
Enviado por Anarquista Sério
da Folha
Velha e nova “Doce Vida”, por Ruy Castro
RIO DE JANEIRO – Os herdeiros de Federico Fellini consentiram numa refilmagem de “A Doce Vida”. Por quê? Porque os produtores fizeram uma oferta que eles não conseguiram recusar. Mas para que refilmar “A Doce Vida”? A única maneira de ganhar dinheiro com cinema, hoje, é fazendo filmes para menores de 13 anos de idade mental. Por que se meter com um filme que, em seu tempo, tentou justamente falar a uma plateia adulta?
Ninguém teria o descaramento de reescrever “O Processo”, de Kafka, pintar de novo “Les Démoiselles d’Avignon”, de Picasso, ou remusicar a “Sinfonia nº 9”, de Mahler. Mas o cinema, por suas implicações industriais, é uma arte frágil. Qualquer filme pode ser refilmado, e o cinema americano já fez isto muitas vezes, até bem. Mas, para refazer “A Doce Vida”, o sujeito teria de ser um novo Fellini.
Ele não era um intelectual como Rossellini, um aristocrata como Visconti ou um cínico como De Sica. Era um provinciano de Rimini, com uma capacidade de fabulação superior à dos outros três. Tudo em “A Doce Vida” era inventado: os paparazzi (foi Fellini quem os inspirou), a Via Veneto (a do filme é de estúdio), a aura de Anita Ekberg (até então, uma coadjuvante de segunda em Hollywood) e a própria “dolce vita” –que, segundo os romanos de 1960, não existia. Só Fellini poderia ter inventado aquilo tudo– porque não se conformava com que não existisse.
Mas certos filmes são autoimunes. “Psicose”, de Hitchcock, sofreu três ou quatro execráveis continuações, com os mesmos cenários e o mesmo Tony Perkins. O Bates Motel quase se tornou uma franquia na vida real. E quem se lembra de tais filmes?
“A Doce Vida” não perderá nada com essa refilmagem. Ao contrário, ela fará com que as pessoas queiram assistir ao original. E, ao fazer isto, talvez descubram uma outra época, um outro cinema e um outro mundo.
Jair Fonseca
2 de agosto de 2015 8:20 pmOutra má versão americana foi
Outra má versão americana foi de outro clássico do cinema moderno: Acossado, de Godard. Esse daí também não vai dar certo. Quem vai refazer o Marcello, a Nico? Quem vai filmar como Fellini?
[video:https://www.youtube.com/watch?v=mwKfTkEvMEg%5D
Mário Mendonça
2 de agosto de 2015 8:43 pmPrezado Xará
Vou enviar este
Prezado Xará
Vou enviar este artigo para a nossa amiga Lu Dias; Lembra?
Outro dia, ela me perguntou de Você.
Tu conhece o Blog dela?
O Virus da Arte.
Abração.
anarquista sério
2 de agosto de 2015 9:22 pmConheço sim.
Eu brigo com
Conheço sim.
Eu brigo com todos,
Mas ela foi a que mais briguei rs.
Abraços!
ps : Eu coloquei o blog dela no Fora de Pauta,dia desses.
Odonir Oliveira
2 de agosto de 2015 8:50 pmRepetindo o que escrevi no Fora de Pauta : Concordo.
Todas as releituras a que tenho assistido na vida são muuuuuito inferiores às originais.
De quaisquer coisas, inclusive !
Odonir Oliveira
2 de agosto de 2015 9:40 pmTema (final)
[video:https://www.youtube.com/watch?v=f756NCma5h0%5D
Odonir Oliveira
2 de agosto de 2015 10:32 pmMais um pouquinho …
[video:https://www.youtube.com/watch?v=UBjEUmKZG_I%5D
janes salete
2 de agosto de 2015 10:06 pmNossa! Que foto! E ai a gente
Nossa! Que foto! E ai a gente olhava(quase nunca) uma fernanda torres e o companheiro dela em “Os normais” e pensa: por que nossos, a maioria, artistas têm que apelar? Pior, poderíamos ter filmes lindos, sem palavrões, sem apelação, sem serviço de quarto, banheiro e cozinha. Nossa! Que foto! Não consigo olhar cinema brasileiro, porque é QUASE SEMPRE A MESMA COISA! A MESMA HISTÓRIA! QUASE SEMPRE OS MESMOS ATORES! E, pior, sempre formados na golpista, indigna, emburrecedora, propineira, lavadeira de grana, partido político arcaíco, enfim, o maior atraso desse país, rede globo de televisão.
janes salete
2 de agosto de 2015 10:10 pmNo canal TCM, as vezes, passa
No canal TCM, as vezes, passa esse tipo de filme. Bom demais! Agora, fazer uma “segunda via”, é de lascar. Até´porque o cinema mundial não anda muito inspirado. Parece que, literalmente, estamos na época da cópia, e imperfeita!
Andre B
2 de agosto de 2015 10:13 pmRuy Castro é típico
Ruy Castro é típico representante do sujeito babaca que defende com unhas e dentes a ideia de que “o que eu não gosto não presta”!
janes salete
2 de agosto de 2015 10:15 pmMeu vô escolheu meu nome,
Meu vô escolheu meu nome, Janes, porque era apaixonado por Jane Maisfelf(naõ sei se é assim que escreve), porque ela era dona de peitões e muito linda. Só que nunca vi filmes com ela, vou até ver se acho. Na verdade o meu nome ficou n plural, porque o escrivão confundi Jane’s e ligou tudo. Essa é a história do meu nome. Bjo.
joão adalberto
2 de agosto de 2015 10:34 pmA turma
Ruy Castro , um ótimo biógrafo, ótimo jornalista, ótimo colunista(as suas crônicas são imperdíveis) é da época da turma do O Pasquim…viviam ,até merecidamente , no Olimpo. Na grande maioria das vezes “assino embaixo” sobre o que ele escreve.
AnnaDutra
2 de agosto de 2015 11:06 pmBoa!
Excelentes tuas contribuições, todas, hoje.
Pena eu estar num dia tão pouco inspirado. Eu adoro cinema e música. Mas prometo, numa próxima, fazer jus a oportunidade de comentar um post trazido por você.
Beleza de filme. E a dama, lindíssima.
Abraço!
Anna.
jns
3 de agosto de 2015 2:58 amA Batalha de Bulge
As fotos icônicas de Delmar Watson desnudam o impagável! olhar de desaprovação de Sophia Loren para as peitcholas da poderosa Jayne Mansfield.
O olhar desconfortável de Sophia, revelado nas fotografias icônicas tomadas por Delmar Watson tornou-se um momento da captura perfeita do ciúme feminino, transformando Mansfield na loira largada e Loren na morena mal-humorada.
A maioria de nós só conhece este momento eternizado pelas lentes fotográficas, por um único ângulo, mas havia outras imagens captadas naquela noite em 1957, que deram um pouco mais de contexto para o brilho do caráter infame de Sophia.
Em abril de 1957, Hollywood estava recebendo a atriz italiana Sophia Loren com um jantar em sua honra no Romanoffe. A atriz americana, Jayne Mansfield tinha sido convidada e estava sentada entre Loren e Clifton Webb. Quando foram feitas as fotos, ela se inclinou sobre a mesa, permitindo que seus seios derramassem sobre o seu decote generoso, expondo uma das jujubas. Sophia teve uma visão bastante privilegiada de onde estava sentada
O deslize das chupetas foi absolutamente intencional e tornou-se um recurso recorrente para golpes de publicidade com a notória intenção de desviar a atenção da estrela italiana. A imprensa apelidou o episódio de “A Batalha do Bulge”, mas este não foi o primeiro ‘escape de mamilo’ como golpe de publicidade da estrela de Hollywood.
Dois anos antes, ela havia posado para a Playboy e, cuidadosamente, encenou outros acidentes públicos que se tornaram uma ocorrência bastante previsível. Jayne Mansfield, no entanto, percorreu um longo caminho até descobrir que a proeminência de seus seios a levou a perder importantes papéis profissionais.
As informações são de Michael Bradley – Time Traveler