Coronavírus pode levar 60 milhões à extrema pobreza, diz Banco Mundial

Em meio ao cenário da maior crise econômica desde a Grande Depressão de 1929, Banco Mundial iniciou operações de emergência para combater o coronavírus e mitigar os efeitos na economia de países

David Malpass, Presidente do Grupo Banco Mundial - Foto: Banco Mundial

Jornal GGN – “A pandemia do Covid-19 e o fechamento das economias avançadas podem levar a 60 milhões de pessoas à extrema pobreza”. A declaração é do presidente do Grupo Banco Mundial, David Malpass, em comunicado emitido à imprensa internacional, nesta terça (19).

Em meio ao cenário da maior crise econômica desde a Grande Depressão de 1929, o Banco Mundial anunciou o início de operações de emergência para combater o coronavírus e mitigar os efeitos desastrosos da paralisação da economia em 100 países em desenvolvimento, que concentram 70% da população mundial.

“O Banco Mundial vem atuando com rapidez e assertividade para estabelecer respostas de emergência em 100 países, com mecanismos que permitem a países doadores ampliarem rapidamente os programas”, disse Malpass. Quase 40% dos países selecionados para auxiliar estão no continente africano, e quase um terço dos programas de auxílio estimulados estão em países que já carregavam histórico de fragilidade ou em situação de conflitos, como o Afeganistão, Chade, Haiti e Nigéria.

“Para voltar a crescer, nosso objetivo deve ser o de dar respostas rápidas e flexíveis para a crise sanitária, proporcionar dinheiro e outros tipos de apoios extensíveis para proteger os mais pobres, manter o setor privado e fortalecer a resistência e a recuperação econômicas”, continuou.

Os países recebem doações, empréstimos e investimentos de capital, complementados com a suspensão bilateral da dívida ao Banco Mundial. Esta última opção é oferecida aos países que se enquadram nos requisitos da Associação Internacional de Fomento (AIF) e que pedem o perdão da dívida, obtendo mais recursos para dar respostas à pandemia e financiar políticas de combate a situações críticas de emergência.

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Em contrapartida, o Banco Mundial pede uma atuação com “agilidade” e “transparecer todos os compromissos financeiros de seus Governos em resposta à crise”. “Isso aumentará o clima de confiança para o investimento e fomentará uma dívida e investimento mais beneficiosos no futuro”, defendeu o presidente da instituição.

 

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