David Ricardo Malthus Galton e seu sucessor Sir Patrick Vallance vão aplaudir de seus túmulos o excelente primeiro ministro britânico
por Rogério Maestri
Thomas Malthus que muitos pensam que queria simplesmente falar em demografia, era um dos primeiros grandes FDP’s da Ciência universal, baseado nos trabalhos de David Ricardo, ele apesar de pastor, achava que a chamada Poor Law, uma espécie de bolsa família que existia na Inglaterra desde o século XVI.
Esta lei teve origem após o cisma de Henrique VIII com a igreja católica e o fechamento dos Mosteiros que alimentavam os mais pobres, primeiro os ingleses inventaram a lei dos vagabundos, em que quem não estivesse trabalhando (mesmo se não tivesse emprego) seria marcado a fogo e passaria a trabalhar para os senhores locais que muitas vezes era mais uma forma de obrigar quem era pobre a trabalhar nas casas, quando chegaram a brilhante conclusão que a lei dos vagabundos (era exatamente este nome) estes eram desempregados e não vagabundos, começaram com leis que obrigavam as comunidades locais alimentarem seus miseráveis e quando possível fornecê-los trabalho. O trabalho virou o que se chama trabalho escravo e somente algumas centenas de anos após fecharam estas casas de trabalho “voluntário”. Com o surgimento da ciência moderna junto com o capitalismo, vimos o nascimento de gerações de cientistas que podemos dizer com todas as letras que eram verdadeiros _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ (preencham corretamente os campos).
O pai da economia moderna, David Ricardo foi o primeiro desses, era alguém que achava que os pobres nasciam demais e que qualquer imposto que fosse feito para distribuir renda provocaria a queda dos salários porque os patrões não teriam dinheiro para pagar seus empregados, teve que vir Engels em primeiro (pois era inglês e notava as coisas no observação em campo) e junto com ele Marx, que utilizando técnicas mais sofisticadas, provou que David Ricardo estava errado, que quanto mais dinheiro sobrasse mais aumentava a exploração.
Depois de David Ricardo, vem um segundo e famigerado autor, Thomas Malthus, este escreveu os dois volumes do seus livros, que a maioria só conhece um, para combater as Poor Laws, ou seja, a bolsa família dos ingleses, ele simplesmente dizia que haviam pobres demais porque o governo os sustentavam e não deixava que que eles morressem de fome. Ou seja, um amoroso clero da Igreja Anglicana, teve no início um pouco de medo de dizer isso que escreveu seu livro, mas não colocou o seu nome, como uma série de outros cientistas aplaudiram a sua obra ele teve coragem de colocar o nome do autor corretamente daí por diante. Também as teses de Malthus foram claramente rebatidas por alguns pesquisadores e mostradas totalmente inconsistentes com a realidade dos fatos que seguiram década após década até os nossos dias, hoje há ainda os neomalthusianos que se escondem muitas vezes em grupos de ambientalistas sinceros.
Depois o seguimento da política científica desumanizada inglesa, temos Francis Galton, que através de uma ciência que ele criou, a Eugenia, no seu caso a chamada Eugenia Positiva, que conclamava os pobres terem menos filhos e os ricos mais filhos. Sua “inocente” defesa da eugenia positiva era que os pobres não tinham condições de educar e sustentar corretamente seus filhos e já os ricos teriam. Eu já num comportamento meio eugenista ao inverso, acho que se os ricos ingleses tivessem mais filhos e entregassem para os pobres ingleses cuidarem (pagando toda a criação dos mesmos) seria isto sim uma verdadeira eugenia social e mental, posso dizer que conheci algumas pessoas no passado das classes dominantes europeias e não gostaria de ser criado pelas mesmas. Porém na verdade a base do raciocínio de Galton era que os pobres eram realmente “degenerados” e que por isso não deveriam ter filhos para não transmitir a herança genética. Um dos motivos da aversão da ciência soviética ao Darwinismo era o Darwinismo Social derivado da eugenia, que foi abraçado como ciência pelos USA e todos os estados de predominância protestante na Europa, não podemos esquecer que países considerados hoje em dia como o máximo do socialismo democrático como Suécia e Noruega adotaram políticas de esterilização compulsória de “deficientes” resultando até num caso que não data de mais de três décadas de uma senhora que foi esterilizada por uma dessas maravilhas de países nórdicos por não conseguir se alfabetizar quando criança e depois de adulta, quando conseguiu colocar um óculos, que corrigiu um problema de visão que tinha desde a infância, foi indenizada pelo governo local.
A eugenia, que para a nossa sorte foi combatida ferozmente pela Igreja Católica, não prosperou no Brasil e outros países do sul da Europa e foi enterrada de vez após a “eutanásia” em massa feita pelo governo Nazista. Porém a ideia de uma raça inferior, que eram os mais pobres, ainda ficou latente nas classes privilegiadas e quando encontram alguma oportunidade de se manifestar elas aparecem em qualquer lugar do mundo capitalista.
No combate ao Covid-19 mais uma vez o obscurantismo inglês foi ressuscitado do fundo do Baú pelo consultor higienista inglês o doutor Sir Patrick Vallance, um verdadeiro criminoso que propunha, para que a indústria britânica não perdesse dinheiro, a medida que os operadores da Citi Londrina ficariam em “home office” que se procurasse a chamada imunização de rebanho, o mesmo que alguns veterinários observam em vacas, carneiros para os operários fabris ingleses.
Boris Johnson, de uma forma malandra que consegue enganar um povo que sustenta a peso de ouro uma inútil família real somente para poder ler as fofocas nos seus jornais, pede para que os velhos não saiam de casa e que os ingleses não entrem nos seus Pubs, quer dizer, as velhas senhoras que passaram seis meses enfurnadas em suas casas, que as janelas não abrem para economizar a calefação e os ingleses em geral, que por um hábito habito secular na saída de seus trabalho vão procurar sua socialização coletiva tomando alguns copos de cerveja, vão deixar de sair de casa e passear ao sol e ir aos Pubs porque um primeiro-ministro que não convence ninguém lhes pediu.
Como se diz no ditado, Boris Johnson está matando dois ou mais coelhos com uma paulada só, está economizando fortunas das seguradoras, que são muito mais valiosas do que os frequentadores de Pubs, pois se ele mandar fechá-los essas terão que pagar vultuosos seguros por lucros cessantes, vai economizar em pensões pela morte de velhinhas e velhinhos ingleses, vai exterminar um monte de gastos de saúde com pessoas mais jovens com diabetes ou problemas cardíacos e vai ganhar o apoio da já cambaleante indústria britânica. Tudo por conta da eugenia social, os fortes que resistam, já os mais fracos que deus os levem.
Ugo
19 de março de 2020 7:51 pmTriste e esclarecedor quando percebemos que certa civilização é muito inferior aos bichos do reino animal.
AMORAIZA
19 de março de 2020 7:53 pmMateus 25:14-30 Nova Versão Internacional (NVI-PT)
A Parábola dos Talentos
“E também será como um homem que, ao sair de viagem, chamou seus servos e confiou-lhes os seus bens. A um deu cinco talentos, a outro dois, e a outro um; a cada um de acordo com a sua capacidade. Em seguida partiu de viagem. O que havia recebido cinco talentos saiu imediatamente, aplicou-os, e ganhou mais cinco. Também o que tinha dois talentos ganhou mais dois. Mas o que tinha recebido um talento saiu, cavou um buraco no chão e escondeu o dinheiro do seu senhor.
“Depois de muito tempo o senhor daqueles servos voltou e acertou contas com eles. O que tinha recebido cinco talentos trouxe os outros cinco e disse: ‘O senhor me confiou cinco talentos; veja, eu ganhei mais cinco’.
“O senhor respondeu: ‘Muito bem, servo bom e fiel! Você foi fiel no pouco, eu o porei sobre o muito. Venha e participe da alegria do seu senhor!’
“Veio também o que tinha recebido dois talentos e disse: ‘O senhor me confiou dois talentos; veja, eu ganhei mais dois’.
“O senhor respondeu: ‘Muito bem, servo bom e fiel! Você foi fiel no pouco, eu o porei sobre o muito. Venha e participe da alegria do seu senhor!’
“Por fim veio o que tinha recebido um talento e disse: ‘Eu sabia que o senhor é um homem severo, que colhe onde não plantou e junta onde não semeou. Por isso, tive medo, saí e escondi o seu talento no chão. Veja, aqui está o que lhe pertence’.
“O senhor respondeu: ‘Servo mau e negligente! Você sabia que eu colho onde não plantei e junto onde não semeei? Então você devia ter confiado o meu dinheiro aos banqueiros, para que, quando eu voltasse, o recebesse de volta com juros.
” Tirem o talento dele e entreguem-no ao que tem dez. Pois a quem tem, mais será dado, e terá em grande quantidade. Mas a quem não tem, até o que tem lhe será tirado. E lancem fora o servo inútil, nas trevas, onde haverá choro e ranger de dentes’.
André,
quem citou essa parábola como exemplo foi um judeu, tido como homem santo que garantiu antes de morrer que ” Os pobres, vós sempre os tereis convosco” e cujos ensinamentos iniciaram uma nova era no ocidente.
Veja que ” aquele que colhe onde não plantou, junta onde não semeou, tem escravos e não divide o que tem a não ser o que resta de seus lucros e só multiplica, é o exemplo louvado por esse homem santo, que veio “redimir a humanidade”.
Esse é um dos maiores e mais antigos tratados econômicos do mundo ocidental. O mais, é especulação.
Joel lima
19 de março de 2020 8:04 pmIdoso só tem custo pra esses fdps. Quem nasceu no pós guerra na Inglaterra até hj só viu seu país cair. Resistiram aos nazis mas sucumbiram com a dupla Thatcher Boris.