5 de junho de 2026

Mentes explosivas, por Lucio Massafferri Salles

Com a exceção de justificar crimes, pessoas foram doutrinadas a achar que desequilíbrio psíquico é "frescura" ou invencionice de desocupados
Foto: Reprodução (“homem-bomba foi ao STF”)

no Pragmatismo Político

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Mentes explosivas

por Lucio Massafferri Salles

Acordei pensando nisto: Com a exceção de quando é para justificar agressões, violências, atentados e crimes, as pessoas foram doutrinadas a achar que desequilíbrio psíquico é “frescura” ou invencionice de desocupados.

Não?

Experimenta comunicar ao seu chefe que você está sem condições mentais de ir ao trabalho, sentindo estafa, tristeza profunda, desânimo forte (exploração e depressão passeiam de mãos dadas em toda sociedade capitalista)…

Fez?

Agora, se projete mentalmente tentando colocar uma bomba e detonar ela numa padaria, num cinema ou aeroporto, ou então agredir a socos, mordidas e chutes colegas de trabalho; in loco (e isto não é uma sugestão. Estamos aqui apenas conjecturando, certo?).

Feito! Pânico, horror e caos espalhados para todos os lados.

Dando então um salto na ideia:

Há preconceito fortíssimo contra a Ciência Psicologia, presta atenção nisso.

Da Biopolítica à Psicopolítica

Quem costuma atestar desarmonia/desequilíbrio psíquico em nossa cultura hipócrita normalmente são médicos, com o uso das prescrições de remédios e laudos. E haja transtorno (e remédio…) para déficit e transtornos de A, B, C, D, X, Y, Z….hoje em dia.

Não é por mero acaso que a medicina e o direito têm em comum o instrumento “remédio”; o farmacológico e o jurídico (desde a Antiguidade Grega).

Ainda não há aquele verdadeiro interesse social, e nem tempo, dirão, para se construir profilaxia, formação de consciência e educação, tal como uma boa dieta de vida que sirva para toda a grande comunidade.

Para buscar entender com profundidade, sem pressa, as erupções de ressentimento e de ódio, assim como a sua veloz disseminação nessa era da grande Rede, ajuda pensar na internet como “a grande revolução tecnológica no campo da comunicação, desde a invenção da escrita.

Não há como desacelerar a profusão de notícias, mensagens, imagens e alertas, linguagem (!), que se espalha ininterruptamente por todos os dutos da Rede para chegar às mentes de milhões de destinos.

Concluindo com um problema adiado (e urgente), veremos os efeitos da proibição dos celulares nas escolas/salas de aula; nas mentes dos jovens.

Lucio Massafferri Salles é filósofo, psicólogo e jornalista. Doutor em Filosofia (UFRJ), mestre em filosofia (UFRJ), especialista em psicanálise (USU) e ativista do Movimento Software Livre. É criador do Portal Fio do Tempo (You Tube).

O texto não representa necessariamente a opinião do Jornal GGN. Concorda ou tem ponto de vista diferente? Mande seu artigo para [email protected]. O artigo será publicado se atender aos critérios do Jornal GGN.

“Democracia é coisa frágil. Defendê-la requer um jornalismo corajoso e contundente. Junte-se a nós: www.catarse.me/jornalggn

Lucio Massafferri Salles

Lucio Massafferri Salles é professor do Departamento de Psicologia da UCAM, professor da Rede Pública Estadual do Rio de Janeiro, graduado e Licenciado em Filosofia pela UFRJ e em psicologia pelo CEUCEL. É especialista em Psicanálise pelo CEPCOP-USU, mestre em Filosofia pela UFRJ e doutor em Filosofia pela UFRJ. Concluiu estágio de pós-doutorado em Filosofia pela UERJ.

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  1. Paulo Dantas

    16 de novembro de 2024 5:41 pm

    Loucura não é burrice , cidadão pode armar um plano sendo louco.

    Pode a loucura fazer todavia ele cometer erros.

    Não acho nada engraçado tivesse este cara do STF acesso a C4 teria usado.

    O caso precisa ser investidago ser partir de teses a priori senão so se olha as evidências que corrobaram a tese.

    Investigar e aí skm chegar a quem de direito.

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