4 de junho de 2026

Lava Jato, Operação Mãos Limpas e a cueca de Sanremo

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Por Mauro Santayana

Na RBA

Se há uma coisa importante, na Itália, é que, assim como a Grécia, por sua antiguidade, a velha bota serve de espelho, com suas antigas cidades, seus aquedutos, seus monumentos e sua história, para a natureza e a caminhada humanas.

Assim, de certa forma, as virtudes e os pecados de Roma são nossas virtudes e pecados, embora muitos, principalmente os tiranos, tenham tentado manipular a aura da velha senhora a seu próprio favor, ao longo do tempo.

Considerando-se a proeminência do Direito Romano na formação da jurisprudência ocidental, e, principalmente, a sua influência no contexto jurídico brasileiro, é natural que tudo que tenha a ver com a Itália costume ser superestimado em nossa mitologia jurídica, das universidades romanas às citações latinas.

Na genealogia de um mito mais recente, preponderante no atual momento político nacional, o da Operação Lava-Jato, consta que ela teria sido inspirada, assim como o Juiz que a conduz, pela Operação Mãos Limpas, levada a cabo na Itália, há alguns anos.

Dessa versão, já um discurso, uma “marca” estabelecida nos últimos três anos, constam também outros mitos, que encontraram terreno fértil no espírito de outros magistrados e procuradores, entre eles o de que a Operação Mãos Limpas seria uma espécie de divisor de águas moral e político na Itália, nação que teria, por obra e graça de meia dúzia de juízes, se libertado de seus pecados seculares, velhos como as sandálias de César, e mergulhado em uma nova era de honestidade e virtude, tanto no ambiente político como no empresarial, digna de envergonhar um frade franciscano que passasse, contrito e descalço, pela Via della Conciliazione, em direção à Praça de São Pedro, a caminho do Vaticano.

Essa ligação entre a Operação Mãos Limpas e a Operação Lava-Jato não é bizantina.

Ela é extremamente importante, porque uma serve, de certa forma, como justificativa filosófica da outra; porque a afirmação de que a Operação Mani Pulite foi um extraordinário sucesso em suas consequências é uma mentira; e porque ela sustenta outra crença, o mito fascista de que a realidade pode ser mudada pela vontade de um único homem, que, como Pilatos, levanta as mãos recém lavadas para a multidão, entregando-lhe a decisão de castigar o prisioneiro famoso, como se dissesse: eu condeno este homem, mas o faço em nome de vocês, e por isso o entrego a vocês, para que o execrem e castiguem.

Do ponto de vista político – e econômico – a Operação Mãos Limpas foi uma tragédia para a Itália, que não se limitou a abrir caminho para a chegada de Silvio Berlusconi, um personagem mussolinesco ao poder, onde ficou muitos anos.

Há acusações de que os EUA estavam por trás da operação, baseadas em declarações do próprio embaixador dos Estados Unidos, na época; de que a operação serviu para fatiar e auxiliar a venda de empresas italianas ao exterior; e de que a operação levou o país a uma enorme decadência, com o enfraquecimento de sua soberania e de sua influência política no contexto europeu.

E, mais do que isso: do ponto de vista moral, a Operação Mãos Limpas, que aqui se tenta vender como uma unanimidade na Itália, não acabou com a corrupção coisíssima nenhuma, como se pode ver pelos escândalos que se sucederam depois, entre eles o da Máfia Capitale, que mobiliza, agora, mais uma vez, a justiça daquele país.

Com dezenas de pessoas presas por pertencer a uma organização criminosa formada por bandidos de extrema direita, a Máfia Capitale era comandada pelo ex-líder do NAR – Nuclei Armati Rivoluzionari, Massimo Carminatti, uma milícia terrorista neofascista que atuou na Itália nos anos 1970 e 1980, responsável por 33 assassinatos, além do atentado a bomba contra a Estação Ferroviária de Bolonha, no dia 2 de agosto de 1980, que teve como resultado da colocação de uma mala cheia de explosivos plásticos em uma sala de espera super-lotada, 85 mortos e mais de 200 feridos.

Trinta e cinco anos depois, Operação Mãos Limpas incluída, os terroristas do NAR foram libertados, re-estabeleceram suas ligações com as “autoridades” e o empresariado de direita, e montaram outra organização criminosa, agora para assaltar os cofres públicos, por meio de obras para a Prefeitura de Roma, em um processo que já teve 37 pessoas condenadas.

Também não se pode reputar, à Operação Mãos Limpas poderes extraordinários de purificação, ou efeitos “mágicos”, definitivos – como se quer fazer crer no Brasil, com relação à Operação Lava-Jato – na alma italiana.

Outro dia, ficou famoso um vídeo que circulou na internet, com um extrato de cenas de 195 funcionários da prefeitura da cidade de Sanremo, no Norte da Itália, “batendo” o ponto com cartões eletrônicos em um posto da Prefeitura, sem aparecer, há semanas, no serviço.

A tranquilidade e a falta de preocupação da turma filmada pela câmera oculta da polícia era tão grande, que houve quem levou vários cartões de uma vez para “bater” o ponto para amigos; crianças de menos de 12 anos batendo o “ponto” para os pais e até mesmo um cidadão que por lá compareceu seminu, fazendo-o em roupas íntimas.

Como se pode ver, como exemplo do que se faz também em outros países do mundo – por aqui, médicos não tiravam moldes de silicone dos dedos para que colegas “batessem” o “ponto” para eles, em postos de saúde de São Paulo ? – Roma ainda vale uma missa na hora de mostrar que a corrupção é tão velha, universal e eterna, como a cidade fundada por Rômulo e Remo, depois que os irmãos mamaram nas tetas de uma loba.

E de lembrar que a corrupção não será sanada por medidas muitas vezes arbitrárias e espetaculares, mas com educação cidadã e leis que venham a dificultar, a longo prazo, – como a que proíbe o financiamento privado de campanha – e não apenas pontualmente a vida dos corruptos.

Antes disso, no entanto, será preciso separar o que é corrupção e o que é Política.

A política, que – ao contrário do que muitos pensam – pode ser feita, e está sendo feita, cada vez mais, no púlpito de uma igreja evangélica, no gabinete de um juiz, na reunião de pauta de uma emissora de televisão, na tomada de um depoimento no quartinho de uma delegacia, ou em uma dependência do Ministério Público, é normalmente feita na base da pressão, da contra-pressão, da negociação, da troca de favores e de entendimento, desde que ainda vivíamos em árvores na savana africana.

Do lobby – institucionalizado como profissão nos EUA – ao Guanxi, eufemismo para “relações interpessoais” na China, essa troca de favores e interesses – que por aqui precisa ser regulamentada – ocorre em todos os países, em todas as épocas, em todos os regimes.

Embora alguns acreditem “piamente” ou tentem “vender” – malandramente – o conto do vigário de que podem mudar a História a golpe de caneta e voluntarismo – às vezes, articulada, coordenada, conspiratoriamente – de uma hora para a outra.

Quem não entender isso, ou é trouxa, ou está se fingindo de bobo para manipular os outros.

O que interessa, no Brasil, neste momento, é quem está exercendo a política e para onde ela está caminhando.

Quando a política começa a ser mais praticada no âmbito do Judiciário, do Ministério Público, ou da polícia, que não têm votos nem mandato popular para fazê-lo, que pela sociedade civil, organizada, ou que está representada, oficialmente na estrutura da República, há alguma coisa errada com o país em que isso está ocorrendo.

Quando ela é feita de modo imediatista, como forma de se chegar ao poder, e sem nenhum compromisso com o desenvolvimento e o fortalecimento da Pátria, estamos quebrando a ordem político-institucional – com todos os defeitos que possam ter nossos homens públicos – e abrindo caminho – como já está acontecendo – para o imponderável, o caos e os piores absurdos morais e jurídicos.

Quando essa “política”, baseada exclusivamente no discurso anticorrupção, que se exerce também juridicamente, destrói a capacidade industrial da Nação, suas maiores empresas, gigantescos projetos de infraestrutura e de defesa, fazendo retroceder a competitividade, a produção e o emprego, ela não está indo em direção dos interesses brasileiros, por mais que possa estar favorecendo, eventualmente, o projeto de poder de alguns espertalhões.

O que ela está fazendo é matar a boiada com a desculpa de acabar com os carrapatos.

Ainda mais quando, nesse pseudo combate à corrupção, não se quebram apenas os ovos, para fazer a omelete – frase que justifica todo tipo de abuso e arbitrariedade – mas se matam, inconsequente e irresponsavelmente, a pontapés e pisões no pescoço, como está ocorrendo com as maiores empresas – as galinhas dos ovos de ouro que sustentam o desenvolvimento nacional – e os principais projetos estratégicos nacionais.

Este país continuará mal – e cada vez pior – se continuar acreditando que a corrupção, na verdade a mais antiga “profissão” do mundo – derivada do jogo habitual de relações de poder – basta ler antropologia – comum a qualquer grupo de primatas – irá se extinguir, no Brasil, por obra de uma “operação”, voltada para arrebentar com a atividade política para abrir eventualmente caminho a uma República de Plutocratas – erguida também por obra e graça de uma imprensa manipuladora – de mal disfarçado caráter autoritário e fascista.

Como se vê pela situação da Itália atualmente, a “Operação Mãos Limpas” não serviu para lavar, nem para mudar a velha bota mediterrânea, nem a corrupção italiana.

E nem para limpar a roupa de baixo do “honrado” funcionário – que não difere muito de nossos marajás que ganham quase o dobro do Presidente da República – que foi bater o ponto de cueca no posto da Prefeitura de Sanremo porque, ao que parece, devia estar quente, muito quente, naquele dia.

Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.

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13 Comentários
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  1. Raimundo Boaventura

    1 de agosto de 2016 4:41 pm

    O Mestre Santayana, sempre
    O Mestre Santayana, sempre Mestre. Excelente!

  2. romulus

    1 de agosto de 2016 5:38 pm

    As cuecas são negras como a camisa?

    Li o texto sem ver que era do Santayana.

    Não fala nada inédito. Tudo isso pisado e repisado há meses aqui no GGN – por comentaristas “de direita” e “de esquerda”.

    Mas…

    Santayana, com seu estilo, faz um resumo elegante, coalhado de metáforas deliciosas.

    E por falar em cuecas e metáforas…

    Serão as do justiceiro negras como as suas camisas?

    Será que é porque assim não se vê encardido – que magicamente “some”?

  3. maria meneses

    1 de agosto de 2016 5:45 pm

    lava jato: operaçãomãos limpas e a cueca san remo

    Mauro  Santayana adimirável,  como  sempre e  como disse  Romulus faz  um resumo  elegante  coalhado  de metáforas deliciosa. Amei .Um abração  ao  Luis  Nassiff  a quem tive  o prazer  de  conhecer, semanas  atrás  em  Sto André no  Sindicato  dos  Bancários em  uma palestra sobre  os problemas  atuais que enfrentamos.  e um  abraço  ao  Mauro  Santayana  que  nos ´proporcionou e  proporciana  sempre  artigos como  esse  eivado  de conhecimentos  sabedoria..

  4. João de Paiva

    1 de agosto de 2016 5:49 pm

    Apenas uma correção/informação.

    No 16º parágrafo, linha 57 se contarmos os títulos e subtítulos, Mauro Santayanna expressa uma dúvida sobre a cidade em que médicos usavam moldes de silicone dos dedos de colegas, para “bater o ponto” daqueles que não compareciam ao trabalho. Ele escreve São Paulo?, assim com interrogação, expressando a dúvida. Devo esclarecer que o fato foi verificado em Ferraz de Vasconcelos , na na região metropolitana de São Paulo, em março de 2013. No mesmo ano houve denúncias de que o mesmo ocorria em outras cidades brasileiras, como Araruama, na Região dos Lagos, no RJ.

    No mais, a crônica de Santayanna mostra que a inteligência e experiência não se deixam enganar por falsos paladinos e justiceiros nazifascistas. Se sérgio moro se acha inteligente e original, ele só faz demonstrar a miséria moral e intelectual que o caracteiza; aliás os fascistas guardam entre si muitas semelhanças. E sérgio moro não é inventor desse bábaro e incivilizado modo de ver mundo e de tentar adequá-lo a indefensáveis  e abomináveis métodos.

  5. Nosde

    1 de agosto de 2016 6:06 pm

    Quando vejo o nome do autro

    Quando vejo o nome do autro já pulo fora e vou em frente, o cara é Kilométrico para Internet . . . . .

    1. Frederico69

      1 de agosto de 2016 7:23 pm

      provavelmente preferes a informação digerida pela rede lodo!

      deve entrar mais fácil no teu cérebro!

  6. AMORAIZA

    1 de agosto de 2016 6:36 pm

    De Aldo Moro a Sérgio Moro

    O mesmo princípio, o mesmo fim?

  7. Schell

    1 de agosto de 2016 6:39 pm

    Corretíssimos texto e

    Corretíssimos texto e comentário.

  8. Junior Sertanejo j

    1 de agosto de 2016 6:52 pm

    Da-se a isso o nome de Ilusão

    Da-se a isso o nome de Ilusão de Ótica.Juro pelo Altíssimo que li “e a cueca do Supremo”.Desculpem-me.A grafia correta é Sanremo.Qualquer semelhança não será mera coincidencia. 

  9. Loide

    1 de agosto de 2016 9:12 pm

    Feliz Aniversário Doutor
    Feliz Aniversário Doutor Moro. Parabéns pela sua atuação na Lava Jato.

    1. Roberto Monteiro

      2 de agosto de 2016 5:36 pm

      Ou é uma ironia desproposital

      ou não leste o post ou és uma pessoa completamente idiota.

      1. cleber

        2 de agosto de 2016 11:36 pm

        Provavelmente é brincadeira

        Provavelmente é brincadeira do Debi

  10. Eliseu Leão

    2 de agosto de 2016 6:48 pm

    Mestre Santayana sabe das coisas

    Mestre Santayana está certo. Afirmar que a Operação Mani Pulite foi um extraordinário sucesso em suas consequências é uma grande mentira além de ofender os italianos que lutaram pelos ideais socialistas, pela condição de vida dignitosa do cidadão, pelo Estado de direito; é afirmação que ofende os italianos que lutam contra nacionalismos, contra guerras e contra todas as mafias, contra os ladrões legalizados da democracia, do saber e dos recursos do Estado italiano. De fato, a Operação Mãos Limpas foi concebida pra ser o que foi: uma tragédia.
     
    E’ importante evidenciar a síntese de Santayana: ”Há acusações de que os EUA estavam por trás da operação, baseadas em declarações do próprio embaixador dos Estados Unidos, na época; de que a operação serviu para fatiar e auxiliar a venda de empresas italianas ao exterior; e de que a operação levou o país a uma enorme decadência, com o enfraquecimento de sua soberania e de sua influência política no contexto europeu. E, mais do que isso: do ponto de vista moral, a Operação Mãos Limpas, que aqui se tenta vender como uma unanimidade na Itália, não acabou com a corrupção coisíssima nenhuma, como se pode ver pelos escândalos que se sucederam depois, entre eles o da Máfia Capitale, que mobiliza, agora, mais uma vez, a justiça daquele país.”

    Ninguém pode entender tanta desaventura sem considerar os planos da Inglaterra e dos Estados Unidos iniciados durante a Segunda guerra mundial e ativos até hoje (para os EUA a Itália foi país co-beligerante, de grande interesse estratégico; para a Inglaterra foi e é país derrotado que não merece porra nenhuma e deve ser controlado por eles. O dinheiro para a reconstrução foi contemplado no âmbito desses planos de domínio).

    E’ leitura dramática. Os homens e mulheres da Resistência que conceberam a Constituição italiana e uma educação cidadã, depois da luta dura e vitoriosa contra o nazifascismo, foram traídos por italianos covardes e medrosos; uns na sofreguidão de proteção por seus crimes, outros, corruptos, pelo cálculo mesquinho de seus interesses. No tratado de paz de 1947, ainda em vigor, existe uma cláusula que obriga a autoridade política italiana de garantir imunidade a todos os cidadãos italianos que colaboraram com a causa aliada a partir de 1943, ou seja, a partir do desembarque aliado na Sicilia; aqui entra Luck Luciano mas entra sobretudo o escroto Winston Churchill; tanto o uso da máfia como a redação desse tratado de 1947, saíram da cabeça desse ingles. Anexado aquela cláusula existe um elenco de nomes, ainda hoje TOP SECRET. Esse tratado explica o regime politico corrupto italiano dos últimos 70 anos. Churchill não foi nada além de um político ”scaltro”, astuto de índole perversa, mas entrou para a história como grande estadista porque escrevia discursos com oratória grandiloquente lembrados ainda hoje pelas qualidades poéticas e uso específico da língua.

    A trajetória política desse covarde que adorava charutos e guerras (contra os fracos) começara em 1919/20. Diante do aumento dos custos da ocupação da Mesopotamia, o então Ministro da Aviação (e mais tarde, Ministro da Colônias) Winston Churchill inventou uma terceira estratégia pra submeter camponeses. Foi o primeiro fautor do bombardeio aéreo combinado com colunas de blindados no ataque a centros rurais em revolta. Churchill adotou o ”controle aéreo” com a finalidade de criar clima perene de terror sem a necessidade de atacar objetivos especificos. No curso do decênio sucessivo, a Raf bombardeou e metralhou tanto insurreições camponesas na Mesopotamia, Afeganistão, Somália e Aden, como também agitações urbanas no Egito. Churchill exigiu que a Raf punisse até habitantes não violentos dos vilarejos que se recusavam em pagar taxas.

    Bombas, Máfia Capitale, Nuclei Armati Rivoluzionari, Andreotti, Cossiga, Prodi, Craxi, Berlusconi, etc., foram a maldição insita na visita que dois oficiais da marinha estadunidense fizeram ao boss, Luck Luciano, solecitando a colaboração dele no porto de New York contra sabotadores alemães. Anos depois daquela visita, o primeiro memorandum (Nsc1) do Conselho para a Segurança Nacional dos EUA de 1948, previa intervenção armada, operações clandestinas, atentados, etc., se o Partido Comunista Italiano vencesse as eleições. Cosa Nostra iniciou profícua colaboração com os EUA e com o tratado de paz de 1947 a Máfia se fez Estado. A imobilização e contínuo degrado do regime politico italiano é de matriz exclusivamente anglo-americana.

    Giovanni Fasanella, jornalista che estuda essa história, junto com Mario José Cereghino, escreveu “Colonia Italia. Giornali, radio e tv: così gli inglesi ci controllano” e ”Le prove nei documenti top secret di Londra”, publicados por Chiarelettere editore, Milano, 2015, http://www.chiarelettere.it

    EXTRA: Giovanni Galloni, ex Vice-Presidente da Suprema Corte italiana, confirmou numa entrevista transmitida por RAI News 24, no dia 5 de julho de 2005 – fato inédito – que tanto a Cia como o Mossad tinham infiltrados nas Brigadas Vermelhas, daí a impossibilidade de localizar em tempo a prisão e salvar Aldo Moro. Vale lembrar que as Brigadas Vermelhas na época, sequestraram também o general estadunidense Dozier e os investigadores italianos conseguiram localiza-lo em 15 dias. Agora se sabe que a morte de Moro foi operação de falsa bandeira incriminando comunistas. E’ considerado um golpe de Estado e faz parte da ininterrupta sabotagem anglo-estadunidense contra a República italiana, desviando-a permanentemente do seu normal percurso historico, desde a vitória sobre o nazifascismo até os dias de hoje.

    video: http://www.pandoratv.it/?p=9216
    Giovanni Galloni entra em 13′:37
     

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