Quem deve indicar cloroquina para tratamento é o médico, diz Mandetta

Embora faltem dados para que o Ministério da Saúde recomende o uso, ministro diz que existe protocolo para doentes graves

Luiz Henrique Mandetta, ministro da Saúde. Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Jornal GGN – Mesmo com a insistência do presidente Jair Bolsonaro, a visão do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, prevalece: o uso da cloroquina em casos de coronavírus não pode ser orientado pela pasta, mas os médicos têm autonomia e devem se responsabilizar pela prescrição.

“A prescrição médica no Brasil, a caneta e o CRM do médico, está na mão dele. Se ele quiser comunicar o paciente dele, ‘olha, não tenho nenhuma evidência, acho que poderia usar esse medicamento, com tal risco, pode ter isso, e se ele se responsabilizar individualmente, não tem óbice nenhum”, disse Mandetta durante entrevista em Brasília, segundo informações do jornal Folha de São Paulo.

Bolsonaro chegou a avaliar a demissão de Mandetta para colocar no lugar um nome técnico favorável ao uso da cloroquina. No momento, o ministro diz que existe protocolo para oferecer o medicamento para pacientes em gravidade média e avançada.

Mandetta afirmou que há nove estudos clínicos sobre o uso da cloroquina e outras substâncias no país, e que os resultados preliminares devem sair a partir de 20 de abril. Contudo, ainda não existem pesquisas suficientes que viabilizem o uso sem riscos da cloroquina nos casos de coronavírus.

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