5 de junho de 2026

Fim da Escala 6×1 e Redução da Jornada de Trabalho, Dossiê II

O artigo integra o dossiê sobre a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6x1 (seis dias de trabalho para um de descanso).
Foto de Fernando Frazão - Agência Brasil

Fim da Escala 6×1 e Redução da Jornada de Trabalho, Dossiê II

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O artigo integra o dossiê sobre a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1 (seis dias de trabalho para um de descanso). Ele apresenta resultados da pesquisa “Impactos da escala 6×1 na vida dos(as) trabalhadores(as)”, realizada em parceria com o Movimento Vida Além do Trabalho (VAT).
O estudo busca compreender quem são os(as) trabalhadores(as) submetidos(as) a essa escala e quais os efeitos sobre sua saúde física, mental e vida social.

Os autores são Flávia Manuella Uchôa de Oliveira, Clarice Rodrigues Pinheiro, Rafael Macharete, Gabriel Sant’Anna, Mary Zhang e Lucas de Oliveira.

Metodologia

  • Abordagem: mista (quantitativa e qualitativa).
  • Instrumento: questionário virtual aplicado em grupos do VAT, com 496 respostas válidas.
  • Análise: estatística descritiva e análise temática das respostas abertas.
  • Critérios: maiores de idade e que trabalham em regime 6×1.
  • Referenciais teóricos: Teoria do Desgaste Físico e Mental no Trabalho (Seligmann-Silva, Laurell e Noriega).

Perfil dos participantes

  • Sexo: 60% mulheres.
  • Raça: 47% brancas, 34% pardas e 16% pretas.
  • Idade: maioria entre 20 e 39 anos.
  • Escolaridade: 51% com Ensino Médio completo; 33% cursando ou com Ensino Superior.
  • Renda: cerca de R$ 2.000,00 mensais.
  • Setor predominante: comércio e serviços.
  • Tempo na escala: 57% há mais de três anos.
  • Carga horária: 8 horas diárias ou mais.

Principais resultados

A escala 6×1 é percebida como altamente nociva à saúde e à vida pessoal:

ImpactoPercentual que concorda totalmente
Prejudica saúde física97%
Prejudica saúde mental94%
Afeta vida pessoal/familiar94%

Diferenças sutis indicam que mulheres e pessoas com menor escolaridade sentem os efeitos de forma mais intensa, devido à dupla jornada e à precarização do trabalho.

Leia o artigo a seguir:

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