Jornal GGN – Na live-revelação das fraudes em eleições, Jair Bolsonaro, presidente, conseguiu somente ser ridículo ao anunciar que não há como comprovar se as eleições foram ou não fraudadas. Este foi o início da declaração em que reconhece não ter prova nenhuma de fraude nas urnas eletrônicas, depois de anunciar aos quatro ventos que comprovaria tudo.
Os tais indícios apontados pelo presidente nada mais eram que vídeos antigos que já circulam nos zaps dos tios e tias do apocalipse e de trechos de programas de TV descontextualizados. A bomba foi mais do mesmo, uma série de impropérios contra personagens e instituições e nenhuma sustância factual.
Abalado com a CPI da Covid e com a baixa popularidade apontada em pesquisas, Bolsonaro se agarra no voto impresso e, dia sim outro também, ameaça a democracia dizendo que não vai reconhecer o resultado caso não vença as eleições de 2022 com a urna eletrônica.
São ameaças reiteradas e nenhuma prova de que houve fraude no passado ou que poderá acontecer novamente no futuro. Mas ele tenta inverter a situação dizendo que não tem provas, e insta que, ao contrário, quem deve provar que a urna não é fraudável são os que a defendem.
Se agarrando como afogado no mantra dos indícios fortíssimos, mas sem provas, ele diz que tais provas estão em fase de aprofundamento, o que justificaria mudar todo o processo eleitoral.
E dá-lhe ataques ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ao ministro Luís Roberto Barroso, presidente do TSE e defensor do sistema eletrônico de votação. Em mais de duas horas de ataques sem provas, Bolsonaro apresentou o assessor do ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Luiz Eduardo Ramos, que foi identificado como analista de inteligência para defender sua tese de fraude. O especialista apresentou, então, vídeos disponíveis na internet como ‘provas’ e justificou dizendo que os escolhera porque ‘é o povo’.
Alardeando que iria apresentar provas de fraude na apuração do segundo turno da eleição de 2014, da reeleição de Dilma Rousseff e derrota de Aécio Neves, Bolsonaro mostrou um vídeo que alega suspeita, nenhuma prova. Disse ainda que vai pedir investigação da Polícia Federal para rever aquele resultado. Nem o PSDB nem Aécio Neves aceitaram a tese atual, já que na ocasião pediram auditoria e foram agraciados com a confirmação dos votos.
Enquanto Bolsonaro bravateava contra a urna eletrônica, o TSE ia refutando ponto a ponto as teses levantadas. E especialistas ponderam que, da mesma forma que ele coloca em xeque a lisura do sistema se perder, outros candidatos poderão fazer o mesmo no caso de Bolsonaro ganhar.
jura
30 de julho de 2021 8:49 pmGGN, voces ainda nao entenderam. Ninguem tem prova nenhuma sobre fraude ou nao, porque nao ha como provar nada. Por isso o TSE alega que as urnas sao 100% seguras. Essa e a primeira e maior de todas as fraudes, porque nao existem maquinas infaliveis. Voces tem prova da existencia delas?
As urnas eletronicas brasileiras – que o mundo inteiro rejeitou – nao sao a prova de fraudes, sao a prova de provas.
A questao e que quando houver `mais uma fraude` – alem das desconhecidas e das escondidas pelo TSE, porque ele julga a si proprio – ninguem vai poder provar nada de novo. E e nisso que Bolsonaro esta apostando. Ele deve ter motivos para apostar nisso, afinal ja ganhou uma vez, porque nao pode ganhar de novo?
Como? Com o apoio das mesmas forcas que o elegeram: a CIA, a NSA, o sionismo, o neopentecostalismo, as forcas armadas, o judiciario, a grande e velha imprensa, a Havan, a Riachuelo, o Wizard, etc, etc, etc… E, claro, o TSE.
Perguntem ao Dalagnol se ele ainda acha o Telegram 100% seguro.
Um pouquinho so de reportagem faria bem ao GGN. Esse jornalismo declaratorio a base de releases oficiais nao pega bem pra voces. Perguntem ao Dalagnol se ele ainda acha o Telegram 100% seguro. Entrevistem o Harri Hursti, a Sue Halpern, nosso heroi Walter Delgatti Neto, Amilcar Brunazo, Pedro Resende, Maria Aparecida Cortizo e gente que tem informacao e experiencia no assunto.
No minimo pesquisem no Google.