacional. E isto vale para o Brasil, para a Venezuela, para a Argentina ou para qualquer outro país.
Ora, aqui em Pindorama, a título de exemplo, das 03 maiores cidades do país, o PT apenas venceu em São Paulo. O PT nunca venceu uma única eleição municipal sequer no Rio de Janeiro ou em Salvador! Mais do que isto, aqui em Pindorama, dos 05 Estados mais poderosos economicamente, o PT venceu apenas no Rio Grande do Sul. O PT jamais venceu uma única eleição estadual sequer em São Paulo, em Minas Gerais, no Rio de Janeiro ou no Paraná!
E o que isto quer dizer?
A rigor, e em matéria de disputa nacional, não quer dizer absolutamente nada. Não quer dizer rigorosamente nada. Ou quer dizer, no máximo, que em que pese o fato de o PT jamais ter vencido tais ou quais eleições municipais ou estaduais, este fato não impediu o partido de vencer três eleições presidenciais consecutivas (com reais possibilidades de vencer pela quarta vez…).
Ou seja, a correlação forçada que uns e outros tentam construir cai por terra num piscar d’olhos.
Vânia
11 de dezembro de 2013 4:24 pmA aprovação da Lei da
A aprovação da Lei da Maconha, no Uruguai, pode ser o começo do fim da guerra às drogas
Postado em 10 Dec 2013por : Luiz Fernando Tofoli
Hoje é um dia que será ser lembrado, no futuro, pelos historiadores. É a data em que o Uruguai de Pepe Mujica poderá se tornar o primeiro país, desde o início da proibição mundial do comércio das plantas psicoativas do gênero cannabis, há oito décadas, a legalizar completamente o ciclo da produção, venda e consumo da maconha para uso recreativo.
Para alguns, esse dia será recordado como uma iniciativa fracassada que irá causar impacto negativo na saúde mental e na criminalidade. Essas pessoas tendem a acreditar que os problemas relacionados ao uso de drogas serão resolvidos exclusivamente com a polícia e as ações de repressão, temerosos do que as drogas são capazes de fazer com a sociedade. Esse medo gera o tabu de que a questão não possa nem ao menos ser discutida e, na eventualidade de que surjam pessoas que proponham alternativas ao atual modelo criminalizante, elas são olhadas com desconfiança, tendo seus pensamentos interpretados como simples apologia.
Entre os que se lançaram à corajosa iniciativa de transformar o modelo pautado na chamada ‘Guerra às Drogas’ estão o presidente uruguaio José Mujica e o sociólogo Julio Calzada, secretário-geral da Junta Nacional de Drogas do Uruguai.
Calzada tem sido o responsável pelo processo de regulamentação do mercado da maconha no Uruguai. Regulamentação? Mas o que vai acontecer no Uruguai não é justamente a “liberação” da maconha? Não.
A proposta uruguaia é de regulamentar por meio da legalização e do controle estatal, um mercado cujos grandes mecanismos organizadores são as decisões de traficantes e a corrupção policial. É mais ou menos o que ocorre com o tabaco e o álcool.
Calzada é uma das pessoas que compartilham do pensamento de que as penalidades contra a posse de uma droga não podem ser mais danosas para o indivíduo e a sociedade – incluindo aí os que não usam drogas – do que o próprio uso da substância. Em uma recente visita a Brasília, ele afirmou que não defende que a maconha seja inofensiva, mas afirma que o processo de legalização do consumo e a regulamentação da comercialização permitirão que se controle um mercado que hoje está nas mãos de criminosos. Os gestores uruguaios esperam regulamentar toda a cadeia produtiva, com controle de qualidade, fornecimento e acesso ao produto.
Espera-se que este processo seja permeado de educação e informação e que a estrutura de atenção aos usuários de drogas do Uruguai seja ampliada e qualificada. No Brasil, conseguiu-se reduzir drasticamente os problemas relacionados ao consumo do tabaco com política semelhante. Todavia, houve investimento maciço em informação e campanhas educativas. Isso remete ao que disse, em uma recente entrevista, o psiquiatra e epidemiologista britânico Robin Murray sobre o controle dos riscos médicos associados à maconha: “A educação é mais importante do que a lei”.
As previsões de cunho apocalíptico – entre elas, a invasão de maconha uruguaia no sul do Brasil, uma epidemia de esquizofrenia e a degradação geral da sociedade uruguaia – são oriundas do oportunismo político e sensacionalista. Esse medo é criado pelo bombardeio de noticiários repetindo que a violência gerada pelo combate às drogas é justificável a todo custo, ainda que agrave o encarceramento em massa de pessoas, a concentração do poder econômico nas mãos dos traficantes, e, o que é mais relevante, sem conseguir diminuir os problemas associados ao uso de drogas.
A saída da maconha — a droga ilegal mais usada no mundo, cujo uso pessoal já foi descriminalizado no Uruguai há muitos anos – do ciclo do tráfico nos convida à esperança de que o 10 de dezembro de 2012 possa ser lembrado na história como o dia em que a Guerra às Drogas começou a terminar.
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/a-aprovacao-da-lei-da-maconha-no-uruguai-pode-ser-o-comeco-do-fim-da-guerra-as-drogas/
MiriamL
11 de dezembro de 2013 4:49 pmAplicativo de celular para
Aplicativo de celular para compra consciente de roupas é lançado no Brasil
Leonardo Sakamoto
11/12/2013 09:04
Foi ao ar, nesta quarta (11), o Moda Livre, primeiro aplicativo para compra consciente de vestuário do país para ajudar no combate ao trabalho escravo. Disponível gratuitamente para download em versões para iPhone e Android, ele avalia as ações que as principais varejistas de roupas no país vêm tomando para evitar que as peças de vestuário vendidas em suas lojas sejam produzidas por mão de obra escrava. O Moda Livre é também uma das primeiras reportagens feitas no Brasil em formato de aplicativo e levou mais de seis meses para ser produzido.
O lançamento faz parte da comemoração pelo aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que completa 65 anos nesta semana e tem na defesa do trabalho digno um de seus pilares. O aplicativo pretende também ser uma ferramenta útil para o consumidor que está indo às compras para o Natal.
Como baixar: Ele está disponível na loja da Apple e no Google Play e roda nos sistemas operacionais iOs 5+ e Android 4+.
Além de marcas dos dez maiores grupos varejistas do mercado, também estão avaliadas outras de empresas envolvidas em casos de trabalho escravo flagrados por fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego até junho deste ano, totalizando 22 marcas. O aplicativo será atualizado periodicamente, de acordo com mudanças nas políticas das empresas, e acrescido de novas marcas ao longo do tempo.
As empresas foram convidadas a responder um amplo questionário que contempla três indicadores: Políticas (compromissos assumidos por elas para combater o trabalho escravo em sua cadeia de fornecimento), Monitoramento (medidas adotadas para fiscalizar os fornecedores) e Transparência (ações tomadas para comunicar aos clientes o que vêm fazendo nesse sentido). Um quarto indicador foi organizado com base em extensa pesquisa no Ministério do Trabalho e Emprego, no Ministério Público do Trabalho e na Justiça do Trabalho, sobre o envolvimento das empresas em casos de trabalho escravo.
Com base nas respostas e no levantamento, as empresas receberam uma pontuação que as classifica em três categorias de cores (verde, amarelo e vermelho), de acordo com as medidas que tomam para combater o trabalho escravo. Aquelas que não responderam ao questionário, apesar dos insistentes convites, foram automaticamente incluídas na categoria vermelha.
O Moda Livre não recomenda que o consumidor compre ou deixe de comprar roupas de determinada marca. Apenas fornece informação para que faça a escolha de forma consciente. O aplicativo é fruto da apuração da equipe de jornalismo da Repórter Brasil e do design e desenvolvimento da agência PiU Comunica.
Passei anos ouvindo que o consumidor é o culpado pelas desgraças do mundo ao não adotar um comportamento mais responsável ao escolher os seus produtos. Esse discurso, é claro, tira parte do peso da cobrança de cima das costas de empresas e de governos e ignora um elemento básico: falta informação de qualidade para que a maioria das pessoas possa tomar sua decisão. Daí surgiu a ideia do aplicativo, que tive o prazer de coordenar.
Alguns colegas torceram o nariz quando disse que estávamos produzindo uma reportagem em forma de aplicativo para celular. Disseram que o leitor está cada vez mais preguiçoso e que essas novidades só incentivam esse comportamento. Bem, a verdade é que há uma esfinge enlouquecida que pergunta insistentemente para o jornalista deste início de século: decifra este mundo novo ou te devoro. Em outras palavras: ou descemos do pedestal e entendemos este novo consumidor de informação ou escreveremos apenas para nossos amigos.
O aplicativo, que também conta com uma seção de notícias sobre trabalho escravo e o setor de vestuário, que será atualizada quando houver resgates de trabalhadores e outras informações relevantes, pode ser encontrado na loja da Apple e no Google Plus com os termos de busca “moda livre” e “moda livre repórter brasil”.
http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2013/12/11/aplicativo-de-celular-para-compra-consciente-de-roupas-e-lancado-no-brasil/
Cláudio José
11 de dezembro de 2013 5:48 pmJN cai 18% sem Fátima
JN cai 18% sem Fátima Bernardes e tem o pior ano da história
DIVULGAÇÃO/TV GLOBO
William Bonner e Patrícia Poeta na bancada do JN: jornal caiu 10% ao ano no Ibope em 2012 e 2013
Por DANIEL CASTRO, em 11/12/2013 · Atualizado às 06p0
Dois mil e treze vai ser o pior ano da história do Jornal Nacional. O principal telejornal do país vai fechar o ano com média de audiência em torno dos 26 pontos na Grande São Paulo, referência do mercado publicitário. Pelo segundo ano consecutivo, o JN ficará com médias inferiores a 30 pontos.
Em dez anos, o Jornal Nacional acumula uma perda de quase um terço de sua audiência. Mas foi nos últimos dois anos que essa queda se acentuou. Em 2012 e 2013, o telejornal teve perdas anuais na casa dos 10% (18,4% na média dos dois anos). É muita coisa. Desde 2011, William Bonner não dá seu “boa noite” para mais da metade dos brasileiros com televisores ligados (share). A queda coincide com a saída de Fátima Bernardes e a entrada de Patrícia Poeta, no final de 2011. Veja o gráfico:
Dezembro de 2013 também deverá ser o pior mês de todos os tempos do Jornal Nacional. O noticiário da Globo sofre com o mau desempenho de Além do Horizonte. O gráfico abaixo mostra que quanto maior a audiência da novela das sete, maior a do JN. Mas se a novela das sete não vai bem, o JN cai.
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Morales
11 de dezembro de 2013 6:09 pmComo a luta contra o
Como a luta contra o apartheid foi perdida nos bastidores
publicado em 10 de dezembro de 2013 às 11:51
Como o pacto do Congresso Nacional Africano com o diabo vendeu os pobres da África do Sul
por Ronnie Kasrils*
Diário britânico Guardian, 23 de julho de 2013
No começo dos anos 90, nós da liderança do CNA cometemos um sério erro. E nosso povo ainda está pagando o preço.
Os jovens da África do Sul hoje são conhecidos com a geração dos Nascidos Livres.
Eles desfrutam da dignidade de terem nascido em uma sociedade democrática com direito ao voto e a escolher quem vai governa. Mas a África do Sul moderna não é uma sociedade perfeita. Igualdade total – social e econômica – não existe e o controle das riquezas do país continua nas mão de poucos, por isso nosso desafios e frustrações crescem.
Veteranos da luta contra o apartheid como eu frequentemente se perguntam, diante dessas decepções, se o sacrifício valeu a pena. Apesar de minha resposta ser sim, deve confessar com grande apreensão: acredito que deveríamos estar bem melhor.
Houve grandes avanços desde a conquista da liberdade em 1994: na construção de casas, creches, escolas, estradas e infraestrutura, fornecimento de água e eletricidade para milhões, educação e saúde gratuitas, aumento das aposentadorias e verbas sociais, estabilidade financeira e bancária, crescimento econômico modesto mas constante (ao menos até a crise de 2008).
Esses ganhos, no entanto, perdem a força diante da precariedade da oferta de serviços que resultou em protestos violentos das comunidades pobres e marginalizadas, graves desigualdades nos setores de saúde e educação, um violento aumento do desemprego, brutalidade e tortura endêmicas por parte da polícia, disputas de poder nos bastidores do partido no poder — que se tornaram ainda piores desde o afastamento de Mbeki em 2008 — uma tendência alarmante ao segredo e ao autoritarismo do goveno, a interferência no judiciário e as ameaças à mídia e à liberdade de expressão.
Até mesmo a privacidade e a dignidade de Nelson Mandela foram violadas por pessoas do alto escalão do CNA em nome da oportunidade barata de fotografá-lo.
Mais embaraçoso e chocante foram os eventos do Bloody Thursday – 16 de agosto de 2012 –, quando a polícia massacrou 34 mineiros em greve na mina de Marikana, da Lonmin, empresa baseada em Londres.
O massacre de Shaperville, em 1960, me levou a ingressar no CNA. Para mim, Marikana foi ainda mais perturbador: uma África do Sul democrática não deveria ter este tipo de barbaridade. Ainda assim, o presidente e seus ministros se trancaram em uma cultura de esconder a verdade. Inacreditavelmente, o Partido Comunista da África do Sul, meu partido por mais de 50 anos, não condenou a ação da polícia.
A luta pela libertação da África do Sul chegou a um ponto elevado mas não atingiu seu zênite quando derrubamos o apartheid. Naquela época, tínhamos muitas esperanças para o nosso país dada sua economia industrial moderna, suas riquezas minerais estratégicas (não somente ouro e diamantes), e uma classe trabalhadora e um movimento sindical organizados com uma rica tradição de luta. Mas esse otimismo não considerou a tenacidade do sistema capitalista internacional.
De 1991 a 1996 foi travada a batalha pela alma do CNA e ela eventualmente foi perdida para o poder das corporações: caímos na armadilha da economia neoliberal – ou, como alguns reclamam hoje, “vendemos nosso povo rio abaixo”.
O que chamo de acordo com o diabo aconteceu quando tomamos um empréstimo do FMI às vésperas de nossa primeira eleição democrática. Esse empréstimo, com exigências que impediram a adoção de uma agenda econômica radical, foi considerado um mal necessário, como também o foram as concessões para manter as negociações nos trilhos e conquistar a terra prometida ao nosso povo.
A dúvida passou a reinar suprema: nós acreditávamos, erroneamente, que não havia outra opção; que tínhamos que ser cuidadosos, já que a partir de 1991 nosso poderoso aliado, a União Soviética, falida por conta da corrida armamentista, havia desmoronado.
Indesculpavelmente, tínhamos perdido fé na habilidade de nossas massas revolucionárias de vencer todos os obstáculos. Não importa quais eram as ameaças de isolar uma África do Sul radical, o mundo não teria ficado sem nossas vastas reservas minerais. Perder a calma não era necessário ou inevitável. A liderança do CNA deveria ter se mantido determinada, unida e livre da corrupção – e acima de tudo, ter mantido sua disposição revolucionária.
Ao invés disso, fraquejamos.
A liderança do CNA deveria ter se mantido fiel ao compromisso de servir o povo. Isso teria lhe dado a hegemonia necessária não somente frente a classe capitalista estabelecida mas sobre os elitistas emergentes, muitos dos quais buscariam riqueza através do fortalecimento da economia negra, de práticas corruptas e da venda de influência política.
Quebrar o regime do apartheid através da negociação, e não de uma guerra civil sangrenta, pareceu na época uma opção boa demais para ser ignorada. Entretanto, naquele momento, o poder estava com o CNA e as condições eram favoráveis para uma mudança mais radical na mesa de negociações do que aquela que acabamos aceitando.
Não é certo que a velha ordem, a não ser os extremistas radicais isolados, tivesse capacidade de recorrer à repressão sangrenta que a liderança de Mandela temia. Se tivéssemos mantido a calma, poderíamos ter ido mais adiante sem fazer as concessões que fizemos.
Foi um erro calamitoso da minha parte focar em minhas próprias responsabilidades e deixar os assuntos econômicos por conta dos especialistas do CNA. Entretanto, naquele momento, muitos de nós não sabiamos muito bem o que estava acontecendo nas discussões econômicas de alto nível.
Como Sampie Terreblanche revelou em sua crítica “Lost in Transformation”, no fim de 1993 grandes estratégias de negócios – costuradas em 1991 na residência do magnata da mineração Harry Oppenheimer em Johannesburgo – estavam se cristalizando em discussões secretas, durante a madrugada, no Banco de Desenvolvimento da África do Sul.
Estavam presentes às discussões líderes de mineração e energia da África do Sul, os chefes das empresas norte-americanas e britânicas com presença na África do Sul – e jovens economistas do CNA, alunos de economia das escolas do Ocidente. Eles se reportavam a Mandela e foram forçados a se submeter, por medo ou por terem sido enganados, diante das opiniões que que haveria consequências desastrosas para a África do Sul se o governo do CNA levasse adiante políticas econômicas que os empresários consideravam desastrosas.
Todos os meios de erradicar a pobreza, que era a promessa de Mandela e do CNA aos “mais pobres dos pobres”, se perderam no processo. A nacionalização das minas, como foi previsto pelo Freedom Charter, foi abandonada.
O CNA aceitou assumir a responsabilidade por uma vasta dívida da era do apartheid, que deveria ter sido cancelada.
O imposto sobre a riqueza dos super ricos, para financiar projetos de desenvolvimento, foi deixado de lado e as corporações domésticas e internacionais, que enriqueceram com o apartheid, foram isentadas de qualquer indenização financeira.
Foram instituídas obrigações orçamentárias extremamente rígidas que atariam as mãos de qualquer governo futuro; a obrigação de implementar uma política de livre comércio e abolir todas as tarifas protecionistas e todas as normas do livre comércio neoliberal foram aceitas.
As grandes corporações puderam transferir sua listagem na bolsa para o exterior. Na opinião de Terreblanche, essas concessões do CNA constituem “decisões traiçoeiras que vão perseguir gerações futuras da África do Sul”.
A liderança do Partido Comunista-CNA, ávida por ocupar os cargos políticos (eu, assim como os outros) prontamente aceitou um pacto com o diabo para ser amaldiçoada no processo. Ela deixou uma economia tão amarrada na fórmula global neoliberal e no fundamentalismo do mercado que existe muito pouco espaço para aliviar os problemas da maior parte do nosso povo.
Não é de estranhar que a paciência do povo esteja se esgotando; que seus protestos angustiados aumentam enquanto cresce a deterioração das condições de vida; que os que estão no poder não encontrem soluções.
As migalhas que sobram vão para a elite negra emergente; a corrupção deitou raízes e os gananciosos e ambiciosos brigam como cães por um osso.
Na África do Sul, em 2008, os 50% mais pobres recebiam apenas 7,8% da renda total. Enquanto 83% dos brancos da África do Sul estão entre os 20% que têm as maiores rendas, em 2008 apenas 11% da nossa população negra faziam parte deste grupo. Essas estatísticas escondem o sofrimento humano consumado. Não é de espantar que o país tenha testemunhado um grande aumento nos protestos civis.
O mergulho no escuro deve ser evitado. Eu não acredito que não haja esperança para a coalizão em torno do CNA. Existem ótimas pessoas nas fileiras. Mas uma revitalização e uma renovação de alto a baixo é urgentemente necessária. A alma do CNA precisa ser restaurada; seus valores tradicionais e suas cultura precisam ser restabelecidos. É preciso romper o pacto com o diabo.
No momento, a maioria empobrecida não vê saída a não ser com o partido que está no poder, apesar de a habilidade do CNA de manter estas alianças esteja se deteriorando. A oposição parlamentar efetiva reflete os interesses dos grandes negócios de várias estirpes e, enquanto uma oposição parlamentar forte é vital para manter o CNA na linha, muitos eleitores querem políticas socialistas e não medidas inclinadas a servir aos interesses dos grandes negócios, mais privatizações e medidas econômicas neoliberais.
Isso não significa que resgatar o país da crise dependa apenas do CNA, do SACP [Partido Comunista da África do Sul] e do Cosatu [Congresso dos Sindicatos Sul Africanos]. Existe um número incontável de patriotas e camaradas em organizações que já existem e em outras que estão sendo formadas que são vitais para o processo.
Também existem os caminhos legais e institucionais, como a promotoria pública e a comissão de direitos humanos que – incluindo o direito de apelar ao tribunal constitucional – podem testar, expor e desafiar as injustiças e as violações de direitos.
As táticas e estratégias dos movimentos de base – sindicatos, organizações civis e comunitárias, grupos de mulheres e de jovens – mostram o caminho a seguir com sua ação não violenta, digna mas militante.
*Esse é um trecho editado da nova introdução da autobiografia de Ronnie Kasrils, “Armed and Dangerous”.
PS do Viomundo: Um dos líderes africanos amaldiçoados pela mídia corporativa não apanha apenas por liderar um regime brutal. Robert Mugabe, do Zimbábue, foi forçado pelo povo a promover a reforma agrária que contrariou os interesses dos colonizadores britânicos e passou a ser vilipendiado. Foi o único. Na África do Sul a estrutura agrária permanece a mesma do colonialismo. As melhores terras estão nas mãos dos brancos. Veja abaixo com a excelente repórter Aline Midlej para saber mais.
http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/como-a-luta-contra-o-apartheid-foi-perdida-nos-bastidores.html
Sidney Braga
11 de dezembro de 2013 6:30 pmO possível rebaixamento da Portuguesa
Muitos estão dizendo aí que a Portuguesa errou e por isso merece cair. De fato, a Lusinha errou mas não necessariamente deve receber a pena máxima de forma automática como muitos estão esperando. Explico a minha teoria.
O artigo que querem aplicar pra rebaixar a Lusinha é o 214:
“Art. 214. Incluir na equipe, ou fazer constar da súmula ou documento equivalente,
atleta em situação irregular para participar de partida, prova ou equivalente. (Redação dada
pela Resolução CNE nº 29 de 2009).
PENA: perda do número máximo de pontos atribuídos a uma vitória no regulamento da
competição, independentemente do resultado da partida, prova ou equivalente, e multa de
R$ 100,00 (cem reais) a R$ 100.000,00 (cem mil reais). (NR). “
Acontece que este artigo dá margem pra interpretação. O Cruzeiro foi condenado por este mesmo artigo a pagar multa. Não perdeu pontos. Justo, visto que foi um problema no sistema. Seria injusto o Cruzeiro perder pontos por isso.
” -Ah, mas o motivo da irregularidade é diferente.” Sim, são motivos distintos, mas o artigo não cita os motivos, trata apenas de jogadores escalados em condição irregular.
Enfim, o fato é que o artigo 214 foi aplicado ao Cruzeiro, deu margem para a interpretação e foi devidamente interpretado. Usaram o bom senso.
Que se aplique o mesmo artigo contra a Portuguesa e que a agremiação seja punida. Mas em nome da moralidade do futebol, façam isso de forma justa e sensata, pelos seguintes motivos:
– O jogador jogou apenas 15 minutos em um jogo que não valia nada, ou seja, não houve má fé do clube.
– A publicação da suspensão ocorreu de forma posterior ao jogo. Isso não impede o clube de ser penalizado, mas pode ajudar a provar que não houve má fé e que, de fato, houve um problema de comunicação no ocorrido.
– O advogado que supostamente errou não tem vínculo com o clube e é pago pela CBF, segundo o noticiário que tem circulado pela rede.
Portanto, caso o STJD queira mesmo fazer justiça, que se aplique multa à Lusinha, suspensão ao jogador e no máximo, que se tire o ponto conquistado no jogo em questão. A equipe infratora será punida proporcionalmente ao seu erro e o futebol brasileiro vencerá.
Cláudio José
11 de dezembro de 2013 6:58 pmBEM VINDO AO RIO
Internautas criticam alagamentos com montagens nas redes sociais
Publicações ironizam caos enfrentado pela população do Rio
O DIA
Rio – O temporal que atingiu a cidade na noite desta terça-feira causou estragos em diversos bairros e muitas críticas por parte de internautas nas redes sociais. As ruas alagadas e pessoas ilhadas foram algumas das imagens usadas em montagens para ironizar o caos enfrentado por moradores do Rio. Enquanto a cidade conta os estragos causados pela chuva, o prefeito do Rio pediu para que se evite ir a rua.
Uma das imagens bastante compartilhadas é a foto do alagamento na Radial Oeste, em frente ao Maracanã, com a montagem de um tubarão mostrando os dentes. No Twitter, muitas postagens sobre o alagamento na cidade eram acompanhadas da hashtag “#SomosUmRio”, em referência a frase usada durante a campanha do prefeito Eduardo Paes. Nesta quarta-feira, a população enfretou transtornos para sair de casa.
Cláudio José
11 de dezembro de 2013 7:13 pmO prefeito da PazJornal do
O prefeito da Paz
Jornal do Brasil+A-AImprimirPUBLICIDADE
O prefeito do Rio reconhece que a cidade não está preparada para grandes intempéries, mas o ele se reconhece como um grande administrador. Eduardo Paes sugere a todos os trabalhadores que, com a chuva que alagou toda a cidade, não trabalhem; que ninguém tenha qualquer problema de saúde; que todos os doentes se previnam com muitos remédios e que evitem o uso de ambulâncias; que os médicos durmam nos hospitais; que as enfermeiras possam ficar em seus locais de trabalho; que os bancos não cobrem juros por eventuais pagamentos que não puderam ser feitos.
O prefeito dá a essa chuva a dimensão das grandes catástrofes como as tsunamis que destruíram Banda Aceh, na Indonésia, em 2004, ou Fukushima, no Japão, em 2011. As chuvas só destruíram as vias de acesso porque não houve tratamento digno a uma cidade que vai sediar os grandes eventos esportivos do mundo nos próximos anos, como a Copa do Mundo, o aniversário dos 450 anos de fundação do Rio, as Olimpíadas, entre outros.
Senhor prefeito, o Rio e o Brasil se escandalizaram com os Black Blocs. E qual imagem que o mundo tem hoje do Rio de Janeiro, com as declarações do governador Sérgio Cabral, sobre a falta de segurança das ruas da cidade, justificando a volta da utilização do helicóptero oficial para seus deslocamentos pessoais? Enquanto Cabral sobrevoa a cidade numa aeronave de R$ 15 milhões pagos pelos contribuintes, esses mesmos contribuintes são penalizados com a falta de investimento que possa evitar o alagamento das ruas do Rio, impedindo que trabalhadores cheguem ao trabalho, os tribunais não funcionem, a justiça fique paralisada. Essa situação, sim, senhor prefeito é um verdadeiro tsunami na imagem do Rio e do Brasil.
Há pouco mais de um mês, quando o senhor inaugurou a Via Binário, não previa que estava entregando à cidade uma possível nova infraestrutura para as Olimpíadas. Como esse alagamento vai ocorrer até 2016, fica a dúvida: o problema no local será resolvido antes ou depois dos jogos. Se ficar para depois, algumas provas poderão ser disputadas na Via, que passa a disputar com a Praça da Bandeira o lugar de melhor lagoa temporária da cidade em época de chuva.
Uma obra do porte da Via Binário, que integra o Complexo do Porto Maravilha (?), foi entregue à população sem a infraestrutura adequada para atender aos usuários da nova via. Essa decisão precoce deve ser investigada pelo Ministério Público, já que coloca em risco aqueles que necessitam usar esse caminho. Uma obra inacabada que prejudica os trabalhadores, principalmente aqueles mais pobres, que moram mais distantes do local de trabalho. Se estas obras só ficarão prontas em 2016, o que acontece com a cidade até lá? Vai parar? Os cariocas vão ficar de braços cruzados?
O Aterro do Flamengo, também submerso após uma madrugada de chuva, é outro exemplo. As pistas se transformaram numa imensa piscina, que poderiam servir, junto com a Via Binário, para a prática de esportes aquáticos. Diante de tantos problemas, o senhor prefeito toma uma importante decisão: vai para a televisão pedir que os cariocas não saiam de casa. Esta é a solução? E quais as consequências disso para a economia da cidade e do país? Mas já que é assim, Paes deveria então decretar ponto facultativo em dias de chuva, para que o trabalhador não tenha seu dia descontado e nem seja prejudicado no seu emprego.
O Rio está no foco do mundo, concentrando as atenções com a realização na cidade dos dois maiores eventos esportivos do mundo, que são a Copa do Mundo e as Olimpíadas, num espaço de dois anos, e não resiste a um dia de chuva forte. Cenas de alagamento, bolsões de água, passageiros à espera de ônibus, congestionamento e enxurradas se repetem ano após ano, comprovando que os bilhões gastos em obras, ao contrário das chuvas, escoam pelo ralo.
Leandro Ferrari
11 de dezembro de 2013 7:36 pmPolíticas públicas muito favoráveis às montadoras
Deu na Zero Hora (e outros meios): Governo deve adiar exigência de airbag e freios ABS em todos os carros em 2014Mudança de planos11/12/2013 | 15p0 “Medida busca reduzir impacto dos preços dos veículos na inflação e pode dar sobrevida a modelos como a Kombi O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse, nesta quarta-feira, que o governo está preocupado com o risco de inflação crescer em razão do aumento dos preços dos carros devido à entrada em vigor, em 2015, da obrigatoriedade de todos os automóveis fabricados no Brasil terem itens de segurança, como airbags e freios ABS. Conforme Mantega, os preços dos carros podem aumentar entre R$ 1 mil e R$ 1,5 mil em virtude desses equipamentos. Devido ao impacto na inflação, o ministro informou que estuda o adiamento do início da medida. — Possivelmente vamos adiar a entrada em vigor — disse. […]”
Nisto, confirmo minha tese de que as políticas públicas, há anos, tem sido muito favorável às montadoras.
Segue o link de um texto que já divulguei sobre isso:
E os senhores das armas?
http://advivo.com.br/comentario/re-fora-de-pauta-64497
Segue um trecho:
Vê-se que no Brasil temos a falta de atenção como a maior causa dos acidentes de trânsito. Vejamos então a Europa: lá, reconhece-se que as maiores causas são o excesso de velocidade, a influência de álcool e erros de ultrapassagem[12]. No entanto, isso não impediu que os europeus mantivessem o nível permitido de concentração alcoólica no mesmo patamar desde 1998, isto é, em 0,5g/l, ao contrário do Brasil que decidiu pelo banimento total, mesmo não reconhecendo esta como uma das maiores causas de acidentes de trânsito.
Em março de 2010, a assembleia geral da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou uma resolução proclamando a “Década de Ação pelo Trânsito Seguro 2011-2020”, cujo objetivo é incentivar os governos a implantarem políticas de redução de acidentes. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 1,3 milhões de pessoas morrem todos os anos em consequência de acidentes de trânsito.
Para reduzir o número de vítimas, a ONU propôs encorajar os países por meio de 5 pilares:[13]
– Pilar 1: Gestão da Segurança Viária
– Pilar 2: Infraestrutura viária mais segura
– Pilar 3: Veículos mais seguros
– Pilar 4: Usuários mais seguros
– Pilar 5: Atendimento às vítimas
Dentro do Pilar 3, na atividade 4, a proposta é: “encorajar a implantação universal de tecnologias de prevenção de acidentes com eficácia comprovada, como os sistemas ESC e ABS nos veículos motorizados”. Na União Europeia, desde novembro de 2011, algumas categorias de veículos já saem de fábricas com o sistema antiderrapagem, conhecido pelas siglas ESC (Controle de Estabilidade Eletrônica), ESP (Programa de Estabilidade Eletrônica) ou DSC (Controle de Estabilidade Dinâmica). Tal sistema ajuda por exemplo numa situação em que um obstáculo (animal, pedestre, buraco) surge na frente do veículo, permite ao motorista conseguir desviar do obstáculo sem perder o controle do carro. Em veículos maiores ajuda a impedir o capotamentos. A partir de novembro de 2014 todos os carros na União Europeia deverão ter o sistema ESP. Segundo a Bosch, o ESP pode prevenir até 80% de todos os acidentes de derrapagens, chegando a considerá-lo o melhor sistema de segurança veicular depois do cinto de segurança.[14]
O New Car Assessment Programme (EuroNCAP), na Europa, incluiu o Programa Eletrônico de Estabilidade (ESP) em seus critérios de avaliação. Desde 2010, apenas os modelos de veículos que possuírem o ESP como equipamento de série podem receber a classificação máxima de cinco estrelas. Essa ação visa a destacar ainda mais a importância dos sistemas de segurança oferecidos pelas montadoras e corrobora com a proposta da ONU para reduzir as vítimas de acidentes de trânsito.
No Brasil, podemos perceber que prefere-se culpar o cidadão não só pela recente tolerância zero ao álcool, mas pelas propostas e políticas adotadas de modo geral. Cite-se a proposta elaborada pela Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), ficando claro quando vemos a inversão das prioridades propostas pela ONU, colocando a segurança viária e segurança veicular nos últimos lugares:[15]
– I. sistema de gestão
– II. fiscalização
– III. educação
– IV. saúde
– V. segurança viária
– VI. segurança veicular
Dentro do item VI, segurança veicular, na “ação 2” (na última folha do citado documento), só então vemos a preocupação com o nível de segurança dos veículos:
“Objetivo: aumentar o nível de segurança ativa e passiva dos veículos, reduzindo, consequentemente, o número de acidentes, de morte e de feridos.
Implementação: incorporação gradativa dos itens de segurança.
a. O Contran, com base em estudo realizado pelo Denatran, ouvidos as câmaras temáticas, os órgãos do SNT e demais segmentos da sociedade envolvidos, deverá estabelecer os itens de segurança obrigatório na fabricação de veículos.[…]”
Alguns podem alegar que para se exigir certo item a mais no veículo deve ser feito de modo gradual. Oras, quem não se lembra dos kits de primeiro socorros? Com a entrada em vigor do Novo Código de Trânsito Brasileiro em janeiro de 1998, houve uma corrida dos consumidores para se enquadrar na exigência do artigo 112, que obrigava o porte de kit de primeiro socorros. Um ano após, em janeiro 1999, o Deputado Padre Roque entrava com o Projeto de Lei nº 4.886 para revogar o artigo 112:
“Este conjunto de primeiros socorros é inútil, caro e perigoso. É voz comum que poderá causar sérios prejuízos, se usado inadequadamente. A única razão da sua existência é fomentar o lucro dos fabricantes dos materiais e equipamentos e dos revendedores.”[16]
Ao contrário dos 120 dias de vacatio legis que foi dado para os consumidores obedecerem ao artigo 112, os governantes tem dado quase duas décadas para cobrar itens de segurança muito mais eficazes que os infames kits de primeiro socorro, que, diga-se, teria uso reativo e não preventivo, como é o caso do ABS, air-bag e ESP.
Cláudio José
11 de dezembro de 2013 8:49 pmPOR QUE SERÁ?
Após denúncia de corrupção, jornalista é nomeado assessor especial de Mantega
Redação Portal IMPRENSA | 11/12/2013 15:25 O jornalista Guilherme Barros, da Partners, que prestava serviço de assessoria de imprensa para o Ministério da Fazenda, foi escolhido como assessor especial do ministro Guido Mantega. Após denúncias de desvio de recursos públicos por parte da companhia, o profissional deixou a empresa e teve nomeação publicada no Diário Oficial da União, nesta quarta-feira (11/12).
Jornalista nega acusações de desvio de recursos públicos de sua empresaSegundo Agência Estado, a publicação também anunciou a exoneração do ex-chefe do gabinete de Mantega, Marcelo Fiche, envolvido nas denúncias publicadas pela revista Época, em novembro deste ano.
Crédito:Divulgação
Fiche e outro ex-assessor de Mantega, Humberto Alencar, são acusados de receber propina em um contrato do Ministério da Fazenda com a empresa Partners, propriedade de Barros. Desde o início do ano, a empresa presta serviço de assessoria de imprensa para o Ministério da Fazenda.
Após as denúncias, a Polícia Federal abriu inquérito para investigar a participação da empresa do jornalista no suposto desvio de recursos públicos.
À IMPRENSA, Barros negou qualquer envolvimento no caso e disse que não gostaria de comentar a nomeação para assessor especial do ministro.