A singularidade destas eleições municipais de 2020, por Francisco Celso Calmon

No Brasil, com um governo de militares, milicianos e com algumas togas cúmplices, o processo eleitoral poderá descambar para a incivilidade promovida pelo bolsonarismo nazifascista. 

(Foto: Antônio Augusto/CD)

A singularidade destas eleições municipais de 2020

por Francisco Celso Calmon

Ontem, terça feira, 4 de agosto, mediei um debate no canal Resistência Carbonária (Facebook https://www.facebook.com/resistenciacarbonaria e https://www.youtube.com/), com Eugênio Aragão e o Zé Dirceu, na qual contextualizei essas eleições municipais num cenário trágico, por um lado, e oportuna, por outro, para uma disputa política que enfrente as questões de fundo: Estado Policial bolsonarista (racista, misógino, genocida e etnocida) e o capitalismo de desastre.

Trágico porque o cenário previsível é do país chegar em novembro com mais de 180 mil óbitos pela pandemia, com um PIB negativo, cerca de menos 9%, gerando 50 milhões entre desempregados, subocupados e desalentados, com as digitais do presidente e de seu ministro da economia.

Essa conta funesta de óbitos e a da miséria econômica-social serão cobradas de quem? Ficará consciente para a sociedade que são produtos dos genocidas do Planalto – Bolsonaro e Guedes?

A sustentabilidade do Estado democrático de direito tem nos municípios as suas bases territoriais e sociais. Quanto mais politizado e organizado o povo de um município, mais alicerce terá a democracia inclusiva de todas e todos. Mostrar que os mitos do Estado mínimo e o do mercado onipotente foram por terra, que somente um Estado social forte prioriza a vida, e que o mercado financeiro é desligado da produção e da renda, sua lógica e dinâmica, as vezes em gangorra, é unicamente para maximizar seus ganhos financeiros.

Tanto nos Estados Unidos como no Brasil as eleições serão pesadas, jogo bruto. Aqui, como disse ontem o Zé Dirceu, com o caixa dois agora oficializado, menos para nós da esquerda, vão abusar mais ainda, além de outros métodos espúrios. Nos EUA o jogo sempre foi muito agressivo, corporativo e mafioso, e Trump concorrendo a reeleição, cuja característica é a belicosidade, a mentira, as pachouchadas e muito, muito mesmo, poder financeiro, é previsível surpresas e baixarias da cintura para baixo.

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Se o cenário atual não alterar, o Trump perde. Resultado que terá consequências imediatas no Brasil, principalmente pela ligação subalterna de Bolsonaro com o Trump e a interação das FAs brasileiras com as dos EUA.

A eleição lá será no dia 03 de novembro, aqui será dia 15 e 29 de novembro, portanto a diferença de 12 e 26 dias, respectivamente, possibilitarão, em caso de derrota do tutor de Bolsonaro, Trump, abalar significativamente o bolsonarismo e, talvez, as Forças Armadas.

No Brasil, com um governo de militares, milicianos e com algumas togas cúmplices, o processo eleitoral poderá descambar para a incivilidade promovida pelo bolsonarismo nazifascista.

E o lavajatismo até novembro terá saído da cadeira dos réus condenado e o Lula absolvido?

Mais do que produzir efeitos no nosso país, a eleição na América do norte terá consequências em todo o mundo. Será o início de uma nova geopolítica, de uma nova reorganização do poder internacional.

A postura cooperativa da China e de Cuba no combate à pandemia há de ser reconhecida e poderá ser vetor de comportamento para uma globalização solidária, inclusive porque é certo os avanços acelerados pela(s) vacina(s) e a diferença entre os que com a(s) vacina(s) buscarão o lucro e os que priorizarão a ajuda humanitária sem visar ganhos financeiros.

Quadro alvissareiro no mundo e na América pode pender para as forças democráticas e humanistas nas políticas de cada país.

Novembro de 2020 será um mês especial e nele o caminho da humanidade estará mais uma vez em jogo.

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Francisco Celso Calmon é Advogado, Administrador; membro do canal Resistência Carbonária; Coordenador do Fórum Memória, Verdade e Justiça do ES; ex-coordenador nacional da RBMVJ.

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