5 de junho de 2026

O racismo no futebol e a busca dos bodes expiatórios

 
Cria-se o ambiente bélico no jogo. Começa uma baixaria coletiva e racista contra o goleiro do Corinthians. As câmeras de TV focalizam uma torcedora específica.
 
É o que basta para purgar os pecados do racismo.
 
Nos dias seguintes, a moça é exposta nas redes sociais, na TV e nos jornalões como inimiga pública. Perde o emprego, sua casa é apedrejada. Os linchadores mudam de lado, pois para eles pouco importa o tema, desde que permita o linchamento.
 
Aí aparecem os defensores da moça: amigos negros, de carne e osso, que falam de sua amizade sem preconceito, do fato de gostar de samba, de “ficar” com um ou outro amigo negro.
 
E aí se descortina a hipocrisia do linchador e do efeito manada. Linchadores foram os que agrediram com preconceito o goleiro do Santos; linchadores são os que buscam jogar toda a expiação em uma mocinha bobinha, definitivamente não racista – como comprovam os amigos – cujo momento de insensatez foi capturado por uma câmera de TV e jogado nas redes sociais. 
 
A moça cometeu crime de racismo, sim, e merece ser punida – sem os exageros do linchamento. Mas seus linchadores serão incensados: são os justiceiros que atuam dentro da lei.
 
Por Sergio T.
 
Até onde eu vi, fui que puxei essa reportagem para o blog, e não foi colocada a minha opinião, que vai mais ou menos de encontro à colocada aqui… Paciência…
 
Hoje em dia é preciso todo o cuidado ao se manifestar sobre as coisas da vida, pois as redes sociais estão aí revelando o que temos de melhor e de pior. O lado bom disto é ter a certeza que exibindo bons princípios de vida e caráter, dificilmente a pessoa vai passar pelo constrangimento que essa idiota racista está passando. Ela e outros têm que aprender que gente de bem atrai amigos, inclusive nas redes sociais, gente sem caráter atrai o escárnio, a reação violenta, os falsos amigos. 
 
Apenas acho que há que se ter cuidado para não exagerar nas “penas” e recriminações, pois a moça pode aprender, e o seu “delito” (digamos assim) foi grave, mas não capital (roubar, matar, etc.). É preciso evitar gerar uma catarse inquisitiva medieval em sentido contrário. Ela vai pagar e já está pagando por suas ações, então é preciso torcer para que ela aprenda, pois se o racismo já é uma espécie de linchamento prévio, não creio que possamos combate-lo com outros linchamentos.
 
Um abraço.
 

 

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Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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52 Comentários
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  1. Jefferson Pereira

    31 de agosto de 2014 5:41 pm

    Goleiro é do Santos

    Perfeita sua opinião, apenas ajustando que o goleiro em questão é do Santos, não do Corinthians.

  2. Jair Almansur

    31 de agosto de 2014 5:46 pm

    Esse racismo explícito

    Esse racismo explícito cometido em campos de futebol é apena a pont de um iceberg do racismo implícito cometido pelas rede de TV, grandes empresas, hospitais, shopingcenters, cinemas onde o negro não entra nem como artista nem vomo espectador, restaurantes que negam trabalho ao negro. Universidades que não só nega ensino ao negro com tambem negam o ensino da negritude. O resultado dessa política educacional e cultural é o embranquecimento artifical do brasil, é a criação dos negros da alma branca.

  3. Paulo Rogerio Batista

    31 de agosto de 2014 5:48 pm

    Nassif,
    O goleiro é o do

    Nassif,

    O goleiro é o do Santos, conhecido como Aranha.

    Abcs…

     

     

  4. Edi Passos

    31 de agosto de 2014 5:48 pm

    Perfeito Nassif!

    Perfeito Nassif!

  5. Celio

    31 de agosto de 2014 5:50 pm

    O Aranha é goleiro do Santos
    O Aranha é goleiro do Santos e não do Corinthians, como diz o artigo.

  6. Diogo Leite

    31 de agosto de 2014 5:51 pm

    Foi o goleiro do Santos que
    Foi o goleiro do Santos que sofreu o ato de racismo. Abs

    1. MarFig

      31 de agosto de 2014 6:56 pm

      Nassif, assim como eu, não

      Nassif, assim como eu, não entende nada de futebol. Então, Corinthians, Santos ou Portuguesa, tanto faz.

  7. José Robson

    31 de agosto de 2014 5:53 pm

    ??

    Qual a razão de ter ela ter dito,consoante leitura labial, “macaco”! Para que e para quem? Sempre digo que “nosso” racismo está inscrustrado no subconciente e, volta e meia, ele aflora! Devemos também responder por isso! Essa moça deve ser daquelas que fica “meio grávida”…

    Quanto aos “justiceiros” de plantão, são da mesma farinha, só que em sacos diferentes!

     

    P.S.: Santos, não Corinthians!

  8. Marcelo Castro

    31 de agosto de 2014 5:55 pm

    correção : goleiro do Santos

    No demais concordo plenamente. O linchamento contra a moça é um absurdo, o dano moral e psicológico provocado mereceria uma indenização na justiça. Mais um destempero da mídia com consequencias irreversiveis. Há sim o ato racista provocado por parte da torcida , quem deve pagar é o Grêmio, mas isto é outra conversa.

  9. MiriamL

    31 de agosto de 2014 5:59 pm

    A ira justa do goleiro Aranha

    A ira justa do goleiro Aranha e de um anônimo negro contra o racismo cotidiano. O que Danilo Gentili, um juiz e Luciano Huck tem a ver com isso

     

    Laura Capriglione – 4 horas atrás

     

    Torcedora grita ofensas racistas para o goleiro Aranha (Reprodução/ ESPN)

    Torcedora grita ofensas racistas para o goleiro Aranha (Reprodução/ ESPN)Quando parte da torcida do Grêmio encheu a boca, em Porto Alegre na quinta-feira (28/08), para chamar o negro goleiro do Santos de “macaco”, apareceu um herói, o próprio alvo dos xingamentos, para vingar os tantos humilhados pelo racismo.

     

    Com a ira santa dos justos, Mário Lúcio Duarte Costa, de 33 anos, o Aranha, gesticulou e gritou furioso contra a turba infame, e deixou bem claro o orgulho da pele colorida, a mesma de seus ancestrais africanos.

    Ao menos uma criminosa, Patricia Moreira, moradora em Porto Alegre, já foi identificada, filmada enquanto insultava o goleiro:

    “Ma-ca-coooo!”.

    A meliante já perdeu o emprego como auxiliar de saúde bucal no Centro Médico Odontológico da Brigada Militar. Deverá responder a processo criminal por injúria racial, crime sujeito a pena de um a três anos de reclusão, com multa.

    A defesa de Patrícia certamente dirá que tudo não passou de uma “brincadeira”, que ela não fez mais do que repetir o que lhe ensinaram algumas celebridades (às vezes até com o aval da Justiça, como se verá).

    O humorista Danilo Gentili, com milhões de seguidores do Twitter, não defendeu publicamente seu direito de ofender negros, chamando-os de “macacos”?

    “Alguém pode me dar uma explicação razoável por que posso chamar gay de veado, gordo de baleia, branco de lagartixa, mas nunca um negro de macaco?”

    O mesmo Gentili não teve, depois, a ousadia de oferecer bananas a um jovem ativista negro, o redator Thiago Ribeiro, que o acusou de racista?

    “Sério @LasombraRibeiro [Thiago Ribeiro] vamos esquecer isso… Quantas bananas vc quer pra deixar essa história pra lá?”

    Isso pode?

    Não é difícil que Patrícia Moreira tenha ouvido falar da tentativa de Thiago Ribeiro de obter a condenação de Danilo Gentili. Talvez tenha visto também que um juiz, Marcelo Matias Pereira, da 10ª Vara Criminal da Justiça de São Paulo, absolveu Danilo Gentili do crime de injúria racial, por considerar que o comediante não teve “propósito e intenção de ofender a vítima”.

    Ah, tá!

    Ganha um exemplar do livro “Não Somos Racistas”, de Ali Kamel, diretor geral de jornalismo e esportes da TV Globo quem adivinhar a cor do juiz…. Não, não ganha não porque esta é fácil demais.

    Nem é preciso dizer que a sentença do juiz branco deu ânimo para centenas de boçais e fãs de Gentili sentirem-se livres para extravasar seu ódio racista pelas redes sociais e seguirem repetindo os insultos, como se fossem brincadeira:

    “Ma-ca-coooo!”

    Que mal tem?

    Tem muito mal. “Fiquei bem nervoso. Com o perdão da palavra, fiquei p… Isso dói. Não é possível. Bati no braço e disse que sou preto mesmo”, declarou Aranha logo depois de finalizada a partida.

    Será que o juiz Marcelo Matias Pereira, que absolveu Danilo Gentili, sabe da responsabilidade que pode ter nesse episódio trágico?

    Aranha tornou-se herói porque não fez a menor questão de ficar tranquilão diante da ofensa, porque não se fingiu de surdo, porque denunciou os agressores. Porque chutou o balde do racismo.

    Ele não quis “ressignificar o xingamento”, como alegaram ter feito Daniel Alves, o jogador brasileiro atuando no Barcelona, quando comeu a banana que um torcedor racista jogou para ele.

    Ele não deu chance para o mega-oportunista Luciano Huck vender camisetas de sua grife pessoal, a “Use Huck”, com uma estampa de banana e os dizeres “Somos todos macacos”.

    Aliás, a defesa da racista do Grêmio também poderá alegar que ela não considera “macaco” um xingamento, já que ela mesma vê-se como um. “Como diria Luciano Huck, somos todos macacos”… Quem sabe, cola.

    Aranha chegou a ser admoestado pelo árbitro da partida, Wilton Pereira Sampaio , que o acusou de estar “provocando a torcida adversária”.

    Logo, outros atletas negros do Santos, como Arouca, David Braz e Robinho, cercaram o juiz para impedi-lo de, novamente, culpar a vítima pela violência que a oprime.

    Coincidência mais linda, no mesmo dia, outro negro, anônimo, também distribuiu lições de humanidade contra o racismo. Veja o vídeo aqui.

    Acusado de roubar uma loja no Salvador Shopping, da capital baiana, o jovem também não se intimidou e gritou para os seguranças: “Eu não roubei nada. Eu sou trabalhador, rapaz, não sou ladrão, não! Cadê o roubo? Mostre o roubo aqui.” E baixou as calças. Quase nu, demonstrou o fundo racista da acusação que sofria.

    O shopping ficou paralisado, consumidores interromperam a correria entre as lojas para assistir à cena. E a massa foi ao delírio, com aplausos e gritos de apoio, quando percebeu a vitória moral do inocente enfrentando a perseguição.

    Ainda do lado de fora, o homem continuou gritando com o segurança. “Só porque é negro, é negão, vai roubar. Vá se f…”. Mais aplausos.

    Aranha estava furioso. O anônimo estava furioso. Eles colocaram os agressores no seu lugar. Zumbi estava neles.

     

    https://br.noticias.yahoo.com/blogs/laura-capriglione/a-ira-justa-do-goleiro-aranha-e-de-um-anonimo-negro-132922939.html#more-id

  10. Jorge Rebolla

    31 de agosto de 2014 6:12 pm

    Se ela cometeu crime não foi o de racismo…

    …mas o de injúria racial. Este depende da representação da vítima.

    Deixando a lei de lado. Cá para nós: o mais deprimente no caso foi o coitadismo assumido pelo goleiro. Uma reação típica de quem não pensa com o próprio cérebro. Algo que deveria ser inimaginável partindo de um profissional de sucesso, demonstrou ser uma mera peça manobrável.

    Agora falando em macaco, que tal os lourinhos e rosados? Eles também jogam futebol…

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=PV4ql-BhOO0%5D

     

    1. José Robson

      31 de agosto de 2014 6:57 pm

      Rebolou mal,

      pois pouco importa, aqui, a exata tipificação penal, que é o enfoque no “varejo” do problema, na consideração de que “crime racial”, no geral, diz com certo “conceito jurídico indeterminado”! Parece que estamos nos referindo a algo que precede esse, digamos, “direito posto”! Não vi nada de “coitadismo” na reação do goleiro Aranha; ao contrário, agiu como se esperasse que reagisse! Sobre “macacos” e “macacos”, a subjetividade na manifestação da moça em nada por nada se relaciona com essa “objetividade” que pretendes querer que pareça!  “Macacos loiros” e “macacos pretos”, ora bolas, rebola!

  11. alexis

    31 de agosto de 2014 6:19 pm

    Ganhamos o apelido que temos

    Quando você está zangado e quer agredir alguém, irá utilizar aqueles adjetivos que mais possam doer no desafeto: Anão, bicha, macaco, etc. Quando o Daniel Alves pegou a banana e comeu, deu um tapa de luva que até agora deve doer no sujeito que a lançou. Nem Lei especial precisou para se defender. A ofensa maior acontece não apenas pela ação em sim, mas pelo estrago causado no receptor. A galera do Grêmio estava p porque o cara defendia para caramba (mérito dele). O Aranha perdeu uma boa oportunidade de acabar com isso, mas não, agora corre o risco de que a torcida faça pior. O mais engraçado é que nem Aranha o cara se chama, mas Mário Lúcio Duarte Costa.. Agora, aranha não é crime, mas, o macaco sim…….

     

    1. morallis

      31 de agosto de 2014 6:32 pm

      Essa coisa de bicho é

      Essa coisa de bicho é engraçado: Piranha,cadela,vaca,urubu ,viado etc.

      Estranho , ninguem chama  uma “moça” de piranha por que a mesma

      tem escamas, qual a cor por debaixo? Quando se chama um “negro de

      macaco é por sua cor, uma forma de torna-lo primário,pouco desenvolvido,

      grosseiro.Isso num país de “clareados”!Tem que reagir sim e cada vez

      mais.

       

      1. alexis

        31 de agosto de 2014 6:35 pm

        É claro, Isso é evidente

        É claro que a moça o ofendeu e usou o nome de macaco pela sua cor negra e etc. Não discuta o evidente.

        O assunto aqui é que ele deixou-se levar por essa situação e, o efeito da agressão aumenta quanto mais o agredido sente o golpe. O Aranha poderia ter saído melhor do episódio. Inclusive, estava jogando super bem e o seu time ganhando.

        1. morallis

          31 de agosto de 2014 7:03 pm

          Voce há de convir que tem

          Voce há de convir que tem horas que não dá..né?  Ele tem

          que usar a “televisão” e usou e isso foi um bom contra-golpe.

           

          1. alexis

            31 de agosto de 2014 7:30 pm

            E a Dilma?

            Você defendeu ela quando as “elites” a mandaram a tnc?

            Ela foi firme e digna. Saiu do estádio maior que como entrou.

            Não existe Lei contra mandar a tnq, mas existe o bom senso sobre como reagir perante gente idiota que nos insulta.

          2. morallis

            31 de agosto de 2014 9:12 pm

            Tá relativizando errado

            Tá relativizando errado Alexis..mas te entendi, no mais

            ninguem é igual e é  compreensivel tambem que o 

            sangue esquente.Quanto a Dilma ela é presidente,

            teve a postura esperada e correta de quem esta no

            posto.

          3. alexis

            31 de agosto de 2014 9:20 pm

            OK

            Mas, Morallis, veja o caso do Daniel Alves, quando lançaram uma banana em campo.

            O cara se saiu super bem dessa. Acredito que nunca mais vão encher o saco dele. Já o Aranha…..

          4. morallis

            31 de agosto de 2014 10:27 pm

            Exatamente por isso, o Daniel

            Exatamente por isso, o Daniel Alves não é o Aranha nem o Samuel Eto’o,

            são reações válidas no mesmo sentido.Tem lei  prá isso e isso é crime..

            a moça.. creio não passa o dia “alfinetando bonecos negros” ou lendo

            livros da Ku klux klan mas deveria ter ciência disso.Nada de “olho por 

            olho..racismo é uma realidade no campo e muito mais fora dele.

          5. morallis

            31 de agosto de 2014 10:32 pm

            Esqueci..defendi sim , estava

            Esqueci..defendi sim , estava no estádio inclusive e vi bem de

            onde vieram os xingamentos .

  12. morallis

    31 de agosto de 2014 6:21 pm

    Ela é vitima tambem, apenas

    Ela é vitima tambem, apenas tomar cuidado ou daqui a pouco

    lá no fim do “post” algum imbecil vai culpar o goleiro por ser

    negro.

     

    Obs. Ela precisa de ajuda e o Grêmio deve ser punido.

  13. Leo V

    31 de agosto de 2014 6:25 pm

    perfeito.

    perfeito.

  14. Alessandre de Argolo

    31 de agosto de 2014 6:32 pm

    Concordo

    Concordo que ela deve ser punida pelo ato racista. E concordo que isso é um problema que tem que ser resolvido na justiça, sem linchamentos, como os praticados contra ela nas redes sociais. Podemos ter nossas opiniões e externá-las, máxime em questões de interesse público como o racismo, mas nada que ultrapasse a convivência civilizada. Ninguém deixa de ter direitos porque cometeu um crime. Os linchadores desse caso cometem crimes também.

    Se ela é racista ou não, por amigos darem declarações defendendo-a, isso aí já é difícil de dizer. No Brasil, o racismo é cordial, amigo, fingido e hipócrita. Racistas se dão relativamente bem com os alvos do racismo, usualmente. Eles são falsos e normalmente só são racistas quando estão seguros de que seus atos não serão punidos. Essa tal Patrícia Moreira parece ser um exemplo disso, pois, na mesma hora que ela terminou de gritar a palavra “macaco” e percebeu que foi filmada, ela fez cara de constrangimento e de arrependimento. É possível notar isso vendo as imagens. Assim que termina de gritar, ela olha para câmera e muda a expressão facial, ostentando uma expressão meio de quem quis disfarçar o que fez.

    Não sei se ela é racista por convicção. Pode não ser e gritou o xingamento sem atentar muito para a gravidade do que fez, talvez repetindo o que deve ter visto outros torcedores fazerem em várias outras ocasiões em jogos do Grêmio. No entanto, será punida do mesmo jeito.

    1. morallis

      31 de agosto de 2014 6:35 pm

      É por ai mesmo.

      É por ai mesmo.

  15. Alessandre de Argolo

    31 de agosto de 2014 6:43 pm

    O caso lembra o das eleições de 2010, no Twitter

    Esse caso lembra o caso da estudante de direito, Mayara Petruso, condenada por racismo por ter postado, no dia da eleição do 2º turno de 2010, no Twitter, mensagem em que dizia que “nordestinos” deveriam morrer, algo assim. Naquela ocasião, muitos “culparam” os eleitores do Nordeste pela vitória de Dilma nas eleições presidenciais de 2010, no 2º turno.

    Também houve isso aí de bode expiatório, pois, apesar de não ter sido a única a xingar os eleitores do Nordeste, Mayara Petruso, salvo engano de minha parte, foi a única que chegou a ser oficialmente processada. Talvez ela tenha servido de exemplo porque o que ela escreveu foi o que mais repercutiu na imprensa e realmente as palavras eram fortes. Mas eu não posso concordar com o fato dela ter sido a única a ser processada. Considero isso errado, pois é errado combater o racismo agindo com discriminação. Todos os tweets coletados e que destilavam preconceito e discriminação contra o povo do Nordeste deveriam servir de base para uma denúncia penal, assim como feito contra Mayara Petruso.

    1. aliancaliberal

      31 de agosto de 2014 7:11 pm

      Comente Argolo que acha dos

      Comente Argolo que acha dos twitter dos progressistas abaixo.

      1. Alessandre de Argolo

        31 de agosto de 2014 8:53 pm

        São declarações condenáveis, é claro

        Quem deseja a morte dos outros ou gosta quando isso acontece geralmente apresenta desvio de conduta, salvo situações bem específicas

        1. aliancaliberal

          31 de agosto de 2014 11:39 pm

          Por que o tratamento desigual

          Por que o tratamento desigual das declarações?

           

    2. aliancaliberal

      31 de agosto de 2014 7:35 pm

      (Sem título)

  16. Alessandre de Argolo

    31 de agosto de 2014 6:54 pm

    Dentista é preso pela PF após

    Dentista é preso pela PF após insultar nordestinos em voo de Brasília a Maceió

    Ângelo José Ferreira entrou no avião “reclamando” e disse que nordestinos tinham “fedor de jegue”

       

    Por Bianca Ferraz – colaboradora

    Dois dias depois do episódio vergonhoso que marcou o jogo entre Grêmio e Santos na capital gaúcha, onde uma chuva de ofensas racista foram proferidas contra o goleiro Aranha, o voo 1908, da Gol, que vinha de Brasília para Maceió, teve seu sossego interrompido quando o dentista Ângelo José Ferreira, de 55 anos, sem motivo aparente, começou a proferir xingamentos a todos os nordestinos que estavam no avião. “Não houve uma briga, não foi algo direcionado a alguém. Ele entrou no avião reclamando do cheiro que a quantidade de nordestinos juntos estavam exalando”, disse a advogada A.A.

    O odontólogo, segundo relatos dos passageiros, gesticulava sem parar, bradando que o Nordeste era um lugar nojento. “Minha esposa e eu vínhamos sentados em cadeiras separadas. Ela, junto com a esposa dele, a quem ele ordenou, no meio do voo, que trocasse de poltrona e fosse para um lugar vago no fundo, a fim de que se distanciasse do ‘fedor de jegue’. Eu disse a ele que isso era racismo e começamos uma discussão que ele permeou com ameaças. Me chamou de nordestino cara de cavalo e disse que me daria um soco se se eu me aproximasse”, relatou o gerente comercial A.O.

    Cerca de cinco policiais, dentre eles dois da Polícia Federal, estavam à bordo. Assim que a aeronave aterrissou, o comandante autorizou a prisão, com a recomendação de que o passageiro fosse imobilizado caso reagisse. Ângelo, que é mineiro, mas vive em Brasília, ao que parece, não havia feito ingestão de álcool e repetiu diversas vezes a, tão ultrapassada, frase ‘vocês não sabem com quem estão falando’. Dez pessoas, além do acusado e de sua esposa, foram conduzidas à Superintendência Regional da Polícia Federal, no bairro do Jaraguá, onde aguardaram por mais de quatro horas a conclusão de todos os depoimentos. “Não sou nordestina e não vejo o porquê disso ser uma ofensa. Estou aqui como cidadã, chocada e atônita de, em pleno século 21, termos que vivenciar coisas desse tipo. Vou prestar queixa e levar isso adiante porque esse tipo de comportamento tem que ser repelido”, afirma  a psicóloga A.G.

    De acordo com o delegado Felipe Vasconcelos Correia, Ângelo Ferreira foi preso em flagrante pelo crime de injúria qualificada (art. 140 do Código Penal) e pode pegar uma pena que varia de um a três anos de prisão. “O caso será enviado para um Juiz Federal, que deverá arbitrar a fiança”, explicou o delegado.

    Fonte: http://cadaminuto.com.br/noticia/255393/2014/08/30/dentista-insulta-nordestinos-em-voo-de-brasilia-a-maceio

    1. Francy Lisboa

      31 de agosto de 2014 7:03 pm

      Que bizarrice. Credo!

      Que bizarrice. Credo!

  17. Marcos Pinto

    31 de agosto de 2014 7:08 pm

    O caso da torcedora gaúcha

    O caso da torcedora gaúcha mostra essencialmente duas coisas: 

    – a intensidade do sexismo ainda presente na sociedade brasileira. Cansei de ver reações chamando a “vítima” de vagabunda, e fantasias do tipo “coloca ela na cela com uns negões”, o que não deixa de ser ironicamente racista e sexista ao mesmo tempo.

    – a forma como o racismo se mostra de forma sutil no Brasil. Provavelmente, no dia-a-dia a “guria” em questão se relaciona normalmente com pessoas negras. Somente em uma situação negativa que o preconceito aparece como forma de desqualificar o oponente. Isso não é exclusividade do racismo, já cansei de ouvir comentários do tipo “aquele gordo inútil” ou “aquela bicha louca” em situações em que nem o excesso de peso muito menos a orientação sexual tinha alguma coisa a ver com a crítica em questão. No fundo, qualquer característica marcante em uma pessoa pode ser usada com um viés negativo para atacá-la: a mulher magra vira “magrela”, o homem musculoso vira “marombado”, o aluno esforçado vira “CDF” … longe de mim querer inocentar a torcedora em questão, mas isso certamente relativiza as coisas.

    Portanto, é importante que a torcedora (e os outros racistas identificados) sejam punidos, mas o excesso de rigor na pena pode ser contraproducente, no sentido de dar argumentos às pessoas que são de fato sistematicamente racistas.

  18. Orlando

    31 de agosto de 2014 7:15 pm

    Pimneta no…. ´do outro é refresco

    Se a moça não fosse racista ela não iria chamar o goleiro do Santos de macaco. Convivência com negros não quer dizer que uma pessoa não seja racista. Desde que o negro, ou negra,se mantenha no seu lugar… o racismo nunca sairá do armário…

    Nãs há como colocar panos quentes. No entanto, acho que não há por que lincher a moça, só procesa-la de acordo com a lei.

  19. Carlos Barbosa

    31 de agosto de 2014 7:19 pm

    Eu aprendi uma coisa com esse

    Eu aprendi uma coisa com esse episódio. Nunca mais vou me meter em assuntos que não me dizem respeito. E quando vir alguém gritando para um negro “macaco”, vou imaginar qualquer coisa menos “racista”.  Aliás, vi pouquíssimos negros se manifestando a respeito. E quando o fizeram foi para defender a menina. Os não negros se incomodam mais com suposto racismo contra os negros do que eles mesmos.  Os amigos da menina estão aí para que qualquer um que não seja negro parem de opinar em episódios assim. Eu havia criticado a moça e agora me sinto ridículo. Que sirva de lição. Vida que segue.

    1. NALDO

      31 de agosto de 2014 7:39 pm

      Desculpe colega, mas achar

      Desculpe colega, mas achar que um negro não se importa em ser chamado de macaco não é verdade, como disse o goleiro do santos, isso dói.

      1. alexis

        31 de agosto de 2014 8:00 pm

        Claro que dói

        Claro que dói! Por isso a moça gritou para ele, para que doesse!

        Fosse nordestino gritava: Paraíba! Ou algo assim.

        Aranha tinha duas opções: a) ficar de vítima (como de fato é) e fazer denuncia; ou b) fazer uma de Daniel Alves e ignorar aos torcedores.

        Cada um tire as suas conclusões.

    2. Sergio J Dias

      31 de agosto de 2014 10:24 pm

      A crítica à crítica ao racismo

      Já que estão reclamando da pouca manifestação de reprovação  de negros neste evento. Coloco aqui a fala de minha filha ao ver um amigo seu reclamar no Facebook, da reprovação às piadinhas preconceituosas tão comuns em tempos não tão antigos. Vale também lembrar o locutor de rádio ‘Samuca”, que em seu programa na rádio Globo do Rio de Janeiro, “Patrulha da Cidade”, tempos atrás, clamava a plenos pulmões a expressão “aquele crioulo” para se referir a qualquer afrobrasileiro e tantos outros exemplos que antes pululavam na mídia brasileira e se tornavam frequentes pelas ruas e vielas das cidades. Vamos a fala citada acima:

      “O negro, posso falar pelo que passo, luta a séculos por respeito e igualdade. E isso, para depois aceitarmos piadinhas racistas, feitas por racistas? Para brancos aplaudirem e se entreterem? Vai fazer PIADA COM O  LOIRO DE OLHO AZUL!!!! Porque com ele não?  Simples, ele é branco, ele é o padrao de beleza, certo, imposto pelo sistema. Sim, são piadas PRECONCEITUOSAS!!! E é verdade tem negros, que riem dessas piadas, tem negros que curtiram seu comentario ( pena deles, apenas ), ignorantes, que aceitam isso e fazem parte para serem aceitos, por no fundo terem medo de ser negros, terem medo de assumir o racismo.
        Entao, eles concordam façam mais piadas sobre mim. Eu que sou preta, cor de jambo, petróleo, cabelo duro, nariz de batata, nariz achatado, preta favelada, preta marginal, preta ladra, preta puta  etc. Eu que sou horrível, diferente, estranha. Olha QUANTAS PIADAS PODEM SAIR DAS MINHAS CARACTERISTICAS FISICAS PRA BRANQUINHO APLAUDIR E MORRER DE RIR!!!!
      É esse o problema Fulano, esse é o X da questão. Por mais que eu viva, tenha sentimentos, sangre, fique doente, morra, eu sou PRETA, NEGRA então eu que aceite tais piadas, porque os brancos merecem RIR e se DIVERTIR!”

  20. Tagutti

    31 de agosto de 2014 7:39 pm

    Discordo quanto a assertiva

    Discordo quanto a assertiva que a guria não é racista.

    Tem uma parte do ótimo livro “Americanah”, de Chimamanda Ngozi (ficção interessantíssima que discute relações raciais nos EEUU e na Europa) que cai bem nesse episódio:

    “racistas pertencem ao passado. Racistas eram os homens brancos maus daqueles filmes sobre a era dos direitos civis. A questão é a seguinte: a manifestação de racismo mudou, mas a linguagem não.

    Então, se você não linchou alguém, você não pode ser chamado de racista. Se você não é um monstro sugador de sangue, então você não pode ser chamado de racista. Alguém tem que dizer que racistas não são monstros. Existem pessoas com famílias adoráveis, cidadãos de bem que pagam impostos. Alguém precisa decidir quem é racista e quem não é. Caso contrário, acho que chegou a hora de apagar a palavra “racista”.”

    Eu concordo com a autora. O fato da guria gostar de Samba, ou ter amigos negros, pouco ou nada muda a situação.

    Se na meta do Santos não estivesse Aranha, mas o goleiro alemão Manuel Neuer, duvido que sua cor seria usada como xingamento. Poderiam até ser utilizados como motivo, para ironizá-lo, o fato de ser alemão, mas jamais por ser branco.

    O xingamento de “macaco” deita raízes profundas, que passam pelo estereótipo do rebaixamento hierárquico do negro na sociedade. O que de certa forma quer dizer que, quando uma moça que deve ser gente boa se presta a uma coisa dessas, é porque o problema exorbita da pessoa dela.

  21. evandro condé de lima

    31 de agosto de 2014 7:41 pm

    PÔ, bastou ser postado uma

    PÔ, bastou ser postado uma análise (baseado em quê) dizendo que jornalistas são arrogantes e apareceram um sem número concordando (novamente, baseado em quê? não gostar de meia dúzia deles que não agem conforme a cartilha que gostariam). Manada é manada em qualquer tema.

  22. Fábio de Oliveira Ribeiro

    31 de agosto de 2014 7:44 pm

    O racismo sempre esteve

    O racismo sempre esteve presente nos campos de futebol brasileiros. Quem prestar atenção à maneira como as PMs tratam os torcedores considerados incomodos verá algo bem mais grave do que o que ocorreu no Rio Grande do Sul. Não estou aqui defendendo a torcedora racista. Ela errou e deve pagar pelo seu comportamento na forma da Lei. O problema é que o linchamento midiático da moça ajuda a esconder problemas até mais graves. A brutalidade racista das PMs nos estádios é apenas um deles. 

    O preço dos ingressos nas novas arenas são proibitivos para a esmagadora maioria dos brasileiros. Curiosamente, os que ganham menos e ficarão afastados dos estádios são justamente os negros e pardos. O branqueamento dos estádios  de futebol – que ocorreu durante a Copa do Mundo – não é uma espécie de racismo?

    Quem frequenta estádios de futebol é transportado para uma terra sem Lei. Durante partidas do meu time, por exemplo, já vi traficantes vendendo maconha e torcedores fumando a substancia até ficarem completamente alheios à partida. A represssão ao tráfico de drogas e ao consumo de drogas não ocorre dentro dos estádios. O crime cometido pelos racistas gauchos será punido. E os outros crimes (como o tráfico de drogas, o consumo de drogas e a prevaricação dos policiais que não combatem estes crimes durante as partidas de futebol) serão igualmente punidos?

    Quantos presidentes de clubes grandes de futebol são negros? Não conheço nenhum. Não tenho notícia de nenhum clube grande que tenha sido presidido por um negro em mais de 30 anos que acompanho o futebol. Racismo evidente e, no entanto, não percebido pelos telejornalistas esportivos (que curiosamente também são quase sempre brancos).  Não está na hora das cotas serem implantadas no jornalismo esportivo e nas direções dos clubes para corrigir o racismo que existe nestes campos da vida social brasileira?

  23. Sérgio T.

    31 de agosto de 2014 8:06 pm

    Bão…

    Até onde eu vi, fui eu que puxei essa reportagem para o blog, e não foi colocada a minha opinião, que vai mais ou menos de encontro à colocada aqui… Paciência…

    Hoje em dia é preciso todo o cuidado ao se manifestar sobre as coisas da vida, pois as redes sociais estão aí revelando o que temos de melhor e de pior. O lado bom disto é ter a certeza que exibindo bons princípios de vida e caráter, dificilmente a pessoa vai passar pelo constrangimento que essa idiota racista está passando. Ela e outros têm que aprender que gente de bem atrai amigos, inclusive nas redes sociais, gente sem caráter atrai o escárnio, a reação violenta, os falsos amigos. 

    Apenas acho que há que se ter cuidado para não exagerar nas “penas” e recriminações, pois a moça pode aprender, e o seu “delito” (digamos assim) foi grave, mas não capital (roubar, matar, etc.). É preciso evitar gerar uma catarse inquisitiva medieval em sentido contrário. Ela vai pagar e já está pagando por suas ações, então é preciso torcer para que ela aprenda, pois se o racismo já é uma espécie de linchamento prévio, não creio que possamos combate-lo com outros linchamentos.

    Um abraço.

  24. jc.pompeu

    31 de agosto de 2014 8:30 pm

    esta moça grosseira feia boca

    esta moça grosseira feia boca suja; deselegante; sem educação de casa burguesa; “sem-noção” da vida como ela é… sem auto-análíse precavida das consequências de seus atos insanos; de primário mal feito, lá no sul petista… deve, isto sim! como crime e castigo exemplar pelo inafiançável crime público de racismo positivo operante registrado em vídeo orwelliano… ela deve assistir, na sala de aula depois das horas mortas na escola, a 100 vezes cada a estes 2 vídeos que pregam respeito e boas maneiras para quando estiverdes num jogo de futebol:

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=14ca_c5qZn8%5D

     

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=g5D2sivOY3g%5D

    1. Auri Luis Martini

      7 de setembro de 2014 5:21 am

      Grosseira é o goleiro. Um

      Grosseira é o goleiro. Um elemento que só fez cera técnica o tempo todo, incapaz de ser homem durante um jogo de futebol. Eu não o chamaria do que ela chamou, mas de viado, boiola e afaminado sim e isso com certeza além de um imprestável frangueiro que ninguém jamais havia ouvido falar nem jogar. Mas deu uma lição. a de marketing. Não joga bosta nenhuma e se faz de coitado,interrompe o jogo. Agora me digam: Quem nunca foi ofendido em um jogo de futebol? Todo mundo, mas só as bichas se ofendem e este goleiro tem todos os predicados para ser uma biba completa, se não é foi pq ainda não se descobriu! Mas  logo,logo vai sair do armário. E dia 18 tem Grêmio e santos na Arena . Ele será ovacionado, nada de racismo, mas ninguém nem nada neste mundo vai me impedir de chamar ele do que eu penso e podem ter certeza que o que eu penso del não é nada bom. Covarde que se aproveita de uma situação. Marginal que não serve pra nada. Não pensem que este puto será recebido de braços abertos pelos gremistas, ainda mais quando um radialista ligado ao santos nos chamos todos os gaúchos de viados por o Grêmio ter eleiminado aquele timinho da libr=ertadores daquele ano. Isso pode? Isso não é racismo. Umradialista cuja sensualidade é dubia,mas que passa seu homossexualismo para os gauchos por não ter coragem de se assumir. Na época entrei em contato pelo e-mail dele e quis provar para ele e sua esposa que eu não era gay, mas parece que nem homem para me responder o corno foi! E este goleirinho de merda não é muito diferente. Uma vez feito de merda, merda pro resto da vida! Jamais defenderia este vagabundo. Tem muita gente indignada com este marginal aqui no sul, muita gente. 

  25. Monier.,.,.,.

    31 de agosto de 2014 9:15 pm

    O pior de tudo é que ela não

    O pior de tudo é que ela não foi racista. Nessas horas é que os 2.000 anos de gente estudando e construindo o Direito ocidental, os milhares de livros publicados e as centenas de especialistas sérios que perdem seu tempo estudando por anos um único tema para fazerem um doutorado por uma salário incompatível fazem a diferença. E não estou falando desses heróis midiáticos, que aparecem em matérias dando palpite sobre qualquer coisa, tão díspares quanto um tipo penal até o novo codigo civil, para depois azeitarem seu fundo de comércio com a fama.

    Nessas horas o papel da imprensa é procurar alguém que tenha feito pelo menos um mestrado ou doutorado em universidade séria a respeito de algo que tenha a ver com o tipo penal do racismo, não colocar comentaristas de futebol para repercutir e ampliar o alcance de abobrinhas raivosas. Não deve ser difícil. E só assim se qualifica o debate e se constrói uma sociedade que saiba discutir alguma coisa em médio/alto nível.

    O que ela praticou foi no máximo injúria racial, não racismo. E não é porque tem amigos negros, ou porque convive com eles. Ela quis ofender alguém específico usando uma característica que é a cor de pele, o que é injúria racial. Não se dirigiu à coletividade dos negros, tanto que agora seus amigos dizem que ela tem amizade com pessoas do grupo ofendido. Insistir nessa tese é capaz de livrar essa cidadã de punição. E talvez um especialista tenha gabarito para dizer que nem injúria racial seja, mas injúria simplesmente. Como chamar um pastor homofóbico de “viado”, uma pessoa qualquer de “imbecil”, ou qualquer outra coisa que alguém em particular possa se ofender. Nessas horas um especialista tem a função de delinear a linha cinzenta, enquanto a multidão se debate de raiva.

    Os exemplos são absurdos, mas deixam claro o quanto as ferramentas de combate à discriminação são fracas e contraditórias. Em vez de linchar e aliviar o fígado, o pessoal por aí deveria estudar e aproveitar o momento para uma construção política, para melhorar as ferramentas de combate à discriminação, e fazer algo para que o sujeito flagrado praticando esse tipo de ato já saia do estádio respondendo a processo.

    Quem estiver em dúvida, leia a explicação do MP do DF.

    http://www.mpdft.mp.br/portal/index.php/conhecampdft-menu/nucleos-menu/ncleo-de-enfrentamento-discriminao-ned-mainmenu-130/3047-injuria-racial-x-racismo

     

    Injúria Racial x Racismo

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    A injúria racial está tipificada no artigo 140, § 3º do Código Penal Brasileiro e consiste em ofender a honra de alguém com a utilização de elementos referentes à raça, cor, etnia, religião ou origem. Recentemente, a ação penal aplicável a esse crime tornou-se pública condicionada à representação do ofendido, sendo o Ministério Público o detentor de sua titularidade.

    Nas palavras de Celso Delmanto, “comete o crime do artigo 140, § 3º do CP, e não o delito do artigo 20 da Lei nº 7.716/89, o agente que utiliza palavras depreciativas referentes a raça, cor, religião ou origem, com o intuito de ofender a honra subjetiva da vítima”(Celso Delmanto e outros. Código Penal comentado, 6ª ed., Renovar, p. 305).

    Já o crime de racismo, previsto na Lei 7.716/89, implica em conduta discriminatória dirigida a um determinado grupo ou coletividade. Considerado mais grave pelo legislador, o crime de racismo é imprescritível e inafiançável, que se procede mediante ação penal pública incondicionada, cabendo também ao Ministério Público a legitimidade para processar o ofensor.

  26. mucio

    31 de agosto de 2014 9:34 pm

    Porque alguém pode chamar-se

    Porque alguém pode chamar-se Aranha e não Macaco?

  27. janes salete

    31 de agosto de 2014 10:17 pm

    O AL colocou os “filósofos”

    O AL colocou os “filósofos” atuais, os faceburros, dizendo e fazendo o que sabem: odiar o diferente! Tripudiar o diferente!

  28. Luís H.

    31 de agosto de 2014 10:45 pm

    Tenho pele branca, acho o

    Tenho pele branca, acho o racismo errado, mas é muito pior jogar um vaso sanitário desde um lugar alto de um estádio de futebol. Nesse caso, o(s) culpado(s) já foi(ram) punido(s)?

  29. Carioca

    1 de setembro de 2014 1:37 am

    É do jogo …

    É do jogo. Tudo pela audiência. Acabaram com tua vida, guria!

    Agora é torcer para a Playboy te chamar (quem lembra daquela do rojão BrasilxChile?) e com a grana pagar os advogados para te defender dos enas de processos que terão que criar para dar audiência e se mostrarem “guardiões da moral e bons costumes”. Se sobrar algum, acaba o tratamento dentário.

    Conselho: Não diga que tu chingastes o juiz de FDP naquele impedimento que não houve. Senão vão partir pra cima de ti com processos de “ofensas à genitora do magnânimo árbitro”.

    No mais é aguardar alguem ser processado por injúria ao chamar o Kaká de enganador.

     

  30. Shi

    1 de setembro de 2014 3:36 am

    8 ou 80 não

    Ah! Por favor, nem 8 e nem 80! A moça nem é uma mocinha ingênua (pelamor! ela não é uma jovem dos anos 30), bem como não se deve ofendê-la ou apedrejá-la. Ter amigos negros, nada tem a ver com não ser racista. Está usando o velho argumento “não sou homofóbico, tenho até amigo gay”! Ela e todos os outros que xingaram são racistas sim, todos deveriam ser punidos na Justiça, bem como o clube. Para se mudar essa situação uma das vias é repreendendo as pessoas.

    Ela foi a que teve maior destaque da mídia? Concordo que foi exagerado, isso deve ser discutido, porém não com esse tipo de argumentação de vitimizar o opressor.

  31. Volmir

    1 de setembro de 2014 3:49 am

    A imprensa é racista!

    A imprensa é racista! Os cargos ocupados por negros na imprensa são ridículos. Normalmente por trás do holofotes, quando não apenas para fazerem a limpeza dos estúdios. Não podem aparecer. De vez em quando surgem negros na frente das câmeras, mas não se enganem, fazem parte de uma pequena cota para não serem taxados de racistas. Daí quando surge um episódio desses eles fazem a própria expiação, mas, inteligentemente, nas costas dos outros. Mostrando os pecados dos outros como quem diz “eu não sou racista”, “está aí para todos verem: estou denunciando o racismo”. Pobre de quem serve de “boi de piranha”, como a moça flagrada no jogo, uma inocente útil!

  32. Lucinei

    1 de setembro de 2014 8:28 pm

    Enquanto não punirem o clube,

    Enquanto não punirem o clube, inclusive com a não transmissão dos seus jogos pela tv, não vai dar em nada, mesmo que esses imbecis venham a ser responsabilizados criminalmente.

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