
Por que eles mandam?
por Fernando Horta
O Brasil vive um momento em que não se pode falar mais de “ativismo judicial”. Passamos também do ponto do “protagonismo judicial’. Estamos à beira, mesmo, de uma ditadura togada. Ditadura sem legitimidade democrática qualquer, fora as piruetas hermenêuticas que só se sustentam porque não se pode contrapor efetivamente o que quer que um juiz diga. Há muito que os juízes brasileiros agem “de ofício”, seja por interposta pessoa, seja torcendo as funções jurídicas que possuem. Moro é apenas um exemplo. Talvez o mais vistoso dos absurdos que existem Brasil afora. Absurdos que se consubstanciam numa suprema corte que legisla, que descontrói a constituição ao seu bel-prazer, que faz política partidária e que, ultimamente, anda se vendo como reserva ativa de moralidade do sistema brasileiro. Fux ameaçou “rever” a decisão da Alerj de soltar os parlamentares com prisão decretada pelo tribunal federal. Não basta mais apenas prender, agora, os juízes ameaçam quem opina diferente.
No ano passado, uma pequena parte de casos escabrosos chegaram à mídia. Desde juízes que usavam bens de jurisdicionados seus, que estavam em sua posse, até juízes processando porteiros e zeladores por acreditarem que supostamente estes tinham obrigação de manterem-lhes o empolado tratamento social. Também apareceram juízes racistas, machistas, juízes que assassinaram em frente às câmeras, juízes que agridem suas companheiras, que vendem sentenças, que cobram por liminares … enfim. Uma pequena parte dos absurdos que existem no judiciário brasileiro é suficiente para mostrar que eles são humanos como outros quaisquer. Sujeitos ao erro, à corrupção e a todas as sinas que existem em nossa sociedade. Se isto é verdade, por que, afinal, eles mandam?
Qualquer estudo sobre o judiciário brasileiro vai revelar que os juízes são, em sua imensa maioria, brancos, homens, cristãos, de origem urbana, de classe média e heterossexuais. Não poderia haver um grupo que melhor espelhasse todas as críticas racistas, sexistas e de uma sociedade engessada do que o judiciário. Além disto, a imensa maioria ganha acima do teto constitucional, com juízes chegando a receber até “auxílio-peru” para as festas de final de ano. Se tornaram uma casta aparte da sociedade e conseguiram até que o Estado pagasse pela sua perpetuação. Hoje, não apenas o cargo de juiz é vitalício como o Estado paga um gordo “auxílio” para que os filhos dos juízes tenham educação diferenciada, perpetuando assim a diferenciação social da qual emanam e que defendem.
Também vivem sem tocar os pés no chão. Durante a crise no RJ o ministro Fux (originário do RJ e que detém, em suas gavetas, inúmeras ações paradas que questionam os privilégios próprios, enquanto “luta” contra a corrupção) deu despacho ordenando que primeiro fossem pagos TODOS os membros do judiciário para somente então, se sobrar dinheiro, paguem-se outras classes de servidores. O resultado são professores passando fome, policiais sem conseguir pagar as contas enquanto os juízes aumentam seus patrimônios. Calcula-se que Moro e sua “lava a jato” sejam responsáveis pela queda de 3% do PIB brasileiro. Enquanto os togados não sofrem qualquer resultado prático por suas ações, sendo seus salários e penduricalhos garantidos na frente de quaisquer outros, a população é desempregada, empresas falem e o povo volta a passar fome e o Brasil desanda.
O judiciário brasileiro advoga a ideia de que devem ganhar muito acima de qualquer outro grupo social no Brasil para “poderem exercer o múnus do julgamento sem pressões materiais ou morais”. Uma tremenda falácia. Apenas tornaram a corrupção cara, não acessível à imensa parcela da população. Sentenças são vendidas por 200, 300 ou 500 mil já que um juiz ganha em média do ganho real do juiz é 25% acima do teto constitucional. Uns 42 mil mensais, com juízes ganhando constantemente acima de cem mil mensais. Completamente incapazes de conhecer a realidade brasileira, suas excelências, lutam violentamente para manter seus privilégios. Ano passado, quando jornalistas fizeram uma matéria e publicaram os ganhos acima do teto na imensa maioria dos juízes, foram processados em várias cidades ao mesmo tempo, tendo os juízes combinado as várias ações. Ação em tudo semelhante às máfias. O objetivo era fazer com que os jornalistas gastassem tempo e dinheiro para se defenderem em diversas comarcas. Em linguagem popular, suas excelências togadas associaram-se para fazerem os jornalistas “sangrar”, num claro aviso de quem realmente tem poder.
Todo e qualquer benefício é estendido aos togados sob o argumento da “isonomia” entre os servidores públicos. Isonomia que só aparece em termos pecuniários e para oferecer vantagens, pois em termos sociais, políticos ou qualquer outro, não há. Juízes estão acima da lei. Mesmo que a hermenêutica diga o contrário, basta que se tenha em conta que a maior punição a um juiz é a aposentadoria com os vencimentos integrais, para ver-se que, como tudo na magistratura, há uma enorme distância entre a teoria e a prática.
Todo este aparato de proteção material, social, política e jurídica que gozam os juízes não deu à sociedade brasileira qualquer diferencial em termos de justiça. Gastamos mais de 1,4% do PIB com o judiciário (enquanto a média dos países da OCDE é 0,8%) e temos uma sociedade que perpetua injustiças, encarcera em massa negros, mantém diferenciais de direitos por sexos e desorganiza a constituição sempre em favor de interesses materiais. Tem até juiz que julga baseado na bíblia e cita os versículos como forma de embasamento …
Na constituição está escrito que os juros devem ter um limite (art. 192). O STF disse que não está escrito e liberou juros de qualquer valor que o mercado desejar. Os bancos continuam sendo os que mais ganham. Na constituição está também escrito que um casal é a união de um homem e um mulher (art. 226). O STF disse que não e liberou o casamento homoafetivo. É claro que eu acho que esta última decisão é um benefício e que a primeira um absurdo, mas outros grupos sociais discordam diametralmente. Daí que, ao invés de resolver problemas (nas palavras do ministro Marco Aurélio), os juízes brasileiros estão criando problemas sociais e políticos. São responsáveis pela situação que o Brasil está, tanto por terem por anos sido conivente e até partícipes nos processos de corrupção, quanto por agora quererem usar as togas para “endireitar” o Brasil. Cada um baseado na sua intocável consciência e sem praticamente nenhuma forma de prestação de contas. Juízes quebram leis, mandam prender, soltam e fazem tudo ao seu bel prazer sem nenhuma forma de “accountability”.
Também não vale o argumento de que se a primeira instância errar a segunda instância corrige. Pesquisa feita por juízes críticos do próprio sistema (sim eles existem e também são perseguidos) mostra que o tempo em média de deliberação dos processos em segundo grau é menor que 30 segundos. Se você não tiver dinheiro, a segunda instância é apenas uma carimbadora da primeira. E se você tiver, a segunda instância “corrige” dentro do interesse do mais afortunado financeiramente.
Durante o impeachment, a suprema corte deu inúmeras provas de ignorância em diversos assuntos. Os ministros não conheciam teorias básicas de ciência política (sobre representação, comportamento, processo de decisão, função e espaço dos partidos e etc.), como, aliás, já tinha ocorrido em julgamentos sobre questões biológicas e mesmo econômicas. Suas excelências acham que podem julgar tudo sem nenhuma vergonha. E ai de quem ousar discutir. O poder da academia estava incomodando os juízes, afinal, havia um imenso grupo de doutores com conhecimento chancelado por inúmeras bancas, livros, trabalhos, teses, conferências e etc., enquanto suas excelências tinham apenas o martelo. Rapidamente se deu um jeito nisto. Títulos de mestre e doutores foram sendo dados à esmo, levando à própria academia a se perguntar como se pode fazer doutorado em 3 anos sem ter feito mestrado ou fazer pós-doutorado antes do doutorado. Coisas que só no mundo do direito existe.
A verdade é que o país vai mal, mas o judiciário não é apenas também culpado por este mal, como se beneficia, de diversas formas da anomia que vivemos. Materialmente e juridicamente intocados, suas excelências estão cada vez mais pairando sobre o resto da população e garantindo que seus filhos e netos também assim o farão. Voltamos ao século da “belle époque” e temos castas no Brasil. Desdenham tanto a política quanto as leis de trânsito e não respeitam a constituição como também não respeitam os servidores que estão sem pagamento. Primeiro, sempre, suas excelências e seus penduricalhos. O resto “que comam brioches”. Quando toda a diferença entre aquele que julga e o que é julgado está na toga é porque aquele que a usa não merece. Acaba qualquer noção de direito e as leis são usadas como uma forma de abuso social. Os juízes param de falar em qualquer ideia real de justiça para acalentarem seus privilégios, seus espaços e seus direitos. É o sistema da mão grande, do “quem pode mais” só que usando palavras empoladas. Usurpam a política, ofendem a sociedade, mas exigem serem chamados de “excelências”. Afinal, imagine se alguém descobrir que por baixo das togas existem seres humanos quaisquer. Vis, virtuosos, honestos e pútridos, cheiroso e fedorentos.
Imagine se alguém perguntar: Afinal, por que eles ainda mandam?
Romanelli
22 de novembro de 2017 9:37 ama pergunta esta errada
a
a pergunta esta errada
a certa – Porque Obedecemos ?
Obedecemos porque somos pacíficos e passivos ..desarmados ..porque o golpe foi dado pelas Forças Armadas e PMs, seguidas por seus comandados ..pela Elite que já fixou residência no exterior ..pelos EUA ..e por contra progressista que cansaram de ser forçadas por muitos dos conceitos impostos nos ultimos anos por minorias barulhentas
Como em 64, nem um tiro ..os antes heróis poderosos e eleitos, desceram do trono com um simples pedido de “DA LICENÇINHA”, e saíram
Agora nos distraem com a possibilidade de LULA em 2018 enquanto a “Brazil Friday” corre solta
Não haverá recondução se as Forças Armadas não assumirem o discurso e MISSÃO democrática
..tirem LULA e 50% ficará sem chão, enquanto os outros 50% partidos em mil pedaços, indo de Huck, passando por Bolssonarado, Alckimin, Barbosa, chegando atá a Marina Maleita, a fadinha
e se você achou que ta ruim ..aguarde pela condenação de LULA e pela eleição dum Congreso com FROTA e Tiririca em 2018 ..e se tudo mais inconstante ..com a adoção do parlamentarismo e mais poder ainda pros Crentes do Rabo Quente
Renato Direito
22 de novembro de 2017 10:01 amObservações
Algumas correções: a Constituição não prevê mais limite para a taxa de juros. Quando previa, o STF realmente decidiu que a norma não era autoaplicável. Já a aposentadoria compulsória não é a maior penalidade prevista para um magistrado. A perda do cargo é possível, por decisão judicial transitada em julgado, o que torna rara a aplicação dessa sanção. O STF reinterpretou a norma da presunção de inocência, escrevendo indevidamente nova Constituição nesse ponto, para permitir até mesmo o cumprimento de pena privativa de liberdade antes do trânsito em julgado. Vai fazer o mesmo para permitir a aplicação da pena de perda de cargo de juiz antes do trânsito em julgado?
Antonio Carlos Silva - Brasil
22 de novembro de 2017 10:23 amPra completar a esbórnia…
Tá faltando a aquisição de jatinhos para atender os ministrinhos de todos os supreminhos .
(O ínclito Eduardo Temer Cunha de Marinho combinando o aumento salarial do judiciário)
Quem dará prosseguimento ao importantíssimo trabalho de “harmonia entre os poderes” executado pela maior liderança política do governo Michel Cunha Temer de Marinhos ?
[video:https://youtu.be/O3GrEiJ-d64%5D
Antonio Carlos Silva - Brasil
22 de novembro de 2017 10:49 amEis a questão :
Caso a comandita continue no poder depois de 2018, quais privilégios serão acrescidos para atender o sultanato do judiciário ?
a) ( ) Liberação de auxílio turismo para os dependentes das vossas majestades viajarem ao exterior
b) ( ) Incorporação ao salário das remunerações das palestras efetuadas no brazil bananeiro ou nos EUA
c) ( ) Imunidade total e vitalícia para os dependentes de vossas majestades
d) ( ) Aquisição de jatinhos e ou helicópteros para a locomoção de vossas majestades
rl
22 de novembro de 2017 10:57 amJudiciário
O judiciário não deve ser um Poder, porque não emana do povo. Acabou nisso que está aí exatamente porque essa gente não responde a ninguèm. Em muitos paises civilizados a Justiça é um serviço público, como a saúde, a educação, a segurança, e só vamos resolver nosso problema quando aprendermos essa lição.
ze sergio
22 de novembro de 2017 11:09 ampor que….
Somos realmente uma Terra de Lunáticos. Eles mandam porque tivemos uma Anistia em 1979. Uma afamada redemocratização nos anos de 1980, que já segue para meio século. E uma ConstituiçãoEscárnioCaricaturaCidadã. Por que somos produto desta aberração que foi construída incondicionalmente por toda Elite Esquerdopata que comandou este país neste período todo. Serra, Dirceu, Amazonino, Arraes, Lula, Dilma, Covas, Brisola, FHC, Dutra, Marina, Picolé, Genoino, Teotonio, Montoro….Somos o resultado dos nossos projetos e atitudes. E ficamos abismados e surpresos com isto?! Somos inacreditáveis !!!
B.V.D.
22 de novembro de 2017 12:53 pmCandidatos da esquerda, proponham soluções
Cadê o candidato ao congresso que dirá que os juízes não são imparciais para tratar de seus vencimentos e cite os professores e PMs que ganham menos e não tem seus subsídios; e diga que os juízes tem que ser regulamentados…
Que o CNJ é corporativista neste assunto (entre outros) e por isto tem que ter maioria composta por Juristas e não por juízes.
Ou candidato ao Senado que vai advertir e suspender os ministros dos tribunais superiores que falam de processos que vão (ou podem) julgar! Fora a punição adequada por outras irregularidades que fizerem.
Saudades de quando o Lula dizia que apoiaria criar o CNJ e que as soluções pareciam ser + fáceis!
Anacarsis
22 de novembro de 2017 1:18 pm“Ao meio-dia, a carruagem
“Ao meio-dia, a carruagem apareceu na Place de la Revolution (agora Place de la Concorde). Maria Antonieta, com leveza e velocidade, sem a necessidade de ser apoiada apesar de suas mãos ainda estarem amarradas, subiu as escadas para o cadafalso, perdendo um de seus sapatos (que agora faz parte da coleção do Musée des Beaux-Arts de Caen). Alega-se que ela teria andado com um dos sapatos do carrasco e suas últimas palavras teriam sido: “Senhor, eu imploro seu perdão, eu não quis dizer isso”. Ela não dirigiu-se às pessoas como Luís XVI havia feito nove meses antes. O embate no tabuleiro foi então auxiliado. A moldura de madeira se fechou. O machado caiu. Em 15 segundos, o ato foi consumado. Henri Sanson tomou a cabeça de Maria Antonieta pelos cabelos, e acenou para mostrá-la a multidão, que explodiu em milhares de “Viva a República! Viva a Liberdade!”.”
Nadraas
22 de novembro de 2017 1:22 pmÉ fácil de resolver
Basta conversarem com eles e mostrarem como estão errados. No fundo, no fundo, a maioria é racional e bem intencionada. não a escumalha que muitos pensam. Conversem com eles. Dialoguem com eles. Apelem a eles. Civilizadamente. Ad eternun.
peregrino
22 de novembro de 2017 1:26 pmexcelente…
e considerando que o cliente final é o criminoso tucano ou golpista, observo o IDP
e concluo que o judiciário, além de tudo que foi colocado, é uma empresa
Juliano Santos
22 de novembro de 2017 1:39 pmO grande Daumier, mais atual
O grande Daumier, mais atual do que nunca, mostra a diferença entre uma excelência e um qualquer
E publicado agora mesmo no tijolaço
Francisco Eduardo Pinto
22 de novembro de 2017 2:23 pmJudiciário – Por que eles mandam?
Excelente artigo, Fernando Horta. Sou seu colega de formação. Sou doutor em História pela Univ. Federal Fluminense e mestre pela UFMG. Na minha família presenciamos tudo que você relata. Um de nossos 11 imãos é “doutor” juiz. Desembargador do TRT MG, leva uma vida de nababo com uma renda que gira em torno dos cem mil reais, residência em Lisboa, posturas autoritárias, reacionárias e conservadoras. É o doutor, tal como sua mulher é a doutora e a filha já vem sendo preparada para a magistratura. Já não faço salamaleque para esse povo há décadas.
Francisco Eduardo Pinto
Rui Ribeiro
22 de novembro de 2017 5:50 pmJá eu gostaria de fazer um salamaleque a você, Eduardo
Hasta la victoria siempre!
Felipe Peixoto
22 de novembro de 2017 3:34 pmÓtimo Texto !
Ótimo Texto !
Dirval Cruz
22 de novembro de 2017 5:30 pmObedecemos porque seguimos
Obedecemos porque seguimos acreditando na lenda do “brasileiro cordial… com os poderosos”. A França resolveu seus problemas civilizatórios com a guilhotina e o machado. Cuba de Fidel Castro, com o “Paredon”. A Rússia, com a extradição para a Sibéria. Enquanto nós acreditamos que tudo se resolverá em 2018. E, com essa visão, continuamos com nossas colunas cervicais dobradas diante do Quadrilhão ou, pior, diante de uma falsa elite anti-nacional e anti-povo. Por isso, obedecemos e eles mandam. Temos medo de “sujar” nossas mãos com o sangue podre dessa e de outras corjas que vitimizam o Brasil.
Rui Ribeiro
22 de novembro de 2017 5:48 pmCom a resposta Nietzsche e Étienne de la Boétie
Porque os Juízes, tão ou mais criminosos do que os jurisdicionados, mandam e DESmandam nessa República Bananeira?
“Nenhum ser vivo teria se conservado, caso a tendência para afirmar, antes que para adiar o julgamento, de errar e inventar antes que aguardar, de assentir antes de negar, de julgar antes que ser justo – não tivesse sido cultivada com extraordinária força”. Nietzsche
Juízes recebem super-salários não para serem justos, mas para julgarem e condenarem pretos, pobres, putas e petistas, e para absolverem os poderosos, ainda que sejam criminosos contumazes.
“De onde provêm os incontáveis espiões que vos seguem, senão do vosso próprio meio? De que maneira dispõe ele [o tirano] de tantas mãos para vos espancar, se não as toma emprestadas a vós mesmos? E os pés que esmagam as vossas cidades, não são vossos? Tem ele, enfim, algum poder sobre vós, senão por vosso próprio intermédio?.
Tomai a decisão de não mais servir, e sereis livres”. Étienne de la Boétie
Eles mandam porque nós consentimos.
MARCOS LUIZ COSTA
22 de novembro de 2017 6:57 pmMatéria excelente, oautor
Matéria excelente, oautor disse tudo, brilhante parabéns.
Maria Luisa
22 de novembro de 2017 7:30 pmInformação ao povo
Ja diz o surrado ditado que os patrões inculcaram nas cabeças “manda quem pode, obedece quem tem juizo”. Mas o brasileiro não sabe de nada disso. A maioria nem sabe que um juiz ganha muito acima do teto constitucional. O povo simples sempre reverenciou os doutores e a classe média pensa que é um igual, mas não sabe ela que enquanto ela “rala” para pagar seus impostos, os nababos do Judiciario estão constituindo patrimônio e deixando a classe média de lingua de fora para tras. E nem precisa ser juiz, os procuradores e promotores também vão por ai.
mcn
23 de novembro de 2017 12:05 amAssim como Cachoeira mandava em Demóstenes
Cunha manda em Moro.
A ditadura togada tem dono e patrão.