Quais as armas de que dispõe Donald Trump para interferir nas eleições brasileiras?
Em outros tempos, quando a atuação do Departamento de Justiça era mais discreta, houve articulação mortal contra a democracia brasileira. Redes sociais estimularam as manifestações de desagrado para com o governo Dilma Rousseff. Aliados incondicionais dos EUA, a mídia encetou uma campanha de desgaste inclemente.
A Lava Jato não foi um caso de um Estado estrangeiro impondo sua jurisdição sobre o Brasil de fora para dentro. Foi algo mais sofisticado e mais eficaz: um vetor de influência que penetrava o território nacional através de uma facção doméstica disposta, a força-tarefa de Curitiba.
Havia os mesmos interesses entre os dois grupos, e um gancho jurisdicional nítido — a Foreign Corrupt Practices Act, acionável porque a Petrobras tinha ações listadas em Nova York e a Odebrecht movimentava o sistema financeiro dos Estados Unidos.
Agora não há contraparte brasileira disposta. O Estado brasileiro está defendendo Moraes, não cooperando contra ele. A Advocacia-Geral da União ingressou na ação que tramita na Flórida para sustentar a imunidade de jurisdição do magistrado, e a Justiça americana aceitou o Brasil como parte interessada, suspendendo a possibilidade de julgamento à revelia.
O modelo de “parceria através de facção doméstica” não está morto, está à espera de mudança na correlação de forças interna. O próprio relatório do Judiciary Committee não esconde o vetor eleitoral: registra que Flávio Bolsonaro aparece tecnicamente empatado com Lula às vésperas de outubro de 2026. Em caso de vitória do bolsonarismo, haveria a montagem de uma facção alinhada a Washington, dentro da PF, do Congresso (os pedidos de impeachment de Moraes), ou de um futuro Executivo bolsonarista — é o que recriaria a engrenagem Lava Jato, agora apontada para o outro lado. O DoJ não inicia uma operação dessas; ele se acopla a uma demanda interna quando ela surge.
O pacote — tarifa, sanção, litígio privado, relatório parlamentar — é pressão de Estado a Estado. E é uma pressão que vem se revelando juridicamente instável e economicamente cara para quem a aplica. A tarifa original de 50% foi derrubada pela própria Suprema Corte americana por abuso de poderes de emergência; a nova investida, de 25% via Seção 301, já nasce reformatada para poupar o abastecimento alimentar — confissão tácita de que a reação dos compradores americanos, no episódio do café, saiu caro demais.
Enquanto o Estado brasileiro permanecer institucionalmente coeso e Lula governar, a pressão de Trump fica contida no plano da intimidação com custo real, mas mordida limitada. A variável que reabre a possibilidade de uma Lava Jato ao contrário não é uma decisão tomada em Washington. É uma decisão tomada nas urnas brasileiras, em outubro.
O risco maior está na cooperação CIA-força tarefa do Master. A lógica do enquadramento das organizações criminosas brasileiras como terroristas tem, por trás, abrir espaço para a troca de informações entre CIA e ala lavajatista da Polícia Federal.
Na Lava Jato, informações críticas foram levantadas pelo DoJ e pela CIA, como foi o caso do Almirante Othon e dos arquivos da Odebrecht.
Ficam em aberto as intervenções das redes sociais, alavancando o bolsonarismo e restringindo a visibilidade dos demais atores.
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Joseinvestindonoscofrespiblicos
30 de junho de 2026 7:40 amO Brasil corre muito risco com a turma dona das chavrs do cofre público (bc,clngresso,financistas)há um ESFORÇO HOMÉRICO para desviar o foco e conscientização do povão e empresários deste grande mal AFF nem quero escrever mais sobre isto mas o País não trm como se livrar destrs gafanhotos sem ENFRENTAMENTO !!!
GalileoGalilei
30 de junho de 2026 12:05 pmRenovo o alerta para possível interferência através da violação do sistema de alerta da Defesa Civil. Vimos como foi muito fácil o encaminhamento de falso aviso de alerta pela invasão desse sistema que atingiu milhões de telefones celulares simultaneamente. Uma ação dessas na véspera das eleições pode provocar o efeito mínimo necessário para inverter os resultados em uma votação que se prenuncia bastante apertada. Que medidas de segurança estão sendo adotadas para que tal episódio não venha a se repetir, principalmente às vésperas das eleições? Não parece nada difícil uma repetição do episódio, desta vez provocado pela interferência de um “país amigo” interessado em desestabilizar o Brasil.
Jose carlos lima
30 de junho de 2026 12:28 pmTenho a impressão de a PF passará a ser dirigida por algum diretor que seja do FBI, DOJ ou CIA, como poderá um órgão como a PF ficar sem seu diretor, o qual foi proibido por Mendonça de participar do BolsoMaster ?