10 de junho de 2026

Petrópolis reabre comércio em meio a críticas aos militares que trabalham no resgate

Jair Bolsonaro elogiou a participação das Forças Armadas nos trabalhos de resgate
Centro de Petrópolos (foto: Fernando Frazão / Agência Brasil)

Neste domingo (27/2), a cidade de Petrópolis reabriu o seu comércio, doze dias após a tragédia causada pela tempestade que afetou a cidade, causando centenas de mortes e deixando milhares de pessoas desabrigadas.

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As fortíssimas chuvas que atingiram o município fluminense no dia 15 de fevereiro, matando ao menos 231 pessoas – também há 5 desaparecidos – e afetando também a economia local, que se manteve paralisada por quase duas semanas – sem contar as lojas que também foram afetadas fisicamente, em sua estrutura e/ou seu estoque.

Matéria da Agência Brasil, de Cristina Índio do Brasil e Vladimir Platonow, destacou o caso da Papelaria Obelisco, uma das mais tradicionais da cidade, e que teria sofrido perda total, segundo o relatado à reportagem pelo seu gerente, Diego Silveira.

“Essa época sempre chove bem, mas nesse dia a chuva não parou. Quando a gente viu, os carros já estavam boiando e não deu tempo de botar todas as comportas. Nesse dia, a água passou do nosso peito. Perdemos tudo o que tinha na loja. O prejuízo é perto de R$ 1 milhão. Nós estávamos no período escolar, então estávamos tendo uma boa venda. Não tem o que fazer”, afirmou o gerente, que também contou que a papelaria forma parte de uma grande rede estadual, que deve absorver o prejuízo estrutural.

As empresas de confecções são um dos pontos fortes da economia de Petrópolis, e a reabertura do comércio tem como desafio recuperar esse setor. O presidente do Sindicato das Indústrias de Confecções da cidade, Addison Meneses, acredita que os números desse mercado devem voltar a patamares de normalidade em meados deste ano.

“Acho que não vai demorar muito para a nossa engrenagem voltar a funcionar. Para o inverno agora, a gente já vai estar trabalhando de novo. É uma temporada importantíssima. Acho que daqui a dois, três meses, as pessoas já estarão com as lojas em condições de receber (clientes). O primeiro impacto é realmente muito ruim, mas as pessoas vão se reinventar”, afirmou Meneses. Antes da pandemia, a produção das empresas locais de confecção girava em torno de cinco mil peças por mês.

Críticas aos militares

No que diz respeito aos trabalhos de resgate, têm crescido na cidade as reclamações sobre o papel dos militares que vem atuando na cidade. Segundo matéria recente de Fabiana Batista para o UOL, alguns moradores reclamam sobretudo do fato de que os militares enviados à cidade não estão trabalhando nas áreas mais afetadas pela tragédia. Também há queixas sobre o contingente enviado, que seria insuficiente, segundo os relatos dos cidadãos locais.

Um dos testemunhos registrados na reportagem é o de uma voluntária que trabalha no resgate das vítimas, e que assegura que os militares chegam para trabalhar nos locais afetados apenas às 10h, enquanto os moradores que trabalham voluntariamente costumam chegar às 7h. “O Exército? Em vez de ficarem fingindo orientar o trânsito, deviam pegar na enxada aqui em cima”, disse outro voluntário.

Apesar dessas queixas, o presidente Jair Bolsonaro reivindicou o trabalho das Forças Armadas em Petrópolis, em mensagem via Twitter, na qual afirmou que “(os militares) estão presentes desde o primeiro momento da tragédia, devido à prontidão e à capacidade logística que possuem”.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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