4 de junho de 2026

No Acre, roda de samba completa 23 anos

Samba da Mangabeira 2014, em Rio Branco (AC)

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Mais importante encontro de sambistas no Acre – e talvez um dos mais antigos do Brasil, a roda de samba da Mangabeira completou 23 anos.

Hoje, uma segunda geração de músicos compõe a roda, liderada pela maior revelação da música acriana nos últimos anos, Brunno Damasceno.

A roda acontece uma vez ao ano (a última foi realizada no dia 13 de dezembro), reúne cerca de 200 pessoas, não há venda de ingressos, só entram pessoas convidadas e as receitas e despesas são expostas em uma folha de papel fixada na parede para maior transparência (o dinheiro para realização do encontro é arrecadado por meio de apoios).

“Aqui se reúne a nata do samba acriano. Tem o pessoal das escolas de samba, de blocos e de outros grupos que tocam na cidade”, explica Brunno.

O evento surgiu de uma cervejada pós-partida de futebol entre as turmas da Mangabeira (nome de uma rua na capital acriana) e Divina Luz, no bar Manuel com Sono, em Rio Branco (AC). No início, tinha um violão, um tantã e um triângulo. Depois, apareceram um cavaco e um pandeiro.

“Ouvíamos discos de Martinho da Vila, Beth Carvalho e depois tocávamos”, lembra Alberto Casas, um dos fundadores do grupo. O encontro cresceu e se tornou tradição anual. “Aqui é samba mesmo, para valer”.

Brunno Damasceno é atualmente a maior promessa da música acriana. Ele foi quarto lugar no concorrido concurso nacional Exposamba com a música “Samba de break” (ouça aqui) – na edição atual ele já pulou para a fase de apresentação presencial de sua música em São Paulo.

Na roda de samba da Mangabeira deste ano, Brunno se apresentou ao lado de outra promessa, convidada para o encontro: Gabriel da Muda, surgido no núcleo mais importante do gênero do Rio hoje, o Samba do Trabalhador (saiba mais sobre a nova geração do samba carioca aqui).

O auge da roda neste ano foi a apresentação da música “Pintura sem arte”, dedicada por Gabriel a Patuá, que ao lado de Casas, integra a primeira geração do grupo. A obra prima de Candeia é uma poesia dramática (ouça aqui) e, no momento da interpretação da música por Gabriel, os sambistas acrianos foram às lágrimas, como o jovem Anderson Liguth, pandeirista e conhecedor de um vasto repertório de samba – ele tem programa de rádio sobre o gênero.

Outro momento importante do encontro foi a apresentação do belo samba-exaltação “Mangabeira é o lugar”, composto por Brunno Damasceno. Versos exaltam o encontro dos sambistas acrianos (ouça aqui).

Brunno irá para o estúdio em 2015 gravar seu primeiro disco. O repertório já foi escolhido. Única vez que o Acre teve um sambista de projeção nacional foi com Da Costa, falecido em 2005 (saiba mais sobre o artista aqui).

“O momento é forte do samba no Acre”, resume o músico acriano. É da tradição que a música acriana se revigora. (Augusto Diniz – Rio Branco/AC)

www.augustodiniz.com.br

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5 Comentários
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  1. Gilson AS

    15 de dezembro de 2014 6:16 pm

    “A roda acontece uma vez ao

    “A roda acontece uma vez ao ano (a última foi realizada no dia 13 de dezembro), reúne cerca de 200 pessoas, não há venda de ingressos, só entram pessoas convidadas e as receitas”

    Com todos o respeito aos Acreanos, mas eu como carioca, que frenquentei as melhores rodas de samba da cidade desde os anos 70, sou obrigado a achar graça.

    1. Augusto Diniz

      15 de dezembro de 2014 6:33 pm

      Preconceito

      Não precisa “achar graça” Gilson AS. A palavra certa do que pensa é preconceito.

  2. Cesar Monatti

    15 de dezembro de 2014 11:37 pm

    Samba, do Acre a Santa Catarina, alguém sempre te socorre

    Caro Augusto,

    Parafraseando o grande Nelson Sargento, segue aí uma irmã mais nova da roda de samba do Acre – preconceitos à parte – “nas províncias”:

    http://arturdebem.blogspot.com.br/2014/12/agora-sim-eu-sou-feliz.html

    Grande abraço,

    C. Monatti

    PS.: uma saudação de Paulo da Portela à bandeira brasileira, onde estão representados todos os estados, e à cidade do Rio de Janeiro:

    https://www.youtube.com/watch?v=i3xVTruS8aQ

    1. Augusto Diniz

      16 de dezembro de 2014 12:36 am

      Ao Monatti
      Boa. Adoro isso. Como carioca, quero ver a bandeira do samba tremulando de Norte a Sul desse País.

  3. Emma

    16 de dezembro de 2014 9:02 pm

    PARABÉNS !

    “Não deixa o samba morrer, não deixa o samba acabar …”. Parabéns à roda de samba da Mangabeira pelos 23 anos !

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