Coisas que incomodam
O petroleiro “João Cândido”, encomendado por Lula a estaleiro pernambucano, foi comemorado como a revitalização da indústria naval brasileira.
Simplesmente esta ‘revitalização’ não funcionou. O navio jamais saiu do porto, e custou 336 milhões, o dobro do preço que seria pago a navio igual, fabricado no estrangeiro, ou em Niterói.
Todos sabem que o governo Lula e o atual não primam pela compostura nas obras efetuadas. O ex-presidente falastrão, que há muito já deveria ter sido afastado da política nacional, inventou de construir em Pernambuco, sem nenhuma tradição de construções navais, o navio fantasma.
Ora, é sabido que em Niterói está a mais desenvolvida área de construção naval do país, usada inclusive pela Marinha do Brasil para incorporar à frota fragatas e agora submarinos. Estes tipos de embarcações são de muito mais complexidade do que um petroleiro.
Não se descentraliza um local onde a tradição já consagrou como o de mais alta tecnologia do país. A manobra foi puramente eleitoreira, e o navio continua sem operar.
Enquanto isto, pagamos preços ao fisco que correspondem a quatro meses do nosso trabalho anual. Estou cansado de escrever sobre isto.
Passo a conclamar pela desobediência civil. Para começar, o não pagamento de qualquer tributo federal no próximo mês. Vai ser pago depois, com pequena multa, mas os incompetentes vão sentir o que é a vontade de um povo decidido.
Se alguma coisa de ruim, até mesmo um atropelamento simples, por bicicleta, eu ou minha mulher formos vítimas, a culpa é de Dilma Rousseff.
Já mataram por muito menos.
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