
Poucas vezes tenho essa sensação, a de desejar alguém pra dividir uma dúvida, uma escolha ou simplesmente compartilhar notícias e novidades sobre a vida da minha filha. Em grande parte porque ela não me dá trabalho, embora adolescente de personalidade tão forte quanto a minha, o que gera atritos, é claro, mas na maior parte do tempo porque tenho consciência de que a escolha feita há 16 anos haveria de ser honrada – teria esta filha sozinha.
Obviamente o amparo incondicional e amoroso da minha família estruturou – e ainda estrutura, vale dizer – bases sólidas e seguras para que nossas vidas fluam e se desenvolvam confortavelmente, mas vez ou oura bate aquela vontade de ser tradicional e ter alguém com quem dialogar de igual pra igual, na mesma linha, entende? Meu pai é meu pai e minha mãe é minha mãe, e por mais apoiadores que sejam da minha maternidade, estão uma linha acima, têm outra compreensão e visão da vida, dos planos, de mim mesma e por aí vai…
Confesso que o que mais tenho vontade de conversar com esta pessoa que estaria na mesma linha que eu é sobre o quanto orgulho sinto da criação dela, do que ela representa pro mundo que a cerca, sobre o quanto é boa minha menina. Que coração grande tem e que as vezes me preocupa que este tamanho todo a faça sentir mais dores e desprazeres pois, sabemos, a proporção é inerente à vida. Gostaria de escutar de volta um “não se preocupe, te ajudo a cuidar disso e de mais um tanto”, mesmo sabendo que expectativa é premissa pra frustração.
É que por maior satisfação que tenha em ter modificado estruturas e constelações sérias, mesmo que invisíveis aos olhos, e que este plantio de amor feito na semente desta filha minha, energia é artigo finito em terra de encarnado e eu, ah, eu (como todos que aqui estamos) também preciso dormir.
Odonir Oliveira
2 de agosto de 2015 4:06 pmOuvir opiniões, refletir sobre atitudes, elaborar sensações …
realmente fazem falta.
Talvez um “marido” nem seja o melhor interlocutor… mas que faz falta ter com quem se dividir dúvidas, ah isso faz.
Amigos “porretas” podem ser muito bons nesses momentos, tanto os homens quanto as mulheres.
É bom ser mãe solteira também.
[video:https://www.youtube.com/watch?v=dhyxebXrdTc%5D
Nadraas
2 de agosto de 2015 4:45 pmUm olhar, uma lagrima, um
Um olhar, uma lagrima, um sorriso meio que triste meio que feliz,,,,,todos teus
will
2 de agosto de 2015 10:55 pmSou crítico às produções
Sou crítico às produções independentes. Exceto havendo Amor, não há problemas.
Entretanto me preocupo com a criança.
E as vezes é dificil passar por estas difíceis experiências sem que elas saibam.
Ze Guimarães
3 de agosto de 2015 1:22 amMãe sem dinheiro
Ser mãe solteira é sofrido, agora, o pior de todos os cenários é uma mãe solteira sem dinheiro e sem apoio de família alguma.
Os mais ricos, mesmo sozinhos, tem o dinheiro que tudo compra, e mesmo sozinha a mãe põe em boas escolas, creches, enquanto trabalha.
O pobre filho de mãe solteira, quem educa é a favela, é a rua, as vezes é o traficante da esquina.
Sempre fui a favor de que cada pessoa só se casasse quando tivesse dinheiro suficiente para tanto, um bom salário ou boa fonte de renda.
Sempre fui meio contra produções independentes, porque criar uma criança é uma tarefa complexa demais, e poucas pessoas conseguem fazer isto sozinhas, sem comprometer o futuro do filho.