Witzel, “o que não gosta de ser chamado de GENOCIDA”, é também um protótipo de ditador, por Eduardo Ramos

Toda a solidariedade ao jornalista Luís Nassif. É um caso típico, em que a liberdade de expressão e os direitos de “um”, implicam diretamente na liberdade de expressão e os direitos de TODOS NÓS.

Foto The Economist

Witzel, “o que não gosta de ser chamado de GENOCIDA”, é também um protótipo de ditador

por Eduardo Ramos

(sobre o post: Vídeo: Witzel manda polícia em casa para intimidar Luis Nassif, por Jornal GGN)

O governador Wilson Witzel não gostou de ver / ouvir a palavra GENOCIDA ligada ao seu nome. Sabe-se lá com que autoridade, com o apoio de quem, “deu o seu jeito” de enviar dois policiais à casa do jornalista Luís Nassif, para intimá-lo a se explicar em razão dos vídeos em que é tachado como GENOCIDA.

Nassif foi bem didático ao explicar em vídeo ao governador, o significado da palavra:

“é genocida o sujeito responsável pela proliferação de mortes indistintamente.”

Eu o chamo em meu artigo, de “protótipo de ditador”. O que diz o dicionário sobre a palavra “protótipo”?

“protótipo – o exemplar mais exato, mais perfeito, mais típico, de alguma categoria de coisas ou indivíduos”

Ora, diante dessa realidade, qualquer cidadão poderia afirmar que Witzel, POR CAUSA DE SEUS ATOS DE GOVERNO, revela-se um protótipo de genocida e de ditador. Algumas considerações a respeito de suas ações:

Ponto Um – O caminho do governador, ao se sentir ofendido e/ou caluniado, deveria ser o do processo legal, por vias judiciais. Nunca soube ou ouvi falar dessa “segunda via”, esse estranho caminho escolhido por ele para intimidar um jornalista: policiais armados para a entrega de uma intimação! É evidente a ilegalidade do ato.

Ponto Dois – Até os leigos sabem que uma das defesas mais simples e eficazes, quando alguém é acusado de difamação ou calúnia, é a “exceção da verdade”, ou seja, quando há fatos havidos que comprovam a razão do uso do adjetivo considerado “caluniador” ou “ofensivo” – um ladrão com roubos comprovados não pode processar quem o chame de….. ladrão! – a exceção da verdade exime de culpa quem assim o chama. Ora, qualquer cidadão que for levado à Justiça por chamar Witzel de GENOCIDA, não terá a mínima dificuldade em PROVAR a veracidade da informação. Sequer precisaria arguir diante de um promotor ou juiz, a frase de estimação do governador, sobre o “tiro na cabecinha dos bandidos”, por policiais em helicópteros. Os “efeitos colaterais” da política de morte do governador já produziu vítimas INOCENTES, crianças e adolescentes em sua maioria, o suficiente para que seja, ISSO SIM UM ATO DE JUSTIÇA, julgado e condenado por crimes contra a humanidade – seu provável destino daqui a alguns anos.

Leia também:  Moro rebate coluna publicada na Folha de São Paulo

Ponto Três – O ato claramente de intuitos intimidatórios do governador só fará com que mais pessoas queiram vir a público chamá-lo pelo que é, chamá-lo PELO RESULTADO DE SUAS AÇÕES: Um GENOCIDA! Processará a todos? Enviará policiais armados à porta de todos?

Ponto Quatro – Mandar prender Eduardo Guimarães, como fez Moro e enviar policiais à porta da casa do Nassif, como fez Witzel é próprio de duas categorias de pessoas: os covardes e os tiranos! Nenhum dos dois teria jamais a coragem de fazer o mesmo com um dos barões da mídia. Será sempre mais fácil a truculência contra os blogueiros independentes.

Toda a solidariedade ao jornalista Luís Nassif. É um caso típico, em que a liberdade de expressão e os direitos de “um”, implicam diretamente na liberdade de expressão e os direitos de TODOS NÓS.

Não cabe covardia ou omissão nessas horas!

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