As meias verdades de Marcelo Queiroga

Ministro diz que Brasil é um dos cinco países que mais distribuiu primeira dose da vacina, mas percentuais estão entre os mais baixos do mundo

Ministro de Estado da Saúde, Marcelo Queiroga. Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Jornal GGN – O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, depõe pela segunda vez à CPI da Covid-19 no Senado Federal. Em meio a diversos questionamentos, Queiroga reafirmou que o Brasil é um dos países que mais distribuiu vacinas no mundo.

“Já ultrapassamos a marca de 105 milhões de doses de vacinas entregues a estados e municípios, o que coloca o Brasil em uma posição entre os cinco países que mais doses de vacina distribuiu com a sua população”, disse Queiroga.

“Desse total de 105 milhões de doses distribuídas, 71,7 milhões já foram aplicadas. 30% da população vacinável, ou seja, aqueles acima de 18 anos, que perfaz aproximadamente 60 milhões de habitantes do Brasil, já receberam a primeira dose da vacina. Isso, 48,8 milhões de habitantes. 22,9 milhões tomaram a segunda dose, ou seja, 14,3% da população vacinável já recebeu a vacina”.

Segundo Queiroga, o país aparece no ranking como terceiro país que mais aplicou a primeira dose de vacina. Contudo, uma consulta ao site Our World In Data contradiz o ministro e mostra o Brasil como o quarto país que mais administrou doses de vacinas contra covid-19, com 71,69 milhões de doses até o dia 06 de junho.

A China aparece em primeiro lugar, com 794,13 milhões de doses, seguido pelos Estados Unidos (302,85 milhões) e Índia (230,49 milhões). O gráfico em questão considera a contagem de uma única dose – e, segundo o gráfico, pode não representar o número total de pessoas vacinadas.

Os dados do Our World In Data mostram ainda que o Brasil vacinou o equivalente a 12% da população com a primeira dose. O percentual é inferior ao registrado em países como Uruguai (26%), Alemanha (22%), França (23%), Reino Unido (18%) e Chile (14%), como é possível ver no gráfico abaixo

Quanto ao ciclo de vacinação completo (duas doses de vacina), 11% da população brasileira está completamente imunizada, percentual semelhante ao visto no México e um dos mais baixos do mundo, à frente apenas da Rússia (9,2%) e da Índia (3,3%), como é possível ver no gráfico a seguir.

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