4 de junho de 2026

Haddad rebate críticas ao programa Braços Abraços

Sugerido por Gilberto Cruvinel

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De Estúdio Fluxo

FLUXO com Fernando Haddad

A íntegra da entrevista que Bruno Torturra conduziu com Fernando Haddad, prefeito de São Paulo.

Após 4 meses de programa Braços Abertos, a prefeitura de São Paulo autorizou a instalação de cercas na região da Luz como forma de delimitar o espaço para os usuários de crack.

Parte deles não aceitou a medida e, para evitar um confronto com a polícia, se refugiaram na tenda do próprio Braços Abertos.


O cercamento foi muito mal recebido também por membros do conselho de drogas da cidade, pessoas que trabalham com redução de danos e de alguns dos elaboradores do próprio programa. 

Após fazer um post com duras críticas à medida em seu Facebook, Bruno Torturra recebeu um telefonema do prefeito. Rebatendo as críticas e oferecendo sua visão do assunto.

Foi acertada uma entrevista para a manhã seguinte, no gabinete do prefeito, como forma de tornar pública tal conversa e argumentos.

Nela o prefeito discute as motivações do cercamento (já suspenso), as premissas e dificuldades na execução do Braços Abertos, os planos para o futuro imediato do programa, as críticas que vem recebendo e um pouco da sua visão sobre a política de drogas no âmbito nacional.

Câmera e edição: Fernanda Ligabue e Carol Quintanilha.

Gravado em 16/5/2014

 

ACERCA DAS CERCAS
 
Bruno Torturra em sua página do Facebook

Enfim, aqui vai a íntegra da entrevista que fiz com o prefeito na manhã de ontem. A primeira não ao vivo pelo Fluxo.

Em meus posts anteriores explico bem o contexto que a produziu.

E aqui digo um pouco das minhas intenções nela.

É um papel ao mesmo tempo interessante e ambíguo realizar essa conversa. Porque tenho a função de jornalista, de olho na pauta e nas possíveis inconsistências do programa e do discurso do prefeito. 

Por outro lado, como membro do Conselho de Drogas da cidade, como alguém que torce pelo sucesso do programa e tem uma opinião clara e repetidamente publicada sobre como abordar a questão das drogas sob outra perspectiva.

Encontrar esse equilíbrio era a dificuldade. Não ser chapa branca ou poupar o prefeito das principais críticas que tenho e escuto, nem mirar todo meu foco nos problemas, criando o tipo de confronto que pode gerar mais ruído do que esclarecimento. 

Sigo com a opinião fundamental de que as cercas foram um erro. Inegociável do ponto de vista simbólico, filosófico, conceitual. Mas saio da entrevista com a compreensão de que a prática, a instabilidade do cenário e o tamanho da bucha institucional que é criar harmonia na chamada cracolândia (termo que hoje abomino) são complicadas demais para vaticínios rápidos.

Sigo com algumas e fundamentais críticas à implementação do projeto, mas sou solidário ao prefeito ao acreditar de fato que não é demagogia quando ele afirma buscar na autonomia crítica, na racionalidade do próprio dependente de crack um caminho para uma vida diferente, mais conectada com a cidade e a sociedade, independente de seguir usando ou abandonando as drogas.

Por isso, sigo apoiando e pronto para colaborar no que puder para ver o Braços Abertos evoluir, alcançar mais áreas de cidade. E que sirva para se tornar, senão um modelo, uma inspiração para novas abordagens e políticas que relacionem o cuidado com o usuário, antes de mais nada, com sua dignidade.

Uma hora de conversa. Nela o prefeito discute as motivações do cercamento (já suspenso), as premissas e dificuldades na execução do Braços Abertos, os planos para o futuro imediato do programa, as críticas que vem recebendo e um pouco da sua visão sobre a política de drogas no âmbito nacional.

Câmera, edição e a parceria fundamental das companheiras Fernanda Ligabue e Carol Quintanilha.

E segue o Fluxo!

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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3 Comentários
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  1. Filipe Rodrigues

    18 de maio de 2014 3:19 pm

    Depois que a imprensa canadense destacou o programa

    O conservadorismo paulistano resolveu agir, gente que nunca deu a mínima para os viciados.

    O consumo de crack caiu 70% na cracolândia.

    Quem dera se a Dilma encontrar o seu “Haddad” para comandar a economia e voltarmos a pensar o país, a era Mantega esgotou muitos petista não querem enxergar.

  2. Carlo Zardinni

    18 de maio de 2014 7:16 pm

    Bruno

    Bruno solicie uma entrevista com o Alckmim sobre a falta d’água em SP, SP.

     

  3. Marly

    18 de maio de 2014 10:44 pm

    Obrigada Gilberto!

    Presente de domingo!   Maravilhoso Haddad! Ainda será o presidente de nosso país!

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