Marco Feliciano é cotado para Ministério da Cidadania

A pedido e Bolsonaro, bancada evangélica apresenta também os deputados Gilberto Nascimento (PSC-SP) e Ronaldo Nogueira (PTB-SP) para o cargo 
 
Foto:  Reprodução/TV Brasil
 
Jornal GGN – O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) pediu para a bancada evangélica do Congresso o nome parlamentares para liderar o Ministério da Cidadania, mais uma criação do futuro governo. 
 
Os nomes indicados foram dos deputados Gilberto Nascimento (PSC-SP), Marco Feliciano (Podemos-SP) e Ronaldo Nogueira (PTB-SP). O ministério deve reunir as áreas sociais do da futura gestão, incluindo o Bolsa-Família. 
 
Outro nome cotado é do senador Magno Malta (PR-ES). Segundo informações do O Globo, sua indicação é compreendida como “mérito próprio” pelas lideranças da bancada evangélica que afirmaram não ter nenhuma resistência ao nome. 
 
Ainda, segundo o jornal, os parlamentares preferiram indicar outros nomes que não de Magno Malta, por entender que ele deverá ser contemplado em algum cargo do próximo governo. 
 
Bolsonaro também deu abertura para os deputados do grupo indicarem nomes para outras áreas. Seu objetivo é negociar com as bancadas temáticas conforme as possibilidades de vagas na sua gestão. 
 
Nogueira foi ministro do Trabalho de Michel Temer. Já Feliciano tem maior proximidade com Bolsonaro, mas pesa contra ele ter apoiado, inicialmente, Álvaro Dias para a Presidência, antes de aderir ao militar da reserva. A possibilidade mais remota é da nomeação de Nascimento, considerado um deputado de baixo clero e em seu segundo mandato.
 
A bancada evangélica tem como vitória ter barrado o nome de Mozart Ramos, diretor do Instituto Ayrton Senna, para o ministério da Educação. Resultando na escolha do filósofo colombiano Ricardo Vélez Rodríguez, favorável a Escola sem Partido e defensor das ditaduras militares que tomaram conta dos governos latino-americanos entre os anos 60 e 80.  
 
O caso Patrícia Lelis 
 
Em 2016, Marcos Feliciano, que também é pastor, foi acusado pela jornalista Patrícia Lélis de tentativa de estupro. O caso teria acontecido em junho daquele ano quando Patrícia, então militante do PSC, aceitou um convite para se reunir com Feliciano no apartamento dele, para discutir uma proposta de cargo. 
 
Segundo a jornalista, Feliciano ofereceu o trabalho em troca de se tornar amante dele. Diante da recusa, o deputado teria iniciado uma série de agressões tentando arrastá-la para o quarto pelos cabelos e dando socos. O barulho chamou atenção de uma vizinha que teria tocado a campainha insistentemente.
 
Enquanto Feliciano foi atender a porta, Patrícia disse que conseguiu vestir parte das roupas e sair do apartamento. 
 
Após fazer um boletim de ocorrência e expor o parlamentar nas redes sociais, a jovem e sua mãe teriam sofrido mais uma agressão, dessa vez do então chefe de gabinete de Feliciano, Talmar Bauer que as teria mantido em cárcere privado ameaçando Patrícia com uma arma para gravar vídeos inocentando o deputado. Essa última acusação, levou a jovem a se tornar ré na Justiça de São Paulo, via denúncia do Ministério Público, em favor de Bauer, por falsa comunicação de crime e extorsão. 
 
 
 

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