8 de junho de 2026

Eleição presidencial do Peru termina sem vencedor definido

Contagem de votos avança lentamente, expõe divisão do país e adia definição do vencedor para julho

A eleição presidencial do Peru terminou sem um vencedor definido. Com mais de 92% das urnas apuradas, a candidata de direita Keiko Fujimori aparecia com 50,2% dos votos, contra 49,8% do candidato de esquerda Roberto Sánchez, em uma disputa marcada por diferença mínima. As projeções das empresas de pesquisa e dos observadores eleitorais apontavam empate técnico, indicando que o resultado final só deverá ser conhecido em meados de julho. As informações são do jornal argentino Clarín.

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Levantamentos de contagem rápida apresentaram cenários distintos, mas todos dentro da margem de erro. Uma projeção da Ipsos e da Transparência Internacional atribuía 50,3% dos votos a Sánchez e 49,7% a Fujimori, enquanto pesquisas de boca de urna divulgadas anteriormente indicavam vantagem da candidata conservadora. Especialistas ressaltaram que a contagem rápida, baseada em atas oficiais de votação, oferece maior precisão do que as pesquisas realizadas na saída das urnas.

Apesar da indefinição, os dois candidatos adotaram discursos opostos após o encerramento da votação. Sánchez celebrou o desempenho eleitoral e afirmou a apoiadores que pretende conduzir um governo voltado à população. Fujimori, por sua vez, rejeitou qualquer declaração antecipada de vitória e defendeu a conclusão integral da apuração antes de qualquer anúncio oficial.

A Junta Nacional Eleitoral informou que os resultados definitivos deverão ser divulgados apenas em 15 de julho. O atraso decorre da implementação de um novo procedimento obrigatório de recontagem para seções eleitorais com questionamentos ou irregularidades. Segundo a autoridade eleitoral, o número de atas com observações cresceu mais de 50% em relação ao pleito anterior. A posse do novo presidente está prevista para 28 de julho.

Os números também evidenciam a forte polarização do país. Em Lima, Fujimori obteve ampla vantagem, enquanto Sánchez registrou desempenho dominante no interior. Os votos dos peruanos residentes no exterior, tradicionalmente mais favoráveis à direita, ainda não haviam sido totalmente contabilizados. Durante a votação, foram registrados incidentes pontuais envolvendo a invalidação irregular de cédulas e tentativas de interferência em locais de votação, mas a autoridade eleitoral descartou indícios de fraude e afirmou que os casos não comprometem a validade do processo.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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