FGV nega que Decotelli tenha sido seu professor efetivo

A emissora fez a consulta à FGV depois de receber e-mail da professora Brigitte Wolf, da Universidade de Wüppertal, na Alemanha, de que por lá a informação é de que Decotelli era professor da FGV.

Jornal GGN – A Fundação Getúlio Vargas afirmou que Carlos Alberto Decotelli, ministro da Educação, não foi seu professor efetivo, apenas atuando nos cursos de educação continuada, nos programas de formação de executivos e não como professor de qualquer das escolas da fundação. A manifestação da FGV foi feita por e-mail com reportagem da CNN Brasil.

A emissora fez a consulta à FGV depois de receber e-mail da professora Brigitte Wolf, da Universidade de Wüppertal, na Alemanha, de que por lá a informação é de que Decotelli era professor da FGV.

Wolf foi orientadora de Decotelli e a informação que tinha é de que ele teria ido para a Alemanha enquanto cumpria um período sabático na FGV. Disse também que a FGV é que deveria responder sobre a avaliação do trabalho que supervisionou.

De volta à FGV, para levantar os fatos, além de afirmar que Decotelli não foi professor efetivo, a instituição afirmou que ele não foi pesquisador da FGV e também não teve pesquisa financiada pela instituição.

A professora alemã, na troca de e-mail, disse ter sido contatada por Decotelli em 2014, quando ele se mostrou interessado em um pós-doutorado. Ela então o convidou para a Universidade e ofereceu um lugar de trabalho e supervisão.

Decotelli, segundo ela, não se candidatou a nenhum fundo ou programa de pós-doutorado na Alemanha e afirmou que a Universidade, assim como outras no país, não emite certificados de pós-doutorado, sendo que o resultado é o trabalho apresentado.

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4 comentários

  1. Vamos falar sério, a FGV mostrou um segredinho que todos sabem, fazem cursinhos para executivos burros e contratam professores que sabem dar aulas agradáveis e fáceis, cobram uma boa grana, dão um certificado que na verdade não vale nada, mas o executivo diz com toda a alegria.
    – Tenho um pós na FGV.

  2. Se o Decotelli comprovar segundo grau já vai estar melhor que o Weintraub.
    Devíamos dar-lhe a oportunidade do exercício para ver do que ele é capaz.
    No quesito “engordar currículo” ele é bom.

  3. Não se chuta cachorro morto.
    Acho que a FGV está fazendo uma verdadeira sujeira, o tal de Decotelli deu durante muito tempo aulas na FGV, se era MBA, ou mestrado ou doutorado (stricto sensu) a própria sigla MBA significa Master in Business Administration, que o nome traduzido é Mestre em Administração de Negócios. Na origem os MBA eram feitos em horários especiais para permitir que profissionais em mais do que um ano fizessem o curso fora dos horários de trabalho.
    As escolas de administração (em que incluo a FGV), bagunçaram o MBA tornando-o o que se chama uma especialização e usam esse artifício exatamente para não precisarem contratar professores com doutorado que são mais caros, pois o MEC aceitava professores somente com mestrado ou no limite com notório saber para áreas técnicas (isso era umas décadas atrás, hoje não sei se continua assim). Logo enchem uma sala com executivos do sistema financeiro, os patrões pagam uma boa grana e as escolas de administração saem para o abraço.
    Porém, apesar de os títulos de MBA serem desvalorizados no meio acadêmico, quem dá aula para esses cursos é denominado professor (no Brasil), logo foi uma sujeira ter dito que o ex-quase-ministro não era professor da FGV (não disseram que ele não era do quadro, disseram que ele não era professor).
    Em resumo: A FGV disse para todos que cursam seus cursos de MBA que para esses cursos podem empregar qualquer um, ou seja, que o curso é de mentirinha, e quem paga uma nota por esses cursos está sendo babaca.

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