5 de junho de 2026

Funcionários dos Correios entram em greve em todo o país contra a privatização

Paralisações começaram as 22h desta terça-feira e continuará por tempo indeterminado até governo reverter processo de desestatização

Jornal GGN – Os funcionários dos Correios iniciaram na noite (22h) desta terça-feira (10) uma greve que atinge todas as unidades do país por tempo indeterminado. A paralisação foi aprovada por diversas assembleias realizadas ainda na noite de ontem.

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O objetivo dos trabalhadores é resistir à privatização da empresas pública, incluída no plano de desestatização do ministro da Economia Paulo Guedes. As reivindicações da grave incluem ainda a decisão dos Correios de não negociar acordos coletivos com a categoria.

“A direção da ECT e o governo querem reduzir radicalmente salários e benefícios para diminuir custos e privatizar os Correios. Entregar o setor postal a empresários loucos por lucro. Jogar no lixo o atendimento a todos os cidadãos, a segurança nacional envolvida nas operações, a integração nacional promovida pelos Correios!”, disse em nota da fundação dos trabalhadores da estatal, a FindECT.

Em agosto, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) chegou a dizer que a “privatização começa pelos Correios”, no seu plano de governo.

“A lista do Programa de Parcerias de Investimentos para o processo de privatização começa pelos Correios, o resto não lembro de cabeça”, pontuou. Um dia antes dessa declaração, Guedes já havia antecipado que empresas de grande porte seriam privatizadas.

“E nós achamos que vamos surpreender. Tem gente grande aí que acha que não será privatizado e vai entrar na faca”, comentou.

Veja a seguir vídeos dos encontros de São Paulo e Rio de Janeiro no momento da convocação da greve.

https://www.facebook.com/Sintect/videos/381870662730428/

https://www.facebook.com/Sintect.RiodeJaneiro/videos/524731574958130/

*Com informações da Revista Fórum

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4 Comentários
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  1. Edson J

    11 de setembro de 2019 9:45 am

    Todo apoio a eles. Abaixo a gangue da privataria.

  2. Maria do RJ

    11 de setembro de 2019 10:08 am

    EMOCIONANTE, LUTEM COMPANHEIROS, LUTEM PRA NÃO PERDER SEUS EMPREGOS. OS MALDITOS ESTÃO VENDENDO O BRASIL INTEIRO, PORTEIRA FECHADA. FORA BOLSONARO, FORA GUEDES E QUADRILHA.

  3. Bruno Cabral

    11 de setembro de 2019 10:48 am

    Os funcionários dos correios selaram seu destino quando queimaram bandeiras do PT e de Dilma, e escolheram o “mito” como candidato, mesmo sabendo que Guedes era um privatista.

    Ao declarar essa greve apenas justifica para a população a pauta do governo, de que o serviço público não presta e que deve ser privatizado. Eram os pregos que faltavam pra fechar o caixão…

    Fariam muito melhor se todo carteiro parasse para conversar com os destinatários das correspondências sobre o mau que o governo está fazendo a empresa para que a população compre a idéia de que ela não presta.

  4. Edivaldo Dias de Oliveira

    11 de setembro de 2019 1:11 pm

    Mais uma vez os trabalhadores dos Correios saem na frente numa greve em ema conjuntura politica adversa, como uma espécie de boi de piranha.

    Foi assim também na década de 80. Fomos a última categoria a fazer greve contra a ditadura e a primeira contra a Nova República, tendo ACM como Ministro das Comunicações. Na primeira, no inicio do ano de 85, eu era carteiro e militante sindical, na segunda já como dirigente, fomos todos os diretores, demitidos por justa causa enquanto enquanto a greve transcorria.

    Ainda nesse mesmo ano, o Sindicato dos Bancários de São Paulo contratou vários dirigente e militantes dos Correios, inclusive este, para ajudar a construir aquela que é considerada a maior greve de uma única categoria; foram 800 mil bancários em todo o Brasil.

    Unidade Nacional entre todos os bancários de todas as correntes políticas, da esquerda mais extrema ao mais arraigado pelego, graças ao esforço quase que pessoal do então presidente do sindicato de São Paulo Luis Gushiken.

    Após essas duas greves outras categorias vieram atras e engrossaram o movimento par mais democracia e participação dos trabalhadores.
    Tomara! Tomara mesmo que outras categorias cujas empresas estão ameaçadas de privatização estejam acompanhando de perto o movimentos dos carteiros e engrossem a luta em defesa do Brasil e da dignidade dos seus trabalhadores e trabalhadoras, que isso não é hora de ficar chorando o leite derramado e ficar achando pouco por que essa ou aquela categoria não soube reconhecer isso ou aquilo de governos anteriores.

    Os carteiros estão de novo na vanguarda; que sirvamos de inspiração para você e outros trabalhadores.

    Edivaldo Dias de Oliveira
    Ex dirigente sindical. anistiado político

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