3 de junho de 2026

Esquerda se articula para tirar Comissão de Direitos Humanos de Feliciano

Sugerido por Celso Orrico

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Da Carta Maior

 
Segundo a deputada Érika Kokay (PT-DF), é preciso recuperar esta importante comissão, hoje sequestrada por um projeto de poder de caráter obscurantista.   
 
Najla Passos
 
Brasília – Às vésperas do início do novo período legislativo, parlamentares comprometidos com os direitos humanos dão início às articulações para a retomada do controle da Comissão de Direitos Humanos (CDH) da Câmara que, há um ano, desde que passou a ser presidida pelo deputado e pastor Marcos Feliciano (PSC-SP), inverteu seu papel histórico e passou a se constituir o principal palco de destilação de ódio homofóbico do Congresso. 
 
“A CDH hoje está sequestrada por um projeto de poder, de caráter obscurantista e fascista, que quer acabar com a laicidade do Estado e considera alguns seres humanos superiores a outros. É uma comissão muito importante para o Congresso Nacional e para a sociedade brasileira. Por isso, precisamos tirá-la das garras do fundamentalismo a que está hoje submetida”, afirma a deputada Erika Kokay (PT-DF), que já aparece em campanhas nas redes sociais como candidata à presidência da CDH.

 
Segundo ela, são campanhas espontâneas e o nome do candidato a ser apoiado pelo PT ainda não está definido. “Nós, os deputados do Núcleo de Direitos Humanos do PT, estamos cientes da necessidade de retomarmos a presidência da Comissão, mas não consideramos que precisa ser, necessariamente, com alguém do partido na presidência: o importante é que a comissão volte a cumprir o papel para o qual foi criada”, afirma ela.
 
Kokay afirma que os deputados petistas já marcaram uma reunião para discutir o tema para 3 de fevereiro, logo após a retomada dos trabalhos na Câmara. “Como o PT tem direito a três comissões na Casa, nós vamos pleitear que a segunda opção seja a de direitos humanos, mesmo que a presidência fique nas mãos de outro partido”, afirma. A primeira opção, historicamente, tem sido pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), considerada uma das mais importantes.
 
A deputada lembra que, mesmo em face das inúmeras violações cometidas contra os direitos humanos de mulheres, gays, lésbicas, crianças, negros e índios no ano passado, a CDH manteve uma atividade completamente alheia. “Nós queremos que o fiasco de 2013 fique na história, para que nos lembremos sempre o risco que a nossa democracia corre em mãos fascistas. Como dizia Nelson Rodrigues, o absurdo está perdendo a modéstia”, acrescenta.
 
Kokay afirma também que, tão logo a comissão seja retomada, os parlamentares pretendem dissolver a Frente Parlamentar criada em 2013 para manter viva e unificada a luta pelos direitos humanos. “A Frente foi a opção que encontramos para manter a luta e fazer frente à atuação fundamentalista da atual presidência da CDH”, esclarece. 

Redação

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18 Comentários
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  1. aliancaliberal

    27 de janeiro de 2014 2:47 pm

    Parei de ler no “fascista”.

    Parei de ler no “fascista”.

    1. Edsonmarcon

      27 de janeiro de 2014 4:21 pm

      ISSO!
      Para que ficar lendo o que todos já sabem?

    2. Alan Souza DF

      27 de janeiro de 2014 4:34 pm

      Fez bem. Se continuasse lendo

      Fez bem. Se continuasse lendo até o funal, e ainda relesse, não entenderia nada mesmo…

  2. Maria Luisa

    27 de janeiro de 2014 3:18 pm

    Ja é tempo

    Realmente Comissão de Direitos Humanos nas mãos de quem não sabe nem entende o que é de fato democracia e a importância de defender direitos de minorias, não da. E a deputada é do PT, Gunter.

    1. Gunter Zibell - SP

      27 de janeiro de 2014 7:35 pm

      Eu sei que Kokay é do PT

      E eu gosto dela, até achei uma pena ela não ter saído como o Dutra fez rsrsrs.

      Mas Agnelo também é do PT, também é do DF e revogou a lei antihomofobia do DF. Isso de partido não conta muito às vezes.

      O que não sabemos é se na reunião de 03 de fev a cúpula do PT irá querer essa comissão ou se a manterá negociada para os partidos conservadores.

      Saberemos na noite do dia 03.

  3. Julio Palmieri

    27 de janeiro de 2014 3:26 pm

    se isso ocorrer, somente será

    se isso ocorrer, somente será porque o Feliciano deixou claro que irá apoiar a oposição!  pois se ele continuasse com o governo essa deputada ira estar sozinha!

    o case Feliciano e a comprovação dos ensinamento de Lao Tse e Maquiavel!  Se tem que fazer o mal, que faça rapido e sem duvidas, era o caso da tentativa inicial de remover o Feliciano, deveriam ter ido sem duvidas e com toda a força disponivel, como fracassou, o Feliciano encorpou e se tornou lider de uma facção evangelica radical!  

    Outra coisa que deveriam ter pensado, e se não podem vencer o inimigo não devem ataca-lo, se a Dilma não queria melindrar os evangelicos e o partido do Feli, então não deveria ter permitido que tentassem remove-lo desde o inicio!

     

  4. Athos

    27 de janeiro de 2014 3:34 pm

    Parabéns aos movimentos

    Parabéns aos movimentos populares.

    Criaram o novo Caiado. Vai se reeleger até o fim da vida e quem sabe até concorrer a Governador.

     

    É esse tipo de coisa que me da total convicção de que há uma real necessidade de se fazer a massa de manobra e… manobra-la.

    Criou o Zepellin, agora força no pulmão e sopre este vento!

    Se deixar solto, só burrices como estas acontecem. Dos tais movimentos populares acéfalos. Só conseguem ver até onde seus olhos alcançam.

    1. J. Alberto

      27 de janeiro de 2014 11:49 pm

      Ufa, não fui só eu que percebi

      Com essa guerrinha santa, as figurinhas carimbadas (Feliciano, Jean) garantiram com larga antecedência suas reeleições pra continuarem bagunçando o coreto no próximo mandato… Ambos certamente ficarão entre os mais votados, e eu não ficaria surpreso se o Feliciano for o deputado mais votado do Brasil em outubro…

      Novas correntes, velhos problemas… São os nossos políticos impedindo que o congresso seja um local sério, não importa o tema… Da abolição ao homossexualismo…

  5. Jorge Nogueira Rebolla

    27 de janeiro de 2014 5:17 pm

    Fascista? O Feliciano?

    O Feliciano é conservador, o petismo é muito mais próximo do fascismo que qualquer “conservadorismo” religioso.

    É incrível como distorcem os significados das palavras…

     

     

     

    1. JB Costa

      27 de janeiro de 2014 5:20 pm

      Convenhamos: rótulos são uma

      Convenhamos: rótulos são uma droga. O termo “fascista” tem o mesmo “sabor” para certo tipo de esquerda, como tem o “comunista” para certo tipo de Direita.

      Seriam, díriamos assim um palavrão sempre disponível para depreciar o adversário. 

      Passa ao largo dessa discussão. É  que esses conceitos já de há muito perderam razão de ser. Não se coadunam com a realidade de maneira nenhuma. 

      Há, sim, e parece que haverá sempre,  visões ideológicas antagônicas, mas não tão nítidas como existiram na segunda metade do século XIX até a derrocada do socialismo “real”, em 1992. 

      Direita e Esquerda necessitam rever seus dogmas e princípios. Mesmo porque alguns já são valores universais, a exemplo da democracia e o necessário equilíbrio entre o individual e o coletivo. Ou seja: falar em Esquerda e Direita “puras” é mentir, 

      Fascismo, tal qual o Comunismo, merce da minha admiração intelectual por Marx, são experiências negativas na história humana. 

  6. JB Costa

    27 de janeiro de 2014 5:27 pm

    Obscurantista, sim, sem

    Obscurantista, sim, sem dúvidas, mas fascista? Nesta estou com o Jorge Rebolla e o Aliança Liberal.

    Por que fascista? Ele apregoa os três principais “ismos” do fascismo: nacionalismo, militarismo e totalitarismo? Talvez seja anti-socialista como todo conservador(em termos políticos-iceológicos). Mas fascista? Parece-me apenas rótulo sem conexão com a realidade. 

    Quanto ao racismo….Ora, o danado é negro. Aquela besteira do Noé não passou disso, besteira.

    1. Gunter Zibell - SP

      27 de janeiro de 2014 7:01 pm

      Há mais características para fascismo

      Uma delas é a crença na padronização com base em hipotéticos desejos da maioria desrespeitando direitos de minorias. Isso é totaliratista, não?

      Outra é a manipulação de medos imaginários, como esse de fim de família. Passa a se fomentar uma guerra de consciências e discursos. É guerra também, só que não contra forças militares externas.

       

       

      1. JB Costa

        28 de janeiro de 2014 12:35 am

        Respeito a tua opinião, mas

        Respeito a tua opinião, mas não me convenci. Não quero, nem quis fazer nenhuma defesa desse pastor-parlamentar. Só não concordo é com essa pecha de fascista.

  7. leonidas

    27 de janeiro de 2014 6:03 pm

    Incrivel como na boca da

    Incrivel como na boca da esquerda a palavra facista perdeu completametne o sentido …

  8. alexis

    27 de janeiro de 2014 6:11 pm

    Minorias Espertas

    “inverteu seu papel histórico e passou a se constituir o principal palco de destilação de ódio homofóbico do Congresso.“

    Eu tenho visto ódio de homossexuais contra o Pastor e não o inverso. O Pastor nunca tratou aos homossexuais da forma ofensiva e agressiva que, por exemplo, neste blog é tratado.

    “A CDH hoje está sequestrada por um projeto de poder, de caráter obscurantista e fascista, que quer acabar com a laicidade do Estado e considera alguns seres humanos superiores a outros.”

    Quem considera alguns seres humanos superiores (eles mesmos) são justamente os LGBTs, que desejam leis especiais, super direitos e privilégios, vivendo a sua nova vida em camarote especial. Enquanto fingem de “tadinhos”, a rede Globo, a Coca-Cola e o capitalismo global em geral (até o Prêmio Grammy ontem, com numerosos casamentos LGBT) fazem a maior propaganda, sabendo do seu poder de consumo. O Pastor apenas não foi nessa conversa.

    “direitos humanos de mulheres, gays, lésbicas, crianças, negros e índios” (que vêm agora, anões, loiras, gordos?)

    Como sempre, grupos espertos metem os LGBT no mesmo pacote com os negros, os únicos que merecem mesmo Leis especiais e atitudes compensatórias, pelo menos durante algum tempo.

    Resumindo, não desejo na CDH nem o Pastor nem aquela deputada fanática do PT que fez a entrevista; a CDH deve procurar o melhor para o conjunto da sociedade, e o melhor é dialogar com as minorias para que elas façam algum esforço em se integrar ao invés de ficar pedindo Leis especiais para cada grupo que surge.

     

  9. Zanchetta

    27 de janeiro de 2014 9:33 pm

    Tudo um bando de comunista

    Tudo um bando de comunista fascista…

    1. aliancaliberal

      27 de janeiro de 2014 10:11 pm

      Zancheta, comunista fascista

      Zancheta, comunista fascista é redundância.

       

  10. Flávio Faria

    28 de janeiro de 2014 3:51 am

    Por que não esquecem o Feliciano?

    Por que não esquecem o Feliciano? O Feliciano já se despediu da Comissão de Direitos Humanos. Ele mesmo sabe que não volta ao posto em 2014, o que foi amplamente veiculado na imprensa. Aquilo foi uma lambança do PT que não irá se repetir esse ano. 

    Portanto não há articulação para “tirar” o Feliciano, o homem já está fora. Na verdade, essa deputada está é cotada para presidir a CDH. Então por que simplesmente não esquecem o Feliciano? Como se vê, não são só os pastores fundamentalistas que adotam a tática suja de demonizar o outro para se promover.

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