Itália tem mais de 100 casos de coronavírus e coloca 52 mil pessoas em quarentena

A Itália é a primeira nação europeia a estabelecer a quarentena a cidades para lutar contra a epidemia, isolando 52 mil pessoas em 11 municípios.

Na luta contra a propagação do coronavírus Covid-19, 11 municípios do norte da Itália estão isolados e 52 mil pessoas estão proibidas de deixar zonas limitadas pelo governo nas regiões do Vêneto e da Lombardia. REUTERS/Flavio Lo Scalzo

da RFI

Itália tem mais de 100 casos de coronavírus e coloca 52 mil pessoas em quarentena

por Daniella Franco

Foi o presidente da região da Lombardia, Attilio Fontana, que informou sobre o salto no número de infectados pela doença no país, especialmente no norte. “A nível nacional, superamos 100”, completou, antes de fazer um apelo por uma “maior atenção nas fronteiras, como deveria ter acontecido quando pedimos”.
Na luta contra a propagação do coronavírus, 11 municípios do norte do país estão isolados e 52 mil pessoas estão proibidas de deixar zonas limitadas pelo governo nas regiões do Vêneto e da Lombardia, as mais atingidas pela epidemia. Empresas, escolas, restaurantes e bares estão fechados e eventos culturais e esportivos foram cancelados.

 

A Itália é o primeiro país a registrar vítimas europeias do coronavírus: um homem e uma mulher morreram neste fim de semana. O governo havia informado na manhã deste domingo que 79 pessoas estavam contaminadas no país. Segundo a televisão italiana, esse número já chegou a 111.

Mortes aumentam pelo mundo

Na Coreia do Sul – o segundo país mais afetado pela doença no mundo – o nível de alerta será revisado para o mais alto. Quatro pessoas morreram no país e outras 556 estão contaminadas.

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Na China, mais 97 pessoas morreram e o número de vítimas do coronavírus foi elevado neste domingo para 2.442 mortos. No total, 77 mil pessoas estão contaminadas no país.

Segundo o canal de TV japonês NHK, um terceiro passageiro do navio de cruzeiro Diamond Princess, em quarentena em Yokohama, faleceu neste domingo. O homem de cerca de 80 anos havia sido retirado do navio e hospitalizado há alguns dias, mas seu estado de saúde se complicou neste fim de semana.

No Oriente Médio, o Irã é o país com o maior número de contaminações. As autoridades indicaram a morte de mais três pessoas neste domingo, elevando o número de vítimas para oito no país. Outras 43 pessoas estão infectadas.

O Ministério da Saúde de Israel informou que cerca de 200 alunos israelenses foram colocados em quarentena após terem contato com peregrinos sul-coreanos. Ao retornarem à Coreia do Sul, 18 deles foram diagnosticados com a doença.

Na França, o ministro da Saúde, Olivier Verán, afirmou neste domingo que o país observa a situação na Itália e se prepara para uma epidemia. Segundo ele, é “muito provável” que haja novos casos de contaminação em território francês.

A França registrou a primeira morte por coronavírus fora da Ásia, um turista chinês de 80 anos. Após a hospitalização de alguns contaminados, apenas uma pessoa segue internada em Paris.

2 comentários

  1. Não seria mais sensato elevar a resistência orgânica da população em vez de isolá-la?
    Esqueci-me de que curar é mais lucrativo do que prevenir.

  2. O governo da China é o responsável da disseminação, primeiramente por esconder os efeito infecciosos do novo vírus e em seguida em nome dos interesses econômicos/financeiros do dragão, minimizando-os.
    A bota deveria ter colocado todos os filhos do dragão de retorno da China em quarentena, se bem que ninguém sabe como eles se movimentam e quantos são.
    Lamentavelmente agora todos eles são classificados como “untores” ou seja como eram calssificados os difusores da peste nos tempos medievais, um preconceito que o Xi deles poderia ter deduzido.

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