Brasil é o próximo grande risco de COVID-19? Veja infográfico

Brasil tem o segundo maior número de mortes per capita da região, ficando atrás apenas do Equador

Jornal GGN – Depois das histórias de horror vindas do Equador, onde mortos por coronavírus ficaram dias aguardando remoção nas ruas, a questão agora é que outros países da América do Sul correm o risco de serem esmagados pela pandemia.

Um levantamento do site The Essential, divulgado no último dia 9, mostra que o Brasil tem o segundo maior número de mortes per capita, que é considerada a métrica mais confiável para fazer comparações entre países até agora.

O País sob Jair Bolsonaro, que resiste à extensão das medidas de isolamento social em nome da economia, registra a curva mais acentuada da região, o que significa que a velocidade da disseminação do coronavírus também é a mais alta do subcontinente.

Hoje com mais de mil mortes e 20 mil casos oficialmente confirmados de COVID-19, Brasil tem a maior população do continente (210 milhões), sendo assim “fácil de ver como o crescimento exponencial pode rapidamente transformar o País em uma tragédia semelhante à da Europa Ocidental”, anotou o portal.

As “favelas densas e superlotadas também levantaram preocupações sobre a possibilidade de uma rápida disseminação entre os mais pobres do país, uma ocorrência relativamente nova, dado que a China ou a Europa (os centros originais da pandemia) não precisam lidar com esses problemas da mesma maneira escala”, frisou.

The Essencital ressaltou que apesar de Bolsonaro, a maioria dos governadores pediu que os cidadãos fiquem em casa. “Isso ocorreu comparativamente mais cedo no ciclo do que na Itália, Espanha ou EUA, cujo contágio em massa começou pelo menos um mês antes e provavelmente resultou no Brasil tendo uma curva mais plana do que os europeus há um mês, como mostra o infográfico.”

Para o portal, é preciso considerar que “os sistemas de saúde, saneamento e economias da América Latina são muito mais fracos do que os do primeiro mundo” e, por isso, ninguém sabe ao certo como as curvas continuarão a evoluir no Brasil e vizinhos.

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