Peça 1 – a fragilidade das instituições

No embate com as instituições, Jair Bolsonaro não logrou o golpe do Estado devido à sua própria mediocridade. As instituições se mostraram inertes em todo seu período de governo, fechando os olhos para todos os crimes cometidos e todas as ameaças proferidas, inclusive as ameaças virtuais, além das notórias ligações com o escritório do crime.

As investigações sobre crimes cometidos, inclusive o assassinato de Marielle, foram para segundo plano, com procuradores, juízes e Procurador Geral da República jogando com o fator tempo – empurrando com a barriga investigações centrais, até se chegar a um momento favorável, e sujeitando o país a ser governado por um presidente suspeito de envolvimento em crimes de sangue e completamente insensível a temas humanos, como as consequências de suas atitudes sobre a mortalidade da doença.

Bolsonaro está se esvaziando por sua própria incompetência e incapacidade de qualquer articulação política inteligente, não pela prontidão das instituições.

Peça 2 – a não-governabilidade de Bolsonaro

A não ser para os seguidores fanáticos, há consenso sobre os riscos de manter Bolsonaro no comando do país. Há riscos sanitários, diplomáticos, econômicos, riscos físicos, com a atuação de suas milícias virtuais e reais, riscos educacionais e nas políticas tecnológicas, riscos para o agronegócio e transformação do Brasil em um pária no chamado concerto das nações.

Bolsonaro sustenta-se em duas pernas frágeis: no Parlamento, o centrão; no Judiciário, o Procurador Geral da República. Não são parceiros de sangue, mas aliados eventuais. Ficarão com Bolsonaro até o momento em que a tese do impeachment se imponha na opinião pública.

Leia também:  Coluna Econômica: a recuperação insuficiente da indústria

Nas próximas semanas, o clima do impeachment será acirrado com as investigações sobre as denúncias de Sérgio Moro. Esses momentos de catarse costumam ser potencializados com a imprensa escarafunchando testemunhas, levantando investigações em andamento. Está em andamento um daqueles momentos típicos da mídia, que antecedem a erupção de um vulcão.

Há dois elementos centrais jogando gasolina na fogueira política. O primeiro é o vídeo da reunião na qual Bolsonaro pediu a mudança na Polícia Federal do Rio de Janeiro, para proteger sua família. O segundo foi o julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), nas mãos de Ricardo Lewandowski, da obrigatoriedade de Bolsonaro mostrar seu atestado de saúde.

Não coincidentemente, Bolsonaro passou a aparecer em público com uma máscara protetora. Fica evidente que deverá apresentar um exame mais recente, atestando positivo em coronavirus, e alegando que, a partir desse conhecimento, começou a se cercar de cuidados, para não contaminar terceiros. No início da noite, a Advocacia Geral da União (AGU) entregou o exame ao STF.

À noite, a AGU divulgou a informação de que o teste deu negativo. Não bate! Há que se fazer uma perícia. Qual a razão para o jogo de cena de Bolsonaro, para afirmações de que o exame poderia provocar impeachment, se desse, de fato, negativo?

Não irá colar.

Ao sinal da primeira lava escorrendo, centrão e o PGR pularão fora. E o momento está próximo.

Peça 3 – o fator Hamilton Mourão

O fator que emperra o processo de impeachment é o enigma Hamilton Mourão, o vice-presidente.

Nos últimos meses, Mourão se destacou pela discrição e pela racionalidade. Ao contrário dos demais generais do Palácio, ele não é demissível, permitindo maior desenvoltura. Depois de um início um tanto espalhafatoso, recolheu-se . Mas, em momentos relevantes, aparecia sempre com posições de bom senso, defendendo o diálogo, a tolerância, entendendo a relevância das opiniões divergentes na democracia, tentando remendar as relações com a China, endossando as medidas do Ministério da Saúde contra o Covid-19.

Leia também:  TV GGN 20h: O bolsonarismo sobreviverá a Bolsonaro?

Mas há o Mourão pré-vice-presidência, radical, carbonário.

Seus colegas de farda, militares da reserva que o acompanhavam antes das eleições, sustentam que ele mudou radicalmente. Conversei com fontes ligadas a esse grupo, que se juntou em torno do Partido Republicano Brasileiro, que abrigou a candidatura de Mourão. Segundo eles, teria se tornado um democrata, convencido da relevância das negociações, do pluralismo democrático.

Mourão é um estudioso dos clássicos. E o primeiro dos clássicos é “A Arte da Guerra”, de Sun Tsu. O ensinamento oitavo diz:

Toda guerra é baseada em dissimulação. Por isso, quando capaz, finja ser incapaz; quando pronto, finja grande desespero; quando perto, finja estar longe; quando longe, faça acreditar que está próximo.

Quem é o verdadeiro Mourão? Só se saberá com a chamada prova do pudim, depois que Mourão assumir e se mostrar.

Peça 4 – o avanço do militarismo

Há uma dinâmica corporativa por trás da ocupação de espaço civil pelos militares. A história comprova. Castello Branco assumiu a presidência em 1964 prometendo eleições presidenciais para dali a dois anos. Abriu espaço para o poder militar. No final do seu governo, o Ministro do Exército, Costa e Silva, não admitiu a devolução do poder aos civis. E, com a Junta Militar, inaugurou-se o mais sangrento regime brasileiro, superando até a violência do Estado Novo.

A abertura para o poder militar teve início com o governo Temer, com a entrega do Ministério de Defesa a um militar, a convocação do general Sérgio Etchgoyen para o Gabinete de Segurança Institucional e, no abuso final, o GLO (Garantia de Lei r Ordem) no Rio de Janeiro, transformando-a ilegalmente em uma intervenção militar. Não houve nenhuma reação da Procuradora Geral da República Raquel Dodge.

Leia também:  Coluna econômica: a tecnologia social do MST

Com Bolsonaro, de cara militares assumiram 7 mil cargos na máquina pública. Gradativamente foram assumindo novas posições, culminando com o controle das operações do Ministério da Saúde na batalha contra o coronavirus.

Agora, entra-se em uma fase crítica, na qual há grande possibilidade de Mourão assumir a presidência. E aí, a Peça 1, a anomia das instituiçoes, passa a ser relevante.

Dois pontos provocam resistências a essa saída.

O primeiro, o risco da militarização definitiva, com o governo sendo conduzido por um militar racional e estrategista – e não um sub-oficial estabanado com mais vinculações com as milícias do que com as Forças armadas.

O segundo, a resistência de Mourão em negociar com grupos políticos. Ele tem resistido aos apelos de seus aliados militares, afirmando que não pretende assumir a presidência com amarras.

De qualquer modo,

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Assine e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Assine agora

27 comentários

  1. Militar que “ignora” as ligações do boçalnaro com as milícias ou é um tolo ou e um fascista escroto também. Só se ilude quem quer.

    Fora isso, a mesma cartilha neoliberal fez a cabeça desse pessoal por décadas, e pelo mesmo motivo: se “a esquerrrda” é contra o neoliberalismo, entao, eles são a favor. É assim que se simplifica a complexidade do mundo…

    Ou seja, no final das contas será a mesma coalizão de fascistas e neoliberais no poder, somente os nomes e a conjuntura serão diferentes.

    A bancada da boçalidade sairá bem mais estruturada de qualquer processo de impedimento que venha acontecer, o que demandará alguma atençao por parte de um novo governo que por ventura venha a ser formado. Ou seja, não esperem grandes mudanças na relação com o agronegócio, por exemplo.

    Com os evangélicos, a coisa deverá ficar como está, nao avança nem dá passo a trás.

    Com o mercado, ai é que está, tudo vem sendo negociado neste instante. A saída do Moro e a não saída do Guedes significa isto, um prazo. Quando o Guedes fala em “chuveirar dinheiro” e “duzentos milhoes de trouxas”, significa que a gritaçada no meio da fascistada do mercado tá que tá.

    O que pode realmente mudar são as relações internacionais. A coisa aí passou até do ponto da avacalhação. E, diferentemente da relação com a Universidade, os generais têm certo apreço por essa área, gostam de viajar, gostam de dizer que conhecem o mundo, a Historia… A estupidez desvairada desses espiritos de porco do bolsonarismo arranha o verniz de cavalheirismo que o generalato gosta de apresentar.

    26
    1
    • Análise certeira. São as aproximações sucessivas confessadas pelo Mourão, tudo devidamente registrado em vídeo (se não me engano, naquela palestra para seus confrades maçons). Dizer que ele é “racional”, “mal menor”, “deu uma guinada democrática” e coisas assim é, no mínimo, ingenuidade. Parece que o Exército é o real fiador da mudança de regime, ou seja, da guinada ultra-radical-neoliberal e do alinhamento visceral (subserviência) do BR com a potência hegemônica decadente. Possivelmente a G.L.O. do Rio tenha ligação, inclusive, com o caso Marielle: os generais matreiros tendo uma espada pra botar no pescoço do Bozó (sim, eles sempre souberam muito bem quem é esse sujeito).

      12
      1
  2. Nassif: seu tiro foi na mosca. Esse xadrez veio corroborar as observações da galera, tipo “difícil escolha de Sofia” — com qual você ficaria, câncer no seio ou no câncer no útero?

    7
    3
  3. A Escola Superior de Guerra,de onde toda essa escumalha é proveniente,não de graça,surgiu após uma visitinha de um grupo de militares (a época) no condado dos falcões do norte.
    Por acaso,não mais de por acaso,desde então essa escumalha que transformou-se em milicos estuda dia e noite golpes contra seu povo e a favor dos falcões do norte,com breves espaços para os civis arrumarem a situação caótica deixada por eles e,quando o caixa está cheio,novamente aparecem para “salvar” o país do mal provocado pela democracia.
    Assim,não há porque dizer de incógnita.Aqui vale a máxima: Tem focinho de burro,tem rabo de burro,tem orelha de burro,tem tudo de burro então só pode ser milico.

    26
    1
  4. De qualquer modo, não devemos, penso eu, cometer com Bolsonaro o mesmo erro que foi cometido com Dilma. Existe crime de responsabilidade cometido pelo presidente durante o exercício de seu mandato que justifique um impeachment? Ou vamos retirar um presidente porque não concordamos com a política adotada por ele? Será que nada aprendemos com o impeachment de Dilma e vamos repetir o espetáculo grotesco? Votaremos sim em nome da família, da saúde, das relações diplomáticas, dos nossos filhos, cachorros e gatos? Não devemos cometer novamente o erro do republicanismo ingênuo, mas não estaríamos agindo igual aos monstros com os quais lutamos? Que tenhamos sabedoria na escolha que fizermos.

    5
    20
    • O povo tá doidinho pra transformar o marreco em herói….. impeachment do coiso é até aceitável, é a sina desse país com políticos de araque, mas não por esse motivo tosco de diz que diz ….que cuspam os feijões e dêem nomes aos burros….nesse caso, impeachment seria a mais leve das penas….

    • Não escolhemos esse jogo. Mas uma vez imposto pelos outros somos obrigados a jogar feio para não perdermos sempre. Que venham quantos impeachment forem, até às lideranças de bom senso chegarem a conclusão de fazer uma nova constituinte que reforme a política. Ou o povo se rebelar levando a esse desfecho.

  5. 90 anos do Golpismo Inaugural. Uma Nação que foi atrelada ao atraso fascista esquerdopata e ditatorial. E não será fácil se libertar destas correntes escravagistas que já haviam nos deixado até 1930, nas figuras da Intelectualidade e Vanguarda de Machado de Assis, Luiz Gama, André Rebouças, Lima Barreto, Nilo Peçanha,….e foram recolocadas com a volta da Velha Política. Velha Política Fascista que nos persegue desde então, nestas 9 décadas. O Golpismo sempre à espreita. A Voz Soberana do Povo Brasileiro? Diretamente. Em Eleições Democráticas, Livres e Facultativas em Cédulas de Papel em Urnas de Papelão, como já tivemos, quando o Brasil era a Vanguarda do Planeta até 1930? Porto Seguro para salvação de almas desesperadas com desemprego, fome, doenças, fascismo, nazismo, pobreza, totalitarismo, atraso, xenofobia, que varriam o QuintoMundismo de Europa e EUA.

    16
  6. Se o corte de tempo for 30 até 85, um civil sem ligação com as FFAA era exceção ( Jk, e Janio-Jango, sendo que só JK terminou o mandato ). As FFAA ficaram fora do jogo político por 33 anos, só se preocupando, a alta cúpula, em gastar seu ordenado e suas regalias (que não encontram paralelo em países civilizados, como o bolsa virgem, né Maitê e Duarte? ). Estariam dispostas a entrar nesse jogo de novo, que fatalmente leva a desgastes? Eu entenderia que entrassem se não tivessem sido poupados na vergonhosa reforma da previdência do ano passado ou se lá atrás a comissão da verdade tivesse punido de verdade os torturadores. Mas nada disso aconteceu. No lugar deles, eu deixaria o poder pros civis desde que eles não mexam nos privilégios econômicos e não ousem punir as mortes que as FFAA causaram nos 21 de ditadura. Melhor que isso é só não fazer a estupidez de se envolver numa guerra contra a Venezuela.

  7. “Seus colegas de farda, militares da reserva que o acompanhavam antes das eleições, sustentam que ele mudou radicalmente. Conversei com fontes ligadas a esse grupo, que se juntou em torno do Partido Republicano Brasileiro, que abrigou a candidatura de Mourão. Segundo eles, teria se tornado um democrata, convencido da relevância das negociações, do pluralismo democrático.”

    É para rir?
    Infeliz o país que tem este tipo de escolha. Pular da frigideira diretamente para o fogo.
    Estamos mesmo arruinados e o futuro do Brasil no curto prazo será terrível.

  8. “Seus colegas de farda, militares da reserva que o acompanhavam antes das eleições, sustentam que ele mudou radicalmente. Conversei com fontes ligadas a esse grupo, que se juntou em torno do Partido Republicano Brasileiro, que abrigou a candidatura de Mourão. Segundo eles, teria se tornado um democrata, convencido da relevância das negociações, do pluralismo democrático.”

    É para rir?
    Infeliz o país que tem este tipo de escolha. Pular da frigideira diretamente para o fogo.
    Estamos mesmo arruinados e o futuro do Brasil no curto prazo será terrível.

  9. Sub-oficial não! Faça o favor, Nassif.

    Suboficial é graduação de praça na Marinha.

    Bolsonaro pertenceu, pertence, foi insensado pela oficialidade. Foi levado de volta aos quartéis pela oficialidade, pelos oficiais generais que o convidaram às cerimômias e coquetéis… Ahh, mas os praças o apoiam?! Quase todos. Mas ele não entraria nos quartéis sem a conivência dos comandantes.

    Sei lá que termo você vai usar. pode ser oficial médio, oficial comum, oficial do cão, mas suboficial não.

    2
    1
  10. Tao santo que praticou nepotismo em favor do filho e nao teve a denuncia do coronel de favorecimento de empresa em contrato com o exército investigada. As eleições foram manipuladas, devem ser anuladas e novas serem realizadas.

  11. Não há muito o que pensar.
    Mourao e a mesma droga que bozo, só que umas 4 patentes acima. Mas chegamos ao ponto do menor pesar, onde qualquer merda é melhor do que vivemos agora.

    3
    1
  12. Democrata????? Tem que ser muito trouxa para acreditar nessa lenga lenga……aliás, lojista ele mesmo, alçado ao último grau, pois não ficaria bem presidente subalterno- M.O……
    Que democrata é esse que só se junta com banqueiros-rentistas-abutres-carniceiros?
    Já afirmou que o salário mínimo no Brasil é alto, quando na realidade é um dos mais baixos da América Latina, se não for o mais baixo após o derretimento do real, já se posicionou contra o décimo terceiro salário…. ou seja, é contra tudo o que é favorável ao trabalhador e aposentado..
    Quanto a defender o agronegócio é o mesmo que defender a elite podre, sem novidades aí…
    Quem quiser que seja enganado, mas seria mais do mesmo, ou até pior……

  13. Eu lamento discordar, mas não vai acontecer nada, ou melhor vai, nós vamos continuar aturando essa sombria mistura de bordel com hospício até dezembro de 2022.
    Bolsonaro é uma tragédia, é incapaz até mesmo de entender o significado da palavra “governar”, por isso não se pode falar em Governo Bolsonaro, porque tal coisa nunca existiu.
    O máximo que ele consegue fazer é isso aí que os brasileiros são obrigados a assistir diariamente: levar adiante uma arruaça, tomar conta de uma gang, a turma dele e dos filhos.
    Não há 342 votos na Câmara para o impeachment. Talvez se chegasse a esse número com o povo nas ruas, mas não há povo nenhum pedindo o fim dessa baderna federal.
    O único grupo que tem saído em manifestações é a turma de fanáticos da família.

  14. Fiquei pensando;Se eu tomar essa vacina REVIGORANTE da gripe,essa mesmo q ressuscita e não mata, junto com a vacina dos EUA q virá contra o corona, eu serei invencível tipo o Super Homem !!!

  15. Não há dúvidas de que a presença do birulito na presidência é terrível para a nação. Porém, entregar o poder ao Mourão poderá ser fatal para a democracia e jogar o país em anos ou décadas de trevas. Talvez seja melhor deixá-lo onde está, pois seus eleitores precisam sofrer na carne seus desmandos para cair a ficha e ele está conseguindo, como ninguém, (nem mesmo a oposição), desmoralizar a direita neste País.

  16. NÃO SE TRATA DE ESCOLHA DE SOFIA OU TERGIVERSAÇÃO SOBRE A NATUREZA POLÍTICA E IDEOLÓGICA DO MOURÃO. TRATA-SE DE QUE NENHUM ARGUMENTO É VÁLIDO OU CORRETO QUANDO SE TRATA DE IMPEDIR OU FORÇAR O IMOBILISMO NA LUTA DE GOLPEAR O FASCISMO. A CONTRADIÇÃO PRINCIPAL HOJE ENVOLVE O NOME DE BOLSONARO E ELE DEVE SER GOLPEADO DE TODAS AS FORMAS POSSÍVEIS. QUALQUER ILAÇÃO TIPO -AH MAS SE DERRUBARMOS ELE VAI SER PIOR, NÃO SE CONVALIDA EM NENHUMA HIPÓTESE. COMBATER O INIMIGO E FAZER AVANÇAR A LUTA, DEITANDO POR TERRA UM OBSTÁCULO DE CADA VEZ.

  17. Talvez seja melhor deixar sangrar, sangrar até o fim. Sai a besta e entra o general? E um general com logística, com estratégia. Que estratégia ? Para onde podemos caminhar. Sei não… Não temos a midia do nosso lado, a midia me parece , está pronta para indicar um novo neoliberal, e a desigualdade do povo q vá para o inferno. É assim q pensam, só pensam em um Brasil que desconhece sua história, sua identidade.

  18. Do quanto tenho acompanhado, desde quando seu nome emergiu na ribalta com o episódio do comando sul, ocasião em que sem peias elogiou entusiasticamente a ditadura e a tortura [“Em outubro de 2015, quando era o Comandante Militar do Sul, Mourão permitiu e incentivou uma homenagem póstuma ao coronel Brilhante Ustra, promovida pelo comandante da 3ª Divisão de Exército, no Rio Grande do Sul, realizada na 6ª Brigada de Infantaria Blindada em Santa Maria, cidade natal de Ustra.” Ver: [https://bit.ly/3cYQO9D] mourão apenas se diferencia pela camadinha de verniz vagabunda que usa como botox para efeitos de public relation. Na essência é tal-qualmente o capetão, quiçá ainda mais temerário pelo dissimilado.Toda condescendência com suas intenções e sobretudo práticas impatrióticas, antipovo e antidemocráticas correspondem a atribuição de créditos não devidos nem merecidos. Esta a minha opinião.

  19. + comentários

Deixe uma mensagem

Por favor digite seu comentário
Por favor digite seu nome