3 de junho de 2026

Tarso Genro rebate críticas de Demétrio Magnoli

Sugerido por Webster Franklin

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Da Carta Maior

Os potes de ouro de Demétrio Magnoli

Tarso Genro (*)

 

Como poucas pessoas sérias fora da direita conservadora – comprometidas com a democracia e com a república – dão importância para os seus artigos, o professor- geógrafo-jornalista Demétrio Magnoli manifesta seguidamente espasmos “críticos”  contra quem ele não concorda, sempre à esquerda, para assim  manter-se saliente como  “intelectual” ícone do mercado. Procede como quem diz: “oi pessoal, eu continuo o mesmo, não esqueçam de mim outra vez.”  Fui, mais uma vez, vítima da sua “argúcia” intelectual, em suposta crítica que faz ao meu artigo “Uma perspectiva de esquerda para o quinto lugar”. Respondo, com fundamentação, no mesmo tom que ele escreveu o seu  ataque, sem fundamentação.

No seu texto, “O Graal de Tarso Genro” (F.S.Paulo, 01.02), Demétrio teve apenas uma manifestação de honestidade intelectual. E esta foi quando disse que o meu texto estava escrito “numa língua estranha, longinquamente aparentada com o português”.  Acho que ele pensa isso mesmo. A sua dificuldade em entender o português simples e direto, usado por mim no texto, fica clara nas  conclusões estapafúrdias produzidas sobre o que eu escrevi.

Quando falo em “honestidade”, faço-o não para absolvê-lo das manipulações grosseiras que fez das idéias que transmito,  mas para reconhecer que o português que ele entende não está efetivamente  presente na linguagem  direta do meu  artigo. Ele só entende um português  mediado pelos verbos e adjetivos das agências de risco e pelas “mensagens” do mercado, com seus potes de ouro destinados aos seus mensageiros: uma linguagem só longinquamente aparentada com qualquer sistema discursivo democrático e humanista.
O centro do meu texto  – escrito sem qualquer desrespeito a quem pensa diferente – é um convite para pensar o Brasil, dentro da democracia e da república, com direitos humanos e sustentabilidade. Defendi no artigo, para que não cheguemos em  2023  num quinto lugar na economia mundial sem melhorar em muito os índices de desigualdade social  -principalmente nas áreas da saúde e educação- devemos buscar um caminho alternativo ao crescimento que se dá com aumento de concentração de renda. Isso está escrito no sétimo e no oitavo  parágrafo do meu texto, publicado aqui na Carta Maior.

Quando Demétrio diz que o meu artigo explica que  falta ao Brasil “um ente de poder capaz de reinventar a sociedade e guiar o povo até o futuro” (“o Partido-Estado”), aduzindo que esta é a minha posição sobre o assunto, já tinha gasto a sua cota de honestidade por artigo e passa a mentir desbragadamente. Ele alega que eu quero transferir para o Brasil, um modo de gestão política do Estado, que, no meu texto, apenas constato que foi o caminho escolhido pela direção chinesa.

O meu comentário sobre este assunto está no  décimo sexto parágrafo do artigo criticado e é uma referência clara ao que aconteceu na China. Não é nem recomenda que seja uma receita, direta ou indireta, para o Brasil. Está expresso claramente,  no início deste parágrafo o seguinte: “se quiséssemos enquadrar  nas categorias do marxismo tradicional o que ocorreu na China…” e passo a aludir ao “Partido-Estado, ” no processo desenvolvimento chinês. Não faço, repito, qualquer recomendação, direta ou indireta,  sobre a fórmula, que não poderia  ser  aceita em qualquer projeto democrático.

O resumo da fraude intelectual do articulista irado, porém,  está no “lead” do seu texto assim redigido: “Democracia é o regime no qual governantes não podem tudo – e aí está o problema do Brasil, na opinião dele…”, ou seja, na minha opinião.  Mentira. Essa não é a minha opinião. O que eu digo no artigo é exatamente o contrário: digo que a democracia exatamente “pode”, através de métodos democráticos, achar uma saída democrática para desamarrar o país de um sistema político falido. Digo, expressamente, no parágrafo 22 do meu texto: “o levantar de âncoras  poderá ser uma nova Assembléia Nacional Constituinte, no bojo de um amplo movimento político –por dentro e por fora do Parlamento-  (…) com os partidos à frente, sem aceitar as manipulações dos cronistas do neoliberalismo, abrigados na grande mídia.”

Creio, sinceramente,  que o professor-geógrafo-jornalista, sentiu-se ofendido com a última frase da transcrição acima  (“cronistas…abrigados na grande mídia”)  e, a partir do seu desconforto, resolveu escrever sua diatribe,  transferindo para mim determinadas posições sobre a questão “Partido-estado”, lidando com os  fantasmas do seu trotskysmo abandonado. Na verdade, eu não acho nenhuma desonra trabalhar em qualquer órgão de imprensa, seja tradicional ou não, seja de direita ou não, bem como defender por convicção quaisquer posições políticas aceitáveis dentro da democracia.  O que eu acho desonroso é deformar ou mentir sobre posições de adversários para tentar dar uma  nova lustrada no já velho senso comum do neoliberalismo.

Na verdade, o articulista continua fazendo esforços para se credenciar, cada vez mais,  com o que ele imagina ser um vasto público que odeia qualquer resquício do PT e da esquerda na política brasileira, oferecendo seus préstimos ao projeto demo-tucano.   Não sei, sinceramente, se ele vai continuar tendo sucesso, pois até os neoliberais um pouco  mais sensatos acham que vale a pena olhar todas as experiências modernas de desenvolvimento e que, para isso, não é preciso abrir mão da democracia política.

Finalizo refutando a mais idiota e irresponsável das suas conclusões, ou seja, que eu seria um pretendente a Duce, sonhando com uma “marcha sobre Brasília”: sou um homem de esquerda, não aceito nem tenho talentos para ser um “putschista” fascistóide. Jamais serei um pretendente a isso, mas acho que  Demétrio já é um pequeno Mussolini, que, antes de ser Duce, já era um grande manipulador e caluniador dos seus adversários.  

Demétrio Magnoli notabilizou-se fora da paulicéia, quando fui Ministro de Educação, pela empáfia com que escrevia contra o Prouni, contra as políticas de cotas para as comunidades indígenas e afrodescendentes,  contra todas políticas educacionais que iniciaram no Governo Lula e proporcionaram um amplo acesso dos pobres às Universidades e Escolas Técnicas do país. Ou seja, sempre militou contra os projetos democráticos de Governo, que abriram  novas perspectivas de vida para os “de baixo”, sempre jogando luz no lado clandestino da alma da direita: aquele que, tendo vergonha de defender as posições elitistas e reacionárias que estão na base do seu pensamento, faz da deformação do pensamento alheio a trilha  aos potes de ouro oferecidos pelo mercado. 

(*) Governador do Rio Grande do Sul

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Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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  1. Samuel Rodrigues

    3 de fevereiro de 2014 11:21 am

    Movimento Conservador Radical

    Esse movimento de “parlapatões” cronistas ou, cronistas “parlapatões” abrigados em institutos de visão conservadora, como é o caso do Magnoli e do Instituto Milleniun, por exemplo, tem seu molde mais nefasto no Movimento Conservador Radical e seus think tanks  Republicanos dos anos 60 nos E.U.A. Pensadores pagos e formados pelas elites econômicas que fazem replicar a sua visão neoliberal e conservadora, tanto da sociedade quanto da economia.

    Em A Consciência de um Liberal Paul Krugman descreve como esse movimento tem sabotado a política americana nas últimas décadas, criando um racha na sociedade americana.  

  2. Gardenal

    3 de fevereiro de 2014 11:22 am

    O  que realmente nos inquieta

    O  que realmente nos inquieta é ver o Tarso Genro respondendo ao sujeito.

    1. André Paulistano

      3 de fevereiro de 2014 11:46 am

      penso o mesmo

      Foi a primeira coisa que pensei ao ler a manchete.

      Por que dar a importância de governador ao geógrafo?

      Talvez um “não comento o que não vale” fosse mais adequado.

  3. Gilson Raslan

    3 de fevereiro de 2014 11:24 am

    Demétrio Magnoli, Demétrio Magnoli!

    Governador Tarso Genro, sei que você não tem talentos para ser um “putschista” fascistóide, mas com certeza o tem para acender velas apagadas como é esse tal de Demétrio Magnoli.

    … o professor- geógrafo-jornalista, além de feio – e põe feio nisso – é de uma burrice de fazer inveja a qualquer daqueles jegues que perambulam pelas estradas do nordeste.

  4. NNN

    3 de fevereiro de 2014 11:50 am

    Não vale a pena, mas…

    Putz! Parece que Magnoli atingiu um nervo do governador.

  5. Almeida

    3 de fevereiro de 2014 11:52 am

    Resposta a outro idiota instrumental da grande imprensa.

    O socialismo, o idiota e a ideologia (resposta de Mauro Iasi a Arnaldo Jabor)

    Publicado em23/01/2014 | 19 Comentários

    14.01.22_Mauro Iasi_O socialismo o idiota e a ideologia_Jabor

    Por Mauro Iasi.

    Este artigo é uma resposta a O “perigo vermelho”, de Arnaldo Jabor.

    “Quando a gente mente, ou seja, coloca com astúcia alguma coisa que acontece com excessiva raridade ou nunca acontece, aí a mentira se torna muito mais verossímil”
    O Idiota, Dostoiévski

    O Príncipe Liev Nikoláievitch Míchkin [personagem do romance O Idiota], exímio calígrafo, um pouco santo, profético e epilético, gosta tanto de suas idéias que por vezes, segundo um personagem seu amigo, “lhe dava vontade de ir para algum lugar, sumir inteiramente dali. (…) gostaria até de um lugar sombrio, deserto, contanto que ficasse só com os seus pensamentos”. Sempre foi um humanista, nutria uma profundo amor pela humanidade, apesar de sua hipossexualidade, mas a humanidade lhe parecia errada, grotesca, como uma projeção de sua baixa auto-estima.

    Em uma carta, Hippolite [Hippolite Terentyev, personagem do romance O Idiota]  declara que “no amor abstrato para com a humanidade, não se ama a ninguém, e sim a si próprio”. Assim era ele. Zeloso e heroico defensor da humanidade abstrata e inimigo declarado dos seres humanos. Disposto a morrer pela humanidade no ato heroico contra moinhos, ou preso à cruz para salvar os pecados dos homens, como um Quixote/Cristo crucificado entre dois ladrões diante de um mar de moinhos vitoriosos.

    O príncipe Míchkin hoje se preocupa com o “perigo vermelho”, como um dia já se preocuparam os Czares, o Pentágono, os militares latino-americanos e os reacionários de toda ordem. Ele sofre, como o único que vê a verdade em uma terra de cegos e estúpidos. Suas prédicas morais não têm valor algum em si mesmas, nem originalidade. São expressão de sua (para usar uma categoria cara ao autor) burrice, tagarelices de um idiota.

    Suas ideias nos servem, no entanto, para outro propósito, como um rico material para discutir os eficazes mecanismos da ideologia. Seguindo as pistas de Marx (o príncipe Míchkin propõe, como veremos, uma bibliografia alternativa e mais gabaritada) sabemos que a ideologia opera como um poderoso instrumento de dominação de classe por meio de mecanismos como a inversão, o ocultamento, a naturalização, a justificativa e a apresentação do particular como fosse universal.

    *

    Vejamos, então, seus principais “argumentos” para que possamos refletir sobre a profundidade abismal das alternativas que nos propõe.

    Segundo Míchkin o grande problema do Brasil é que o ciclo dos governos petistas prende nosso país em uma anacronia. Isto é, ao invés de se ocuparem com as “reformas no Estado paralítico e patrimonialista”, só pensam no passado com “nostalgia masoquista de torturas, heranças malditas, ossadas do Araguaia” que, segundo o príncipe amargurado, os legitimaria.

    Trata-se, segundo o juízo do nobre decadente, da insanidade de insistir em uma luta perdida de tempos ilusórios. Ele pode afirmar com segurança essa constatação porque “estava lá” e viu “o absurdo que foi aquela tentativa de revolução sem a mais escassa condição objetiva”. Entretanto, na opinião do talentoso calígrafo, a raiz desse equívoco é mais profunda: já nos primeiros anos do governo petista, Míchkin alertava para o perigo de “sovietização” do governo brasileiro e agora insiste no caráter “neobolchevique” do governo Dilma. E profetiza:

    “É um perigo grave que pode criar situações irreversíveis a médio prazo, levando o País a uma recessão barra-pesada em 14/15. É necessário alertar à população pensante para esse “perigo vermelho” anacrônico e fácil para cooptar jovens sem cultura política. Pode jogar o Brasil numa inextrincável catástrofe econômica sem volta.”

    Vejam: nós, que não fazemos parte da população pensante, doentes mentais de marxismo crônico e jovens sem a cultura política do príncipe Míchkin, estamos sendo manipulados pelo “neobolchevismo” que nos leva, sem que saibamos, para o abismo da crise “barra-pesada”. Essa sua espessa cultura lhe permite remeter aos ensinamentos históricos. Por exemplo, à situação alemã na qual o stalinismo satanizou a social democracia e abriu caminho para o nazismo, nos esclarecendo que o “PSDB da Alemanha”, para eles, era mais perigoso que Hitler. Nós que não somos parte da população pensante ficamos confusos diante do brilho desta sabedoria. O PSDB representa aqui no Brasil uma força reformista, com raízes no movimento sindical e operário(?), o PT uma reencarnação grotesca do bolchevismo stalinista(?)… então, quem são os nazistas? Bom… não perdemos tempo com coisas que nossa cabecinha não pode compreender. Deixemos o príncipe epilético continuar pregando, pois ele tem a solução:

    “Temos que parar de pensar do Geral para o Particular, de Universais para Singularidades. As grandes soluções impossíveis amarram as possíveis. Temos que encerrar reflexos dedutivas e apostar no indutivo. O discurso épico tem de ser substituído por um discurso realista, possível e até pessimista.”

    Eu sei, leitores jovens sem cultura, é difícil acompanhar o Míchkin em seus chiliques, mas ele começou a doutrinar metodologicamente agora. Vejam, ele estava falando de política, de economia, de história (ele estava lá e viu), todas áreas nas quais ele acumula uma sólida ignorância, e agora saltou para as bases teóricas e filosóficas daquilo que ele não entende. Um pouco atrás no artigo ele já havia se referido a Hegel e sua teleologia da história (que ele confundiu com “teologia”) segundo a qual na sua genial síntese “as derrotas não passam de ‘contradições negativas’ que levam à novas teses”. É certo que não há uma mera continuidade entre a visão de história de Hegel e Marx. É evidente que nem Hegel nem Marx fundamentam seu pensamento procedendo o caminho metodológico do Geral para o Particular, nem de Universais para as Singularidades. Mas o que sabem Hegel e Marx sobre seus pensamentos?

    Desavisados acreditariam que o caminho do método para compreender o real e seu movimento, para Hegel e para Marx, seria do singular ao universal, por meio das particularidades. Mas deixemos de lado estas questões secundárias que só podem interessar àqueles que ainda se apegam ao trabalho doentio de estudar os autores por aquilo que eles de fato afirmaram. Voltemos aos ensinamentos do sábio.

    Procedendo metodologicamente da maneira adequada que é sugerida (para facilitar o entendimento aos jovens incultos: abandone Marx e Hegel e volte a Kant, só para destruí-lo e refugiar-se em Nietzsche… agora é só passar para Lyotard) estaríamos aptos a abandonar certos preconceitos, como por exemplo a qualidade de “esquerda” que segundo o príncipe epilético é só uma “substância” que ninguém mais sabe o que é, servindo para enobrecer discursos. Segundo nosso profeta da amargura, devemos substituir “esquerda e direita” por “progressistas e conservadores”. Feito isso, teríamos que trocar de referencias, eis a sugestão de Míchkin:

    “O pensamento da velha ‘esquerda’ tem que dar lugar a uma reflexão mais testada, mais sociológica, mais cotidiana [???]. Weber em vez de Marx, Sergio Buarque de Holanda em vez de Caio Prado, Tocqueville em vez de Gramsci.”

    Lógico que por modéstia, o príncipe não seguiu suas sugestões para o campo da cultura, no qual teríamos que seguir as substituições, por exemplo, Julio Iglesias em vez de Atahualpa Yupanqui, Paulo Coelho em vez de Graciliano Ramos, ou mesmo, quem sabe, Jabor em vez de Fellini. Não, ele está preocupado com o Brasil. Para enfrentar as tarefas urgentes que evitem que caminhemos para abismo é necessário partir de cara assumindo o fracasso do socialismo real. E ele se pergunta: quem (além dele) tem peito para isso? O Socialismo é uma palavra, um dogma, que nos amarra a um fim obrigatório, esbraveja e lamenta, “como se tivéssemos que pegar um ônibus [de graça… perdão, não interrompo mais]… até o final da linha, ignorando atalhos e caminhos novos”. E conclui:

    “A verdade tem que ser enfrentada: infelizmente ou não, inexiste no mundo atual uma alternativa ao capitalismo. Isso é óbvio. Digo e repito: uma ‘nova esquerda’ tem que acabar com a fé e a esperança – trabalhar no mundo do não sentido, procurar caminhos, sem saber para onde vai.”

    Não é qualquer um que sugere caminhos sem saber onde vão dar, é preciso uma dose de coragem ou outra qualidade de caráter para isso. Para a marinha mercante seria uma catástrofe, mas para conduzir a humanidade, quem sabe, não é. O nosso idiota sai das gélidas paisagens da Rússia, passa pelas ensolaradas terras brasileiras ameaçadas pelo perigo vermelho e chega à Alemanha para fazer a troca. Deixa Marx e abraça ternamente a Max Weber, que lhe responde:

    “Por muito diferente que fossem nossas opiniões sobre a configuração da ordem social futura, aceitamos para o momento presente, a forma capitalista. Não porque nos parece melhor diante das antigas formas, mas por considerarmos praticamente inevitável e acreditamos que as tentativas de luta radical contra ela nunca seriam um progresso, mas antes um obstáculo no acesso da classe operária à luz da cultura.”
    (Max, Weber, Sobre a teoria das Ciências Sociais, Lisboa: Presença, 1979, p. 29).

    Míchkin e Weber se abraçam em silêncio. Míchkin está emocionado, Weber não tem a menor ideia de quem é aquela figura. Aproveitando que estava por ali, o príncipe epilético vai até Viena tentando encontrar Freud – isso porque ele está convencido que precisamos alistar o pai da psicanálise na análise das militâncias –, mas não o encontra. Os conceitos da velha esquerda como “luta de classes”, “democracia burguesa”, “sectarismo”, “fins justificam os meios” e outros, deveriam ser substituídos por conceitos como “narcisismo”, “voluntarismo”, “onipotência”, “paranoia” e “burrice”. Vejam que o fato de que os conceitos da esquerda e da psicanálise sejam, digamos, um pouco mais sofisticados do que a síntese apresentada não incomoda nosso quixote da nova moralidade necessária.

    “Somos vitimas de um desequilíbrio psíquico”, brada, quase derrubando o samovar e o bule de chá. Concordamos, parece-nos até evidente. Há estudos que tentaram diagnosticar clinicamente a epilepsia de Liev Nikoláievitch Míchkin, assim como a de seu criador (Fiódor Dostoiévski) como síndrome de personalidade interictal na epilepsia do lobo temporal – há dúvidas se no lado esquerdo ou direito (eu não tenho nenhuma: é no da direita). Algumas características de comportamento costumam ser associados à doença, tais como a hipossexualidade, a hipergrafia, o caráter antissocial, associados ou não à sintomas como paranóia, humor deprimido e hipermoralismo. Segundo um interessante artigo de Leonardo Cruz de Souza e Mirian Fabíola Studart Gurgel Mendes nos Arquivos de Neuropsquiatria, o príncipe Míchkim expressaria de forma brilhante no espectro literário os sintomas da doença de seu criador.

    Freud, entretanto, tem outra opinião, para ele o trauma de odiar seu pai opressor e vê-lo sendo morto pelos camponeses desencadeou um processo psíquico de autopunição que levou à doença do escritor russo – patologia, portanto, de natureza histérica e não epilética. Mas nada disso nos interessa, porque da mesma forma que a história não nos serve como teoria (nem a economia, nem a filosofia), não será a psicanálise que terá algo a dizer. O que Freud queria mesmo dizer, mas não disse, talvez porque estava ocupado desenvolvendo a psicanálise, é que o “desequilíbrio psíquico” que aflige os nossos governantes (perigosos bolcheviques vermelhos) pode ser enquadrado nas categorias de “psicopatas e paranóicos simplórios”.

    Freud, pelo que me lembro, não tratou disso, falou de enfermidades narcisísticas, as psicoses, dentre as quais a paranóia. Formas mais ou menos graves de cisão com a realidade. Mas isso não deve ser pertinente. Mais precisas são as categorias clínicas e políticas de “psicopatas e paranóicos simplórios”.

    Falando em cisão com a realidade, nosso príncipe, já um tanto cansado de sua labuta para alertar as elites pensantes e velhos cultos, evoca Baudrillard que teria profetizado que “o comunismo hoje desintegrado se tornou viral”, isto é, seria capaz de contaminar o mundo, não por suas idéias e alternativas societárias (que teriam fracassado), mas “através de seu modelo de desfuncionamento e desestruturação brutal”.

    Interessante ele lembrar de Baudrillard nesta sopa confusa de senso comum refinado com ácaros de cultura de bibliotecas estéreis. Não foi Baudrillard que disse “livre do real, você pode fazer algo mais real que o real: o hiper-real”? Nosso Míchkin navega nas pradarias do “hiper-real”. Agora entendi, tudo fica mais claro.

    O príncipe epilético ainda tentou estabelecer uma conexão com o “eixo do mal” na America Latina, mas não desenvolveu. Estava exausto, e eu de saco cheio com tanta bobagem junta. Então, vamos aos finalmentes.

    Como é possível ver, não há nada de novo nos argumentos e destemperos discursivos do autor. Entretanto, ele cumpre uma função precisa naquilo que de fato opera. Como dissemos, a ideologia opera através de mecanismos como a inversão, o ocultamento, a naturalização, a justificativa e a apresentação do particular como fosse universal. Vejamos.

    Em primeiro lugar há uma clara inversão neste confuso discurso raivoso. O problema do Brasil é um governo de linha bolchevique, arraigado a dogmas do marxismo e da meta socialista que, por isso, não executa as “reformas necessárias” no Estado brasileiro (!!!).

    Neste âmbito da “hiper-realidade” fica difícil seguir a análise. Os governos petistas aceitaram e assumiram a reforma do Estado nos mesmos moldes de seu antecessor e rejeitaram explicitamente qualquer nexo com a meta socialista que um dia defenderam, rendendo-se à forma capitalista como inevitável. Na inversão ideológica apresentada, o PSDB quer reformas e o PT é conservador e as impede.

    O que fica oculto nesta artimanha é que, nos alerta o crítico, caso sigamos o caminho do “socialismo” iremos dar em uma “recessão barra-pesada”. Veja, tentando manter a sanidade, a crise que estamos enfrentando não resulta da opção por medidas ou formas socialistas de qualquer espécie, mas exatamente pela manutenção das formas capitalistas, do mercado e da perpetuação das relações burguesas de produção e propriedade.

    A crise que estamos enfrentando não é culpa do socialismo, real ou imaginário. Se o socialismo fracassou e desapareceu como alternativa e a única alternativa possível é continuarmos no capitalismo, como professou Weber e não se cansa de repetir o Míchkin, como o socialismo pode nos levar para o buraco? Ah… é que ele, como uma ameaça viral, se impõe pelo seu “desfuncionamento” ou sua “desestruturação brutal”… Onde? Através de que políticas e ações governamentais?

    Assim é fácil porque não precisamos encontrar a reposta no real – baudrillardamente, nos livramos do real. O autor é um militante imaginário, numa batalha imaginária contra um inimigo imaginário, e pior… está perdendo. Deve ser desesperador.

    Toda essa engenharia imaginária acaba servindo para naturalizar uma determinada ordem, justificá-la. Filtrando toda a baboseira pretensiosa, destaco a única frase pertinente do artigo (pertinente pois expressa um juízo preciso do autor): “infelizmente ou não, inexiste no mundo atual uma alternativa ao capitalismo. Isso é óbvio”. Precisamente, nisso não há nada de óbvio. Dito de outra maneira, o argumento é o seguinte: se o capitalismo é inevitável o que atrapalha a humanidade são aqueles que ainda não perceberam isso e tentam insistir nas alternativas radicais para superá-lo. Com efeito, essa construção ideológica acaba por justificar o capitalismo e eximi-lo da catástrofe que a humanidade se meteu seguindo o caminho proposto por seus defensores. A ideologia aqui apresentada quer botar a culpa na gente!

    Ao atacar o petismo como “neobolchevismo”, a critica capenga oculta as verdadeiras e necessárias alternativas, tenta desqualificá-las, antes mesmo que elas se apresentem. O PT é a expressão do pragmatismo que abandonou da meta socialista e revolucionária para construir uma estratégia de permanência no governo. Entender como bolchevismo a ocupação dos dez mil cargos de confiança por membros do PT é não entender o que é burocracia (que não foi inventada nem se restringe à experiência socialista). Já que o próprio autor propôs, eu tenho uma dica: vá ler Weber.

    Por fim, não é a defesa da ordem capitalista, não é a sociedade burguesa… é a humanidade que precisa ser defendida, diz o príncipe angustiado. Não, não é. A ordem capitalista e os interesses burgueses foram devolvidos à sua particularidade, perderam a universalidade abstrata e restrita que um dia expressaram na fase revolucionária da burguesia. Capital e humanidade são hoje antagônicos, o que implica dizer que a sobrevivência de um ameaça a continuidade de outro.

    Quando a solução era o capitalismo a história tinha sentido e objetividade, agora que chegamos ao capitalismo plenamente desenvolvido e o mundo, nas palavras de Adorno e Horkheimer, se assemelha a uma calamidade triunfal, devemos encarar que devemos “acabar com a fé e a esperança – trabalhar no mundo do não sentido, procurar caminhos, sem saber para onde vamos”! Bem vindo ao deserto da pós-modernidade.

    Há uma alternativa para o Brasil e para o mundo e esta alternativa é anticapitalista e socialista. O que fracassou no Brasil foi o capitalismo real, aquele que estão nos impondo durante todo o século XX e início do século XXI sempre nos afirmando que agora vai. Não foi, e estamos escrevendo numa conta para o dia que este mundo vai virar. Se a ordem moribunda do mercado e do capital confunde sua existência com a da humanidade e quer arrastar-nos para a cova para a qual caminha, devemos nos desvencilhar de suas armadilhas ideológicas e recusar os conselhos dos profetas que nos empurram para o abismo para nos salvar da queda.

    Não há esta passagem que vou citar no livro de Dostoiévski, mas depois que aprendi que posso me livrar do real, fiquei mais tranquilo em descrevê-la. O príncipe Liev Nikoláievitch Míchkin, em determinado momento, lamenta-se que as pessoas acham que ele é um idiota, mas não deixam de perceber sua grande inteligência. Neste momento, lá da realidade, sai um operário, entra na cena, atravessa a sala e colocando a mão no ombro de Míchkin, mais amistoso que violento, lhe diz com voz calma: Míchkin… você é um idiota!
    14.01.22_Mauro Iasi_O socialismo o idiota e a ideologia_charge_blog da boitempo***

    Mauro Luis Iasi é um dos colaboradores do livro de intervenção Cidades Rebeldes: passe livre e as manifestações que tomaram as ruas do Brasil, organizado pela Boitempo. Com textos de David Harvey, Slavoj Žižek, Mike Davis, Ruy Braga, Ermínia Maricato entre outros. Confira, abaixo, o debate de lançamento do livro no Rio de Janeiro, com os autores Carlos Vainer, Mauro Iasi, Felipe Brito e Pedro Rocha de Oliveira:

    [video:http://www.youtube.com/watch?v=7AUGExvwtsY%5D

    Cidades Rebeldes_Jornadas

    Confira a cobertura das manifestações de junho no Blog da Boitempo, com vídeos e textos de Mauro Iasi, Ruy Braga, Roberto Schwarz, Paulo Arantes, Ricardo Musse, Giovanni Alves, Silvia Viana, Slavoj Žižek, Immanuel Wallerstein, João Alexandre Peschanski, Carlos Eduardo Martins, Jorge Luiz Souto Maior, Lincoln Secco, Dênis de Moraes, Marilena Chaui e Edson Teles, entre outros!

    ***

    Mauro Iasi é professor adjunto da Escola de Serviço Social da UFRJ, pesquisador do NEPEM (Núcleo de Estudos e Pesquisas Marxistas), do NEP 13 de Maio e membro do Comitê Central do PCB. É autor do livro O dilema de Hamlet: o ser e o não ser da consciência (Boitempo, 2002) e colabora com os livros Cidades rebeldes: Passe Livre e as manifestações que tomaram as ruas do Brasil e György Lukács e a emancipação humana (Boitempo, 2013), organizado por Marcos Del Roio. Colabora para o Blog da Boitempo mensalmente, às quartas.

  6. Dulce (Madame X)

    3 de fevereiro de 2014 12:05 pm

    ahahahah
    Tarso matou a

    ahahahah

    Tarso matou a pau!!!! 🙂

  7. Branca Teresinha

    3 de fevereiro de 2014 12:06 pm

    Boa resposta

    Está na hora de responder aos ataques da direita ao contrário do que alguns acham aqui. Sempre leio nos comentários que o PT se cala diante dos ataques. Parece que agora que começou a desmascará-los as opiniões mudam. A direita e seus articulistas dizem horrores do governo, mentem, inventam e ninguém responde. Esse cenário precisa mudar. Lembro de um famoso representante da direita logo após a queda da ditadura incensado pela mídia direitona como muito inteligente e que um belo dia se meteu num debate público com Marilena Chauí. Ela desmontou um por um seus argumentos deixando-os em cacos e colocando o dito cujo no lixo de sua pobreza intelectual. Foi um baque e ele nunca mais ergueu a crista.

  8. leonidas

    3 de fevereiro de 2014 12:10 pm

    Entre Tarso Genro e Demetrio

    Entre Tarso Genro e Demetrio Magnolli em que pese o fato de nao concordar em tudo o que ele diz, nao há a menor duvidas que o Magnolli ganha de longe em termos de ter mais honestidade ideologica e ideias aproveitaveis 

    Tarso Genro é um demagogo que vive preocupado com direitos humanos desde que os protagonistas sejam de direita

    Ele é uma das ultimas pessoas do universo a poder pedir imparcialidade para qualquer coisa…

    1. Roberto Monteiro

      3 de fevereiro de 2014 12:19 pm

      Sou gaúcho

      E te pergunto: tu vives aqui no RS, para escrever com tanta convicção sobre as atitudes do Tarso? Ou te baseias apenas no que afirma o teu ídolo Magnoli? Se for a segunda alternativa, valem para ti as tuas próprias observações.

      Abraço e felicidade!

      1. leonidas

        3 de fevereiro de 2014 4:10 pm

        Hum… interessante
        Isso

        Hum… interessante

        Isso significa que ( seguindo sua brilhante linha de raciocinio ) vc só faça anallise de politicos e personalidade do seu estado certo?

         

        1. claudio r rodrigues

          3 de fevereiro de 2014 5:07 pm

          tarso e magda-oli

          esses tucanos…  só sabem pensar em choque de (indi)gestão! um horror.

      2. Anarquista Lúcida

        3 de fevereiro de 2014 9:04 pm

        Nao alimente trolls!

        Discutir com Leônidas é PERDA DE TEMPO. 

    2. Marcos K

      4 de fevereiro de 2014 8:50 am

      Fica quieto cara! Você pode

      Fica quieto cara! Você pode acusar o Tarso de qualquer coisa, menos de ser demagogo e anti-democrático. Vai ler a tuda Veja porque é só o que tua capacidade de compreensão comporta.

  9. Fabio (o outro)

    3 de fevereiro de 2014 12:37 pm

    É a apoteose da era do BIG

    É a apoteose da era do BIG BROTHER , onde pessoas inexpressivas alcançam os holofotes turbinadas por trás pelo carnaval da grande mídia.

    No caso dos participantes daquele REALITY SHOW , desprovidos de qualquer talento , são alçados à evidência pela atuação histérica da mídia. Bundas , músculos , aparência berrante , comportamento grosseiro , são os atributos quê lhes habilitam a ficar em evidência por um curto período de tempo.

    Já no BIG BROTHER político , figuras desprovidas de qualquer qualidade intelectual conseguem abrir espaço na mídia. No lugar das bundas e músculos dos participantes do reality show , estes novos BIG BROTHERS políticos se habilitam a ficar em evidência desde que satisfaçam à condição de servirem da capacho aos interesses de seus patrões e assumam uma posição visceral contra figuras políticas indesejadas.

    São tristes figuras , vazias de ideias e conteúdo. Não se importam de a cada dia exibirem a incoerência de suas posições diante dos fatos. O que vale é a verborragia elaborada em forma de texto ” cabeça ” para consumo de uma classe média alienada e desmiolada , que vibra com suas tiradas e virulência .

    Marco Antonio Villa , Demetrio Magnolli , Reinaldo Azevedo , Diogo Mainardi , Rodrigo Constantino , Merval Pereira , Noblat , Augusto Nunes , Arnaldo Jabor ,  Alexandre Schwartzman , Mailson da Nobrega , ….. figuras que jamais seriam recebidas em círculos intelectuais e acadêmicos sérios , são colocados em evidência. Dão entrevistas diariamente , comparecem a programas de debates , e são apresentados como “ESPECIALISTAS” .

    Para fechar com chaves de ouro , vejam os senhores o mais novo membro dessa turma , o mais novo colunista de VEJA , o analista político LOBÃO !  

    E pensar que a imprensa no Brasil já contou com gente como Nelson Rodrigos e Millor Fernandes entre seus quadros , acabou desse jeito.  É TRISTE !

     

  10. josé adailton

    3 de fevereiro de 2014 12:38 pm

    Interessante

    Nos States não há o PIG?

     

    O presidente dos Estados Unidos Barack Obama acusou neste domingo a emissora Fox News de manter vivos assuntos que a Casa Branca considera superados, durante uma tensa entrevista ao vivo que foi ao ar antes do Super Bowl, o mais importante evento esportivo do país. O âncora Bill O’Reilly perguntou a Obama [confira o vídeo abaixo] por que ele não demitiu a secretária de Saúde depois das trapalhadas no lançamento do plano Obamacare, se há “corrupção generalizada” no IRS (a Receita Federal dos EUA), e se a Casa Branca tentou minimizar a importância do atentado de 2012 ao consulado americano em Benghazi, na Líbia.

    Obama disse que “algumas decisões estúpidas” levaram ao escrutínio adicional do IRS sobre grupos ligados ao movimento conservador Tea Party que pleiteavam isenções, e que a questão foi esclarecida durante “múltiplas audiências” no Congresso. “Esse tipo de coisa continua vindo à tona em parte porque você e seu canal de TV as promovem”, disse Obama a O’Reilly.
     

    O âncora conservador, que apresenta um programa popular no mais assistido canal a cabo dos EUA, disse a Obama que muita gente acredita que sua equipe tentou minimizar as motivações do ataque insurgente em Benghazi, que matou quatro americanos, inclusive o embaixador Christopher Stevens. “Eles acreditam nisso porque gente como você está dizendo”, disse Obama, rejeitando a acusação, que acabou se tornando uma questão acalorada na reta final da campanha presidencial de 2012.

    O’Reilly também pressionou Obama a explicar por que não demitiu a secretária de Saúde e Serviços Humanos, Katheleen Sebelius, depois dos problemas vistos no lançamento do site governamental pelo qual os americanos deveriam adquirir planos de saúde, adequando-se ao programa conhecido como Obamacare. “Minha principal prioridade agora é fazer com que ele sirva ao povo americano”, disse Obama, admitindo a O’Reilly que o processo de adesão aos planos de saúde está “cerca de um mês atrasado” por causa dos problemas.

     

  11. Anônimo

    3 de fevereiro de 2014 1:18 pm

    ja tive aulas com o Demétrio

    ja tive aulas com o Demétrio no cursinho Anglo. Na época ele ainda não era esse imbecil. Sinal que as pessoas mudam muito.

  12. Válber Almeida

    3 de fevereiro de 2014 1:20 pm

    Pensei que ele fosse

    Pensei que ele fosse professor- geógrafo-jornalista-sociólogo-economista-cientista político-antropólogo-filósofo, tal a desenvoltura com que dá piteco em todas estas áreas e é apresentado na imprensa quando lança mais uma das suas grandes obras-primas. É um forte candidato ao silogeu dos imortais onde já habitam outros grandes do pensamento universal como Merval e o Sir Príncipe da Privataria DEMO-TUCANA.

  13. Juliano Santos

    3 de fevereiro de 2014 1:29 pm

    O Tarso conatatou o que nós

    O Tarso conatatou o que nós da blogosfera sabemos, mas que é preciso que fique bem claro. O pig é um bordel, e cada “cortezã” tenta mostrar seu encantos para aumentar seu preço.

    Mas eu queria dizer outra coisa. Estou assistindo a série “Newsroom”, que mostra os bastidores de uma emissora de not´ciias fictícia. O âncora tem um “nervous breackdown” e quando volta passa a mudar sua postura que antes era, senão neocon, de um patriotismo pusilânime.

    Passa então a combater inclementmente o Tea party e seu braço midiático. Mas ele sempre frisa, “faço isso porque sou republicano, esses caras estão afundando meu partido”.

    Não falta isso no Brasil, Nassif?

  14. Ivan Pedro

    3 de fevereiro de 2014 1:50 pm

    FEIOSO!!!!

    Além de ser de uma desonestidade intelectual ímpar, Demétrio é uma das pessoas mais feias da imprensa brasileira. Onde estão os parafusos de Frankenstein que vão no pescoço ? Como ele consegue disfarça-los ?

  15. André LB

    3 de fevereiro de 2014 2:10 pm

      DEMOROU!!!
      Obvio que não

      DEMOROU!!!

      Obvio que não dá para ficar batendo boca, mas não é mais possível (há muito tempo) deixar esse pessoal falando sozinho, até porque eles não falam sozinhos: têm um espaço enorme em jornais e tvs.

      Apanhe calado hoje e seja derrotado amanhã. Afinal, se você não se defende, por que outros farão isso por você?

  16. C. Acácio

    3 de fevereiro de 2014 2:23 pm

    Tive que me valer do Google

    Tive que me valer do Google para recordar a figura do Demetrio Magnoli. É sério , o alvo sumiu do radar , ele voa no espaço aéreo da Veja e dos seus (e)leitores. O papel do jornalista-geógrafo tem espaço no pensamento da direita , deve ser respeitado , porem é pequeno para a formação do pensamento nacional. Considero que o artigo do governador Tarso foi ponderado , mas a palavra é de prata e o silêncio é de ouro. A polêmica era tudo que o DM desejava …

  17. Serralheiro 70

    3 de fevereiro de 2014 2:36 pm

    Cara de cavalo.

    A alcunha do indivíduo desde seus tempos de escola  eh ” cara de cavalo “. Defende com grande desenvoltura ideias de extrema direita. Inimigo visceral dos petistas de Lula e de Dilma. Constantemente empregado pela groubo(mostra o darf) no sentido de prestar-lhe préstimos . Entende de petróleo a política do oriente médio. Está faltando a ele um adequado suporte político paras aumentaríeis poder transformador, extinguido a bolsa família, as cotas raciais, as cotas sociais, e qualquer outra coisa introduzida pelos petistas nos anos recentes. Quem se habilita fazê-lo candidato anti PT.

  18. morallis

    3 de fevereiro de 2014 3:43 pm

    Para que perder tempo com

    Para que perder tempo com esse ” cara”, o que se ganha com com isso?

    É tão paranóico que quando  vê cadeiras na calçada  cruza a  rua. Né Magnoli?

    Quem não te conhece te compra.

    1. wesley

      3 de fevereiro de 2014 8:05 pm

      nao é perda de tempo

      as coisas em geral só mudam se houver enfrentamento.me lembro até do livro sun tzu e da frase no templo de apolo.

      “conhece a ti mesmo”.a politica,comercio,imprensa, poder….é uma guerra.nao entre na guerra se nao queres lutar.

  19. +almeida

    3 de fevereiro de 2014 6:28 pm

    Tomou?

    Come bola Demétrio! Come bola!

  20. tiao

    3 de fevereiro de 2014 7:11 pm

    À respeito deste sujeito,vou

    À respeito deste sujeito,vou dar um conselho ao Tarso Genro : ” Não gaste velas com defunto ruim.”

  21. Anarquista Lúcida

    3 de fevereiro de 2014 9:06 pm

    Amei o q ele disse no início sobre linguagem e democracia…

    Pegou no cerne da questao. 

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