4 de junho de 2026

Mais de mil migrantes mortos no Mediterrâneo este ano

Foto Acnur – Vania Turner
 
Jornal GGN – No domingo afundou, nas águas da Líbia, um barco de borracha. 100 pessoas desapareceram. Na sexta-feira, dia 29, 103 pessoas, dentre as quais 3 bebês, morreram afogadas em outro naufrágio. Com isso, em 2018, a fatalidade se instala no Mediterrâneo com mais de mil mortos somente em 2018. A informação é da Organização Internacional para as Migrações (OIM), órgão da ONU.
 
A tragédia do domingo, com um pequeno barco de borracha cheio de imigrantes, ocorreu em Alkhums, a lestre de Trípoli, na Líbia. 41 pessoas foram resgatadas pela Guarda Costeira, porém outras 100 não tiveram a mesma sorte. 

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Dois dias antes, na mesma área, pelo menos 103 pessoas não conseguiram seu intento, entre elas três bebês. Dezesseis jovens da Gâmbia, Sudão, Iêmen, Níger e Guiné conseguiram sobreviver. A tragédia se deu apenas 30 minutos depois de sair de Garaboli, quando o motor quebrou.
 
William Lacy Swing, diretor da OIM, irá para Trípoli para monitorar as condições em que essas pessoas estão e garantir que seus direitos sejam respeitados. “A Organização está determinada a garantir que os direitos humanos dos migrantes sejam respeitados e, juntos, nos esforçaremos para impedir o tráfico de pessoas, o que sujeita os migrantes à exploração”, disse Swing.
 
Da última sexta-feira até domingo, quase mil migrantes foram devolvidos à costa da Líbia pela Guarda Costeira, que interceptou pequenos barcos enquanto se dirigiam para mar aberto.
 
Ao desembarcarem no litoral, os migrantes receberam assistência de emergência, como comida e água, e assistência médica. Os migrantes resgatados foram transferidos para centros onde a OIM assume a assistência humanitária.
 

Lourdes Nassif

Redatora-chefe no GGN

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  1. evandro condé de lima

    3 de julho de 2018 1:03 am

    E tem pior
    Segue pequeno trecho de reportagem Estadão.
    ASSAMAKA, NÍGER – A Argélia abandonou mais de 13 mil imigrantes no Deserto do Saara nos últimos 14 meses, incluindo mulheres grávidas e crianças, deixando-os sem alimentos ou água e forçando os grupos a andarem, às vezes armados, sob um sol escaldante. Centenas de imigrantes expulsos podiam ser vistos no horizonte, caminhando sob temperaturas de 48ºC.

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