4 de junho de 2026

Pátria amada sob sequestro, por Fernando Horta

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Por Fernando Horta

A República Velha brasileira durou desde a proclamação da República, em 1889, até a Revolução (ou Golpe) de 1930. Os pleitos não chegavam a ter 5% da população como votantes e não raro o candidato ganhador tinha mais de 80% dos votos, chegando a extremos de ter 95%. As fraudes locais eram a característica do período. Tinha urna que era levada para apuração em casa, e no dia seguinte o apurador apenas trazia a papeleta coma discriminação dos votos. Tinha urna anulada, sumida, engordada e tudo mais que se possa imaginar. Tinha cidade com mais votante do que habitante, tinha colégio eleitoral de defunto e outras fraudes mais rebuscadas que corariam os norte-americanos e seu “colégio eleitoral” de hoje.

A chamada República das Oligarquias ou República dos Coronéis tinha um mecanismo de controle e acorrentamento da democracia que ocorria através da “Comissão Verificadora de Poderes”. Era um órgão do Estado, presidido até 1915 pelo senador gaúcho Pinheiro Machado, que tinha por função avalizar os eleitos. Em caso de o candidato haver sido eleito, mas, por alguma indisposição política com o parlamento, com o governo federal ou com os governos locais fosse entendido que o eleito não era digno de assumir, sua cadeira era simplesmente cassada. Por qualquer motivo. Existem casos de a comissão usar o fato de o eleito ter “conhecidos casos extraconjugais” e isto não poderia ser aceito. Para os padrões da época a decisão era “justa”, fora o fato, claro, de que a imensa maioria dos homens com recursos financeiros e poder naquele momento ter “conhecidos casos extraconjugais”. A comissão era o casuísmo institucionalizado.

O chefe mais conhecido desta comissão era o já mencionado senador gaúcho, Pinheiro Machado. Há relatos de que, para que o eleito tivesse o direito de assumir, era necessário que comparecesse a um dos jantares do senador e perdesse inúmeras partidas de poker. Não fica claro se tinham que ser perdidas enormes somas de dinheiro ou se apenas a sensação de vencer satisfazia o senador. O que era claro é que a democracia do período não existia sem a chancela desta figura.

Vendo as fotos dos inúmeros candidatos de esquerda “comparecendo” a sabatinas com o novo fiador da democracia brasileira, o general Villas Boas, não posso deixar de pensar na democracia brasileira sequestrada. Se as sabatinas fossem abertas, gravadas e colocadas na íntegra na internet poder-se-ia dizer que o generalato verde-oliva estaria “promovendo mais um espaço de expressão para os candidatos”. Mas da forma como é feita, com reuniões fechadas, registradas somente no final, como um “beija-mão” e com presença de sabe-se lá quem e com que intenções, as “sabatinas” são, no mínimo, uma forma de informação privilegiada e, na pior das hipóteses, uma comissão militar, não eleita para nada, que a vida toda administrou estrelas e vassouras em quartéis, mandando o custo do resgate para manter a democracia brasileira em um “semi-cativeiro”.

É deprimente para todos os que conhecem a História da América Latina, que ainda exista espaço para este tipo de postura. Tanto dos verde-oliva quanto dos candidatos. É realmente ameaçador que aqueles que passam a vida a gritar histericamente hinos sobre “pátria”, “nação” e outras palavras pomposas não reconheçam seus espaços dento deste processo. Especialmente em um momento em que tantos se avançam sobre o pobre corpo inerte de nossa democracia. Estas pessoas poderiam ao menos dizer que é o capo com quem devemos negociar. Se os vestidos de verde, os vestidos de preto ou alguém que ainda não sabemos. Será que estes sequestradores falam português?

Fernando Horta

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18 Comentários
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  1. Romanelli

    19 de julho de 2018 10:46 am

    Verde Oliva ? Preto ? Não,

    Verde Oliva ? Preto ? Não, estes são títeres

    Pior mesmo são os dos bastidores que vestem calças brancas com listras vermelhas (ou vermelha com listras brancas ?), blazer azul e chapéu em mesmo tom ornado com estrelas, pescou ?

    Pior de tudo é que TANTO o PIG quanto os AZEITONAS, ou os vestidos de preto, apresentam pra todos do Planeta o candidato do PT que eles permitirão, ou desejam, qual seja, Fernando Rosinha Haddad, o petista mais tucano, ou o tucano mais petista da cidade.

    e nada de Celso Amorim por exemplo  ..por que será, em missivista ?

  2. Antonio Carlos Silva - Brasil

    19 de julho de 2018 11:11 am

    Pátria sequestrada, autoridades chantageadas e povo escravizado

    Eu Só Peço A Deus – Inquérito

    [video:https://youtu.be/GJpvK7CjIvo%5D

  3. NELSON VIANA DOS SANTOS

    19 de julho de 2018 11:44 am

    O Beija mão

    Bom dia

    Fernando Horta, parabéns pela reflexão.

    Depois de tudo o que passamos sob o tacão militar, é inacreditável que voltemos à década de 1930 ! Olha, faltam até palavras.

    Que figuras fascistas ou protofascistas como Bolsonaro e Alckmin se curvem ao poder militar é até compreensível. Numa ditadura, esses atuais candidatos viveriam muito bem. Inaceitável é um representante do PT e eventual candidato como Haddad ter a mesma atitude. 

    O PT não aprendeu nada. Ao invés de buscar um resgate de suas origens sociais,  junto ao povo mais pobre, aos trabalhadores, aos desempregados, aos religiosos sérios, aos intelectuais progressistas, tenta agradar a cúpula do Exército. Para que? Esperam as lideranças petistas o beneplácito desses militares? Não foi  esse mesmo general que ameaçou a ministra Rosa Weber antes da votação do habeas corpus de Lula?

    Esse episódio mostra o quanto o Brasil é atrasado. Alguém em sã consciência poderia ver essa postura em um país civilizado como o Japão, a Alemanha, a Inglaterra, os países escandinavos? Ah, pobre Brasil.

    Para mim, o pior de tudo é tentar se curvar a uma instituição cujos membros torturaram, mataram estupraram e que jamais reconheceu esses crimes. Todos os que  sofreram a violência promovida pelas forças armadas e ainda sofrem devem sentir uma mistura de indignação, revolta e asco com essas “vistias”,  dos canditatos ao sumo sacerdote da glorioso exército brasileiro.

    Um abraço a todas e todos e vamos à Luta 

     

     

  4. Fernando Carneiro

    19 de julho de 2018 11:55 am

    Pátria amada

    E o que foi a proclamação da república senão um golpe de estado? E quais foram seus objetivos senão manter e valorizar os privilégios dos militares, juízes e políticos? A história comprova que o beija-mão é uma tradição cultural trazida de Portugal por D. João VI. Nada mudou.

     

  5. Ivan de Union

    19 de julho de 2018 12:41 pm

    Banalidade do mal.

    O general esta “so” fazendo seu trabalho celular:  nao sabe o que aconteceu antes nem o que vem depois.  Nem se importa.

    Os “sabatinados” nao tem direito a advogado nem testemunha.

    Ah, sim…  Eles estao sendo gravados e transmitidos.

    E nao tem direito NENHUM.

    Onde eh que eu ja vi isso antes mesmo?

  6. IVAN DA SILVA BRASILICO

    19 de julho de 2018 12:51 pm

    Para que mesmo o Brasil tem FA?

    O cara tá em cadeira de rodas e usando fralda, mas ainda tá com baionetas ameaçando quem defenda o povo brasileiro da sanha de uma elite escravocrata e dos interesses coloniais. 

    Esta é a imagem perfeita das nossas Forças Armadas, infelizmente: um corpo e alma decadentes, pútridos, indignos, dignos de pena. Mas o pior é serem escravos de interesses inconfessáveis. A única dúvida é se estes interesses incofessáveis são porque foram feitas suas cabeças ou simplesmente seus bolsos.

    Para que mesmo o Brasil tem FA? Não defendem os interesses nacionais, não defendem o povo, e, se precisassem proteger o Brasil de uma ameaça real, não resistiriam 15s a um “player” mundial sério.

    O Brasil precisa refundar completamente suas Forças Armadas, baseando somente em inteligência e armas de alta tecnologia e impacto, e não ficar com essa mistura de inoperante obsolêscência secular, capitães do mato e macarthismo. Ou então extinguir de vez algo que não serve há muito tempo para nada.

  7. j.marcelo

    19 de julho de 2018 1:46 pm

    Relaxa professor Horta,sei q
    Relaxa professor Horta,sei q como bom Marxista(no corretor automático iria sai machista,ainda bem q vi) q é nunca confiará no exército,olha ninguém força ninguém a nada é só troca de ideias p eles ganharem moral e respeito,antes eles do q estrangeiros ou bandidos temos q parar com estas convicções q fulano não presta,determinada categoria é ruim e etc…é conversando q se entende mesmo,aí ajeita aqui,ajeita ali (decentemente)e procurá-se ficar bom a todos, melhor assim!!

  8. j.marcelo

    19 de julho de 2018 2:37 pm

    Relaxa professor Horta,como
    Relaxa professor Horta,como bom Marxista q é não confia no exército,eles só estão trocando idéias, antes isto do q nada,a sociedade não pode viver eternamente de rótulos,”Esta categoria não presta” ou Todo favelado,negro é bandido”,os militares não estão se escondendo mais,querem demarcar território,ousar democraticamente (espero)se fosse pra dar golpe militar já tinham dado,deixa eles voarem para ver até onde vão, sabe aquela história q o pior inimigo (ou amigo)é aquele q vc não vê !?

  9. João de Paiva

    19 de julho de 2018 2:53 pm

    Villas Bôas enganou, e engana, os que assim desejam

    Vi, li em ouvi muitos jornalistas e nalistas experientes repetirem – até o início deste ano – que o general Eduardo Villas Bôas, ainda hoje comandante geral do exército (em minúsculas, como minúsculo têm sido o caráter demonstrado demosntrado pelos generais boquirrotos e por esses que usam o twitter para chantagear e ameaçar ministros do STF a descumprirem a Lei e a CF, mantendo como preso político o Ex-Presidente Lula) seria o líder de uma ala “democrática e nacionalista” desta FA. Eu mesmo cheguei a escrever comentários admitindo que o general EVB fosse um democrata ou, no mínimo, um nacionalista. Mas, acometido por uma grave doença degenerativa e depois de vencido o prazo para que ele se aposentasse (31 de março de 2018), o general em questão tem se portado apenas como um porta voz daquela ala recaionária, golpista e entreguista, chefiada de fato pela turma do general Ségio Etchegoyen, que desde o golp de 2016 foi colocado no recriado SNI (que há alguns anos foi pomposamente rebatizado com a sigla GSI).

    Etchegoyen e seus adeptos/aliados têm mantido a diiscrição e não e se expõem midiaticamente, sendo poupados das críticas. Além do porta voz oficial, EVB, Etchegoyen pode contar com a tropa de choque dos generais de pijama, boquirrotos e sem escrúpulos, que por estarem na reserva podem flar todas as merdas e absurdos que a Etchegoyen gostaria de falar ou que lhes encomenda, por meio de comunicações secretas; os nomes mais conhecidos dessa ala boquirrota são esses três que usam o twitter para fazer ameaças e chantagesn contra os que consideram inimigos políticos, nã por coinicidência líderes da Esquerda Políticia Democrática, a saber:

    1) Paulo Chagas;

    2) Hamilton Mourão;

    3) Augusto Heleno.

    A ala dos altos comandantes militares golpistas, vira-latas e entreguistas não se restringe a esse 4 que citei. Deve haver muitos outros nesse exército e nessa FFAA que se portam como “seguranças de puteiro” (apud Wellington Calasans). Nas outras FFAA – até agora mudas e caladas, dando anuência discreta ao golpe, desmonte e entreguismo do Brasil – devem existir vários comandantes do tipo mencionado.

    Fica claro que o FH, o ‘Plano “B” de bola nas costas’, ex-prefeito de São Paulo, o candidato do “mercado”, que se encontra clandestinamente com chefes da finança internacional no exterior, que participa de encontro (secreto?), por 5 horas, com o outro FH – aquele, príncipe da privataria – que participou desse humilhante beija-mão, se sujeita a chancelar o golpe, o desmonte e o entreguismo, dizendo amém a esses generais e comandantes vira-latas e entreguistas, o que é lamentável.

  10. Fernando J.

    19 de julho de 2018 2:57 pm

    Ponto e contraponto
     

    Sylvia Moretzsohn compartilhou uma publicação.

    14 h ·   Não ia voltar a me manifestar sobre esse absurdo, que apenas registrei ontem. E é claro que não se trata apenas de Manuela, também Haddad se curvou ao chefe do Exército, como outros candidatos. 
    Tive ganas de comentar quando vi amigos exaltarem a atitude de ambos. E acusar os críticos de falso moralismo, como se fosse uma questão moral, não política. Não disse nada porque estou evitando me desgastar. Mas, depois dessa tentativa de justificar o injustificável, não pude me conter. 
    “Sintonia com o setor militar” que expressamente anuncia a possibilidade de intervenção “em nome da democracia”. “Sintonia com o setor militar” que, na pessoa do general, avisa que a prisão de Lula é questão de segurança nacional (indiretamente, porque não ousaram explicitar o que estava insinuado nos famosos tuítes divulgados no fecho do JN na véspera do julgamento do habeas corpus preventivo de Lula pelo STF). 
    É a perfeita expressão da falta de rumo que tomou conta das lideranças de esquerda desde que o golpe se consumou. Isso porque, claro, antes e durante o processo, não foram poucos os que acreditaram que nada aconteceria, ou que não era tão grave assim, até poderia ser positivo porque venceríamos tranquilamente em 2018. 
    Eu já disse várias vezes que não vejo qualquer esperança no curto e no médio prazo, mas não é à toa. Só que ao desânimo se soma a raiva. Não é possível ser tão delirante. Não é por acaso que eu insisto em falar sobre a falta de estratégia. Esse episódio é a mais clara evidência disso.

    A imagem pode conter: 2 pessoas, pessoas em pé

    Nilson Lage

    13 h ·  

    A permanência no comando do Exército do General Villas-Boas, embora doente e ultrapassado o tempo regular de serviço ativo, indica não só a gravidade da situação institucional do Brasil como a radicalização de posturas conflitivas nas forças armadas.
    Há desde o segmento que permanece engajado na antiga guerra fria aos que se frustram com a reversão dos projetos de soberania das últimas quatro décadas e os adeptos do realismo capitulacionista.
    Nesse sentido, a disposição do comandante de expor as pré-candidatos a Presidência, sem distinção, projetos da força terrestre – em particular, o mais grave deles a vigilância e guarnição de fronteirais – é um sinal positivo.
    Afirma-se a convicção de que não há saída fora do diálogo.

     

  11. jruiz

    19 de julho de 2018 3:34 pm

    o rabo abanou o cachorro..

    o rabo abanou o cachorro..

  12. Fr@ncisco

    19 de julho de 2018 4:53 pm

    Sobre Soberania, Que Tal?

    Fala sério!

    A política nada mais é que a arte da guerra, sem armas, para evitar-se a guerra, e a guerra, ‘como sabemos’, é a extensão/continuação da política, armada.

    Isso posto, reunir-se protocolarmente com o General é apenas um ato dessa campanha política, proposto pelo setor militar do inimigo golpista, para defender-se ecumênico e atacar, se vítima de ‘sectários inimigos da patriótica forças armadas’.

    Comparecer ou não, então, é de fácil decisão política: perde-se mais comparecendo ou não comparecendo?

    No caso que nos compete, Haddad representou-nos e sabemos que a repercussão foi mínima onde os propositores golpistas gostariam que fosse máxima e foi máxima onde os propositores golpistas antecipadamente sabiam-na máxima e nós gostaríamos que evoluindo, fosse mínima, mas os ‘ortodoxos de língua’ morrem derrotados para não vencerem manobrando com o ‘inimigo’. Enfim, empatamos (nada aconteceu de novo), o melhor resultado possível, no caso.

    Se Haddad ou outro representante não comparecesse, aí sim teríamos uma grande derrota, via mídia inimiga sectarizando-nos, para alegria desses e dos ‘nossos’ heróicos resistentes ‘ortodoxos de língua’, da esquerda.    

    Cabe a nós pensarmos o contra lance, visando a campanha política e seu pós. 

    Mesmo sob grita dos ‘ortodoxos’, que tal retribuir com convite ao general, extensível aos, Almirante e Brigadeiro, para visitarem a Direção do PT em sua sede nacional, para falar-se sobre SOBERANIA?  

  13. Maria Luisa

    19 de julho de 2018 5:57 pm

    Velha Republica

    Eu até entendo o porquê de Haddad ir falar com o General Villas-Boas. Se o momento esta complicado e o PT é demonizado por certa casta empoderada nas instituições brasileiras e se até aqui não houve de fato levante popular (Cadê o povo? Dilma caiu, Lula foi preso), o que pode nesse momento fazer aqueles pensam que devemos procurar alguma razoabilidade nas proximas eleições ? Tentar ao menos acalmar certos atores desse tabuleiro.  

    Ninguém sabe ainda do que se tratou a conversa entre Haddad e Villas-Boas. Penso que deve ter sido mais uma visita cordial  ao chefe das FFAA, do que terem tratado de questões politicas importantes. 

    1. Fernando J.

      19 de julho de 2018 6:52 pm

      Não se trata do Haddad,

      Mas de todos os candidatos. O general “convocou” todos os candidatos para uma conversa. 

      A imagem pode conter: 9 pessoas, pessoas sentadas, sala de estar e área interna

      1. Fernando J.

        19 de julho de 2018 6:57 pm

        Desde 19.06.2018, há um mês que vem ocorrendo os encontros

        Comandante do Exército recebe pré-candidatos à Presidência da República

        General Eduardo Villas Bôas tem manifestado preocupação com orçamento para 2019

               

        POR BRUNO GÓES / MARIA LIMA / CRISTIANE JUNGBLUT

        19/06/2018 4:30 / atualizado 19/06/2018 7:36O comandante do Exército, General Eduardo Villas Bôas, em fala no Senado 22/06/2017 – Ailton de Freitas / Agência O Globo

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        BRASÍLIA — De olho no orçamento do Exército para os próximos anos, o general Eduardo Villas Bôas tem realizado uma série de conversas com os principais pré-candidatos à Presidência da República. Nas últimas semanas, o comandante conversou com Álvaro Dias (Podemos), Jair Bolsonaro (PSL) e Marina Silva (Rede). Ontem, foi a vez do tucano Geraldo Alckmin e do pedetista Ciro Gomes. O petista Fernando Haddad ainda será convidado para falar com o general em nome do PT, já que o pré-candidato do partido, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, está preso em Curitiba.

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        LEIA: Corrupção, impunidade e insegurança ‘são reais ameaças à democracia’, diz o comandante do Exército

        Segundo o próprio comando do Exército, esta é a primeira vez, desde a redemocratização, que o comando da caserna atua para defender a inclusão de projetos da instituição nos programas de governo dos postulantes ao Planalto. Nos encontros, Villas Bôas manifestou preocupação com a falta de dinheiro em projetos estratégicos.

        Alguns dos exemplos citados são o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron) e o treinamento de militares para ações de segurança e defesa nacional. O general tem destacado a importância do Exército na intervenção federal no Rio de Janeiro e durante a greve dos caminhoneiros.

        — Já tivemos R$ 2,5 bilhões de orçamento em 2017. Neste ano, caiu para R$ 2 bilhões. O próximo ano pode ter só R$ 1,4 bilhão. Então, o comandante do Exército tem conversado com os pré-candidatos, num movimento sem precedentes na instituição, para reforçar a importância de investir em defesa — diz um general ligado ao comando do Exército.

        Leia mais: https://oglobo.globo.com/brasil/comandante-do-exercito-recebe-pre-candidatos-presidencia-da-republica-22796348#ixzz5LjCkV2rD 
        stest 

        1. Ivan de Union

          19 de julho de 2018 9:33 pm

          O exercito NAO PODE

          O exercito NAO PODE simultaneamente 1- dar suporte ao golpe (e deu e CONTINUA dando) e 2-querer saber do ORCAMENTO proprio.

          Que vao todos eles pros putos quintos dos infernos, isso sim.

  14. Neotupi

    19 de julho de 2018 6:12 pm

    Haddad foi em nome da candidatura de Lula

    Não foi o general quem escolheu Haddad para conversar. Foi Lula e o PT, porque Haddad é o coordenador do programa de governo de Lula e é quem está dialogando com qualquer setor sobre programa de governo em nome de Lula.

    Em tempo: Celso Amorim pelo menos deveria (se não for) bem aceito por amplos setores da FFAA, tanto porque foi ministro da defesa, como chanceler. Nos dois cargos com projeto nacional soberano. 

  15. Lucio Vieira

    20 de julho de 2018 12:39 am

    Estivessem as forças armadas brasileiras realmente defendendo

    a pátria, não deixariam tão facilmente o emprego, as riquezas minerais, as terras indígenas, a soberania estivessem sendo levados pelo estrangeiro. Quantitativamente, assim como pensam bolsonaristas, mbelistas e quetais os inimigos a serem combatidos estão em nossas terras e sao pobres e/ou negros e/ou nortistas

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