Vamos por partes:
- São corretas as críticas de Lula à condução da política monetária pelo Banco Central. Não há nada que explique o diferencial entre a taxa Selic e a expectativa de inflação. Há indícios de boicote do mercado à política econômica de Lula.
- Não há a menor lógica de um Banco Central independente, cuja única meta é a redução da inflação, e sem nenhum limite aos danos que sua política poderá acarretar à economia.
Roberto Campos Neto comporta-se como o médico que atende uma criança com infecção. E, para garantir o controle da infecção, ministra o dobro da dose recomendada de antibiótico, pouco se importando com as sequelas no organismo infantil.
Dito isso, trata-se de pensar nas estratégias adotadas para superar esse boicote intencional do Banco Central. E o presidente da República explicitar críticas não é a estratégia mais adequada.
A economia está em mãos racionais. Na Fazenda, tem Fernando Haddad e um grupo de formuladores de mercado. No BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), um grupo de diretores do mercado, em um conselho presidido por André Lara Rezende. Posto que a especialidade de André não são investimentos estratégicos, permite-se suspeitar que sua presença por lá visa engrossar estudos e discussões sobre o Banco Central e a política monetária.
Na outra ponta, tem-se uma opinião pública completamente contaminada pelos bordões do mercado. Qualquer suspiro contra a Lei do Teto é relacionada com a alta do dólar. E, se o dólar cai, recorre-se ao truque retórico de afirmar – sem nenhuma base fática – que, não fosse a fala de Lula, teria caído mais ainda. E danem-se as influências externas, a melhoria do emprego nos Estados Unidos, os movimentos internacionais dos juros.
Não se trata de um jogo racional, mas de décadas de anticiência, de incapacidade absoluta de estabelecer relações de causa-e-efeito entre política monetária e inflação.
O modelo de metas inflacionárias é de um primarismo pornográfico, com a intenção única de não apenas preservar o capital, em relação à inflação, mas de lhe proporcionar ganhos. A ideia é que a taxa de juros da economia tem que ser alguns pontos superior à inflação esperada.
De um lado, permite-se que o mercado super avalie as expectativas de inflação. Depois, define-se uma taxa de juros neutra – isto é, que impede pressões de preços -, em geral vários pontos acima da inflação esperada.
No fundo, a única variável de ajustes é o câmbio. Aumentando os juros, atrai mais dólares. Mais dólares entrando promovem uma valorização do real, reduzindo preços de produtos exportáveis – importados ou exportados.
Acontece que o câmbio estável é uma das principais variáveis para o investimento produtivo – seja interno mas, principalmente, externo. Ou seja, para atender o mercado, contamina-se o ambiente econômico para o investimento produtivo externo.
É evidente que esse tipo de política – mantida pelo governo Lula até a crise de 2008 – foi a principal responsável pela desindustrialização e pela estagnação da economia brasileira.
A mera mudança da Lei do Teto, por limites de despesas mais racionais, não será suficiente para acabar com essa dança irresponsável do câmbio. Mas a desmontagem dessa armadilha exigirá, primeiro, impor as novas teses em discussões mais aprofundadas.
Depois, gradativamente, romper com o terraplanismo da mídia, incapaz de uma discussão mais aprofundada do problema.
Enquanto isto não ocorrer, os desabafos de Lula não ajudarão nessa batalha.
Renato Cruz
7 de fevereiro de 2023 8:19 amNunca deixei de aprender com os artigos sempre didáticos do Nassif. A única nota estranha é a insistência permanente num comportamento racional da mídia, a esperança absurda que jornais e redes de tv se comportem como revistas científicas. A mídia é um agente quase sempre irracional, que sempre age para o momento, ao sabor da influência de gente poderosa, com acesso aos donos dos veículos. Por quê o governo não pode agir sozinho, baseando-se apenas no seu juízo feito a partir de discussões internas? Nunca chegará o dia em que o Estadão não será mais Estadão ou a Globo não será mais Globo. Esperar ponderação e análise racional e sensata desses veículos, que em qualquer lugar do mundo se comportam como manada, é o mesmo que esperar modos de um bando de elefantes na selva: não vai acontecer.
Douglas da Mata
7 de fevereiro de 2023 9:02 amLula e os juros, Bozo e o preço da gasolina…
É engraçado, os mais velhos diziam que ódio é o primeiro sinal do amor…
Deve ser…
Ouvir Lula falar dos juros altos, enquanto Haddad corre para pedir desculpas do “mercado” remete-nos logo ao Bozo praguejando a Petrobrás pelos preços do combustíveis, enquanto a empresa adotava a paridade internacional…
Ficaram bem parecidos né…até nas primeiras-damas é parecido:
– O mito do lobo velho com a ovelha mais nova…
Lula não precisa reclamar dos bancos e dos juros, afinal, no capitalismo, quem tem o “tutu” empresta do jeito que quer…pega quem quiser e precisar, e não pode reclamar depois…
A solução?
É só cobrar deles (bancos) impostos sobre os astronômicos lucros com o “spread”…
Cada um na sua: banco com juros, Estado e Governo com juros…
O pior é que o Bacen está certo…infelizmente, neste capitalismo de fim de feira brasileiro, a única coisa que sobrou para o Estado é dizer quanto vai pagar pelo dinheiro…
Explico:
Como não tem dinâmica econômica possível no apertado cenário de competitividade internacional, e está uns dois séculos atrasado, O Brasil tem que desvalorizar sua moeda para vender soja e outras quitandas em troca de espelhos e miçangas caríssimas…
Desse modo, o Estado brasileiro importa inflação e déficit externos para pagar estas miçangas, enquanto compensa sua depreciação cambial na base do juros que suprime qualquer atividade econômica que demande mais miçangas, enquanto concentra renda dos superávits comerciais externos nas mãos de uma minoria, que também se protege comprando títulos da dívida brasileira…
Os preços estão caros não porque a indústria brasileira está sobrecarregada de pedidos de gente com dinheiro, mas sim porque tudo o que compramos vem da China e dos EUA (e de tantos outros lugares)…
Assim, para comprar fora, compramos moeda deles, e para evitar que se compre mais aqui, o governo compra mais moeda nossa do mercado…
Uma loucura não? Porque afinal, é o Estado que detém o monopólio (ou deveria) de emitir sua moeda, e não precisaria comprar ela (moeda) de outra pessoa…
Mas o Brasil compra, a sua moeda e a dos outros (dólar e euro)…
A relação Estado e mercado hoje é mais ou menos assim:
O mercado diz que o governo é viciado em vodka (dinheiro) e diz que vai curar esse vício, porém, todo dia o mercado vende o governo um ingresso para uma festa rave com open bar…
douglas da mata
7 de fevereiro de 2023 9:05 amCorreção:
“(…) cada um na sua: banco com juros, Estado e Governo com juros…(…)”
leia-se
cada um na sua: banco com juros, Estado e Governo com impostos…
Antonio Uchoa Neto
7 de fevereiro de 2023 9:23 amNão há racionalidade possível quando estamos no terreno da Fé. E o dinheiro é o maior e mais irrestrito sistema de fé que já existiu sobre a face da terra. Maior que o Cristianismo, maior que o Islamismo. Deus – ou Alá, ou ainda seus avatares como Cristo ou Maomé – jamais alcançaram, para todos os fins práticos, a relevância e poder que os ourives e seus sucessores, os banqueiros, alcançaram. Com a diferença que Deus necessita absolutamente da propaganda e do proselitismo, coisas que os banqueiros dispensam de bom grado – seus instrumentos e iscas para fisgar seguidores são de ordem bem mais prática. O poder da Igreja se baseia largamente no imaginário pueril que a ignorância proporciona aos seres humanos; assim, a simples crença na ressurreição, ou nos castigos terríveis do inferno, foram suficientes para manter em órbita milhões e milhões de fiéis, e isso até os dias de hoje. O poder dos banqueiros remete à vida prática – sem a qual não é possível existir e prosperar esse imaginário. Saco vazio não para em pé; e barriga vazia não alimenta nem o corpo, e nem os sonhos. Os modernos sacerdotes – os banqueiros e aquela multidão de satélites, tais como operadores de mercado, gestores de investimento, etc., etc., etc., não acenam com a salvação nem com a vida eterna; acenam com a vida próspera, que tornará possível, se não a realização desses sonhos tolos, ao menos manter viva a ilusão de que essas coisas estão ou estarão, um dia, ao alcance da mão, desde que essa mão pague por isso.
Em resumo, da mesma forma que na religião, no comportamento econômico do homem – o que tem dinheiro e o que não tem – a razão está ausente; substitui-a uma prima distante, a ambição, sob formas diversas – cobiça e logro dentre elas. Ao pobre não basta deixar de ser pobre; ele quer ser rico. Ao rico a riqueza que já possui não é o bastante. Eis o círculo vicioso em que a cunhagem de moedas nos colocou: só é possível ser rico se existirem os pobres. Os pobres querem ser ricos, mas é a sua vera existência que permite que existam ricos. E os objetivos sobrenaturais são substituídos por sua contrapartida terrena: a riqueza, objetivo natural ao ser humano, e que torna os ricos elementos supra-humanos em meio a uma humanidade pobre e desvalida – humana, simplesmente. Banqueiros querem enriquecer, cada vez mais; não tem outros sonhos ou desejos, nem sabem fazer outra coisa. Como esperar racionalidade deles?
Quantos aos políticos e grande mídia, não passam de moleques-de-recado. Quem manda é o binômio Bancos-Grandes corporações. Nessa ordem.
ed.
7 de fevereiro de 2023 10:56 amHehe, o “mercado” (financeiro) vende através de sua míRdia que ele é responsável por manter a economia “saudável”, “controlando” a inflação, etc.
Na verdade, é evidente que este “mercadão” vive é de renda sobre acumulação de capital.
E 13,75% a/a sobre mero milhãozinho “aplicado” rende mais de 11 mil ao mês.
Se for “10 milhão”, de roubo, sonegação, corrupção, patrocínio barão-midiático, da venda daquela empresa pouco competitiva, herança ou até mesmo trabalho (!), já dá mais de 112 mil por mês.
Por eles, pra quê mudar, némêz?
Nem precisa sair do balanço da da rede para usufruir.
É só fazer um pix…
Vladimir
7 de fevereiro de 2023 11:09 amÉ preciso deixar bem claro que existe uma política de transferência de renda dos mais pobres para os mais ricos.
O BC pode ser independente mas deve ser obrigado a seguir as leis.Assim,é dever do governo parametrizar as ações possíveis do BC. Não é possível com inflação de menos de 6% termos uma taxa de juros de 13,75%. Quem,com o mínimo de capital,irá pensar em investir se,no mercado de capitais,sem nenhum risco e em muitos casos (LCA e LCI,por exemplo) tem-se um rendimento liquído,sem riscos,de aproximadamente 6%?
Essa situação é pornográfica em todos os sentidos. A dívida pública,pelo menos,deveria ser atrelada a inflação oficial e não aos escorchantes juros.
sergio navas
7 de fevereiro de 2023 1:36 pmA cartelização ocorrida em diversos setores da economia, promovida a partir dos anos noventa, concentrou a produção de diversos setores de matérias prima e insumos, permitindo que os principais atores dominassem a base da cadeia produtiva, especialmente as do setor siderúrgico, esse domínio os tornou tão poderosos a ponto de influenciarem na desindustrialização dos mercados dependentes desses insumos, os de maior volume, pelo interesse direto de ampliarem a concentração através da verticalização, e os de menor volume pelo aumento de custo provocado pela
o sobrepreço motivado pela concentração do insumo. A cartelcracia ou cartelcratura que norteia a política econômica brasileira, neste período é a responsável direta pelas dificuldades que enfrentamos até o presente.
CapitalLinha
7 de fevereiro de 2023 2:08 pmO cenário é de incerteza mesmo que BC reduza juros ao nível demandado pelo PT e seu núcleo desenvolvimentista. Produzir mercadorias pressupõe que Ásia aceite comprar o Made in Brazil. Para estimular o mercado interno a legislação deveria proteger atividade industrial nativa que gera empregos. Enfim, dizer que o BC é a última trincheira do bolsonarismo na economia é ilusão, ainda que deva ser rompido com força. Lula já deveria ter cumprido sua palavra a respeito da isenção do Imposto de Renda até 5 salários para consolidar o voto urbano recebido e avançar no território oponente, mas assalariado. Vai Lula!
José Carvalho
7 de fevereiro de 2023 2:31 pmNo Brasil essa relação de causas e efeitos nunca teve maior prestígio. Uma demagogia tem prevalecido na maioria das questões que deveriam ser importantes para o País. Não importam as consequências, o que vale é o “auê” , o tipo de manipulação das mentes da aclamada opinião pública. O aplauso, a aprovação falsamente fabricada numa sociedade sem apreço. Não estamos nem vamos a lugar nenhum; ou “sucupirianamente”, o Brasil é isso aí mesmo. Quem defende o quê nessa maçaroca que deveria ser uma Nação. Aqui pode tudo. Vive-se um eterno faz de conta em que o Mundo não acredita já há muito tempo, e que os brasileiros cada vez mais desacreditam. O Brasil não é sério. Comporta-se de forma a deixar isso inquestionável. Metas de inflação é apenas mais uma página da falta de seriedade. Mandato pra direção do Banco Central outra. Se soubessem o que fazer ninguém estaria se ocupando tanto com esse tema. A questão real é que alguém ganha enquanto o País perde com tudo isso.
Renato Lazzari
7 de fevereiro de 2023 6:00 pmPara entender a Economia de todos os países dependentes do dólar, esqueça da Economia e pense em guerra. A ciência que rege a Economia nesses países todos é a ciência – alguns dizem arte – da guerra, de guerrilha, do estabelecimento de poder de coerção… É a mesma lógica de qualquer grupo que queira dominar outro, desde Átila. Basta verificar o que é o dólar: moeda não é significado de trabalho, extração, manufatura, serviços? O que tem de lastro no dólar? A indústria bélica parece que tem grande participação…
Enfim, Roberto Campos Neto não está administrando remédio em dose errada, está administrando veneno, que é a substância adequada para atingir os seus objetivos.
Dá para mudar isso aí mas a gente vai ter que aprender a pensar diferente, vai ter que abrir mão de ilusões e de esperanças… sem lastro.
Renato Cruz
7 de fevereiro de 2023 6:17 pmNão há plano de governo, há só a vontade de acertar, especialmente Lula deixa isso claro a cada dia e a cada declaração que faz, ele quer acertar e devolver o país ao desenvolvimento contínuo e sólido, mas a verdade é que o novo governo tomou posse sem um projeto de governo. Atacar o presidente do BC e a taxa de juros é só espuma de chopp, não serve pra nada, porque a autonomia do Banco Central foi votada pelo Congresso em 2019 e para mudar isso tem de aprovar nova lei, mas cadê o projeto dessa nova lei? Não existe.
ed.
7 de fevereiro de 2023 8:07 pmVeja ilustre passageiro(a) o belo “mercado faceiro” que o senhor(a) tem a seu lado. No entanto acredite sim! Tá sempre ganhando dindim! Suba o dólar ou caia o dólar, compra na baixa de ontem, vende na alta de hoje, compra na baixa de amanhã e … assim por din-dinhante…
E a “culpa” será sempre da língua do Lula!
Haja “Rum “Creosotado” (google it) para nos salvar!
Fábio de Oliveira Ribeiro
8 de fevereiro de 2023 7:40 amVagabundos milionários sempre lucram com juros elevados e nunca investem suas economias na produção de novas mercadorias e processos industriais inovadores. A missão do Banco Central livre é garantir que a economia brasileira nunca se torne capaz de competir com os países industrializados que praticam juros 10 vezes mais baixos. A dependência política e militar do nosso está sendo construída diariamente pelo Banco Central. Ele não é o BC do Brasil e sim o Papai-Noel dos vagabundos, inclusive dos que são proprietários de empresas de comunicação.
Alguémexpliqueisso
8 de fevereiro de 2023 8:43 amO Banco Central (BC) da China disse, nesta terça-feira (7), que assinou um memorando para estabelecer acordos de compensação de yuan no Brasil, de acordo com a Reuters.
De acordo com o próprio BC chinês, o comércio entre o país e o Brasil chegou a US$ 172 bilhões em 2022, um salto em relação a 2020, quando as exportações e importações computaram US$ 104,3 bilhões, segundo a OEC data.
O acordo facilitaria o comércio e o investimento, sendo, além disso, uma medida chinesa para fortalecer a sua moeda.
Com a guerra na Ucrânia e as sanções impostas à Rússia, o fluxo de dólar foi barrado em diversas operações, criando um vácuo de câmbio que a China quer preencher.
https://monitordomercado.com.br/noticias/39995-china-assinam-memorando-para-comercializar
Ralph de Souza Filho
8 de fevereiro de 2023 11:23 amA ÚNICA SAÍDA DESSA CAMISA DE FORÇA A VIR A ALTERAR ESSA ARAPUCA ARTICULADA COM O CONGRESSO A CEDER NA AUTONOMIA DO BANCO CENTRAL E AO CONTROLE DA POLÍTICA MONETÁRIA POR ESSA QUADRILHA DE PARASITAS LESA – PÁTRIA E VIGARISTAS DA BURGUESIA DA FARIA QUE LIMA A CARCAÇA DA POPULAÇÃO É O LULA DA SILVA MOVER – SE EM PALANQUE POR TODO O BRASIL E DIDÁTICO EXPLANAR A PATRANHA QUE O MANTÉM E À POPULAÇÃO ESCRAVOS SEM PINICA E PELOURINHO E QUE O FAÇA IMEDIATAMENTE A REUNIR MULTIDÕES…
sergio
8 de fevereiro de 2023 12:17 pmAcredito que o Lula está certo em criticar o BC. Ele é o presidente eleito e não pode ficar refém de um mero “presidente do Banco Central”, que nem eleito foi, e que ainda tem raízes bolsonaristas. É um absurdo o presidente em seu primeiro dia de mandato não poder nomear o presidente do Banco Central. Lembrem-se do que disse o dono do BTG, que não tinha problemas o Lula ganhar, pois o presidente do BC nomeado pelo Bolsonaro continuaria mais dois anos e ai eles poderiam continuar a faturando alto com este escandalo de taxa de juros.
Não tem cabimento em lugar no mundo um juros real de 8%. Apesar de se beneficiar desta situação anomala, não dá para ver que isto é um absurdo. Se o Brasil realmente precisa reduzir gastos, devemos começar pelos juros que corroe tudo que é arrecadado. Um juros reais de 4% já seria um escandalo. Se cortar pela metade os gastos reais com juros sobra uma enorme soma de dinheiro para o governo poder tocar as obras e investimentos que ao final vão se traduzir em mais arrecadação de impostos, mais necessidade de produção, mais geração de emprego, mais consumo, mais arrecadação de impostos, mais necessidade de produção, mais geração de emprego … em um ciclo virtuoso. O que não podemos ficar nesta cantinela de “pseudos-especialistas-em-economia”, que comem 3 boas refeições do bom e do melhor, viajam para lugar paradisiacos …, que é necessário arrumar a casa e blá blá blá – cantinela que ouvimos a decadas, para depois melhor a vida de quem precisa agora. Quem tem fome, tem fome hoje, porque talvez nem fome mais terá.
sergioa
8 de fevereiro de 2023 1:36 pmAcredito que o Lula está certo em criticar o BC. Ele é o presidente eleito e não pode ficar refém de um mero “presidente do Banco Central”, que nem eleito foi, e que ainda tem raízes bolsonaristas. É um absurdo o presidente em seu primeiro dia de mandato não poder nomear o presidente do Banco Central. Lembrem-se do que disse o dono do BTG, que não tinha problemas o Lula ganhar, pois o presidente do BC nomeado pelo Bolsonaro continuaria mais dois anos e ai eles poderiam continuar a faturando alto com este escandalo de taxa de juros.
Não tem cabimento em lugar no mundo um juros real de 8%. Apesar de se beneficiar desta situação anomala, não dá para ver que isto é um absurdo. Se o Brasil realmente precisa reduzir gastos, devemos começar pelos juros que corroe tudo que é arrecadado. Um juros reais de 4% já seria um escandalo. Se cortar pela metade os gastos reais com juros sobra uma enorme soma de dinheiro para o governo poder tocar as obras e investimentos que ao final vão se traduzir em mais arrecadação de impostos, mais necessidade de produção, mais geração de emprego, mais consumo, mais arrecadação de impostos, mais necessidade de produção, mais geração de emprego … em um ciclo virtuoso. O que não podemos ficar nesta cantinela de “pseudos-especialistas-em-economia”, que comem 3 boas refeições do bom e do melhor, viajam para lugar paradisiacos …, que é necessário arrumar a casa e blá blá blá – cantinela que ouvimos a decadas, para depois melhor a vida de quem precisa agora. Quem tem fome, tem fome hoje, porque talvez nem fome mais terá.
ROBERTO
10 de fevereiro de 2023 12:33 amPressão o tempo todo….
Pressão,. Pressão e mais pressão….
…atual presidente do BC, Roberto Campos Neto, permanece no cargo até dezembro de 2024……
Com o atual regime de mandato , se quiser continuar no cargo ele sabe o que tem fazer, caso contrário seus dias já está em contagem regressiva….
Se fosse um cargo de governo, a crítica seria em “off”, mas como não é, a crítica tem que ser feita Em alto e bom som, para todos poderem ouvir.
Não fui eu que indiquei!!!!!