12 de junho de 2026

MPF cobra acesso garantido do Piauí à tratamento com hidroxicloroquina

"É imperioso que o Poder Público garanta o acesso a todos os tratamentos e medicações necessários para a proteção da vida", pediu procurador
Reprodução

Jornal GGN – O Ministério Público Federal (MPF) solicitou que a Justiça determine a obrigatoriedade de garantir o uso da hidroxicloroquina e outras medicações determinadas no Protocolo Covid-19 para o tratamento do coronavírus no estado do Piauí.

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Nesta quinta (14), o MPF, por meio da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão no Piauí, entrou com uma ação civil pública para obrigar o Estado, o município de Teresina e o país a permitirem este acesso da medicação à saúde pública.

A justificativa da Procuradoria é que “sólidas evidências comprovam que, se iniciado na fase inicial, esse tratamento tem elevado potencial para barrar o avanço da doença para os estágios mais avançados, quando o paciente, já em estado grave e debilitado, precisa da estrutura de um leito de UTI”.

Diante disso, o procurador Kelston Lages pede que sejam feitos os treinamentos aos médicos da rede pública para a aplicação deste protocolo e começarem a utilizar o tratamento, segundo a orientação médica e a disponibilização da medicação. Além do tratamento em si, a ação busca evitar “maior dano ao orgnaismo dos pacientes e, consequentemente, superlotação dos leitos de UTI”.

“É imperioso que o Poder Público garanta o acesso a todos os tratamentos e medicações necessários para a proteção da vida. Em todo o ordenamento jurídico, esse é o bem maior a ser tutelado pelo Estado e a sua razão de ser”, destaca o procurador.

“Esse protocolo embora não atenda a todas as exigências da comunidade científica, mostrou-se solidamente eficaz, diante do conjunto de relatos de médicos brasileiros e de outros países sobre experiências exitosas com esse tratamento. De outro lado, é necessário lembrar que o estudo com as vacinas ainda demandarão bastante tempo, de modo que se houver uma espera maior, a taxa de mortalidade será ainda enorme”, argumentou.

Leia a petição, abaixo:

Redação

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