Jornal GGN – Tudo indica que Jair Bolsonaro terá muita dor de cabeça com a instalação da CPI da Covid. Dos 11 titulares, o governo só tem 4 aliados na comissão instalada a partir desta semana para investigar a gestão temerária da pandemia do novo coronavírus, que já fez mais de 362 mil vítimas fatais no País.
A base governista se articula para tentar, ao menos, emplacar um senador independente na presidência da CPI. Já na relatoria, a notícia é que o governo sabe que não tem força para barrar Renan Calheiros (MDB) na relatoria. O partido possui o maior bloco e a maior bancada do Senado.
Pela tradição do Senado, o primeiro signatário da CPI (no caso, o autor), deveria poder ocupar a presidência da comissão. No caso, seria Randolfe Rodrigues (Rede), que disse nesta semana, à TVGGN, que poderia compor com Renan na relatoria.
Ventila-se, contudo, que o governo tenta colocar alguém independente do PSD, por ser a segunda maior bancada do Senado, ou um senador do segundo maior bloco do Senado, formado pelo Podemos, PSDB e PSL. Um dos nomes cotados é o do tucano Tasso Jereissati.
Confira a composição da CPI:
Governistas: Marcos Rogério (DEM-RR), Jorginho Melo (PL-SC), Ciro Nogueira (PP-PI) e Eduardo Girão (Podemos-CE)
Independentes: Eduardo Braga (MDB-AM), Renan Calheiros (MDB-AL), Otto Alencar (PSD-BA), Omar Aziz (PSD-AM) e Tasso Jereissati (PSDB-CE)
Oposição: Randolfe Rodrigues (REDE-AP) e Humberto Costa (PT-PE)
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