10 de junho de 2026

Bolsonaro não tem provas de fraudes em eleições, e aponta indícios risíveis

Abalado com a CPI da Covid e com a baixa popularidade apontada em pesquisas, Bolsonaro se agarra no voto impresso e, dia sim outro também, ameaça a democracia dizendo que não vai reconhecer o resultado caso não vença as eleições de 2022 com a urna eletrônica.

Jornal GGN – Na live-revelação das fraudes em eleições, Jair Bolsonaro, presidente, conseguiu somente ser ridículo ao anunciar que não há como comprovar se as eleições foram ou não fraudadas. Este foi o início da declaração em que reconhece não ter prova nenhuma de fraude nas urnas eletrônicas, depois de anunciar aos quatro ventos que comprovaria tudo.

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Os tais indícios apontados pelo presidente nada mais eram que vídeos antigos que já circulam nos zaps dos tios e tias do apocalipse e de trechos de programas de TV descontextualizados. A bomba foi mais do mesmo, uma série de impropérios contra personagens e instituições e nenhuma sustância factual.

Abalado com a CPI da Covid e com a baixa popularidade apontada em pesquisas, Bolsonaro se agarra no voto impresso e, dia sim outro também, ameaça a democracia dizendo que não vai reconhecer o resultado caso não vença as eleições de 2022 com a urna eletrônica.

São ameaças reiteradas e nenhuma prova de que houve fraude no passado ou que poderá acontecer novamente no futuro. Mas ele tenta inverter a situação dizendo que não tem provas, e insta que, ao contrário, quem deve provar que a urna não é fraudável são os que a defendem.

Se agarrando como afogado no mantra dos indícios fortíssimos, mas sem provas, ele diz que tais provas estão em fase de aprofundamento, o que justificaria mudar todo o processo eleitoral.

E dá-lhe ataques ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ao ministro Luís Roberto Barroso, presidente do TSE e defensor do sistema eletrônico de votação. Em mais de duas horas de ataques sem provas, Bolsonaro apresentou o assessor do ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Luiz Eduardo Ramos, que foi identificado como analista de inteligência para defender sua tese de fraude. O especialista apresentou, então, vídeos disponíveis na internet como ‘provas’ e justificou dizendo que os escolhera porque ‘é o povo’.

Alardeando que iria apresentar provas de fraude na apuração do segundo turno da eleição de 2014, da reeleição de Dilma Rousseff e derrota de Aécio Neves, Bolsonaro mostrou um vídeo que alega suspeita, nenhuma prova. Disse ainda que vai pedir investigação da Polícia Federal para rever aquele resultado. Nem o PSDB nem Aécio Neves aceitaram a tese atual, já que na ocasião pediram auditoria e foram agraciados com a confirmação dos votos.

Enquanto Bolsonaro bravateava contra a urna eletrônica, o TSE ia refutando ponto a ponto as teses levantadas. E especialistas ponderam que, da mesma forma que ele coloca em xeque a lisura do sistema se perder, outros candidatos poderão fazer o mesmo no caso de Bolsonaro ganhar.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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  1. jura

    30 de julho de 2021 8:49 pm

    GGN, voces ainda nao entenderam. Ninguem tem prova nenhuma sobre fraude ou nao, porque nao ha como provar nada. Por isso o TSE alega que as urnas sao 100% seguras. Essa e a primeira e maior de todas as fraudes, porque nao existem maquinas infaliveis. Voces tem prova da existencia delas?

    As urnas eletronicas brasileiras – que o mundo inteiro rejeitou – nao sao a prova de fraudes, sao a prova de provas.

    A questao e que quando houver `mais uma fraude` – alem das desconhecidas e das escondidas pelo TSE, porque ele julga a si proprio – ninguem vai poder provar nada de novo. E e nisso que Bolsonaro esta apostando. Ele deve ter motivos para apostar nisso, afinal ja ganhou uma vez, porque nao pode ganhar de novo?

    Como? Com o apoio das mesmas forcas que o elegeram: a CIA, a NSA, o sionismo, o neopentecostalismo, as forcas armadas, o judiciario, a grande e velha imprensa, a Havan, a Riachuelo, o Wizard, etc, etc, etc… E, claro, o TSE.

    Perguntem ao Dalagnol se ele ainda acha o Telegram 100% seguro.

    Um pouquinho so de reportagem faria bem ao GGN. Esse jornalismo declaratorio a base de releases oficiais nao pega bem pra voces. Perguntem ao Dalagnol se ele ainda acha o Telegram 100% seguro. Entrevistem o Harri Hursti, a Sue Halpern, nosso heroi Walter Delgatti Neto, Amilcar Brunazo, Pedro Resende, Maria Aparecida Cortizo e gente que tem informacao e experiencia no assunto.

    No minimo pesquisem no Google.

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