
Os Brasis: a Ex-querda e a re-existência, por Arkx
o Brasil fora estilhaçado. como pedaços de espelhos partidos, os vários Brasis já não refletiam nenhuma identidade coletiva.
assim como a teoria e a interpretação majoritárias sobre o Brasil haviam sido volatizadas pelo golpeachment, os tradicionais conceitos e práticas da Esquerda se revelaram como apenas mitologias e equívocos.
junto com o Brasil também estava morta a Ex-querda.
a Ex-querda é uma ampla frente de partidos, organizações, associações, tendências e diversos tipos de grupos. todos reunidos sob a incontestável liderança do Lulismo.
ainda mais definidor que sua organicidade, a Ex-querda é um modo de se pensar o Brasil e de como encaminhar a luta política.
foram pensadores da Ex-querda os principais responsáveis pela arquitetura teórica de um Brasil mitológico, conveniente a uma tradição liberal conservadora; foram também políticos da Ex-querda os que por aquela teoria balizaram na prática o movimento popular, fazendo dele uma conveniente forma de gestão do capital.
a Ex-querda é o Brasis contraface ao Brasis dominante. verso e reverso de um mesmo modelo. São Paulo Ltda. tem sua outra face no PT quatrocentão. a Lava Jato & Associados tem sua correspondência no Republicanismo companheiro.
ainda mais irônico e surpreendente é a constatação de boa parte dos integrantes da Ex-querda serem habitantes do Brasis BrasiNazi. com seu sectarismo, seu dogmatismo, seu centralismo, seu autoritarismo, seu culto a personalidade e sua abominação ao contraditório, a Ex-querda apenas deseja substituir uma estrutura de poder por outra, tão perversa quanto.
em seus 13 anos na gestão de BrasilPar, a Ex-querda jamais se poupou de louvar seu desempenho no bem cuidar dos interesses da Tirania Financeira Global: “Nunca os bancos ganharam tanto dinheiro”.
a Ex-querda nutria enorme ressentimento pela MídiaGlobal, apesar de suas doações bilionárias, sob a rubrica de patrocínios e publicidade, jamais conseguira cooptá-la inteiramente.
após sua destituição pelo golpeachment, a Ex-querda continua perdida, perambulando em seu labirinto. dele jamais chegará a sair sem desvencilhar-se de suas correntes, como invertidos fios de Ariadne, mantendo-a atada ao centro da armadilha: o Minotauro do Lulismo.
agora, sua única plataforma se restringe a mirar num ano para sempre longe demais: 2018. sua única bandeira se limita a uma única candidatura.
sua obsessão com um futuro inalcançável só era comparável à compulsão em retornar ao passado no paraíso do big-bang das commodities.
sua única e perpétua liderança é Lula. “Lula 2018” ou ”Lula Já”. sempre Lula!
mas nunca Lula nas ruas e nas ocupações liderando uma resistência popular contra o governo ilegítimo. nunca Lula explicitamente defendendo a anulação do impeachment, a punição dos responsáveis pelo golpe e a revogação de todos os atos e contratos do governo usurpador.
a insistência em anunciar Lula como o “grande líder Salvador da Pátria”, apenas revelava repetidamente como ele já não possuía o vigor físico necessário, tampouco nunca tivera o perfil político, para conduzir uma guerra pela libertação do Brasil. ainda pior, deixava claro que tipo de “salvação do Brasil” se pretendia obter.
como artifício para justificar sua própria capitulação, a Ex-querda transfere sua omissão para os fantasmas que forjou: “esse povo não vai prá rua!”, “esse povo de frouxos!” e “esse povo que não sabe votar!”.
sempre “esse povo”, e nunca ela mesma…
desde o início do processo de impeachment, relevante parcela da população jamais saíra das ruas e das ocupações, participando ativamente de centenas de atos, protestos, manifestações e passeatas.
quem das ruas se ausentara e se empenhara em delas afastar o povo foi a própria Ex-querda.
não havia também qualquer fundamento histórico na acusação de sempre termos sido “um povo de frouxos”. a História do Brasil é escrita com o sangue dos massacres dos levantes populares.
quem nunca demonstrara a combatividade necessária para enfrentar o golpe era a Ex-querda, sempre se ofertando em súplicas pelo último acordo.
se o Congresso Nacional fora usurpado por uma horda fisiológica, isto não ocorrera legitimado pelo voto popular. e sim através da promíscua coalizão do quociente partidário com o financiamento empresarial. dos 513 deputados federais, só 36 foram eleitos unicamente com votos próprios.
ao contrário, “esse povo” elegera por quatro vezes Presidentes da Ex-querda comprometidos com a reforma política, sem que estes jamais tratassem, na prática, esta questão como vital para a manutenção da Democracia brasileira.
se “esse povo” não sai às ruas, é alienado. se sai, seus protestos pacíficos são reprimidos com violência. se não reage, é frouxo. se reage, é vândalo, baderneiro, apenas fornecendo munição para justificar ainda mais repressão.
esta linha de raciocínio só serve aos impotentes, aos derrotados de véspera, aos que nunca quiseram se contrapor, aos que ainda imploram pelo acordo, pelo conchavo, pela conciliação impossível.
quanto mais a Ex-querda insistia na tentativa de trazer seus mortos à vida, mas ela confirmava sua própria morte.
“trazer os mortos à vida não é nenhuma grande mágica.
poucos estão completamente mortos:
sopre as brasas de um homem morto
e uma chama viva se levantará.
então conceda-lhe a vida, mas considere
que o túmulo que o abrigou
agora não pode ficar vazio:
você com suas roupas manchadas
nele você deve se aconchegar deitado.”
WG
9 de fevereiro de 2017 6:37 pmOs governos do PT esqueceram
Os governos do PT esqueceram de um pequeno detalhe: o povo. Estabeleceu-se um incipiente projeto de nação, já praticamente destruído pela plutocracia. Programas que tiraram milhões da miséria ( bolsa família ). Outros programas populares ( minha casa, minha vida). Podemos atribuir a continuidade dos privilégios da classe dominante a uma espécie de licença para governar para os mais pobres. Mas o fato é que muito mais poderia ter sido em benefício das camadas populares, sobretudo em termos de participação efetiva dessas camadas da população nas decisões políticas.. Nem se tentou reformar a estrutura de poder. Não se tentou democratizar a mídia. Então, não se criou uma identificação Governo-Povo. No momento em que foi necessário, o governo estava órfão. Não acredito que teremos um país dividido. Acho que, infelizmente, haverá “conciliação”. Do tipo, Lula impedido de se candidatar, mas não preso. A plutocracia acaba com a lava-jato e restabelece o estado de direito para a finalidade de proteger os políticos golpistas. A perversa rede globo enfia uma coisa parecida com isso na mente de um povo alienado. Se a esquerda tivesse concebido um projeto de educação destinado a conscientizar a massa de jovens do ensino público, investindo pesado, durnte vários anos, talves isso criasse uma espécie de choque e pavor na classe dominante. Mas a esquerda ficou muito distante de realizar tal processo.
arkx
11 de fevereiro de 2017 10:09 amos Brasis: a Ex-querda e a re-existência
-> Então, não se criou uma identificação Governo-Povo. No momento em que foi necessário, o governo estava órfão.
não é que o Governo estivesse exatamente órfão. porque a verdade é que o Governo não quis que as pessoas fossem às ruas. jamais se empenhou de verdade para isto. veja só, tem uma lógica nisto: se o Lulismo houvesse confrontado nas ruas, com amplas mobilizações populares (o que tinha total condição de fazer, a começar pelo Nordeste), nunca mais poderia se apresentar como uma opção viável de governo para a plutocracia! teria rompido qualquer possibilidade de acordo.
-> A plutocracia acaba com a lava-jato e restabelece o estado de direito para a finalidade de proteger os políticos golpistas. A perversa rede globo enfia uma coisa parecida com isso na mente de um povo alienado.
pode ser, pode ser… só que nada disto resolve a questão principal: a profunda recessão em que atiraram o Brasil. criaram um tal problema que agora só as “medidas populares” serão capazes de resolvê-lo. ou seja: fazer com que o grande capital pague pela crise.
abraços
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Atreio
9 de fevereiro de 2017 8:09 pmpretensões literárias X
pretensões literárias X analise politica.
PT e seu projeto mudaram o pais em q vivemos, é só ver os nuemros do IBGE. o q quiser… PIB, escolaridde, mortalidade infantil, escolas técnicas, vagas em universidade, engenharia, segurança energetica, hídrica….
mutio ainda a se fazer, claro – ninguem disse diferente. mas se fez muito e ninguem deveria duvidar. a maior copa do mundo até hj, um sucesso. seguida pela maior olimpiada do mundo ate hoje, enorme sucesso.
o povo reconduziu ao lugar maximo da republica 4 vezes seguidas e na ultima, a mídia (4 ou 6 familias milionarias) junto com atores do judiciarios (tb meia duzia) erraram ao agir fora da lei. ponto. nã houve crime. eles não provaram, eles não identificaram nem tipificaram. artifícios q so colaram pela ajuda de uma mídida canalha q não relata fatos, mas interpreta e trasnborda adjetivos.
o povo agora irá pressionar pela correção pois o país é nosso, vivemos aqui e nosso filhos tb. não em barcelona ou miami.
e devemos corrigir o erro:
BRASIL. reDILMA-se
Serjão
10 de fevereiro de 2017 12:51 pm“grande líder Salvador da Pátria”
Tem a rede da famiglia Marinho, tem a plutocracia, tem a elite e a ¨classe média¨, a direita, os manipulados, os conservadores, o Império, a lava-jato e seu Moro, a esquerda (?) da Genro e Freixo,…amigo…, como apanha esse Lula, putz.
Esse homem é um santo, ou então, o próprio diabo.
Não bastando a lista acima, tem os do ¨se¨, se o Lula tivesse feito assim e assado; e, por fim, os que afirmam que o Lula está ultrapassado e distante dessa moçada que ocupou as escolas.
Infeliz o povo e a nação que necessita de heróis, ora, muito mais infeliz é aquela que não os têm.
Somente com uma perspectiva histórica mais ampla é possível apreender com mais clareza o significado e a dimensão do que representa o presidente Lula para o Brasil.
Os contra o Brasil sabem muito bem disso
Ivan de Union
9 de fevereiro de 2017 8:46 pmArkx, eu nunca li um item seu
Arkx, eu nunca li um item seu que era tao ruim!
O Brasil nao esta pra ver “ex-querda” nenhuma.
Esta pra ver linchamentos publicos -e nenhuma “esquerda” vai fazer parte disso!
Espero que dessa vez seja das pessoas certas.
“Terceirizamos” (coff coff) TODAS as reclamacoes pras ruas. So voce nao viu.
arkx
10 de fevereiro de 2017 9:25 pmos Brasis: a Ex-querda e a re-existência
-> Arkx, eu nunca li um item seu que era tao ruim!
pode crer, tem textos ainda piores, bem “mais piores”. são os que evito postar aqui para não ferir a suscetibilidade de pessoas como você.
experimente ir num confronto como o de ontem (09/02/2017) na ALERJ, e pergunte aos presentes, debaixo daquele bombardeio de gás, o que eles acham de Lula e Dilma, os dois que por mais de uma vez apoiaram Sérgio Cabral e Pezão?
vocês estão numa bolha.
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Marcelo33
13 de fevereiro de 2017 3:12 pm“experimente ir num confronto
“experimente ir num confronto como o de ontem (09/02/2017) na ALERJ, e pergunte aos presentes, debaixo daquele bombardeio de gás, o que eles acham de Lula e Dilma, os dois que por mais de uma vez apoiaram Sérgio Cabral e Pezão?”
Esse é o perigo. A rua está “Contra todos”, assim como em 2013, e na prática, a rua botou Temer lá.
Se a rua está “contra todos”, qualquer um que governe, a rua estará em desagrado. Põe então o que está mais ao gosto da Plutocracia.
Tem pessoas que são contra todos. Tem outras que são só contra a esquerda. E melhor botar a direita e dsagradar alguns do que botar a esquerda e desagradar todos.
Aí percebemos que por maior que seja a rejeição à Temer, a rejeição à qualquer outro seria maior…
Como va faloou, as pessoas que estão na Rua estão contra a Dilma também, então não é a bandeira de anulação do impeachment que irá unir todos os que estão contra esse governo.
Se vc aceita a anulação do impeachment como um mal menor que esse governo que está aí, tem gente que não aceita…
Henrique Beaga
9 de fevereiro de 2017 8:57 pmEsquerdismo puro
Esse texto é típico de um estudante de DCE. Só pelo fato de se referir ao PT como “Ex-querda” já se percebe a rivalidade que mais parece de futebol.
A esquerda pura que o articulista torce apoiou o Golpe contra Dilma por puro ressentimento ao PT, mesmo sabendo que iria afundar o país.
A esquerda pura é vítima do governo Temer? claro que não, essa está feliz nas suas universidades e vivendo a vida de classe média branca moralista.
Quem é vítima do governo Temer? Negros e pobres, o verdadeiro povo brasileiro.
No Brasil esquerda nunca foi povo, a não ser que o articulista considere o “povo” universitários e professores brancos.
Não adianta o Esquerdismo puro (ou branco) se aproveitar da prisão do Rafael Braga Vieira pra dizer que a esquerda é vítima da polícia, sabemos que não é.
peregrino
9 de fevereiro de 2017 9:09 pmalgumas verdades…
mas não se deve romper as fronteiras da interpretação para falar de algo que ainda não terminou
o Brasil inteiro está fervendo nas entranhas ainda
arkx
11 de fevereiro de 2017 10:15 amos Brasis: a Ex-querda e a re-existência
-> o Brasil inteiro está fervendo nas entranhas ainda
Dracarys. na verdade, nem ainda começou a ferver, frente ao que pode acontecer. a conta do golpe é alta demais. foram com tanta sede ao pote que desta vez ele quebrou…
abraços
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peregrino
9 de fevereiro de 2017 9:27 pmentre esquerda e direita…
vale muito mais o que qualquer uma delas traz ou cria de novidade
direita nada traz, nunca trouxe, nada criou a mais
na minha humilde opinião, qualquer um que se manifestar atualmente ou mais à frente contra tudo o que está acontecendo de ruim para o país e para o povo é cria da esquerda
arkx
9 de fevereiro de 2017 11:28 pmos Brasis: a Ex-querda e a re-existência
hoje à tarde o centro do Rio de Janeiro foi tomado por “esse povo que não vai prá rua!” e por “esse povo de frouxos!”.
foram horas de bombas de efeito moral e gás. várias dispersões seguidas de reagrupamentos.
dois caveirões e dezenas de motos perseguiam os manifestantes, disparando balas de borracha e mesmo armas de fogo.
o trânsito em boa parte da área central foi interrompido. av. Rio Branco, Primeiro de Março, Antonio Carlos, rua da Assembléia, Sete de Setembro. bombas foram jogadas nas imediações do CCBB (Centro Cultural do Bando do Brasil), na esquina com a av. Pres. Vargas.
ao anoitecer, ainda havia uma multidão em frente a ALERJ e várias barricadas em chamas nas ruas.
um estudante secundarista foi atingido por um projétil de borracha com ponta perfurante.
o comentário unânime era sobre a covardia do Batalhão de Choque e a necessidade de invadir a ALERJ e atear fogo com os Deputados lá dentro.
mas que merda, né? “esse povo não vai prá rua!”. “esse povo é de frouxos!”.
a crise do Brasil sempre foi a crise de suas lideranças.
desta vez a plutocracia brasileira ultrapassou os seus últimos limites de segurança. não haverá retorno. “o povo já não é mais o mesmo!”
vídeo: ALERJ – 09/02/2017
[video:https://www.youtube.com/watch?v=kuzI7NFUs00%5D
[video:https://www.youtube.com/watch?v=N0vHzo9DBrc%5D
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Gonzales
10 de fevereiro de 2017 1:30 am…
…
” Nunca ví uma direita tão revolucionário, esse pessoal do golpe vai conseguir fazer a revolução, vai fazer um levante popular contra eles .”
Rui Costa Pimenta, PCO.
arkx
10 de fevereiro de 2017 7:51 pmos Brasis: a Ex-querda e a re-existência
-> ” Nunca ví uma direita tão revolucionário, esse pessoal do golpe vai conseguir fazer a revolução, vai fazer um levante popular contra eles .”
tem toda a razão. daí a crise ser a crise de nossas lideranças de Esquerda. como capitalizar estas condições em benefício do levante popular.
admito que tenho acompanhado as avaliações de conjuntura do Rui Pimenta (PCO) muito menos do que deveria – e gostaria.
vídeo: O excesso de cretinismo parlamentar da esquerda
[video:https://www.youtube.com/watch?v=E2wxOu2DEJ0%5D
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Marcelo33
13 de fevereiro de 2017 3:33 pmRevolução no Brasil ??? Só se
Revolução no Brasil ??? Só se for como a da Ucrânia, e infestar o poder de direitistas da pior extirpe…
Ihh, isso já aconteceu.
Eu duvido de termos uma revolução no Brasil. Só se trouxer outro povo para cá, pq o povo Brasileiro, só se Flamengo e Corinthians forem rebaixados no mesmo ano.
Ze Guimarães
9 de fevereiro de 2017 11:35 pmO mítico “Lula “
Excelente artigo, caro Arkx.
Lula foi um dos melhores presidentes do Brasil, porém é humano, e não um ” semi deus ” como a sua militância acredita. Ai de quem falar mal do Lula ainda que seja uma crítica construtiva.
Lula já deu o que tinha de dar. A direita estudou todos os movimentos de Lula neste tabuleiro de Xadrez, e é capaz de antecipar todas as suas jogadas, por isto Lula só volta ao poder se for pra apanhar mais. A direita teve 13 anos pra estudar Lula.
Agora, os esquerdistas, não aceitam que terão de ter um plano B, querem continuar com um sonho que não existe mais. E se insistirem neste caminho o sonho virará pesadelo.
Lula foi tão esculachado pela mídia que a maioria do povo tem um ódio dele, e provavelmente nada no mundo irá reverter isto. Lula não pode nem sair na padaria da esquina da casa dele, que apanha da população, imaginem ele subindo num palanque e correndo o risco de levar um tiro.
Lula é ingênuo demais, inocente demais puro demais para enfrentar um serpentário da pior espécie. Pra vencer esta parada tem de ter Maquiavel no currículum, ser Mestre Enxadrezista, e uma grande malícia na avaliação dos adversários. Coisas que definitivamente, Lula não é, nem tem.
Pessoalmente eu votarei Ciro Gomes ( se a direita deixar ele se candidatar ) pois é nacionalista e tem uma vasta visão e experiência de vida política, além de excelente aprovação nos Estados onde governou.
Serjão
10 de fevereiro de 2017 8:52 amEterna
Assim a esquerda novamente se divide.
Ciro Gomes está sendo oportunista, ao contrário de somar, divide.
Ciro é novo e pode esperar um pouco mais para realizar a sua ambição pessoal.
arkx
10 de fevereiro de 2017 9:11 pmos Brasis: a Ex-querda e a re-existência
-> Assim a esquerda novamente se divide.
temos um impeachment inconstitucional. temos um golpe que está mais do que desmascarado ter sido um golpe da plutocracia contra o povo.
haveria alguma outra bandeira com maior poder de unificar a Esquerda e os setores progressistas do que a anulação do impeachment?
então porque não é esta a bandeira sendo levantada?
porque nem mesmo a President@ deposta assumiu esta bandeira! o Lula já assumiu publicamente a anulação do impeachment?
então, é preciso uma definição: que tipo de Esquerda é esta que não assume como bandeira principal a anulação deste impeachment? que tipo de Esquerda unida pode existir se os que foram chutados para fora do governo por um golpe não se propõe, na prática, a lutar contra ele?
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Ze Guimarães
10 de fevereiro de 2017 10:31 pmDitadura vs manifestantes
Caro Arkx.
Vivemos uma ditadura. Dilma nem sequer pode pronunciar a palavra “golpe ” que quase fo presa por isto. Como levantar alguma bandeira assim?
Os PMs do Espirito santo estão sendo processados por motim e rebelião e podem pegar até 20 anos de cadeia.
Disse bem: ” Nem o Lula se atreveu a levantar a bandeira de golpeachment ” Com certeza o Juizão de Curitiba o prenderia imediatamente se levantasse tal bandeira. Se nem Lula levantou, não vamos ser nós que vamos levantar, não é mesmo ?
Ainda perguntas porque a bandeira não é levantada?
Os que a levantarem, correm o risco de fazer compania aos detentos que decapitaram uma centena de colegas de cela.
recomendo esquecer o impeachment e tocar a bola pra frente. Talvez se vença o golpe a longo prazo pela canseira. Pela luta armada ou pela manifestação, impossível.
Marcelo33
10 de fevereiro de 2017 11:17 amVia de regra, a esquerda do
Via de regra, a esquerda do NE odeia Ciro, o considera essencialmente um Coronel.
Ele está mais para o modelo de Caudilho, com um vasto histórico na parte direita do espectro político.
Minhas queixas contra Ciro é a ausência de base social no PDT. O PDT Hj é um partido medíocre, com uma política típica no centrão. Seus senadores unanimemente votaram pelo impeachment. Alem deles, o PDT elegeu outros senadores, que mudaram de partido, mas todos votaram pelo impeachment. Cadê o Governador que o PDT Elegeu ?? Tá no PSDB.
O PDT é um partido pequeno, que teoricamente é de esquerda, mas só elege gente de direita. 70% do partido daria um pé na bunda do Ciro com gosto em troca de um ministério bosta como o dos esportes. O partido parece estar melhorando com a saída dos direitistas aos poucos, mais ficara menor que PIÇOL.
Ze Guimarães
10 de fevereiro de 2017 10:20 pmOdeia mesmo ?
Caro Marcelo
Se a esquerda do Nordeste odeia ciro, eu não sei. Mas o povo do Ceará onde ele governou gosta tanto dele, que o reelegeu várias vezes. Para mim isto já é um feito notável.
Concordo que o PDT está mais para direita que esquerda, mas que alternativas teremos? O PT acabou, a midia esculachou tanto o PT que se for se reeleger, o judiciário prende, multa processa, com ou sem motivo. Só a militância petista não enxerga o fim do partido.
Fora isto, tem o PSOL ( que eu voto sempre ) que tem 3 % de votos.
Quer dizer, ou é o Ciro, que a direita respeita um pouco, por ter participado da criação do Plano Real e por ter feito parte do PSDB ( nos tempos em que o partido ainda era de ” esquerda ” ), ou não vai ser ninguém e o PSDB ultraconservador entreguista e o PMDB neoliberal vão deitar e rolar, e decidir entre os dois qual será o futuro presidente. .
Justamente por ser respeitado tanto na esquerda quanto na direita é que Ciro tem chances de se reeleger. É ele ou o PSDB daqui pra frente, .
E aí, quais alternativas temos mais?
lenita
9 de fevereiro de 2017 11:40 pmDe novo ?
Tem gente que não se cansa de dizer a mesma coisa sempre. Chato isto, né?
arkx
11 de fevereiro de 2017 10:35 amos Brasis: a Ex-querda e a re-existência
-> De novo ?
vc já conhecia Robert Graves? é dele a poesia no final do artigo.
“Então, quando eu morrer, não espere por mim,
Andando pelo corredor sombrio;
No Céu ou no Inferno, não espere por mim,
Senão você vai esperar para sempre.
Você vai me encontrar enterrado, morto-vivo
Nestes versos que você leu.”
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lenita
12 de fevereiro de 2017 2:35 pmarkx
Desculpe-me, se eu o chateei. Estamos todos com os nervos à flor da pele. Não gostei mesmo de sua frase s/ a “melhoria” dos participantes dos atuais movimentos : funcionários da CEDAE e Senhoras de meia idade. Se assemelha mt a um comentarista tucano, no sentido de menosprezar as pessoas.
Abraços
arkx
13 de fevereiro de 2017 10:48 amos Brasis: a Ex-querda e a re-existência
-> Desculpe-me, se eu o chateei.
quê isso?! me chateou por quê? não sou de me chatear à toa.
-> funcionários da CEDAE e Senhoras de meia idade. . Se assemelha mt a um comentarista tucano, no sentido de menosprezar as pessoas.
mas o objetivo foi exatamente ao contrário! foi enfatizar a diversidade, em todos os aspectos, da pessoas lá presentes. e poderia ter algo menos tucano do que uma manifestação contra a privatização? e com o povo enfrentando a tropa de choque?
abraços
p.s.: quanto aos nervos à flor da pele, é aconselhável todos nos prepararmos. a chapa ainda vai esquentar e muito.
vídeo: linha de frente
[video:https://www.youtube.com/watch?v=P62bEmEmxGA%5D
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lenita
13 de fevereiro de 2017 12:50 pmvídeo
O que vc colocou, eu já presenciei no Rio, durante a Revolução , no ano que nunca acabou 1968. Quase uma criança, presenciei a fúria dos estudantes querendo levar um baleado p/ o hospital, no ônibus em que estava. Como a porta não foi aberta, caiu uma chuva de pedras s/ nós e tivemos de deitar no chão. Carregavam pelos braços uma pessoa, em cujo ouvido esguichava sangue. Queriam levá-lo ao Hosp bem próximo, o Souza Aguiar. O caso aconteceu na Central do Brasil.
Vi artistas, como a Vanja Orico sendo arrastada pelos militares e c/ os joelhos já sangrando, durante uma passeata.
Portanto não sou nenhuma exquerdinha de ouvir dizer, apesar de não conseguir entender direito à época. Só sei que falavam s/ o comunismo que Jango queria implantar no Brasil.
Sou uma testemunha ocular de quase tudo o q aconteceu nesta época, no Rio de Janeiro.
Um desabafo somente. Amigos, eu vi.
Abraços
arkx
13 de fevereiro de 2017 8:28 pmos Brasis: a Ex-querda e a re-existência
-> Portanto não sou nenhuma exquerdinha de ouvir dizer,
-> Um desabafo somente. Amigos, eu vi.
por que vc pensa que alguém (eu ou qualquer outra pessoa) acha que vc é uma “exquerdinha”?
que tal deixar isto prá lá? pois, afinal, parece que o verão chegou e está cada vez mais quente, né…
sim! todos nós vivenciamos muitas coisas. alguns de nós foram presos e torturados. outros morreram em vida, na viagem sem volta das drogas. mas nós ainda estamos todos vivos!
abraços
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arkx
10 de fevereiro de 2017 12:35 amos Brasis: a Ex-querda e a re-existência
se a Ex-querda estivesse nas ruas junto com o Povo sem Medo, já teríamos derrotado este maldito golpe.
não haverá retorno.
vídeo: ALERJ – 09/02/2017
[video:https://www.youtube.com/watch?v=X9STWRIw-Wg%5D
[video:https://www.youtube.com/watch?v=K2YSlzVHf-k%5D
Vânia
10 de fevereiro de 2017 12:44 amarkx, como assim?
a ex-querda tá sempre por aí e por aqui. Todo santo dia nos blogs sujos reclamando que o povo… o povo… o povo…
abraços
arkx
10 de fevereiro de 2017 8:08 pmos Brasis: a Ex-querda e a re-existência
oi Vânia,
fiquei impressionado com o que acompanhei durante a tarde e anoitecer de ontem (09/02/2017) nas ALERJ e adjacências.
há um brutal salto de qualidade em tudo o que vi. desde a composição do ato (servidores casca grossa da CEDAE e várias mulheres de meia-idade) até como as pessoas aprenderam a reagir à repressão, recuando taticamente, se reagrupando e revidando com pedras, morteiros e molotov nos momentos certos.
tem muita mais coisa acontecendo do que se pode supor, apenas pelo acompanhamento virtual do rumo dos fatos em curso.
abraços
vídeo: Policia Militar x batalhão de choque
[video:https://www.youtube.com/watch?v=3eDimNRRd7k%5D
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Ze Guimarães
10 de fevereiro de 2017 7:37 amDiscordo caro Arkx
Se todo mundo tivesse ido pra rua, eles teriam tido o pre texto para decretar um AI-5 e a maioria de nós estaria a estas horas pendurado de cabeça pra baixo num pau de arara.
O pessoal do passe livre por exemplo foi pra rua, contra Temer, e foram ocultados pela midia, além de levar uma chuva de bombas e balas de borracha.
Em 64 muitos foram pra rua, e a ditadura seguiu adiante assim mesmo. Isto de ir pra rua não mudou muito em 64, a ditadura só caiu, em 1985, não por que um milhão de pessoas foram pra rua, mas porque a politica nacionalista dos nossos ditadores começou a incomodar Whashington. O um milhão de pessoas foi apenas utilizado por Whashington como pretexto para dar um outro golpe no país, o ” golpe democrático ” onde as raposas do MDB avidos por dinheiro substituiram os militares patriotas no poder.
Quem derruba ou promove governos ao poder É o Império, os EUA. No Iraque por exemplo, o povo não aceitou que os EUA viessem lá para roubar o seu petróleo, e enfrentou os EUA que deflagaram uma guerra sangrenta, onde 700 mil pessoas morreram. Rios de sangue correram. No final o povo ficou quietinho e o petróleo foi saqueado assim mesmo.
Nem sempre ir pra rua resolve algo. O melhor protesto, que seria o único que realmente resolveria, é nas urnas o povo aprender a votar. Como que um partido como o PMDB, que é um dos mais entreguistas e reaças do planeta consegue sempre ampla maioria na camara? Enquanto o povo não aprender isto, nenhum movimento de ir pra rua resolverá algo.
Um partido tão reaça assim, não deveria receber nenhum único voto.
Eu por exemplo não digito 15 nem no meu microondas, menos ainda nas urnas.
arkx
10 de fevereiro de 2017 7:39 pmos Brasis: a Ex-querda e a re-existência
-> Se todo mundo tivesse ido pra rua, eles teriam tido o pre texto para decretar um AI-5 e a maioria de nós estaria a estas horas pendurado de cabeça pra baixo num pau de arara.
-> O melhor protesto, que seria o único que realmente resolveria, é nas urnas o povo aprender a votar.
veja meu ponto de vista a respeito.
se parcelas da sociedade se engajam numa luta concreta nas ruas contra o golpe, podem ou não sair vencedoras. e a vitória pode ser de maior ou menor amplitude. agora,se não há luta, não pode haver vitória, apenas derrota.
não havendo luta e o golpe sendo amplamente vitorioso, nada garante a manutenção das eleições de 2018. ao contrário. com os sucessivos golpes dentro do golpe, o mais provável é que as eleições de 2018 não ocorram. ou se realizem como farsa, de modo completamente sob controle dos golpistas.
esta é a questão. não há opção. ou se luta nas ruas. ou se já está derrotado de ante-mão e sem qualquer futuro garantido.
além disto, o atual sistema político, e mesmo a “Democracia” representativa brasileira, foram concebidas e implementadas para que jamais a maioria consiga exercer sua soberania.
não é que o povo não saiba votar, porque o próprio sistema já incorpora uma séria de contra-medidas para manter sob controle o voto popular. desde puramente o marketing da alienação, até o peso do poder econômico e todo tipo de manipulação, mesmo as mais grosseiras fraudes.
em resumo: nenhuma sociedade muda apenas pelo voto. tampouco pela “educação”. uma sociedade se transforma pela sua capacidade de se auto-organizar para lutar pela sua emancipação.
abraços
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Ze Guimarães
10 de fevereiro de 2017 10:43 pmFim da ditadura de 64
caro Arkx
Respeito a sua opinião. Seria bonita até correta, se não tivesse o risco de pessoas serem presas, e brutalmente torturadas. Já fizeram isto uma vez, em 64, não custa muito fazerem de novo.
E ressalto, em 64, fizeram tantos protestos, tanta gente foi pra rua pra..,. nada. A ditadura acabou quando o tempo dela expirou, não foram os protestos que acabaram com ela. E quando a ditadura acabou, foi substituida por coisa muito pior, o OMDB entreguista, e ultraconservador.
—————-
Todas as manifestações foram manipuladas, e o país sempre piorou quando se manifestou.
A mainifestação ” pela familia ” em 64, que deu origem à ditadura de 64.
” As diretas já ” tiraram os militares patriotas do poder e empossaram o PMDB entreguista e ultraconservador, mais até do que os militares
As greves gerais contra o Sarney, que ajudaram Collor a chegar ao poder e confiscar a poupança do povo.
As manifestações de Fora Collor ajudarm FHC a entrar no poder, que foi pior que Collor.
As manifestações por 20 centavos em 2013, que ajudaram na queda de Dilma para a realidade atual de corte de direitos, desemprego e depressão econômica.
Ou seja, sempre que o povo foi pra rua, a coisa piorou.
Talvez, a melhoria comece pelo povo mesmo, pois os governantes são um espelho do povo do país. Um povo individualista, gera governantes individualistas. Cada povo tem o governante que merece.
Luis_Fernando
10 de fevereiro de 2017 2:37 amTa bem chatinho mesmo..
Ta bem chatinho mesmo esses teus textos, viu Arkx, na boa..
Sem contar q vc ta meio q se apropriando duma galera toda do pós-estruturalismo frances (sobretudo Deleuze & Guattari) sem sequer citar as fontes.. sacumé tá parecendo o nosso novo ministro do Supremo hehe..
a gente sabe q isso de “pós-moderno” tem como q uma de suas características enquanto estrutura formal o uso livre da citação.. mas vamo lá né.. tenha dó..
Outra coisa: nao se escreve “menor”, minoritariamente, em nome das minorias, simplesmente escrevendo em caixa-baixa, assim como nao basta simplesmente dizer Viva o múltiplo – é preciso fazê-lo..
Abraço!
arkx
10 de fevereiro de 2017 7:05 pmos Brasis: a Ex-querda e a re-existência
-> Ta bem chatinho mesmo esses teus textos, viu Arkx, na boa..
sabe por que? porque estão criticando o “grande líder Salvador da Pátria”, ao invés de enaltecê-lo. como sempre fez a quase totalidade de uma blogosfera que se apresenta como alternativa a grande mídia, mas ela é apenas a contra-face.
aliás, ainda não li uma análise sequer sobre o repugnante encontro de Lula com os algozes de sua mulher, e sua troca de abraços quando os aparelhos ainda nem tinha sido desligados. esta é a “salvação da Pátria” que o Lulismo tem a oferecer ao Brasil.
->(sobretudo Deleuze & Guattari) sem sequer citar as fontes..
conheci o “Anti Édipo” em 1975.
em a Ex-querda e Alice há links explicitando a referência teórica Deleuze e Guattari:
– somos todos grupúsculos.
– Freud explica? claro que não? apesar de todo seu blá-blá-blá neurótico, a psicanálise ela mesma declara nada ter a dizer frente ao esquizo.
em a verdade por inteiro tb:
– só há um único movimento capaz de construir a nova identidade: mergulhar no abismo e atravessar a superfície do espelho. então era isso!
se vc de fato conhece a Esquizo-Análise e acha meus textos chatos, poderia usar o mesmo referencial teórico para analisar a atual conjuntura sócio-política brasileira. talvez produzisse algo mais de acordo com os seus humores
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alexis
10 de fevereiro de 2017 9:26 amUm único poder contra uma torre de babel
Os golpistas são muitos, mas trabalham sob a mesma direção. Com o golpe consumado, todos os grupos golpistas distribuirão o seu botim: os corruptos, os coxinhas, o PIG, os banqueiros, a FIESP e outros grupos, todos comandados pela política externa dos EUA.
A força dos golpistas radica na sua unidade de ação. 35 ou mais partidos no congresso existem apenas para nossa visão. Eles se conhecem, assim como gambá que cheira gambá, passam por cima de siglas, bandeiras, religiões e raças. Estão sempre juntos, num centrão, num grupo aparentemente amorfo, entre malucos, coxinhas, empresários, pastores até simples empregados do capital financeiro.
A esquerda foi despojada até da bandeira do Brasil e da camiseta verde amarela. De cada três esquerdistas num boteco surgem três partidos diferentes e duas coligações.
Depois da morte do Brizola, foi Lula e o PT os que carregam as bandeiras da nação soberana e da justiça social. Estas bandeiras deverão ser içadas novamente, pois elas são as que deixam ao desnudo os interesses estrangeiros e dos coxinhas entreguistas. Devemos acabar com a torre de babel, guardando bandeiras coloridas demais para içar num novo tempo, em que tenhamos uma nação e um povo desenvolvido para poder discutir num ambiente de sociedade livre e soberana as nossas preferências específicas, nas relações econômicas, de trabalho, de religião e até de sexo.
Hoje, a tarefa é recuperar a nação brasileira para os brasileiros. Isso é com Lula e o PT. É o Brasil contra Brazil.
Rui Ribeiro
10 de fevereiro de 2017 10:53 amEu gostei muito do seu texto, Arkx, mas vou lhe dar uma sugesta
Num comentário, você afirmou:
“Se a Ex-querda estivesse nas ruas junto com o Povo sem Medo, já teríamos derrotado este maldito golpe”.
Ao usar a palavra ‘Povo” você põe a perder todo o seu precioso trabalho. Veja porque, nas palavras do Brecht:
“…Muitos, orgulhosos de ter a coragem de dizer a verdade, contentes por a terem encontrado, porventura fatigados com o esforço necessário para lhe dar uma forma manejável, aguardam impacientemente que aqueles cujos interesses defendem a tomem em suas mãos e consideram desnecessário o uso de manhas e estratagemas para a difundir. Frequentemente, é assim que perdem todo o fruto do seu trabalho. Em todos os tempos, foi necessário recorrer a “truques” para espalhar a verdade, quando os poderosos se empenhavam em abafá-la e ocultá-la. Confúcio falsificou um velho calendário histórico nacional, apenas lhe alterando algumas palavras. Quando o texto dizia: “o senhor de Kun condenou à morte o filósofo Wan por ter dito frito e cozido”, Confúcio substituía “condenou à morte” por “assassinou”. Quando o texto dizia que o Imperador Fulano tinha sucumbido a um atentado, escrevia “foi executado”. Com este processo, Confúcio abriu caminho a uma nova concepção da história.
Na nossa época, aquele que em vez de “povo”, diz “população”, e em lugar de terra”, fala de “latifúndio”, evita já muitas mentiras, limpando as palavras da sua magia de pacotilha. A palavra “povo” exprime uma certa unidade e sugere interesses comuns; a “população” de um território tem interesses diferentes e opostos. Da mesma forma, aquele que fala em “terra” e evoca a visão pastoral e o perfume dos campos favorece as mentiras dos poderosos, porque não fala do preço do trabalho e das sementes, nem no lucro que vai parar aos bolsos dos ricaços das cidades e não aos dos camponeses que se matam a tornar fértil o “paraíso”. “Latifúndio” é a expressão justa: torna a aldrabice menos fácil. Nos sítios onde reina a opressão, deve-se escolher, em vez de “disciplina”, a palavra “obediência”, já que mesmo sem amos e chefes a disciplina é possível, e caracteriza-se portanto por algo de mais nobre que a obediência. Do mesmo modo, “dignidade humana” vale mais do que “honra”: com a primeira expressão o indivíduo não desaparece tão facilmente do campo visual; por outro lado, conhece-se de ginjeira o género de canalha que costuma apresentar-se para defender a honra de um povo, e com que prodigalidade os gordos desonrados distribuem “honrarias” pelos famélicos que os engordam.
Ao substituir avaliações inexactas de acontecimentos nacionais por notações exactas, o método de Confúcio ainda hoje é aplicável. Lénine, por exemplo, ameaçado pela polícia do czar, quis descrever a exploração e a opressão da ilha Sakalina pela burguesia russa. Substituiu “Rússia” por “Japão” e “Sakalina” por “Coreia”. Os métodos da burguesia japonesa faziam lembrar a todos os leitores os métodos da burguesia russa em Sakalina, mas a brochura não foi proibida, porque o Japão era inimigo da Rússia. Muitas coisas que não podem ser ditas na Alemanha a propósito da Alemanha, podem sê-lo a propósito da Áustria. Há muitas maneiras de enganar um Estado vigilante…” – Brecht, As 5 Dificuldades para escrever a Verdade
Em sendo assim, onde se lê povo, leia-se população: “Se a Ex-querda estivesse nas ruas junto com o Povo sem Medo, já teríamos derrotado este maldito golpe”.
Quer dizer que a derrota do golpe depende da Ex-querda? Sem a Ex-querda os Golpistas não podem nada?
arkx
10 de fevereiro de 2017 7:24 pmos Brasis: a Ex-querda e a re-existência
-> Ao usar a palavra ‘Povo” você põe a perder todo o seu precioso trabalho.
-> A palavra “povo” exprime uma certa unidade e sugere interesses comuns; a “população” de um território tem interesses diferentes e opostos.
compreendo perfeitamente e concordo. e o mesmo pode-se aplicar a “Nação”.
apenas pondere que estou indo em outro rumo, não em contradição com suas argumentações, com as quais, repito, concordo.
vejamos:
1. não me refiro a qualquer “povo”, abstratamente. há uma distinção qualificada: “O Povo sem Medo”. trata-se de um conceito que se referencia a um outro conceito: “O Povo que Falta”;
2. “O Povo sem Medo” é o povo que previamente faltava. pois não é “o povo” que produz a luta e a resistência, é a luta e a resistência que geram o seu povo. outra dinâmica (práxis);
3. Nação e Povo: como uma nação e um povo indígena. País: como um território habitado por pessoas (um Povo) ligadas entre si por laços: afetivos, culturais, políticos. sobretudo por laços que permitam a mútua sobrevivência. então também devemos nos referir a: Zonas Autônomas Temporárias, Zonas a Defender e principalmente todo tipo de Comunas e Confederações de Comunas.
-> Quer dizer que a derrota do golpe depende da Ex-querda? Sem a Ex-querda os Golpistas não podem nada?
outro bom ponto para se esclarecer melhor.
a derrota do golpe depende de um amplo arco de forças, como numa guerra, capaz de fazer pender a correlação para o nosso lado. nunca se vence uma guerra lutando sozinho, não é isto?
assim, é muito mais difícil quando a própria Dilma se afastou da luta concreta. a própria President@ deposta, que deveria ser o símbolo e uma grande alavanca da luta, ela mesmo declara que é o Lula o melhor presidente para o Brasil.
chega a ser nonsense…
comparemos com a Venezuela de 2002 e a Turquia em 2016. caso os respectivos Presidentes tivessem se omitido, o contra-golpe teria tido sucesso? com certeza, teria sido muito mais difícil.
abraços
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Tio_Zé
10 de fevereiro de 2017 4:12 pmOvo ou galinha?
E quem disse que esse povo não está aguerrido desse jeito porque 13 anos de Lulismo e ex-querda ensinaram a querer? O que te faz pensar que o Lulismo não mudou em nada o sistema? Que presunção de dono da verdade é essa? Não é o ideal de pós-revolucionários como nós. A utopia é o fim do capital. Ex-querda e direita são gêmeos siameses natimortos no berço do capitalismo.
Expectativas irreais sobre o que esperar (esperavam?) do Lulismo é a origem de textos como esse. E a esperança nesses que estão lutando é tão vã quando esperar algo da ex-querda. Os gregos lutaram bravamente e foram estrangulados até a morte (fiscal e financeira). Não resolveram nos votos e nem no pau. A banca ganhou.
Note, a esperança NESSES é vã. Mas o vagão da história não para e não parará. As placas tectônicas se moveram e todos estamos caindo no abismo juntos.
Att
Tio_Zé
arkx
10 de fevereiro de 2017 6:37 pmos Brasis: a Ex-querda e a re-existência
e aí, Tio!
-> E quem disse que esse povo não está aguerrido desse jeito porque 13 anos de Lulismo e ex-querda ensinaram a querer?
a análise dos fatos ao longo dos 13 anos de Lulismo demonstra clara e exatamente o contrário. não apenas se afastaram das ruas, como delas afastaram o movimento social. as lideranças foram cooptadas e se profissionalizaram na máquina burocrática sindical e estatal.
onde está o “exército do Stédile”? qual sua presença nas ruas contra o golpe? onde está a CUT?
aliás, onde está a President@ deposta? por que não está nas ruas liderando um movimento de oposição ao governo ilegítimo?
justamente o que o Lulismo não fez, e nunca quis fazer, foi a pedagogia da luta. o Lulismo jamais teve qualquer projeto de autonomia para o movimento popular. ao contrário, sempre o quis sob cabresto curto.
a vida é assim… dura! infelizmente a realidade é esta. não adianta negá-la! é preciso assumi-la para poder transformá-la.
-> Expectativas irreais sobre o que esperar (esperavam?) do Lulismo é a origem de textos como esse.
não! nunca tive qualquer expectativas com o Lulismo. e minhas “expectativas” com Lula encerraram-se em 1989.
a origem de textos como este esta explicitada nele mesmo:
“a insistência em anunciar Lula como o “grande líder Salvador da Pátria”, apenas revelava repetidamente como ele já não possuía o vigor físico necessário, tampouco nunca tivera o perfil político, para conduzir uma guerra pela libertação do Brasil. ainda pior, deixava claro que tipo de “salvação do Brasil” se pretendia obter.”
o que estou denominando de Ex-querda continua prisioneira e tentando aprisionar o movimento popular ao mito Lula. nada pode ser mais nocivo neste momento perigoso do que mais este equívoco. não vai ser pelo rumo que chegamos ao golpe que conseguiremos superá-lo.
-> Os gregos lutaram bravamente e foram estrangulados até a morte (fiscal e financeira). Não resolveram nos votos e nem no pau. A banca ganhou.
não procede. os gregos foram derrotados pela sua liderança, pela traição de Tsipras e do Syriza. assim como Lula, Tzipras jamais quis confrontar a banca, mesmo que Varoufakis tivesse montado toda uma estratégia para tal.
a versão posta para circular pela Ex-querda brasileira sobre a Grécia é a que você apresenta. mas ela está longinquamente distante do que aconteceu concretamente. Tsipras é o Lula grego – também pode ser vice-versa: Lula é o Tsipras brasileiro.
não é verdade que a capitulação do Syriza era inevitável. ao contrário, após a vitória do NÃO no plebiscito, acovardar-se foi uma decisão unilateral de Tsipras e sua gangue de rendidos à Troika.
a proposta da equipe de Varoufakis foi declarar default ANTES das negociações, devolvendo o problema para quem o criou: a Troika. nisto se encaixa a auditoria da dívida (contribuição da brasileira Maria Lucia Fatorelli). como a situação das dívidas dos países Europeus é insustentável, assim como um Euro mantido como padrão fixo (sem mecanismo de absorção de choques e reciclagem de superávits), esta estratégia levaria necessariamente a um rearranjo financeiro da EU, sob pena de colapso do Euro.
“Varoufakis fala também pela primeira vez da derrota política que o levou a sair do governo. Segundo a versão do ex-ministro, propôs ao governo um plano com três ações caso o BCE obrigasse ao encerramento dos bancos: a emissão (ou o anúncio) de uma moeda paralela (uma promessa de dívida conhecida como IOU), o corte na dívida detida pelo BCE desde 2012 e tomar o controle do Banco da Grécia. “Perdi por seis contra dois”, diz Varoufakis, que voltou a insistir no plano na noite da vitória do OXI.”
http://www.infogrecia.net/2015/07/varoufakis-abre-o-livro-voce-ate-tem-razao-mas-vamos-esmagar-vos-a-mesma/
o Plano B incluía até mesmo a tomada de assalto do sistema que controlava as finanças gregas, gerido pela Troika:
“So we decided to hack into my ministry’s own software program in order to be able break it up to just copy just to copy the code of the tax systems website onto a large computer in his office so that he can work out how to design and implement this parallel payment system.”
http://www.infogrecia.net/2015/07/planos-b-de-lafazanis-e-varoufakis-animam-a-imprensa-grega/
http://www.zerohedge.com/news/2015-07-26/reports-secret-drachma-plots-leave-tsipras-facing-fresh-crisis
O infoGrécia publica a gravação da intervenção de Varoufakis para uma platéia de investidores em Londres, onde descreve a preparação do plano alternativo para o caso de o país ser empurrado para fora do Euro. Depois da polêmica criada com artigos na imprensa grega o atacando, o ex-ministro das Finanças da Grécia autorizou a divulgação pública desta gravação.
http://www.infogrecia.net/2015/07/ouca-aqui-o-plano-b-de-varoufakis-explicado-a-investidores-estrangeiros/
http://www.omfif.org/media/1067578/omfif-telephone-briefing-greece-and-europe-after-the-brussels-debt-agreement-yanis-varoufakis-16-july.mp4
“Entrei exultante no gabinete do Primeiro Ministro. Eu flutuava numa bonita nuvem empurrada pelo entusiasmo popular com a vitória da Democracia Grega no referendo. E no momento em que adentrei no gabinete, senti imediatamente um certo ar de resignação – uma atmosfera negativamente carregada. Eu me deparei com um ar de derrota, que era completamente inverso ao que ocorria do lado de fora, nas ruas. Naquele momento, tive que dizer ao Primeiro Ministro: “Se você deseja usar todo este clamor por democracia que ouvimos do lado de fora das portas deste prédio, conte comigo. Mas se, por outro lado, você sente que não pode usar este majestoso “Não” contra uma proposta irracional de nossos parceiros Europeus, eu simplesmente desapareço no meio da noite”.
Yanis Varoufakis – 13/07/2015
http://www.abc.net.au/radionational/programs/latenightlive/greek-bailout-deal-a-new-versailles-treaty-yanis-varoufakis/6616532
em “A Modest Proposal for Transforming Europe”, Varoufakis apresenta quatro linhas de ação para superar uma crise global que se desdobra em quatro frentes: crise bancária, crise da dívida, crise de investimentos e crise social. através de engenharia financeira clara e precisa, define o que fazer, porque fazer, como fazer e indica qual a fonte dos recursos.
http://yanisvaroufakis.eu/euro-crisis/modest-proposal/4-the-modest-proposal-four-crises-four-policies
a proposta nos diz respeito. pois aborda como reciclar aplicações financeiras, redirecionando-as para investimentos produtivos, e reequilibrar fluxos financeiros assimétricos como suporte para programas sociais. exemplo: o superávit comercial retorna como investimento aos países deficitários e a remuneração do fluxo de capital vindo destes países é usada para neles financiar programas sociais.
abraços
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Tio_Zé
10 de fevereiro de 2017 7:04 pmGalinha ou ovo?
“as lideranças foram cooptadas e se profissionalizaram na máquina burocrática sindical e estatal. onde está o “exército do Stédile”? qual sua presença nas ruas contra o golpe? onde está a CUT?”
>>Você está reclamando da liderança ou do povo? Do povo sem a “suposta” liderança? Ou é só reclamar de um Lulismo que “cooptou” (coitadinhos) os movimentos sociais? Ou da liderança que traiu os liderados e ainda insiste em se chamar de líder?
Não entendo. O povo está pagando a traição na mesma moeda: o Lulismo traiu o povo e durante o golpeachment o povo não deu um pio. O povo está partindo pra luta e simplesmente ignorando a presença ou ausência. Enquanto o Lulismo entregou o que o povo queria, tinha apoio. E até a última eleição teve. Não é o que diz GoT : “o povo quer safras, verões eternos e filhos saudáveis sem se importando com quem senta no trono”? (Acho que o anão diz pro herdeiro de alguma coisa)
“justamente o que o Lulismo não fez, e nunca quis fazer, foi a pedagogia da luta. o Lulismo jamais teve qualquer projeto de autonomia para o movimento popular. ao contrário, sempre o quis sob cabresto curto.”
>>Perfeito. O movimento popular de outrora se alinhou, acomodou e amaciou. Estão mortos como tudo no sistema corrompido. Só quem não sabia disso que você está falando são as ex-querdas polyanas. O Lulismo se propos a conciliar a divisão dos lucros de um sistema iníquo e perverso. Acionista minoritário na Brazil SA.
“não! nunca tive qualquer expectativas com o Lulismo. e minhas “expectativas” com Lula encerraram-se em 1989.”
>>Então não entendo a acidez dos seus textos em relação ao Lulismo. Ou é só pra conseguir clicks?
A ex-querda quer continuar acreditando que Lula tem papel no futuro da Brazilpar. E quem sabe não terá? Nem eu nem você podemos prever o fim dessa história. Haverá mais um interregno de conciliação? Apenas a guerra resolverá? E se Lula vira um Vargas 2 e toma o poder ditatorial pra arrumar a bagaça? É cedo pra decretar a morte da “jararaca”. Os ex-querda correm pra dizer que o Lulismo é a salvação e você corre pra enterrar o Nine. Talvez os 2 lados estejam errados.
“os gregos foram derrotados pela sua liderança, pela traição de Tsipras e do Syriza. assim como Lula, Tzipras jamais quis confrontar a banca, mesmo que Varoufakis tivesse montado toda uma estratégia para tal”
>>Não conheço a fundo a derrota do povo grego, mas acredito em você. O fato não a realidade: o povo grego lutou e foi derrotado pela banca. Se foi traído, cavalo de tróia, suborno, isso não muda muito o meu ponto, que era de não acreditar também nas lutas do povo, pois não significa vitória.
Att
Tio_Zé
arkx
10 de fevereiro de 2017 8:57 pmos Brasis: a Ex-querda e a re-existência
e aí, Tio. t’a rápido no gatilho da tréplica! vamos lá, que desde nosso duelo os dois vão sair ainda mais vivos.
-> Ou da liderança que traiu os liderados e ainda insiste em se chamar de líder?
não tôu reclamando, Tio. são constatações óbvias. por exemplo, ontem na ALERJ quem estava lá? uma luta importantíssima: contra a privatização da água! quais das lideranças tradicionais da Ex-querda lá estiveram? nenhuma!
para sua ponderação: o Lulismo concorda com as reformas! com algum tipo de solução como a PEC do congelamento, a reforma da Previdência, das Leis Trabalhistas e até da privatização de partes da Petrobrás. tudo isto a Dilma estava encaminhando, basta consultar as medidas anunciadas em seu segundo mandato. mas não na rapidez e na profundidade que o mercado desejava.
agora o Lulismo se livrou do ônus de fazer as reformas do mercado. por isto não levanta a bandeira da anulação do impeachment – afinal foi inconstitucional. esta deveria ser a grande bandeira unificando toda a Esquerda e mais os setores liberais progressistas.
e por que o Lulismo não assume a liderança desfraldando esta bandeira? porque simplesmente não quer anular o impeachment. porque assim vai ter confronto com a plutocracia! e isto o Lulismo não quer. quer o acordo!
->>>Então não entendo a acidez dos seus textos em relação ao Lulismo. Ou é só pra conseguir clicks?
então não se trata de “reclamar” ou “acidez”. se trata de constatar o óbvio: o Lulismo é hoje um grande adversário da luta pela anulação do impeachment.
pô, Tio! se eu quisesse sucesso estaria escrevendo sob um monossílabo semi-anônimo? já tenho projeção demais aqui no Nassif para o meu gosto. escrevo porque a situação atual é perigosíssima. tanto no cenário interno quanto no externo. e ainda pior no tocante as brutais mudanças climáticas em curso. escrevo porque seria omissão de minha parte não fazê-lo, não me colocar, não me expressar. ainda mais tendo um estupendo meio de comunicação como a web. mas, por outro lado, escrevo consciente de minhas enormes limitações.
-> E se Lula vira um Vargas 2 e toma o poder ditatorial pra arrumar a bagaça? É cedo pra decretar a morte da “jararaca”. Os ex-querda correm pra dizer que o Lulismo é a salvação e você corre pra enterrar o Nine. Talvez os 2 lados estejam errados.
seria ótimo se Lula virasse a mesa. deixasse de se abraçar com seus algozes e se jogasse nos braços do povo. mas Lula nunca foi assim. desde quando na Greve do ABCD em 1979 deixou de ser apenas mais um burocrata sindical para se tornar uma liderança popular. até 1989 Lula teve várias idas e vindas. mais vindas, justiça se faça. a partir de então, foram só idas.
é altamente improvável que Lula faça qualquer coisa que fira os interesses da plutocracia brasileira. mas não é impossível!
-> Se foi traído, cavalo de tróia, suborno, isso não muda muito o meu ponto, que era de não acreditar também nas lutas do povo, pois não significa vitória.
nenhuma luta é garantia automática de vitória. até muito pelo contrário, pois no atual cenário a derrota é o mais certo. portanto, tudo se resume a que tipo de vida desejamos ter: ou a vida miserável dos derrotados sem luta ou lutar para nos sentirmos vivos.
seja como for, a maior parte de nossas derrotas se deram pela traição daqueles que julgávamos serem nossos aliados.
“o fascismo foi a conseqüência de dois fracassos: o primeiro, dos revolucionários, que foram massacrados pelos sociais democratas e seus aliados liberais; o segundo, dos liberais e social-democratas incapazes de gerenciar efetivamente o capital.”
abraços
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arkx
10 de fevereiro de 2017 11:46 pmos Brasis: a Ex-querda e a re-existência
o mundo das ruas se tornou muito diferente do mundo virtual do Facebook e do WhatsApp.
há um outro Brasis ocupando as ruas. neste outro Brasis, trabalhadores e estudantes, a juventude e pessoas maduras, homens, mulheres e trans, todos se unem nas ruas para enfrentar a tropa de Choque.
o momento exato em que a tropa do Choque começa a bombardear a manifestação.
vídeo: ALERJ 09/02/2107 – TV Sind Justiça RJ
[video:https://www.youtube.com/watch?v=rQv0mWyxGAM%5D
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Vânia
11 de fevereiro de 2017 12:38 ama resistência / re-existência momesca ♪
[video:https://www.youtube.com/watch?v=NTiZVtKNBoc%5D
A luta continua!
arkx
11 de fevereiro de 2017 10:43 amos Brasis: a Ex-querda e a re-existência
olha o mulherio aí, gente!
vídeo: 3º Caldo de Cultura do Comuna Que Pariu na Praça da Harmonia
[video:https://www.youtube.com/watch?v=7v_VdW7T3cs%5D
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