Sugerido por Gilberto Cruvinel
De Estúdio Fluxo
FLUXO com Fernando Haddad
A íntegra da entrevista que Bruno Torturra conduziu com Fernando Haddad, prefeito de São Paulo.
Após 4 meses de programa Braços Abertos, a prefeitura de São Paulo autorizou a instalação de cercas na região da Luz como forma de delimitar o espaço para os usuários de crack.
Parte deles não aceitou a medida e, para evitar um confronto com a polícia, se refugiaram na tenda do próprio Braços Abertos.
O cercamento foi muito mal recebido também por membros do conselho de drogas da cidade, pessoas que trabalham com redução de danos e de alguns dos elaboradores do próprio programa.
Após fazer um post com duras críticas à medida em seu Facebook, Bruno Torturra recebeu um telefonema do prefeito. Rebatendo as críticas e oferecendo sua visão do assunto.
Foi acertada uma entrevista para a manhã seguinte, no gabinete do prefeito, como forma de tornar pública tal conversa e argumentos.
Nela o prefeito discute as motivações do cercamento (já suspenso), as premissas e dificuldades na execução do Braços Abertos, os planos para o futuro imediato do programa, as críticas que vem recebendo e um pouco da sua visão sobre a política de drogas no âmbito nacional.
Câmera e edição: Fernanda Ligabue e Carol Quintanilha.
Gravado em 16/5/2014
Enfim, aqui vai a íntegra da entrevista que fiz com o prefeito na manhã de ontem. A primeira não ao vivo pelo Fluxo.
Em meus posts anteriores explico bem o contexto que a produziu.
E aqui digo um pouco das minhas intenções nela.
É um papel ao mesmo tempo interessante e ambíguo realizar essa conversa. Porque tenho a função de jornalista, de olho na pauta e nas possíveis inconsistências do programa e do discurso do prefeito.
Encontrar esse equilíbrio era a dificuldade. Não ser chapa branca ou poupar o prefeito das principais críticas que tenho e escuto, nem mirar todo meu foco nos problemas, criando o tipo de confronto que pode gerar mais ruído do que esclarecimento.
Sigo com a opinião fundamental de que as cercas foram um erro. Inegociável do ponto de vista simbólico, filosófico, conceitual. Mas saio da entrevista com a compreensão de que a prática, a instabilidade do cenário e o tamanho da bucha institucional que é criar harmonia na chamada cracolândia (termo que hoje abomino) são complicadas demais para vaticínios rápidos.
Sigo com algumas e fundamentais críticas à implementação do projeto, mas sou solidário ao prefeito ao acreditar de fato que não é demagogia quando ele afirma buscar na autonomia crítica, na racionalidade do próprio dependente de crack um caminho para uma vida diferente, mais conectada com a cidade e a sociedade, independente de seguir usando ou abandonando as drogas.
Por isso, sigo apoiando e pronto para colaborar no que puder para ver o Braços Abertos evoluir, alcançar mais áreas de cidade. E que sirva para se tornar, senão um modelo, uma inspiração para novas abordagens e políticas que relacionem o cuidado com o usuário, antes de mais nada, com sua dignidade.
Uma hora de conversa. Nela o prefeito discute as motivações do cercamento (já suspenso), as premissas e dificuldades na execução do Braços Abertos, os planos para o futuro imediato do programa, as críticas que vem recebendo e um pouco da sua visão sobre a política de drogas no âmbito nacional.
Câmera, edição e a parceria fundamental das companheiras Fernanda Ligabue e Carol Quintanilha.
E segue o Fluxo!
Filipe Rodrigues
18 de maio de 2014 3:19 pmDepois que a imprensa canadense destacou o programa
O conservadorismo paulistano resolveu agir, gente que nunca deu a mínima para os viciados.
O consumo de crack caiu 70% na cracolândia.
Quem dera se a Dilma encontrar o seu “Haddad” para comandar a economia e voltarmos a pensar o país, a era Mantega esgotou muitos petista não querem enxergar.
Carlo Zardinni
18 de maio de 2014 7:16 pmBruno
Bruno solicie uma entrevista com o Alckmim sobre a falta d’água em SP, SP.
Marly
18 de maio de 2014 10:44 pmObrigada Gilberto!
Presente de domingo! Maravilhoso Haddad! Ainda será o presidente de nosso país!