29 de junho de 2026

As Copas do Mundo de Futebol Masculino nos Selos Postais Brasileiros, por Enno D. Liedke Filho

A trajetória dos selos e blocos filatélicos dedicados às Copas do Mundo, com destaque para as emissões dos Correios do Brasil desde 1950.
Selo da Copa do Mundo de Futebol Masculino de 1974 – Reprodução

Correios do Brasil emitem selos temáticos da Copa do Mundo desde 1950, registrando eventos e conquistas da Seleção Brasileira.
Filatelia esportiva brasileira evolui com séries comemorativas dos títulos mundiais e eventos FIFA, refletindo cultura e política.
Ausência de emissões brasileiras nas Copas recentes marca ruptura, enquanto outros países continuam lançando selos comemorativos.

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As Copas do Mundo de Futebol Masculino nos Selos Postais Brasileiros

por Enno D. Liedke Filho

O artigo apresenta a trajetória dos selos e blocos filatélicos dedicados às Copas do Mundo, com destaque para as emissões dos Correios do Brasil desde 1950. A partir da história da filatelia, do futebol e das conquistas da Seleção Brasileira, o texto mostra como os selos registram não apenas eventos esportivos, mas também símbolos culturais, disputas políticas e formas de construção da memória nacional.

Os Correios do Brasil têm emitido, desde 1950, selos postais com a temática da Copa do Mundo de Futebol.

Das primeiras emissões postais do século XIX às homenagens à Copa de 2026, um percurso pela história da filatelia mostra como o futebol se transformou em patrimônio cultural, instrumento político e memória nacional.

CAPÍTULO 1 – Muito antes da Copa: nasce a filatelia

Antes de registrar as Copas do Mundo, os selos postais já contavam a história da humanidade. Criada na Inglaterra em 1840, a filatelia tornou-se um fenômeno cultural mundial, preservando acontecimentos, personagens e símbolos nacionais. O Brasil participou dessa história desde o início, tornando-se o segundo país do mundo a emitir selos postais.

O nascimento da filatelia e os primeiros selos postais

Colecionar selos é um hobby e uma forma de investimento que se popularizou rapidamente, quase imediatamente à emissão do primeiro selo postal – o Penny Black inglês. Foi emitido em 1840, como forma de racionalizar e tornar mais eficiente o sistema postal da Inglaterra. Criado por Sir Rowland Hill, o Penny Black tem um valor de mercado muito variado, dependendo de elementos como a placa de impressão usada, a conservação e a qualidade das margens, com preço médio de R$ 200,00 a R$ 600,00, para selos de qualidade baixa, e de R$ de R$ 1.000,00 a R$ 2.500,00, para exemplares com qualidade boa. Selos sem carimbo (Mint) têm o valor variando de R$ 15.000,00 a R$ 35.000,00. O primeiro Penny Black impresso, anexado ao chamado Documento Wallace, da coleção do parlamentar Robert Wallace, reformador do serviço postal inglês,, foi leiloado em 2021 por cerca de R$40.000.000,00 (6 milhões de libras esterlinas).

Penny Black, primeiro selo postal, impresso na Inglaterra em 1840.

O Brasil entra na história dos selos postais

O Brasil foi o segundo país a emitir selos postais. O Olho de Boi foi emitido em 1843 e 1844 com os valores de 30, 60 e 90 Réis. Ao contrário do Penny Black que estampava a efígie da rainha Victória, o primeiro selo brasileiro não estampou a efígie do Imperador Dom Pedro II, de modo a preservar a sua imagem do ato de carimbá-la, que poderia ser entendido como insolência. Somente em 1866, foi emitido um primeiro selo com a efígie de D. Pedro II.

Selos Olho de Boi, Brasil, 1843

RHM 1 a 3

Dom Pedro II

RHM-23

Filatelia: hobby, patrimônio cultural e investimento

A prática de colecionar selos postais[1] possui cerca de 40 milhões de aficionados no Mundo, de acordo com dados da Federação Internacional de Filatelia (Fédération Internationale de Philatélie – FIP). No Brasil, estima-se que atualmente existam cerca de 8 mil colecionadores de selos em atividade, estando aproximadamente 2 mil associados a FILABRAS/Associação dos Filatelistas Brasileiros. A Federação Brasileira de Filatelia – FEBRAF congrega 12 clubes filatélicos locais.

O valor de mercado de selos postais como investimento varia conforme a disponibilidade dos mesmos, vinculada a quantidade emitida e disponível para venda e qualidade dos mesmos (perfeito; com a goma original ou não; com carimbo ou não). O selo mais caro no Mundo atualmente é o British Guiana 1c Magenta (Guiana Inglesa de um centavo, magenta)[2]. Este selo foi emitido em 1856 em quantidade extremamente limitada, sendo que o único exemplar conhecido e autenticado foi leiloado por US$ 9,48 milhões em 2021.

British Guiana 1c Magenta, Guiana Inglesa, 1856

As maiores e mais valiosas coleções do Mundo são a Coleção Filatélica Nacional Americana (National Philatelic Collecion – United States), sob administração do Instituto Smithsonian, a qual possui cerca de 6 milhões de itens; ea coleção particular cervo de Sir Kasam, um dos maiores colecionadores individuais do mundo, cujo acervo inclui mais de 3 milhões de selos.

Neste artigo serão apresentados os selos e blocos filatélicos emitidos pelos Correios do Brasil[3], celebrando os Campeonatos Mundiais de Futebol Masculino (as também denominadas Copas do Mundo), organizados pela FIFA (do francês: Fédération Internationale de Football Association)[4]. A classificação dos selos e blocos filatélicos será indicada conforme o conceituado Catálogo RHM, cuja elaboração inicial deveu-se à iniciativa de Rolf Harald Meyer, fundador e proprietário da empresa RHM Filatelistas.

CAPÍTULO 2 – Quando o futebol encontrou os selos

A consolidação do futebol como esporte internacional coincidiu com o amadurecimento da filatelia. À medida que a modalidade conquistava espaço no imaginário popular, os serviços postais passaram a registrar em selos os grandes torneios e seus protagonistas. Também cedo se revelou outra característica marcante das Copas do Mundo: sua utilização como instrumento de afirmação política.

O futebol moderno, surgido e consolidado como esporte com a fundação da Football Association em 1863, na Inglaterra, expandiu-se rapidamente pelo mundo no final Século XIX e no início do Século XX. Em 1904, por iniciativa de países europeus foi fundada em Paris a FIFA, a qual se dedicou inicialmente à organização dos torneios olímpicos do esporte. Somente em 1930 foi realizado no Uruguai o I Campeonato Mundial de Futebol da entidade, vencido pela equipe do país-sede. Essa I Copa do Mundo de Futebol não teve selo emitido pelo país anfitrião.

As primeiras Copas do Mundo e a propaganda política

O II Campeonato da FIFA, realizado na Itália em 1934 e vencido pelo país anfitrião, foi instrumentalizado politicamente por Mussolini, através da propaganda do regime fascista[5]. Nessa instrumentalização realizou-se o lançamento de uma série de selos referentes ao Campeonati Mondiali di Calcio[6]. Ao longo da história das Copas do Mundo de Futebol, essa utilização do esporte pela política veio a se repetir, como por exemplo, no Brasil da Copa de 1970 e na Argentina da Copa de 1978.

II Campeonato Mundial de Futebol, Itália, 1934

A França e a consolidação da tradição filatélica

A III Copa de Futebol ocorreu na França em 1938, tendo sido novamente vencida pela Itália. Nessa oportunidade foi lançado um selo pelo país-sede[7], ilustrado por uma emocionante cena de jogo em que o goleiro se atira buscando pegar a bola, logo após um jogador adversário dar uma cabeçada na bola. O selo apresenta também referências à FIFA e à Federação de Futebol Francesa (FFFA).

III Copa do Mundo de Futebol, França, 1938

O futebol chega ao Brasil

O futebol chegou ao Brasil em fins do século XIX, havendo informações de sua prática em Curitiba já em 1875. É com a iniciativa de Charles William Miller, estudante brasileiro retornando da Inglaterra, que o esporte se implanta entre a elite paulista em 1894/1895. Ainda que praticado nas periferias das cidades, somente na década de 1920 jogadores negros passaram a ser aceitos nos clubes que foram se constituindo. A Federação Brasileira de Futebol foi criada em 1914, sendo substituída em 1916 pela Confederação Brasileira de Desportos, que congregava todas as modalidades desportivas olímpicas. Em 1979, cumprindo novas regras da Federação Internacional de Futebol (FIFA), foi criada a Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

O Brasil participou dos três primeiros campeonatos mundiais de futebol organizados pela FIFA, mas não emitiu selos relativos aos mesmos. As Copas do Uruguai (1930), da França (1934) e da Itália (1938) só foram homenageadas pelo correio brasileiro muito depois, com a impressão dos seus brasões por ocasião do lançamento, em 1984, do bloco filatélico comemorativo dos 80 anos da FIFA.

80 Anos da FIFA

RHM B-67

Brasões dos Países-Sedes dos Campeonatos Mundiais de Futebol

Uruguai (1930), França (1934) e Itália (1938)

80 Anos da FIFA

RHM B-67

CAPÍTULO 3 – O Brasil descobre as Copas

Depois da interrupção provocada pela Segunda Guerra Mundial, a Copa do Mundo voltou em 1950 tendo o Brasil como sede. A realização do torneio marcou também o início de uma longa tradição filatélica dos Correios brasileiros, que passaram a registrar as Copas e, posteriormente, as conquistas da Seleção Brasileira em emissões comemorativas.

1950: os primeiros selos brasileiros das Copas

Com a eclosão da Segunda Guerra Mundial, as Copas do Mundo de Futebol foram suspensas, sendo retomadas somente em 1950, oportunidade na qual os Correios do Brasil lançaram três selos, comemorando a realização do evento no Brasil: um selo comemorativo e dois selos aéreos. O selo comemorativo apresenta jogadores em lance típico de futebol, tendo por fundo o globo terrestre encimado pelos termos Campeonato Mundial de Futebol e, sobre a América Latina, o ano de 1950. 

IV Campeonato Mundial de Futebol, 1950

RHM C-253

Um dos selos aéreos apresenta o Estádio de Futebol do Maracanã, inaugurado para a Copa do mundo de 1950 e palco principal do certame, através de fotografia em tom sépia. O segundo selo aéreo lançado para a Copa de 1950 tem como figura central um jogador de futebol conduzindo a bandeira nacional brasileira.

IV Campeonato Mundial de Futebol, 1950

RHM A-75

IV Campeonato Mundial de Futebol, 1950

RHM A-76

A Folhinha Filatélica da Copa

Por ocasião da Copa do Mundo de 1950, a Confederação Brasileira de Desportos lançou uma Folhinha Filatélica contendo um selo com dois carimbos, sendo esses: 1. o de primeiro dia do correio, e 2. o da Federação Paulista de Futebol, comemorando assim a realização de jogos da Copa também no Estádio do Pacaembu em São Paulo.

Folhinha da Federação Paulista de Futebol com selo e dois carimbos

Copa do Mundo de 1950

A Copa da Suíça

A V Copa do Mundo foi realizada na Suíça em 1954, comemorando os 50 anos da FIFA. Foi vencida pela Alemanha. Os Correios do Brasil não emitiram selo relativo a essa Copa.

Selo Suíço Comemorativo da V Copa do Mundo de Futebol de 1954

O primeiro título mundial

A VI Copa do Mundo de Futebol ocorreu em 1958 na Suécia, não tendo sido emitido selo comemorativo do evento pelo correio brasileiro. Porém, com a conquista, nessa Copa, do primeiro título de campeão da Copa do Mundo de Futebol pelo Brasil, essa vitória foi comemorada pelos Correios do Brasil com o lançamento de um selo em 1959.

Brasil, Campeão Mundial de Futebol, 1959

RHM C-430

Os cartões postais e as Cinderelas

Conforme exemplo abaixo, a emissão de cartões postais oficiais dos Correios ou particulares e de carimbos de primeiro dia pelos Correios, assim como de Cinderelas, são outras formas de homenagear conquistas esportivas em filatelia. As chamadas Cinderelas, selos comemorativos não comerciais e não emitidos pelos correios, mas por empresas ou entidades, também têm sido objeto de coleções, possuindo valor de mercado.

Cartão Postal Particular Comemorativo da Vitória do Brasil na Copa do Mundo de 1958 na Suécia

Assinatura de Pelé (não autenticada)

Cinderela da Fábrica de Calçados São Luiz homenageando o time brasileiro

Campeão da Copa do Mundo de 1958 na Suécia

CAPÍTULO 4 – Os títulos mundiais transformam a filatelia brasileira

A conquista do bicampeonato consolidou definitivamente a presença do futebol na filatelia brasileira. A partir da década de 1960, os Correios passaram a acompanhar de forma muito mais sistemática a trajetória da Seleção Brasileira, transformando cada conquista em parte da memória visual do país.

O bicampeonato no Chile

Por ocasião da VII Copa do Mundo de Futebol realizada no Chile em 1962, o correio do Brasil não emitiu selo comemorativo. Somente após a consagração do Brasil como Bicampeão, os Correios lançaram, em janeiro de 1963, um selo apresentando a figura de um jogador com pleno controle da bola de futebol, destacando-se sobre o globo terrestre com os pés sobre a América Latina, continente onde ocorreu a Copa de 1962.

Brasil, Bicampeão mundial de Futebol, Chile, 1958

RHM C-430

A Copa da Inglaterra e o milésimo gol de Pelé

Em 1966, o Brasil participou da VIII Copa do Mundo na Inglaterra, tendo sido eliminado na fase dos grupos. Novamente, os Correios do Brasil não emitiram selo postal relativo ao evento, enquanto a Inglaterra emitiu inicialmente um selo com espaço em branco, para a sua complementação com o nome do país vencedor. Tendo a Inglaterra se sagrado campeã, o correio inglês emitiu imediatamente uma nova tiragem do selo da Copa, com a inscrição England Winner. Esse selo não foi vendido na Escócia nem no País de Gales, membros do Reino Unido, por terem esses países participado com times próprios na Copa de 1966.

VIII Copa do Mundo de Futebol, Inglaterra, 1966

Selos sem e com o nome do país vencedor

Um selo comemorativo do Milésimo Gol de Pelé (Edson Arantes do Nascimento) foi lançado em novembro de 1969. Em janeiro de 1970, esta homenagem foi complementada com o lançamento de um Bloco Comemorativo. Pelé participou de quatro Copas do Mundo, tendo se consagrado com 12 gols: Suécia 1958  6 gols;Chile 1962  1 gol;Inglaterra 1966  1 gol; eMéxico 1970  4 gols.

Milésimo Gol de Pelé, 1969

RHM C-658

Milésimo Gol de Pelé,1969

RHM B-28

O tricampeonato no México

Por ocasião do IX Campeonato Mundial de Futebol ocorrido no  México em 1970, foi emitido, inicialmente, um selo com a Taça Jules Rimet posicionada sobre círculos concêntricos centrados nas Américas. A participação do Brasil neste evento foi envolvida por toda uma campanha de tentativa de instrumentalização pelo regime autoritário brasileiro de então. Com a consagração do Brasil como Triicampeão, os Correios do Brasil emitiram uma série de três selos, homenageando os três títulos brasileiros.

IX Campeonato Mundial de Futebol, México, 1970

RHM C-678

A série comemorativa do tricampeonato

Um dos selos comemora o Brasil como Campeão da Copa do Mundo na Suécia em 1958 e apresenta Bellini, o capitão da equipe, erguendo a Taça Jules Rimet.

Brasil, Campeão da Copa do Mundo na Suécia, 1958

RHM C–680

Um segundo selo comemora a conquista do Bi-campeonato de futebol da Copa no Chile em 1962. Ilustra um lance dramático no jogo, com a queda de um jogador adversário do time brasileiro, em um lance extremamente perigoso.

Brasil, Bicampeão da Copa do Mundo no Chile, 1962

RHM C–681

O terceiro selo ilustra uma cena clássica de comemoração em futebol, com Pelé saltando de punho erguido, ladeado a sua direita por Tostão e a sua esquerda por Jairzinho, sobre um fundo com listras onduladas em vermelho e verde sobre branco − as cores da bandeira nacional do México.

Brasil, Tricampeão da Copa do Mundo no México, 1970

RHM C–682

CAPÍTULO 5 – A consolidação da filatelia das Copas

Nas décadas de 1970 e 1980, a filatelia esportiva brasileira alcançou sua maturidade. Os Correios ampliaram o número de emissões, diversificaram suas soluções gráficas e passaram a registrar não apenas as conquistas brasileiras, mas também os principais campeonatos organizados pela FIFA..

Em 1974, o X Campeonato Mundial de Futebol ocorreu na República Federal Alemã (Alemanha Ocidental), tendo os Correios do Brasil emitido um bloco alusivo ao evento. Em agosto do mesmo ano, foi lançado um selo comemorativo da conquista da Copa do Mundo pela Alemanha, anfitriã do evento.

X Campeonato Mundial de Futebol, República Federal da Alemanha, 1974

RHM B-36

Homenagem ao Vencedor do Campeonato Mundial de Futebol, 1974

RHM C-853

Argentina 1978

O XI Campeonato Mundial de Futebol ocorreu na Argentina em 1978, tendo os Correios do Brasil realizado a emissão de uma série comemorativa do evento, constituída por três selos. Os selos retratam momentos significativos do futebol: o domínio da bola, a bola na rede e a taça sendo erguida. A Argentina venceu a Copa do Mundo de 1978 em uma Copa do Mundo de Futebol que foi objeto de forte tentativa de manipulação política por parte da ditadura então vigente nesse país.

XI Campeonato Mundial de Futebol, Argentina, 1978

RHM C-1030

XI Campeonato Mundial de Futebol, Argentina, 1978

RHM C-1031

XI Campeonato Mundial de Futebol, Argentina, 1978

RHM C-1032

Espanha 1982

A Espanha sediou o XII Campeonato Mundial de Futebol em 1982, em que a Itália sagrou-se campeã. Os Correios lançaram, na ocasião, um Bloco Filatélico constituído por três selos. Os selos têm por temática, conforme Marta Poppe, a artista que os criou, “os três momentos mais significativos do jogo, ou seja, a disputa pela bola, o chute decisivo e a defesa do goleiro. Dando unidade gráfica à série, utilizei as mesmas cores e coloquei a mesma sensação de dinamismo nos três selos, através dos gestos dos jogadores”[8].

XII Campeonato Mundial de Futebol, Espanha, 1982

RHM B-50

Brasiliana e os 80 anos da FIFA

Por ocasião da Exposição Internacional de Filatelia realizada no Rio de Janeiro em 1983, foi emitida uma série de blocos filatélicos, denominada Brasiliana-1983, apresentando quatro conquistas esportivas brasileiras (Fórmula I, Futebol, Vela, e Salto Triplo), assim como um bloco comemorando o Bicentenário do 1º. Vôo do Homem, celebrando as experiências do Padre brasileiro Bartolomeu Lourenço de Gusmão em Portugal em 1709.

O bloco referente ao futebol retrata uma jogada entre jogadores brasileiros e adversários, apresentando a imagem da Taça Jules Rimet à direita da cena e acima, a indicação das datas das conquistas que levaram o Brasil ao título de Triicampeão de Futebol nos Mundiais da FIFA – 1958, 1962 e 1970.

Brasiliana: Brasil – Tricampeão Mundial de Fórmula 1

RHM B-58

Brasiliana: Brasil – Tricampeão Mundial Futebol, 1958, 1962 e1970

RHM B-59

Brasiliana: Brasil – Campeão Olímpico de Vela, 1980

RHM B-60

Brasiliana: Brasil – Campeão Olímpico de Salto Triplo, 1952 e 1956

RHM B-61

Brasiliana: Bicentenário do Iº Voô do Homem

RHM B-62

Conforme anteriormente mencionado, em 1984 foi lançado um bloco filatélico comemorando os 80 Anos da FIFA[9]. Esse bloco apresenta os 12 Brasões dos Campeonatos Mundiais de Futebol realizados até então, envolvendo o símbolo da FIFA.

80 Anos da FIFA

RHM B-67

México 1986

A realização do XIII Campeonato Mundial de Futebol no México em 1986 foi saudada pelos Correios do Brasil com o lançamento de dois blocos filatélicos. O primeiro bloco filatélico comemora os quinze anos da conquista do Tricampeonato pelo Brasil no IX Campeonato Mundial de Futebol, realizado no México em 1970. Essa vitória é evocada com uma cena de disputa de bola entre dois jogadores brasileiros e um italiano, relembrando a final, que com a vitória do Brasil por 4 X 1, levou à posse definitiva da Taça Jules Rimet. Esta Taça desapareceu em 1983, dado o inexplicável roubo ocorrido nas dependências da Confederação Brasileira de Futebol (CBF)[10]. Anteriormente, a Taça havia sido roubada e recuperada em Londres em 1966.

A FIFA criou, oportunamente, uma nova taça – a Taça FIFA –, para substituir a Jules Rimet, a qual permanece de posse da FIFA. Pelas novas regras, o time campeão de Copa do Mundo recebe uma réplica da Taça de Ouro.

XIII Campeonato Mundial de Futebol, México, 1986

15 Anos da Conquista Definitiva da Taça Jules Rimet

RHM B-70

O segundo bloco filatélico então lançado comemora o XIII Campeonato Mundial de Futebol da FIFA no México, em 1986, e também a realização da XI Exposição Filatélica Luso-Brasileira[11]. O bloco apresenta os logotipos da FIFA e da Exposição Filatélica, assim como uma dramática disputa de bola entre dois jogadores brasileiros e um atleta português, tendo ao fundo as bandeiras estilizadas do Brasil e de Portugal.

XIII Campeonato Mundial de Futebol, México, 1986

RHM b-71

CAPÍTULO 6 – Da Itália ao pentacampeonato

Entre 1990 e o início do século XXI, a filatelia das Copas incorporou novas linguagens visuais e ampliou sua dimensão histórica. Além de celebrar as vitórias da Seleção Brasileira, passou a valorizar a memória do futebol e a cooperação internacional entre administrações postais.

A realização do XIV Campeonato Mundial de Futebol na Itália, em 1990, foi comemorada pelo correio brasileiro com o lançamento de um bloco filatélico, que ademais promoveu a VIII Exposição Filatélica Brasileira de 1991[12]. O bloco apresenta um jogador brasileiro em movimento com uma bola aos pés, tendo ao fundo o mapa da Itália. Na esquerda, “Ciao”, o mascote do evento, está presente com seu visual geométrico, abstrato, e com as cores da bandeira italiana: verde, branco e vermelho.

XIV Campeonato Mundial de Futebol, Itália, 1990

Pró-Brapex, 1991

RHM B-86

O tetracampeonato

O Brasil participou do XV Campeonato Mundial de Futebol realizado em 1994 nos Estados Unidos, tendo se sagrado Tetracampeão. Vestindo uma camisa da seleção com o número 100, simbolizando o centenário do futebol no Brasil, um jogador brasileiro enfrenta um adversário em cena dinâmica, realçada pelos traços azuis do fundo.

XV Campeonato Mundial de Futebol, USA, 1994

RHM C-1893

A conquista do Tetra foi comemorada com o lançamento de Bloco Filatélico no mesmo ano de 1994. O selo do bloco apresenta a Copa da FIFA sobre traços verdes, azuis e amarelos, evocando as cores nacionais.

Brasil – Tetracampeão Mundial de Futebol (USA) 1994

RHM B-98

Futebol-Arte

A série de selos “Futebol-Arte” foi lançada em 28 de maio de 1998 pelo correio brasileiro para celebrar a XVI Copa do Mundo de Futebol na França. O conjunto destacou-se por ser uma grande coleção de arte, composta por uma folha de 24 selos criados por 24 artistas brasileiros diferentes. A França foi vitoriosa nessa Copa, derrotando o Brasil por 3 X 0 na partida final.

XVI Copa do Mundo de Futebol, França, 1998

RHM C-2113 a C-2136

Os 500 anos do Brasil

Em 2000, por ocasião das comemorações oficiais dos 500 Anos do Descobrimento do Brasil, foi criada e lançada uma rica folha de selos, retratando vinte aspectos diversos da fauna e flora, da história e da cultura, assim como eventos ou personalidades da Nação Brasileira. A fauna e a flora nacionais, a ararajuba, as naus do descobrimento, a chegada em Porto Seguro, as máscaras culturais, o Bumba-Meu- Boi, Santos Dumont e Chacrinha foram alguns dos temas nacionais destacados em selos constitutivos do bloco.

Série 500 Anos do Descobrimento do Brasil

RHM C-2255 a C-2274

Destaca-se neste conjunto o selo comemorativo da conquista de quatro taças em Campeonatos Mundiais de Futebol: Suécia, 1958: Chile, 1962; México, 1970; e Estados Unidos em 1994. O selo apresenta a silhueta de um jogador de futebol com controle da bola sobre uma bola que evoca o Mundo, e secundado à esquerda pela Taça Jules Rimet e pela Taça FIFA, e à direita pelas quatro datas das conquistas, valorizadas por estrelas douradas.

Brasil Campeão em Quatro Campeonatos Mundiais de Futebol

Suécia, 1958; Chile, 1962; México, 1970; e Estados Unidos, 1994

RHM C-2269

Uma emissão internacional inédita

Em 2002, por iniciativa dos Correios do Brasil, foram lançados e comercializados simultaneamente selos postais comemorativos, por países campeões de Copas do Mundo de Futebol até então: Brasil, Uruguai, Alemanha, França, Argentina e Itália. Ressalte-se que a Inglaterra, campeã mundial em 1966, quando sediou o Campeonato Mundial de Futebol da FIFA, não participou desse projeto de emissão conjunta.

Os conjuntos lançados têm à esquerda do leitor um selo comum, criado pela artista alemã Andrea Acker, apresentando as bandeiras dos países vitoriosos nas Copas do Mundo realizadas no Século XX, com uma bola sobre a área de centro de campo. Complementando cada conjunto, as administrações postais envolvidas no projeto elaboraram selos específicos, mostrando cenas parciais de jogos e indicando os anos em que seus respectivos países se sagraram campeões. O conjunto brasileiro apresenta cena parcial com Pelé e Dunga. Todos os conjuntos nacionais emitidos apresentam somente cenas parciais, sem os rostos dos jogadores envolvidos nos lances apresentados, possivelmente devido a questões relativas a direitos de imagem. A Itália, embora tenha emitido os conjuntos de selos programados, não os colocou à venda em conjunto com os demais países. Esses últimos tiveram que ser adquiridos separadamente.

Brasil – Campeões do Mundo de Futebol no Século XX, 2002

RHM C-2449 e C-2450

Alemanha Ocidental – Campeões do Mundo de Futebol no Século XX,2002

Argentina – Campeões do Mundo de Futebol no Século XX,2002

França – Campeões do Mundo de Futebol no Século XX, 2002

Uruguai – Campeões do Mundo de Futebol no Século XX, 2002

Itália – Campeões do Mundo de Futebol no Século XX, 2002

O pentacampeonato

O Penta foi conquistado pelo Brasil no XVII Campeonato Mundial de Futebol realizado no Japão e na Coréia do Sul em 2002[13]. Na final, o Brasil venceu a Alemanha por 2 X 0. O selo retrata, sobre uma bola-globo mundi, a atual Taça da FIFA, secundada pela Taça Jules Rimet, que a antecedeu, ladeadas por cinco estrelas de ouro e pelas bandeiras dos países sede das Copas nas quais o Brasil se sagrou campeão: Suécia, Chile, México, Estados Unidos, Japão e Coréia.

Brasil Pentacampeão Mundial de Futebol

XVII Campeonato Mundial de Futebol Japão e Coréia do Sul, 2002

RHM C-2469

CAPÍTULO 7 – O século XXI e a nova filatelia das Copas

Nas duas primeiras décadas do século XXI, os selos das Copas passaram a dialogar cada vez mais com a identidade visual dos torneios, a diplomacia cultural e o patrimônio histórico do futebol. Ao mesmo tempo, a ausência de emissões brasileiras nas Copas mais recentes marcou uma ruptura com uma tradição iniciada em 1950.

O centenário da FIFA

O Centenário da FIFA (1904 – 2004) foi comemorado pelos Correios do Brasil com o lançamento de um selo especial, com o símbolo da FIFA sobre a imagem de um campo de futebol, incluindo parte de uma arquibancada repleta de espectadores.

Centenário da FIFA (1904 – 2004)

RHM C-2567

Alemanha 2006 e África do Sul 2010

Em 2006 a XVIII Copa do Mundo da FIFA ocorreu na Alemanha. Foi emitido um selo comemorativo dessa edição da Copa em que predominam as cores verde e amarela, e que apresenta no centro a logomarca oficial da Copa de 2006 da FIFA, com uma bandeira estilizada à esquerda superior, com a inscrição Copa do Mundo da FIFA, e uma bandeirola à direita, indicando a participação do Brasil[14].

XVIII Copa do Mundo da FIFA, Alemanha, 2006

RHM C-2647

Em 2010, foi emitido pelos Correios brasileiros um selo celebrando a XIX Copa do Mundo na África do Sul. O selo tem como fundo as bandeiras do Brasil e da África do Sul. Exibe ao centro um globo mundi cercado pelas bandeiras dos demais países participantes, com dois jogadores de futebol disputando a bola, tendo por referência os continentes da América do Sul e da África.

XIX Copa do Mundo de Futebol, África do Sul, 2010

RHM C-2981

A preparação para a Copa de 2014

Na Série Relações Diplomáticas Brasileiras, criada pelos Correios do Brasil, foi emitido, em 2013, um conjunto se-tenant (dois selos diferentes complementares), comemorando as Relações Diplomáticas com a República Tcheca. Esse conjunto apresenta uma cena de disputa de bola entre jogadores brasileiros e tchecos, evocando a final da Copa da FIFA de 1962, quando o Brasil se sagrou Bicampeão ao derrotar a Seleção Tcheca por 3 X 1.

Relações Diplomáticas: Brasil – República Tcheca, 2013

RHM C-3286 e C-3287

Em 2013, um bloco filatélico contendo dois novos selos foi emitido pelos Correios, celebrando a Copa das Confederações da FIFA de 2013, que antecedeu a Copa da FIFA de 2014, ambas sediadas no Brasil. Enquanto um dos selos apresenta o emblema oficial do evento com um sabiá-laranjeira estilizado com as cores da bandeira brasileira. O segundo selo retrata o Troféu Oficial da Copa das Confederações da FIFA.

Copa das Confederações da FIFA de 2013

RHM B-

A Copa do Mundo no Brasil

As 12 cidades sede da XX Copa do Mundo da FIFA de 2014 no Brasil foram celebradas por uma folha filatélica especial que incluía duas séries de selos relativas às mesmas[15]. As cidades-sede da Copa 2014 foram assim representadas: Belo Horizonte – Igreja da Pampulha;  Brasília – Catedral; Cuiabá – Flora e Fauna; Curitiba – Araucária; Fortaleza – Praia e Prédios; Manaus – Araras; Natal –Praia da Ponta Negra; Porto Alegre Usina do Gasômetro; Recife – Carnaval; Rio de Janeiro – Pão de Açúcar; Salvador – Elevador Lacerda; São Paulo – Prédios altos vistos desde baixo contra uma bola como céu.

Cidades-Sede Copa do Mundo da FIFA, Brasil, 2014

RHM C-3319 a C-3330

O Fuleco (Mascote Oficial), o Troféu Oficial das Copas do Mundo da FIFA e o Logotipo Oficial da Copa do Mundo de Futebol no Brasil em 2014 são os temas que ilustram os três selos que compõem um bloco filatélico lançado em homenagem ao evento.

Desde 2013, a realização da Copa do Mundo no Brasil em 2014 serviu de pretexto para manifestações crescentes contra o governo de então. A vandalização de bonecos do Fuleco, as manifestações anti-governo nas ruas e no Congresso, a forte vaia a Presidente Dilma Roussef em cerimônia da Copa, foram claras utilizações  do evento esportivo para fins políticos que culminaram com a destituição dessa em 2016. Já, a derrota da Seleção Brasileira por 7 X 1 frente a Seleção da Alemanha em partida semi-final da Copa de 2014, ….”caiu como um viaduto”…. sobre a Alma Nacional.

Copa do Mundo da FIFA, Brasil, 2014

RHM B-179

A Arte do Futebol Brasileiro

Uma folha filatélica intitulada A Arte do Futebol Brasileiro[16], foi igualmente lançada em 2014, apresentando jogadores amadores em lances típicos de uma partida de futebol. A folha apresenta dois conjuntos de 12 cenários estilizados, que evocam símbolos das 12 cidades sede da Copa do Mundo da FIFA no Brasil.

A Arte do Futebol Brasileiro, 2014

RHM C-3348 a C-3359

Nessa folha filatélica as cidades-sede da Copa 2014 foram representadas por símbolos como paisagens, monumentos, flora ou fauna: Belo Horizonte – Igreja da Pampulha; Brasília – Ponte Juscelino Kubitschek; Cuiabá – Aves Tropicais; Curitiba – Araucária; Fortaleza Jangada; Manaus – Boto Rosa e Paisagem Ribeirinha; Natal – Praia da Ponta Negra; Porto Alegre – Cuia de Chimarrão; Recife – Frevo; Rio de Janeiro – Pão de Açúcar; Salvador – Praia do Farol; e São Paulo – Museu de Arte Moderna de São Paulo MASP.

A Arte do Futebol Brasileiro, 2014

RHM C-3348 a C-3359

Os Correios do Brasil lançaram, também em 2014, uma série nomeada “Coleção Brasil Futebol de Ouro”, formada por réplicas de 12 selos postais brasileiros que eternizam as grandes conquistas da Seleção Brasileira nas Copas do Mundo[17]. Os 12 selos selecionados passaram por um processo de produção com a elaboração de réplica em bronze, com espessura de 2,5 mm e peso em média de 29 g e banhados em ouro puro de 24 quilates, que custavam na época R$ 3,96 mil. Essa coleção especial foi licenciada pela FIFA e produzida pela empresa Hallmark Group, em parceria com os Correios.

Coleção de 12 de selos em ouro comemorativos de participação brasileira em Copas do Mundo

Rússia 2018

Realizada na Rússia em 2018, a XXI Copa do Mundo da FIFA foi comemorada pelos correios brasileiros com o lançamento de um conjunto de selos se-tenant, com um dos selos representando São Petersburgo e o outro, Moscou, duas das 11 cidades-sede da Copa naquela oportunidade. A imagem de um jogador de futebol com uniforme amarelo e azul parece caminhar sobre um rastro, lembrando um cometa estilizado que culmina numa bola de futebol.

XXI Copa do Mundo da FIFA, Rússia, 2018

RHM C3755 e C-3756

A interrupção de uma tradição

Os Correios do Brasil não emitiram selos relativos à XXII Copa do Mundo de Futebol de 2022 no Catar. Também não o fizeram quanto à XXIII Copa de 2026, sediada, nesse ano, simultaneamente nos Estados Unidos, no Canadá e no México. O Catar emitiu 14 blocos entre 2019 e 2022[18], celebrando a XXII Copa do Mundo de Futebol, que sediou em 2022. Um desses blocos é dedicado ao simpático Mascote dessa Copa − La’eeb −, um lenço de cabeça tradicional árabe antropomórfico que simboliza um “jogador super habilidoso”.

Mascote da Copa − La’eeb

 XXII Copa de Mundo de Futebol, Catar, 2022

Os selos da Copa de 2026

Comemorando a XXIII Copa de 2026, os Estados Unidos lançaram um selo valorizando um lance dramático tendo por fundo a expressão “GOOOOOOOOOAL”. O México emitiu uma série de três folhas temáticas intituladas: Jogo de Bola, Futebol em Llanero e Locais da Copa do Mundo[19].

Estados Unidos – XXIII Copa do Mundo de Futebol, 2026

México – XXIII Copa do Mundo de Futebol, 2026

Muito mais que pequenos pedaços de papel

Com a XXIII Copa Mundo de Futebol em andamento no momento, cabe aguardar a final para saber que país poderá vir a ser oportunamente homenageado em selos postais.

Referências

Catálogo FILABRAS de Selos do Brasil;  FILABRAS | Homehttps://filsbras.org

Coleção Digital da Revista Correio Filatélico – COFI, disponível na  Biblioteca da FILABRAS/Associação dos Filatelistas Brasileiros; FILABRAS | Homehttps://filsbras.org https://filabras.org/public-artigos-revista-cofi.aspx

FEBRAF, Curso de Filatelia para Iniciantes. São Paulo: Dezembro de 2022. 1ª. Edição.

Molina, Cristian Guimarães Catálogo Brasileiro de Filatelia Temática, 2023 – Volume 4 – Esportes, Segurança e Defesa  FILABRAS | Biblioteca | Catálogos

Catálogo de Selos do Brasil, Editora RHM, 2004 e 2024.

As copas do mundo de futebol nos selos, dezembro 05, 2022, in https://selosdobrasilfilatelia.blogspot.com/2022/12/as-copas-do-mundo-de-futebol-nos-selos.html


[1] Ver, entre outros, FEBRAF, Curso de Filatelia para Iniciantes. São Paulo: Dezembro de 2022. 1ª. Edição.

[2] CRESTANA, Francisco, O Selo Mais Caro do Mundo. Revista Correio Filatélico – COFI, Ano 33, Nº.217, abril – junho de 2010, pg. 20 https://filsbras.org

[3] As imagens dos selos e blocos filatélicos foram obtidas da coleção particular do autor, do Catálogo FILABRAS de Selos do Brasil;  FILABRAS | Homehttps://filsbras.org, e de outras fontes indicadas no texto.

[4] Ver FUTEBOL A grande jogada dos selos brasileiros. . Revista Correio Filatélico – COFI, Ano 33, Nº.217, abril – junho de 2010, pg. 20 https://filsbras.org; As copas do mundo de futebol nos selos, dezembro 05, 2022, https://selosdobrasilfilatelia.blogspot.com/2022/12/as-copas-do-mundo-de-futebol-nos-selos.html e O Brasil e as Copas Mundiais de Futebol

[5] Saldanha, Solon –  As Copas de Mussolini. Virtualidades, 15/06/2026, https://wp.me/p1jFYb-3iS/

[6] As copas do mundo de futebol nos selos, dezembro 05, 2022,
https://selosdobrasilfilatelia.blogspot.com/2022/12/as-copas-do-mundo-de-futebol-nos-selos.html

 

[7] As copas do mundo de futebol nos selos, dezembro 05, 2022,
https://selosdobrasilfilatelia.blogspot.com/2022/12/as-copas-do-mundo-de-futebol-nos-selos.html

 

[8] Revista Correio Filatélico – COFI, Ano 7, Nº.73, março de 1983; https://filsbras.org

[9] Revista Correio Filatélico – COFI, Ano 8, Nº 87, maio de 1984, pg. 19.

[10]  A história de todos os troféus da Copa do Mundo: da Taça Jules Rimet à Taça FIFA

[11] Revista Correio Filatélico – COFI, Ano 10, Nº 99, março-abril de 1986, pg. 14.

[12] Revista Correio Filatélico – COFI, Ano 14, Nº 124, maio-junho de 1990, pg. 14.

[13] Revista Correio Filatélico – COFI, Ano 26, Nº 189, maio-agosto de 2002, pg. 19.

[14] Revista Correio Filatélico – Cofi, Ano XXIX, Nº 3, Abril-Junho, 2006.

[15] Revista Correio Filatélico – COFI, Ano 37, Nº 232, janeiro-março de 2014.

[16] Revista Correio Filatélico – COFI, Ano 37, Nº 233, abril-junho de 2014.

[17] Coleção especial traz selos de ouro em homenagem às conquistas da seleção – Época Negócios | Essa É Nossa

[18] Ver As copas do mundo de futebol nos selos, dezembro 05, 2022; https://selosdobrasilfilatelia.blogspot.com/2022/12/as-copas-do-mundo-de-futebol-nos-selos.html,

[19] https://la-lista.com/deportes/asi-son-las-estampillas-conmemorativas-del-mundial-2026-que-lanzo-correos-de-mexico-precio-de-los-timbres-para-coleccionarlos


Enno D. Liedke Filho é sociólogo, mestre em Sociologia pela Universidade de Brasília (1977) e doutor em Sociologia pela Brown University (1990), professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) aposentado, professor convidado do Programa de Pós-graduação em Ciências Sociais da Universidade de Cabo Verde.

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