Uma comparação da balança comercial brasileira com 10 anos atrás, é uma mostra do avassalador crescimento das relações com a China.
Confira:
- Em 2012, no acumulado de 12 meses, as exportações para a China eram de US $44,15 bilhões, ou 18,2% das exportações brasileiras. Em 2022 subiram para US $90,28 bilhões, ou 18,2% das exportações.
- Já as importações saltaram de US $8,91 bilhões (15,59% do total) para US $ 61,67 bilhões, ou 22,73% do total.
- O saldo comercial pulou de US $8,91 bilhões (54,72%) para US $28,61 bilhões (46,49%).
- Finalmente, o fluxo de comércio pulou de US $79,38 bilhões (16,95% do total) para US $ 151,95 bilhões (25,15% do total).
Compare, agora com a balança comercial com os Estados Unidos. Houve um aumento das exportações brasileiras, mas manteve-se a fatia de 11,14% das exportações totais.
Já as importações dos EUA saltaram de 14,5% para 19,11%, enquanto o saldo comercial aumentou de -5,47% para -23.99%.
Já em relação à União Europeia, houve queda da participação tanto nas exportações quanto nas importações, mas com uma melhora no saldo comercial.
Houve uma clara desaceleração no comércio com o Mercosul
Vladimir
6 de dezembro de 2022 10:09 amComo fornecedor de commodities,é natural que a China,maior consumidor de commodities do mundo tenha elevado sua participação em relação ao Brasil e,podemos dizer que este crescimento é compatível com o crescimento chinês no período.
O problema está no que o Brasil fez neste período para não ser dependente de um único país.
Célio Knipel Moreira
6 de dezembro de 2022 10:09 amTentando ler as entrelinhas das estatísticas…
Uma dúvida que pega: o texto acima falou do dólar. Pode ser uma boa medida. Mas para poder chegar às conclusões que chego lá no final teria de conhecer o volume total de produtos, creio. Assim, desenvolverei uma lógica que supõe que o dólar das estatísticas aí não foi recalculado em seus valores. Quer dizer, estarei usando a lógica de qualquer leitor comum, ao tentar decifrar significados de dados estatísticos.
A conclusão a ser tirada: com o dólar R$2,04 em novembro de 2012 e com ele a R$ 5, na atualidade, quais são as implicações para a vida dos brasileiros? O que acontece com a vida dos cidadãos do país se for mantido o volume (em dólar) das importações e das exportações?
Fazendo contas com exemplos hipotéticos: certo produto era exportado. No Brasil era produzido por 20 reais e assim, ao exportá-lo, recebíamos cerca de 10 dólares. Hoje, o produto sofreu uma aumento em seus custos e é produzido por 30 reais e, ao ser exportado produz apenas 6 reais. Isso significa que os termos de troca se deterioraram para nós? Pode ser. Isso quer dizer que temos de trabalhar mais para produzir mais e receber em troca a mesma quantidade de dólares.
No lado das importações também temos de trabalhar mais para termos mais dólares para poder comprar os produtos que antes comprávamos. Num exemplo hipotético teríamos um produto que comprávamos por 5 dólares (2 reais x 5= 10 reais). Como o produto era importado, passou a custar pouco mais de (5reais x 5= 25 reais).
A conclusão das conclusões: mantidos todos os valores dos montantes totais de exportação e de importação nos últimos dez anos, o que vamos ter como resultado final é uma deterioração no nível de vida geral de toda a população. Isso porque estaríamos trabalhando muito mais para produzir mais produtos para serem exportados e estaríamos também trabalhando mais para termos mais recursos a fim de adquirir os produtos importados que se tornaram mais onerosos.