18 de junho de 2026

Demagogia vagabunda: Dallagnol não dá um pio sobre Tacla Durán, mas bate no indulto, por Kiko Nogueira

 
Por Kiko Nogueira
 
 
Golbery do Couto e Silva, general articulador do golpe de 1964, se referia com arrependimento ao Serviço Nacional de Informações, o SNI, que idealizou e comandou: “Criei um monstro”.
 
O golpe, o antipetismo e a louvação insensata à Lava Jato criaram outros monstrengos no Ministério Público Federal.
 
Por mais indigente e desprezível que seja Michel Temer, não faz sentido procuradores passarem a mão na bunda do presidente da República de maneira tão descarada.
 
Para variar, Carlos Fernando dos Santos Lima e Deltan Dallagnol, da Lava Jato, são os responsáveis pelo show de molecagem, demagogia e desrespeito.
 
Lima passou os últimos dois dias no Facebook criticando o indulto de Natal de Temer, “uma afronta à (sic) todos que lutam por um país melhor. Milhares de criminosos na rua”.
 
“Dupla dinâmica. O que Gilmar faz com as prisões preventivas, Temer faz com as prisões definitivas”, escreveu. “O Governo Temer joga a segurança pública e o combate à corrupção no lixo”.
 
Dallagnol, mini me de Lima, foi mais longe, afirmando que Temer “resolve o problema do corrupto. Em um quinto da pena, está perdoado. Melhor do que qualquer acordo da Lava Jato!!! Liquidação!!”
 
“Opa, tem um réu querendo colaborar com a Justiça? Bom, considerando que ele tem um desconto de 80% de pena do indulto e o risco de ser solto e o processo demorar décadas, de o caso prescrever ou ser anulado, será que o réu aceita colaborar se dermos um desconto de 97% da pena?”, questiona.
 
Finaliza histérico: “Se Marcelo Odebrecht tivesse visto esse indulto de Natal do presidente Temer, não teria feito acordo! Perdão de quatro quintos da pena! Continua aberta a temporada da corrupção. Fraudem licitações. Desviem da saúde, educação e segurança! Venham, roubem, levem embora!! Essa é a mensagem”.
 
DD não fala nada sobre Tacla Durán, Zucolotto ou do papel da Globo no escândalo da Fifa. Já Michel Temer, que ele ajudou a colocar naquele lugar, é alvo fácil para o valente irmão em Cristo.
 
O comandante do Exército Eduardo Villas Bôas retirou o general Mourão do posto de secretário de Economia e Finanças da instituição depois que ele se manifestou sobre intervenção militar pela segunda vez em dois meses.
 
A PGR, no entanto, é a casa da Mãe Joana. Raquel Dodge — e antes dela Rodrigo Janot — deixa funcionários públicos livres para barbarizar e fazer o que quiserem. Talvez porque tenham o rabo preso. Nenhuma democracia séria sobrevive a isso — mas quem disse que somos uma coisa ou outra?
 

Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.

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9 Comentários
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  1. Dorival

    23 de dezembro de 2017 7:20 pm

    POIS É, SEU BOSTA!

    Pois é seu bosta, evangélico hipócrita dos cornos, se o Temer faz o quer, foram vocês que ajudaram a colocá-lo lá desde quando ajudaram a derrubar a Dilma……mas se você tivesse vergonha na cara dava alguma explicação convincente sobre a questão das denuncias do Tacla Duran, pelo menos pra tentar livrar a cara do verme Moro e seu amiguinho Zucoloto.   Explique aí. seu merda, quanto de grana sai nas negociações das delações premiadas, o olha aí a vergonha que o estrume Moro fez perdoando o reincidente Alberto Youssef……e você, Deltan Dalagnol tem coragem de ficar bravinho…..ora, vá à p.,q.p., afinaL, QUANTO DE”INDULTO VOCÊS DERAM PARA OS DEDOS DUROS QUE DELATARAM COM MUITA GRANA ENVOLVIDA E AGORA ESTÃO EM SUAS MANSÕES CUMPRINDO PENA DOMICILIAR…….SEU MERDA, MOLEQUE MALDITO.

  2. peregrino

    23 de dezembro de 2017 9:11 pm

    Raquel Dodge precisa impor novas regras…

    porque as que estes caras estão usando são das antigas, da época em que eram colocadas a serviço da arbitrariedade sem qualquer limite………………..

    por mais graves que sejam os fatos, os que investigam, processam e até os que julgam por livre convencimento, continuam com o dever de respeitar os estritos limites da Constituição

    apesar de não declararem abertamente, quando apelam para o “podemos tudo” estão a nos mostrar que consideram a Constituição como sendo um enorme obstáculo para eles

    e Raquel Dodge precisa se impor, deixar claro que é mesmo um enorme obstáculo e que exatamente por isso eles devem parar de fazer o que estão fazendo, não só internamente, entre eles, mas também nas participações públicas, porque segundo a Constituição o poder público tem limites que devem ser respeitados principalmente em público

  3. Marcos Antônio

    23 de dezembro de 2017 10:55 pm

    É querer fazer a gente e o

    É querer fazer a gente e o povo brasileiro de besta!

    Será que ele não sabia quem era o aécio?

    Quem era o Temer?

    Quem era Eduardo cunha?

    Nem o que a globo fazia?

    O judiciário torceu por eles!

    Foi o Jucá quem disse, “Com STF e Tudo!”!

    Vibraram com cada vitória!

    Quando pintaram as caras, foram ao Facebook, foram as passeatas para derrubar a Dilma, todos esses a quem eles chamam de corruptos já viviam disto!

    Eles não se tornaram corruptos em 2016 não…

    Não vou dizer que eles nasceram corruptos, por que ai já é demais, mas que tem muito tempo que eles estão na vida da maracutaia, isso eles estão!

    E tem muitos outros, gente com grana que vem ai para ferrar o povo!

    Vocês são parte disso, e põe culpa nisso!

  4. AMORAIZA

    23 de dezembro de 2017 11:03 pm

    Raquel
     

    Tenho pra mim que Raquel, dia destes, vai dar um susto nessa cambada.

    1. Frederico69

      23 de dezembro de 2017 11:42 pm

      espera sentado, que essa já demonstrou a que veio!

      desse mato não sai coelho!

       

      1. AMORAIZA

        23 de dezembro de 2017 11:48 pm


         

        Não tenho provas mas tenho “convicções”!

        Vamos apostar?

        1. Gilson Otsedom

          24 de dezembro de 2017 1:17 am

          Convicção?

          Você tem convicção, mas Dodge não tem!

  5. Luciano Lira

    24 de dezembro de 2017 12:25 am

    A história um dia vai contar

    A história um dia vai contar todas as verdades, que mentiu, quem falou a verdade, qem tava certo, quem tava errado… Afinal, eu acredito nas palavras de Jesus: “Porque nada há oculto que não deva ser descoberto, nada secreto que não deva ser publicado.” 

     

  6. André Oliveira

    24 de dezembro de 2017 1:04 pm

    Esses dois são caso de
    Esses dois são caso de demissão a bem do serviço público, no mínimo.
    Eu pessoalmente optaria pela solução usada pelos revolucionários franceses, funcionou bem lá e salvou a revolução.

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